História Crônicas de Althunrain - O Caçador e a Raposa - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 3.634
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Fan fic de uma obra minha, pois é, estranho isso, mas será irado fazer obras aparte, e claro, quem quiser fazer uma fan fic da minha obra principal ou dessa, a vontade, só me avisa que vou amar muito ler :3

Capítulo 1 - A Bondade por Detrás da Máscara


Fanfic / Fanfiction Crônicas de Althunrain - O Caçador e a Raposa - Capítulo 1 - A Bondade por Detrás da Máscara

Voltava de uma caçada farta, três faisões faziam minha carga, minhas botas negras como toda minha túnica me davam a aparência de um necromante, mas sou apenas um espadachim arcano... Levava comigo minha espada de Arcnonita branca nas costas presa por um colete negro de couro e fivelas de aço, meus cabelos dourados caíam por meus ombros cansados por onde amarrei as patas dos faisões juntas e os levava com certo descaso.

Me perdia em pensamentos longínquos enquanto andava por ali, isso até ouvir passo rápidos pela mata semi-densa de meu território, forcei minhas pernas para o rumo daquilo e com a mão direita peguei minha espada que criou símbolos no ar reduzindo a luz da Lua cheia e ao vento frio, me esgueirei como um fantasma pelas sombras com a emoção de caçar a mil, e para meu pleno prazer, era um Nanci.

Era uma raposa de pelagem maltrapilha que perderam um pouco a cor alaranjada, mas suas patas inferiores, peitoral e virilha eram negros como carvão, trajava uma tanga de peles cinza e parecia perdido, no mínimo perdeu o que procurava, mas deve saber que não se brinca conosco...

Esperei a hora certa e puxei do quadril uma boleadeira de couro, ele me viu levantar detrás de alguns arbustos e em espanto correu, mas certeiro lancei aquilo em seus tornozelos e ele cai com violência.

— Peguei!? – cheguei perto com a espada declinado em punho, ele lutava para se livrar e correr, mas me adianto com um chute em seu rosto, seu focinho soltou sangue e ele tonteou.

— Humano! – ele falou assustado e pisei em seu peito o tirando ar. – Ahh! – gemeu de dor, suas mãos foram a minha bota para tentar livra-lo, mas só recebeu um soco no rosto forte o suficiente para desmaiar.

— Um bichinho perdido... Que conveniente... – tirei a boleadeira de suas pernas e o fitei, estava muito magro, as patas estavam sujas, e ao tocar nelas, sinto o barro seco, choveu faz dois dias, então ele veio de longe, e com pressa. Apalpei seu pescoço na procura de alguma marca, não havia uma, mas senti a de uma coleira que deveria estar aqui.

Suspiro pesado, problemas... De novo... – Acabaram de me encher o saco por matar uma velha que eles acreditam ser uma simples senhora, mas se a vissem bebendo sangue de crianças... - resmungo isso na mente enquanto deixo minhas coisas de canto, trago a espada e a pouso em seu pescoço. – Morto não traz problemas pra ninguém... – falo sozinho, iria fazer o corte, mas meu intelecto criou situações diferentes.

E se ele pertence a alguém importante? Bom, não seria, pois não iria fugir inteiro... Falando em inteiro... Olho seus testículos, estavam intactos ao que vejo, se não é castrado, não é doméstico, ou seja, as chances de pertencer a um nobre é muito, muito pequena, de qualquer forma, com certeza é um evadido, assim, seria melhor amarrá-lo aqui e deixar a sorte, se esta vier a ele, seus caçadores o encontram, ele volta para casa, é punido, e todos continuamos nossas vidas.

E é essa decisão que me é mais viável, jogo minha mochila no chão e tiro uma corda vermelha longa, faço um laço firme e viro o Nanci de barriga para baixo, seu corpo mole é difícil de manter onde quero, mas consigo passar seus pulsos finos cruzados pelo laço, um indo em uma direção diferente, aperto aquilo e vou intercalando o movimento entre o sentido dos cotovelos ou da cabeça a cauda dele, fazendo assim impossível que maneje algo, ainda mais por estar nas costas, dou um trio de nós em locais diferentes e levo a corda até o centro de suas costas cinzas, pressiono o dedo nela e começo a passar ao redor dele, o impossibilitando de mover os cotovelos para cima ou para baixo e finalizo com outros dois nós bem quando a corda acaba.

Retorno a minha bolsa e trago mais corda, afinal, tenho muitas para escalar montanhas, puxo o couro da nuca da raposa e o encosto em uma das árvores, e assim, círculo o tronco junto a ele o prendendo ali. Para garantir que não vai se levantar e tentar escalar de costas... Pego mais uma, era menor, melhor assim, estou gastando muita coisa com isso, mas tudo para menos problemas. Cruzo seus tornozelos e amarro eles firmemente como fiz com suas mãos, estava pronto, agora é só ir embora que...

— Raaaaah... – ele solta um gemido baixo e tosse, sua cabeça cai para frente e fica ali, rapidamente, reagindo ao seu som, levo a espada até seu pescoço, mas o Nanci permanece desacordado.

Empurro com a ponta seu maxilar a fim de ver seu rosto bem, levanto a máscara que cobre minha boca e vejo algo preocupante, ele estava envenenado? Seus olhos estavam avermelhados ao redor de algo que devia ser amarelo, um laranja era o que contornava o centro negro, levo a mão direita até sua boca e separo seus dentes a fim de ver a língua, esbranquiçada... Vai morrer se ficar aqui, o largo e suspiro pesado, ainda tenho a opção de mata-lo e enterrar o corpo em algum lugar, olha que não é má ideia...

Pelo que sei, ele deve ter comigo Teixo, pois ele respira com dificuldade, não causada pela corda entorno de seu tronco tenho certeza, pois testo-a e há um dedo de folga. Pouso as costas da mão direita sob seu peito e sinto o coração batendo descontroladamente. – Arritmia... É amiguinho... Você vai morrer logo... – me afasto e tiro a máscara do rosto.

Deixar ele ali me ligaria a si por conta de estar em minhas terras, e ser o único alpinista em milhas, porém, posso deixa-lo a sorte, se morrer sem ligações a mim, tudo bem não? Tiro as cordas de suas patas, vou a árvore e o liberto dela também, solta-lo totalmente por aqui é um problema, devo leva-lo para mais longe antes de descartar seu corpo... O coloco no ombro e sinto o peso dele, não passava de cinquenta quilos, coloco sua cabeça para a minha frente a fim de não ser surpreendido e levo o animal pela minha floresta, quando vejo o riacho sei que estou perto da fronteira, a madrugada estava no auge, e começava a ficar mais claro ainda, minha fome indicava ser quase meio dia.

Verificava a pulsação do Nanci a cada dez minutos, quando morrer o solto no chão e pronto, mas algo diferente acontece, depois de tossir algumas vezes, ele vomita, já apontado para baixo, apenas tiro o pé do rumo e vejo algo verde cair, era nojento. – Ahhh... – sua consciência voltou? Ora, ótimo.

O jogo longe de sua sujeira, ele cai na terra com força e perde o ar. – Porque está nas minhas terras? – pergunto com calma a ele, afinal, minha refeição já está descarnada e salguei elas bem, o problema seria um Artral, mas não os vejo a dois invernos. – O que faz aqui Nanci?

— Ahh, minha barriga... – ele tenta tocar onde disse, mas nota as amarras. – O quê? – sua respiração é pesada, cansada. – Me solta... Eu... Preciso correr... – suas forças acabam rápido, apesar disso, tenta ficar de pé.

— Você vai morrer raposa. – falo sem me preocupar em nada. – Está envenenado seu imbecil, comeu Teixo... Logo seu coração vai parar. – ele fica agitado e preocupado, mas sua fraqueza não o permite reagir bem a notícia.

— Eu, eu não quero morrer! – seus olhos ficam mirados no chão. – Me deixa ir embora... Juro que nunca mais volto, eu só estou... Perdido... – ele cai em um joelho, seu semblante era decadente.

— Você não sobrevive até essa noite Nanci, se quiser posso te dar uma morte rápida. – mostro a ele minha espada. – Mesmo que não ligue para você...

Seus olhos puídos se levantam até mim com dificuldade e perdem o foco, seu corpo cai no chão, espero alguns segundos para aproximar e toco seu pescoço. – Merda... – estava vivo. – Nanci dos infernos... – a tentação de soltá-lo aqui é enorme, mas é obvio que, caso viva, o que é muito, muito improvável, ele poderá causar problemas a mim, ainda mais se for capturado por quem pertence, pois o peguei e não devolvi as autoridades. – Porra! – reclamo para ninguém, bom, ouço esquilos fugindo ao me ouvir.

Pego o couro de sua nuca com raiva e o levanto do chão, um corte simples, um buraco raso, e silêncio, só isso que preciso. Mas, ele me lembra meu cão que tive quando pequeno, ele morreu de velho, e esse merda ganhou um pescoço intacto, e por mais que odeie dizer isso... – Vamos para casa... Ahhh, mas esse imbecil fica na gaiola. – converso comigo mesmo.

 

Refazia o caminho de volta, lá, o solo era pedregoso, mas perto de casa é mais profundo e macio, apesar das árvores de madeira valiosa, vivo em uma caverna que achei e é o motivo de comprar esse vale todo para mim, tudo do lado direito do Rio Chinko é meu até as cordilheiras pálidas. Ninguém vem aqui tão longe das cidades, e é isso que me alerta quanto a raposa, vejo minha casa ao lado de uma cachoeira, musgo e vinhas caiam ao redor dela e suas águas claras enchiam um lago que fiz ao barrar o riacho, tinha uma criação de peixes ali que alimento de vez enquando, a boca da caverna é reforçada com troncos grossos e uma porta de tábuas bem feitas, bom, há duas cavernas aqui, essa decorada é minha casa, o outro lugar é um buraco qualquer que já usei para abrigar cabras, estas que ficaram deliciosas com o vinho que comprei de um nômade a alguns anos.

Aqui dentro, palha seca era amontoada em um canto, acima de nós sei que está minha sala, mas nesse lugar, com um cheiro leve de esterco, é onde vou deixar esse animal, fora um dos pilares de pedra que reforcei como precaução, as bordas dessa pequena caverna foram limpas de pontas e lâminas naturais, há algumas câmaras aqui dentro, duas na verdade, uma onde guardava remédios e tralhas para as cabras, e outra onde coloquei Serilda quando estava prenha, e que hoje vai abrigar um bicho diferente, tive a sorte de achar barras de metal na floresta, restos de uma carroça antiga, e com minhas habilidades toscas em forja, na época, fiz uma porta de madeira maciça nas bordas com as barras no centro, ainda mais, construí uma tampa para as barras a fim de manter Serilda aquecida na época, o teto alto me permite caminhar com velocidade, deixo o Nanci nesse lugar, tem uns três metros quadrados, eu não ligo para seu conforto, mas quero deixa-lo vivo agora, fazê-lo compensar meus esforços, quando estiver bem, amarro ele, vendo os olhos e o levo para longe daqui.

Faço a benfeitoria de trazer um pacote de feno e o largo em um canto, estalo a língua com raiva de gastar algo tão difícil de fazer com um Nanci, desperdício... Me abaixo ao seu lado e tiro uma poção de cura de veneno da bolsa que trago, minha caçada ficou de fora daqui, essa caverna não é apropriada para o que vou comer. O faço beber aquilo ao separar seus dentes com o indicador e dedão, e quando vejo que vai tossir fora seguro sua boca junta, passa alguns segundos e o largo ali, volto só para abrir seu olho direito e conferir, a vermelhidão cessava com extrema velocidade, sobrevive esse aqui...

Trago um grilhão, um martelo e um prego, me ajoelho logo abaixo da tocha única que jaz aqui, apesar de ter uma pequena fenda a direita, o vão dela só é suficiente para arejar o lugar, tenho que acender o fogo nisso depois, miro o prego na pedra pura e começo a martelá-lo, o barulho caótico ecoa dezenas de vezes, mas a raposa continua desacordada, qualquer coisa, minha espada está à disposição. Quando o prego atinge uma boa profundidade, passo o último elo da corrente do grilhão por ele e entorto o prego na martelada a ponto de ser impossível retorná-lo a forma reta original, puxo a corrente para mim algumas vezes, o prego espeço não se move, excelente, me viro ao Nanci e puxo seu tornozelo direito, envolvo-o no metal e fecho aquilo, as chaves estão em meu bolso direito, logo, posso ficar seguro, e desamarrá-lo futuramente sem que corra o risco de fuga dele.

— Você vai me pagar... – falo indo embora, pego um balde que estava por ali, coloco dentro desse lugar, que agora acho poder chamar de cela, e fecho a porta, a fechadura se faz por uma barra de metal que entra na pedra pura bem na altura da maçaneta de madeira. – Mas puta que pariu... – reclamo enquanto saio. – Porque trouxe a porra de um Nanci pra cá? Que merda que estava pensando? – dou cinco passos para chegar a porta de casa, pego minha mochila e minha caçada presas no batente e finalmente entro.

 

A dor de cabeça acaba com uma velocidade assombrosa, tusso mais um pouco e tento impedir-me de jogar algo fora, mas, sinto cordas me restringindo, meus pulsos e meus braços estão firmemente amarrados, mal consigo mexer os cotovelos, olho meu arredor, estava em uma caverna, sinto palha em minhas costas e vejo um fardo de feno ao meu lado, uma única tocha estava apaga do lado contrário a uma porta rústica, o frio que estava sentindo é pouco se comparado com essa última noite, forço minhas pernas doloridas para me sentar na parede côncava e noto um grilhão em meu tornozelo direito, onde estava? Aquele humano era um caçador de escravos? Não... Eu estaria com uma coleira de controle agora, e ele não teria me perguntado se queria morrer... Lembrar disso me faz arrepiar. Seja quem for, meu captor é um homem perigoso...

Noto ainda um balde de madeira, onde devo fazer minhas necessidades, de qualquer forma, estou cativo outra vez, droga... Ao menos aquele mal estar, aquela tontura e palpitação no peito sumiram, seja o que for, ele me salvou, sei disso, mas, se quisesse meus agradecimentos, estaria aqui comigo, ou ao menos... Sinto cheiro de carne assada, meu estômago ronca imediatamente, salivo como um porco e a fome aperta minha barriga, faz dois dias que não como nada, e aquelas frutinhas de ontem, segundo meu captor, quase me mataram.

Ouço a porta se abrir, fico ansioso com cada passo em minha direção, medo só é sobressaído pelo cheiro da carne, estou desesperado por comida, eu faria qualquer coisa, mas, como disse, meu receio me impede. Vejo então, as barras no centro da porta têm uma tapa que só abre do lado de fora, é grande como uma porta dentro da porta, e por isso, vejo o humano, meu corpo treme ao ver seus olhos castanhos me julgando.

Minhas orelhas caem, em sua mão direita estava um pedaço grande de alguma ave, a cor dourada me fazia babar e engolir a saliva repetidas vezes, ele morde um pedaço e vejo vapor sair da carne branca, respiro fundo e junto minhas pernas afrente de mim. – O que veio fazer em minhas terras Nanci? – sua pergunta é ignorada um pouco, pois fico vidrado no que trouxe.

— E... Eu... – falo e babo de canto. – Eu não vim de propósito, eu... eu estou perdido...

— Você pertence a quem? – essa pergunta me faz parar o encanto da fome. Meus olhos caem.

— Meus donos morreram em um incêndio, eu fugi e segui vivendo na estrada, faz... Faz duas semanas... – volto a entrar em transe.

— Para um imbecil, até que sobreviveu um bom tempo... – ele morde mais um pedaço. – Quer? – sua pergunta cretina me irrita, mas, tenho que ser bonzinho agora.

— Sim senhor... Por favor... Não como a dois dias... – ele baixa aquilo e aproxima das barras, o olho diretamente nos olhos, se estivesse brincando, é algo terrível de se fazer. – Posso mesmo? – confiro.

Ele nada faz, só permanece com seu alimento perto das barras negras, me coloco de pé com dificuldade e cainho devagar até ele, mas, quando me aproximo, ele deixa aquilo o mais perto da madeira possível. – De joelhos Nanci... – não há espaço para raiva em mim agora, obedeço na hora, caio de joelhos afrente da porta fazendo o grilhão emitir o barulho característico, mas mesmo assim, estava a um metro dela. – O quanto você quer isso ein? – chego a fazer algo que jurei nunca mais produzir, solto um chorinho fino, para mim, a carne estava a dois centímetros da minha boca, podia sentir o gosto daqui.

— Por favor... Já estou de joelhos... – ele pega aquilo de volta pra si, ira sobe por minha garganta, mas ele arranca uma das coxas e me joga em minha direção. Pego aquilo no ar com a boca e fico muito grato a seu ato, sinto a carne tocando meus caninos, mordo aquilo com voracidade e chego para trás, por não poder manusear, fico mastigando a carne e o osso, tudo junto, o sabor é extremamente bem vindo, saboreando ao máximo a primeira refeição em dias, era divino.

— Fique aí. – fico um tempo naquela nostalgia grandiosa, mas o obedeço, afinal, é o sábio a se fazer aqui. – Vire-se. – a possibilidade de liberdade me anima, bom, ao menos minhas mãos.

Por conta do grilhão em meu tornozelo, fico desajeitado para me virar, sento em minhas pernas e ouço a porta se abrir, engulo seco por saber o que ele traz consigo, o cheiro é forte, mas sei pouco sobre ele, por isso, tenho medo. O humano desata os nós das cordas e alivia a pressão, eu queria me soltar de uma vez, mas forço paciência de mim mesmo, e então, finalmente livre, sinto algo afiado tocar minha nuca. – Sem gracinhas raposa... – levando as mãos ao ar com vagareza.

— Estou totalmente rendido senhor... E, muito obrigado por me salvar...

— Não me agradeça ainda, vai pagar pela poção... – baixo as orelhas.

— Mas é claro, farei qualquer serviço que desejar senhor, ficarei grato em pagar tal dívida.

— Sei... Tem boas palavras, para um escravo fugitivo... – sua espada toca meu ombro direito e arrepio.

— Eu não farei nada contra o senhor, te devo minha vida. – faria menção de me virar, mas sou impedido.

— Olha pra parede! – comanda e o faço. – Até que eu saiba mais sobre você, ficará aqui... Eu não vou ficar alimentando Nanci atoa não, então é melhor ser útil, ou farei meu plano inicial... – o ouço sair daqui. – Um corte e uma vala rasa... – a porta é aberta.

— Po... Posso saber seu nome ao menos, senhor?

— Não, escravo Nanci, você é meu prisioneiro, não temos nenhum tipo de relação, me chame por senhor, eu o chamo por Nanci, fim. – a tranca da porta é fechada e agora posso mudar de posição.

Me viro para vê-lo saindo enquanto morde um pedaço grande da sua carne, engulo seco outra vez, implorando calado, e sendo atendido, o humano volta, abre a porta da cela e me entrega aquilo. – Vai, pega isso ai... – com certo receio me estico para agarrar a comida, minha perna direita fica me mantendo a um metro da porta, mesmo me esticando ao máximo, talvez deitado no chão possa tocá-la com meus dedos. Quando pego aquilo, meu instinto é devorar, mas, quero criar algum laço com meu salvador.

Curvo-me profundamente. – Muito obrigado senhor. – em resposta recebo a porta, sua tranca, e resmungos dele.

 

Mas que merda, agora tenho a porra de um Nanci para alimentar, bom, até ele ficar bem, depois vou colocar ele para trabalhar para mim e quando tiver algum lucro, me livro dele como planejei. Talvez isso foi algo bom, não sei, muito cedo para dizer com precisão... O problema vai ser leva-lo para onde quero que trabalhe, não tenho uma coleira, muito menos uma corrente longa o suficiente. Usar minhas cordas parece uma boa opção, mas por segurança preciso que suas mãos estejam bem amarradas, e dessa forma ele é inútil. Se bem que... Cacei um veado a alguns meses, e devo ter metal ainda na forja, talvez com pó arcano consiga transcrever um comando de rastreio e vinculação, assim poderia mantê-lo preso onde quisesse por meio de magia, o que, obviamente, é impossível que ele manuseie pro ser um Nanci.

Já adiantando esse assunto, entro em casa, minha sala principal grande tem visão de todo o vale, e assim, vejo minha floresta, meu rio e meus campos, sob a mesa grande logo abaixo da janela panorâmica, há um monte de mapas, alguns copos e uma garrafa de vinho que sequei ontem, a escada seguindo o sentido da porta era o caminho que queria fazer, me deitar um pouco seria ótimo, mas vou abaixo dela e abro uma porta pesada que sempre emperra no final, ali havia minha forja completa, levei anos para conseguir tudo, e isso me faz sorrir sempre que entro aqui, o forno estava quente como sempre, demorava muito para esfriar, ainda mais por aqui haver duas frestas somente para a fumaça ir embora. Abro minha caixa de materiais e me decepciono ao ver poucas lascas de metal, e este era o errado para construir o que queria... Fecho sua boca com força, eu havia usado para fazer mais flechas, droga! Volto até minha mesa, abaixo dela há outro baú, neste guardo ingredientes em uma perfeição assombrosa, tudo estava tão bem organizado que posso pegar o que quero sem mesmo olhar, e quanto levando um frasco cheio pela metade de um pó brilhante, sorrio, ao menos isso... Vou ao meu cavalete posto na sala da forja e vejo o couro de veado estirado ali, se bem que uma coleira em inviável agora... Mas e se... Aquele grilhão que ele usa... Pode ser muito conveniente, o importante é ele não poder tirar, e como tenho a chave daquilo, só vou precisar tirar dele, colocar a magia e fazê-lo usar de novo... Bom, isso é assunto para outro dia.


Notas Finais


Em homenagem a um grande leitor meu, Neto Frost, uma fan fic do meu universo, quentinha e direta do louco multiverso que chamo de mente, atenção a você, sim você mesmo, que está lendo isso pela primeira vez, muito do que falo aqui é explicado em outra obra minha, a "Reis Arcanos - Rei Lich", esta é postada nesse mesmo site, e poderá situar vocês de certos nomes que não encaixam uma explicação sabe, enfim, espero que gostem, comentem, e compartilhem, quanto mais pessoas lendo, mais animado fico, e vai ser irado dar outra de berserker e fazer uns 20k...


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