História Crônicas de Althunrain - O Caçador e a Raposa - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Palavras 3.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Surpresa meu amores! >;3

Capítulo 16 - Um Pouco de Civilidade


Fanfic / Fanfiction Crônicas de Althunrain - O Caçador e a Raposa - Capítulo 16 - Um Pouco de Civilidade

Me coloquei afrente de Hedwan, ele estava mancando, mas mesmo assim se manteve perto de mim a todo momento, o ar frio passava por dentro das minhas vestes leves e trazia algumas abelhas gentis quando passávamos por um campo de flores, sinal de que estou perto. Conferia a cada cinquenta passos o quão longe o meu amigo estava, ele parecia bem, digo, não reclamava por conta de dor, até tagarelava sobre suas habilidades de luta que, Hedwan não tem posição de falar. Eu ri dele quando falava sobre o assassino que capturou, contava como o atraiu para uma armadilha, das mais óbvias...

Conseguimos achar a estrada de terra que passava a nossa frente, o imenso campo de flores dessa cidade é realmente bonita na primavera. O cheiro de flores, junto ao clima frio trazem uma paz estranha ao lugar, Hedwan estava muito feliz por finalmente terminar a exaustiva caminhada, mesmo eu, em plena forma, estou cansado e quase não tenho mais água no cantil. Víamos uma muralha cinza e alta perto da floresta do outro lado, as lembranças desse lugar são uma das poucas que são boas, talvez esse homem atrás de mim seja o motivador disso, ele é um dos poucos que tem coragem de me visitar, e é o único que considero como um real amigo. Bom, eu tinha dois, mas, um deles se tornou algo muito mais importante.

 

Chegamos em Sanset, não havia portão fechado nessa época, o “calor” da estação deixa esse povo calorento bem mal humorado, bom, deveria ser assim. As muralhas faziam aquele arco bonito e bem feito para ser o batente de um portão de madeira antigo, árvores altas subiam pelas casas bonitinhas que exibiam cores fortes e festivas junto a um cheiro de fumaça, carne e bebida, ver tantas pessoas por perto é muito estranho, eu sentia um sufoco na gola da roupa, minhas mãos querem ir a espada e mantê-la entre eles e eu, porém, são mulheres bonitas com seus filhos que erguem roupas em seus varais, que trazem algo para seu avô ou pai beber enquanto aproveita uma cadeira de balanço, homens mais determinados treinar entre si com espadas de madeira em um local cercado por paliçada. A energia deles torna cada golpe mais bonito do que efetivo, entretanto, é fácil saber quais deles já viram uma guerra de perto, é só reparar nos olhos e na cabeça, elas sempre se movem na direção do barulho das espadas colidindo, é muito leve isso, se não for atento o suficiente passa batido, sou lembrado disso toda vez que faço o mesmo. Eu não me arrependo de nada que fiz na guerra, bom, eu gostaria de ter matado mais daqueles filhos da puta, porém, recebemos uma ordem direta daquele ser poderoso e, por mais insano que eu e meus companheiros estivéssemos, a silhueta de Aryn neutralizou nossa ira crescente com suas palavras apenas.

Quando vislumbro o meu passado, creio que esse foi o momento mais intenso de todos, no sentido bom e eletrizante.

Hedwan me tira desse devaneio ao bater em meu braço para me chamar a atenção a um lugar em especial, era a casa comunal daquele que comanda a cidade, uma estrutura grande e exuberante com alguns soldados na porta de madeira branca como as paredes que contrastam com os troncos negros que erguem-se alto até o segundo andar, de onde vejo crianças apontando para baixo e discutindo sobre algo. – Eu vou lá falar com ele e entregar o recibo, eh... – ele me olha e ri de algo que veio de sua mente estranha. – Só não morde ninguém... – passando por mim, Hedwan dá uns tapinhas no meu ombro esquerdo e segue mancando pela escadaria que leva as portas.

— Ao contrário de você, eu não lato nenhuma vez. – sorrindo, ele arruma os cabelos para parecer menos imundo e se apresenta para os guardas que me olhavam com estranheza, é raro a minha presença por aqui.

Olho a minha volta, essa mistura de casas e árvores é familiar e deixam o ar mais puro do que esperava, atrás de mim, um banco feito de um tronco único e bem grande foi posto, esculpiram ele fazendo um ângulo suficiente para se sentar e escorar. Fico ali com os cotovelos apoiados na madeira lixada sob a sombra dos dois cedros imensos com galhos espaçados que cobriam até mesmo o telhado da casa comunal, e muito ao seu redor era o local ideal para alguns locais mais abertos onde algumas crianças tocavam de roda ou brincavam de algo que não estou interessado.

Meu amigo estava lá doendo por tanto tempo que minha bunda dói de ficar aqui, minha perna nervosa treme a todo momento, eu realmente não gosto de cidades, é sufocante, apertado, parece que a qualquer momento alguém vai tentar algo contra mim, porém, minha atenção a tudo é grande, minha mão fica perto do pomo de minha espada a todo instante. Alguns homens e moças passam por todas as direções com um sorriso no rosto iluminados pelo Sol dourado da manhã, sorrio de volta simplesmente por educação, queria estar em casa agora, era quase meio dia, precisava rezar aos deuses nesse horário...

— Ehe! – Hedwan sai da casa comunal acompanhado de um soldado totalmente armadurado com placas de aço completas, riam de algo que não ouvi e era notório no bolso direito do meu amigo, um saco de couro pequeno. – Até... – acenando o homem desce as escadas e me procura brevemente com os olhos. – Edward! Eles atualizaram a recompensa a pouco, me rendeu oito moedas de ouro real, toma... – ele me entrega três.

Essas coisas são bonitas, o ourado que rodeia a platina, a brilhosidade do metal em si. – Quatro? Tudo isso? – era o equivalente a quarenta moedas de ouro comum, ou seja, muita coisa.

— Claro, eu te devia muito cara, pelo que fez para mim e por me ajudar a chegar até aqui em segurança, mais que justo. – ele deixa aquilo em minha mão direita e aceito sem reclamar, estou quatro moedas reais mais rico.

Me levanto e o fito dos pés a cabeça. – Acha que está bem? Sugiro que procure um curandeiro, ou um médico sabe... eu só te dei os primeiros socorros. – remexendo o pescoço Hedwan se auto avalia.

— Eu estou muito bem cara, obrigado, mas, sabe, vou ficar melhor com um pouco de hidromel. – ele sorri e aponta a sua esquerda com a cabeça. – Vem? – eu demoro um pouco para responder, isso seria realmente bom? Talvez sim, preciso me focar em outra coisa por enquanto e, quem sabe não reze para Avony por lá mesmo.

 

O lugar que vamos chamado “A Casa do Marido”, eu ri ao ler isso por imaginar o motivo e... esquece...

Entramos lá, estava movimentado para uma cidade desse tamanho, todos aqui nem ligam para nós dois, melhor assim mesmo... o chão de madeira de cedro-negro é meio opaco, o cheiro de cerveja é forte no ar, dele e de pernil com mel, uma mistura perfeita para atiçar a minha fome. As pesas tinham uma lâmpada dependurada no teto logo acima, porém, por conta das várias janelas, esse lugar é claro o suficiente. A esquerda, o balcão se colocava longo para ocupar os três que trabalhavam ali, junto a eles, um senhor de barba branca sorria e ria junto a dois jovens aparentemente viajantes pelas vestes, eles conversavam sobre a qualidade da cerveja e brincavam com o velho. Hedwan e eu víamos a tentação de sentarmos afrente do balcão, era mais perto da saída caso algo acontecesse, mas era o lugar mais exposto também... Assim, por sorte, conseguimos uma mesa no canto, bom, o senhor notou nossa clientela e expulsou um bêbado que dormia lá ao puxá-lo pelas roupas e lança-lo para forma sorrindo como se isso fosse habitual. Com um pano posto acima do ombro esquerdo ele limpa a mesa da poeira e bate o pano nos bancos acolchoados com algo cinza, suas roupas não pareciam de um cozinheiro ou a de um dos atendentes, logo, deve ser o dono.

— Bom dia senhor Joaz. – Hedwan baixa a cabeça levemente ao cumprimentá-lo.

— Eu achei que não o veria de novo Hed, fico feliz que os deuses o tenham abençoado... – o senhor funga junto ao bigode muito bem feito e moldado como os chifres curvos de um touro. – E quem é teu amigo? – pergunta par mim enquanto oferece a mão, seus dedos grossos me mostram um anel dourado, seria ele o marido desse bar?

— Edward, é um prazer. – retribuo o gesto gentil.

— Ahh, sou Joaz, vou servir vocês hoje, por favor sentem-se. – diz cordialmente. E o obedecemos sem pensar, creio que meu amigo esteja mais cansado do que eu também... Com atenção ele sorri mostrando um dente de ouro, não, dois. – O que vão querer?

— Traga uma... uma jarra de hidromel e eu senti um cheiro maravilhoso de algo assando... – sua fala tem fome e ele quase baba.

— O javali? – ele aponta para trás de si. – Claro, tudo bem então...

— Certo, só isso mesmo... – então, Hedwan olha para mim e gestua. – Relaxa meu amigo, estamos na cidade, aproveite. – é justamente por estar em uma cidade que não o faço. Porém, posso fingir muito bem.

 

O velho trouxe os pedidos e já recebeu, uma moeda real foi trocada em algumas de ouro e prata. Com tudo certo, Joaz se dispõem a nossas ordens e parte para atender outros pelo salão vasto. Meu amigo e eu bebemos a primeira caneca de uma vez, era saboroso um gole de hidromel fresco para aliviar a sede, o pernil posto sob uma tigela rasa de madeira tinha garfos e facas em duplas, porém, tanto eu quanto ele detemos nossas próprias adagas para isso. Retiro a minha de trás do lombo e deixo Hedwan cortar o primeiro pedaço, a carne suculenta vaza um pouco de molho vermelho, sinto o cheiro da pimenta e do sal daqui, o que torna a expectativa maior a cada segundo. Saboreio uma lasca grande e, pelos deuses, era muito boa, ainda mais acompanhada de hidromel, entretanto, mesmo com a delícia que saboreio, com o ambiente festivo que nos rodeia, não me permito baixar a guarda, eu nunca posso...

— No que está pensando? – meu amigo pergunta ao reparar meu devaneio focado na lareira porta a nossa direita.

— Nada, só... me perguntava se teria alguém vendendo algum suprimento e botas novas pra mim... – suspiro enquanto tomo mais um pouco de hidromel.

— Você sabe o que é relaxar? – olho para ele diretamente enquanto o copo ainda se curvava sobra a minha cara e vejo que notou minha prontidão.

— Se alguém aparecer e te degolar não me encha o saco tá... – brinco.

— Pelo menos morreria tranquilo, você tem que aprender a se divertir um pouco... olha, tem um lug-

— Não... – respondo sem ouvir tudo, sei que ele oferece por gentileza, mas, eu não contei sobre ela para muita gente não, somente duas pessoas sabem disso, é mais que o suficiente.

— Ahhh qual é? Se você curte a outra fruta te-

— Não é isso cara... não vou falar sobre está bem? – o encaro com a adaga em meu punho, sua ponta curvava para baixo de minha mão e enfincava-se levemente na madeira. Erguendo as sobrancelhas, Hedwan dissipa o assunto e me faz sentir um frio na barriga ruim, tive a chance de concertar isso, de ter um breve momento feliz, porém, eu sei muito bem que não duraria, nunca durou, tudo que fica perto de mim está destinado a sofrer ou morrer, Hedwan é prova, bom, mais ou menos.

— Ei, olha... – batendo no meu braço esquerdo ele aponta para algo do outro lado, mas, o encaro meu membro um pouco e depois ele, só para em seguida ver o que era.

Meu cenho franze, havia um Nanci leopardo, fêmea, ela andava por entre as mesas recebendo sorrisos e elogios de todos a sua volta, também, sua beleza é incrível, a roupa que usa é leve e suave a cada movimento seu, era o vestido comum a empregadas, branco com uma cor mais pérola, mas nela, estava mais decotado mostrando a cintura fina, o corpo esbelto e uma cauda longa e bem cuidada, alguns brincos e argolas pequenas estavam em suas orelhas pequenas, colares dependuravam-se em seu pescoço, junto a... uma coleira, porém esta parecia mais uma peça de armadura, pois era mais largo no rumo do peito e descia por desenhos moldados no metal prateado até no final, quase oculto, mostrar uma única argola. Os olhos verdes e quase brilhantes da leoparda cintilavam com cada elogio que recebia, era estranho, uma escrava...

— Porque um Nanci trabalha aqui? – pergunto, porém, ao contrário do que devesse esperar, não é com tom de desaprovação, somente curiosidade.

— Ela trabalha aqui a alguns meses Edward, se chama Alla, o Joaz a ganhou como pagamento de um cara ai e... – ele aponta a caneca a tal Alla que, de costas, atendia um par de jovem com felicidade e graça.

— Parece feliz. – comento.

— Uhm? – Hedwan estava ocupado rasgando um pedaço de carne com os dentes. – Que foi?

Nego qualquer coisa com a cabeça, essa Nanci me lembra dela... nunca vi mulher mais sorridente quando a minha esposa, mesmo com tudo que passamos, ela nunca se abateu por nada, era tão forte...

Tento me concentrar em outra coisa, não estou em lugar para acometer aquelas recaídas, eu preciso ficar firme e me limitar a apertar os dentes e beber um pouco mais. Por sorte, ela não veio para este canto, notei o olhar que ela lançava ao velho pedindo permissão para realizar algo diferente do habitual. Entretanto, depois de alguns outros goles, Hedwan fica mais estranho do que já é e encara a escrava como se só existisse ela no lugar e... para minha ira.

— Será que por uma moeda real o Joaz deixaria eu foder ela? – meu copo para antes de chegar a minha boca e o olho como um caçador ao verme. – O que foi?

— Está louco? Ou só bêbado? Seu idiota de merda, tá maluco? – repudio sua fala, esse tipo de pensamento eu corto fora de perdurar, literalmente.

— É só um Nanci cara... não é como se fosse uma menininha inocente, aposto que ela já deve ter dado a buceta para a metade desse bar. – comenta tomando mais bebida e... pelos deuses, eu enfiaria a adaga no seu pescoço e arrancaria sua língua fora se não fosse tanta gente perto.

— Só um Nanci? – repito com repúdio. – Depois eles que são os animais...

— Ih... qual é Edward? Pelo menos eu ainda curto uma buceta, você por acaso não tem pau? – seu olhar vai a minhas calças. – É eunuco?

— Não! – digo com mais humor do que queria. – O quê? Quer olhar? – o desafio com intimidação.

— Eu acredito na tua palavra... – ele se escora mais no assento e fica olhando para a Nanci, tanto que a leopardo acaba por vir até nós.

Seus passos são silenciosos se comparado à conversação que está no ar, noto os homens olhando para a bunda dela e sorrindo, a maioria nem deve ter pêlo no saco. A jovem se aproxima com as mãos juntas afrente de si e passa o olhar de Hedwan para mim. – Desejam mais alguma coisa senhores? – sua voz suave me chama a atenção, ninguém ficaria bem assim em um ambiente machista desse.

— Estou melhor com você mais perto... – meu amigo sorri e a Nanci baixa as orelhas e mostra os dentes bonitos junto ao sorriso.

— Não ligue para ele, está bêbado. – comento juntando os talheres.

— Tudo bem senhor, eu não me importo, só estou aqui para servir. – diz determinada, como se suas palavras fossem a direção de sua vida, coisa que conheço bem.

— Pode levar isso por favor, estamos de saída já. – aponto a jarra, as canecas de metal e a tigela rasa que um dia teve carne e agora só detêm um osso frio com leves lascas disso.

Baixado a cabeça a jovem recolhe as coisas com cuidado enquanto meu amigo não tira os olhos dela, nem por um segundo sequer. – Obrigado senhor. – retornando a baixar a cabeça ela se afasta com as coisas que levava e assim, minha cara volta a Hedwan que seguia o traseiro dela como se fosse ouro puro.

— Vamos. – me levanto e, surpreendentemente, sou seguido por ele, não achei que seria tão fácil.

— Será que ainda dá para pagar... talvez duas moedas reais... – o deixo ali mesmo, meus lábios tremem, raiva cresce em mim assim que saio da taberna, as vezes me esqueço de como esse povo de cidade pode ser filho da puta.

Porém, já estava acostumado com ele e isso é um dos motivos de não degolá-lo lá dentro. – Então. – arrota. – Vamos aonde?

— Eu vou pra casa... – sigo o caminho para o portão principal, mas Hedwan me impede.

— Ei, ei, calma cara... está de noite, logo vai começar o festival da colheita, vai ter mais bebida, é ruim, mas, é cerveja de qualquer forma! – tenta me animar, só que não gosto desse tipo de coisa com a frequência que ele aprova.

— Eu concordei em te trazer até aqui, eu agradeço a comida e a bebida Hedwan, mas eu tenho que voltar para casa, ao contrário de vocês, não tenho muros para me esconder atrás. – o homem ignora as minhas palavras enquanto vejo grande parte das pessoas terminando preparativos que não vi antes, talvez pela distração incomoda no bar eu não tenha visto.

— Olha só, está tudo tão bonito, aposto que conseguimos umas hoje, o que acha?

— Não. – respondo enquanto caminho, mas, meu amigo segura o meu pulso esquerdo e como reação tiro a adaga do lugar e a levo até o seu pescoço, não tenho intenção de mata-lo, mas, entredentes, digo com fúria. – Tira as mãos de mim! – e ele obedece de imediato. – Vai foder com quer quiser, mas não me arraste para essa merda! – o olho de cima a baixo. – Você já está bêbado, então toma cuidado com o que faz.

Me afasto dele e guardo a arma enquanto o vejo sorrir, como se tudo fosse uma brincadeira. – Ahhh, como assim Edward? Vai voltar para a tua caverna de novo? – sem ter respostas minhas, ele fica puto. – Tá! Vai se foder também!

 

Ignoro suas palavras tortas e sigo o meu caminho a passos firmes, ao contrário dele, eu não sou fraco assim com o álcool. Entendo que ele não veja o quão monstruoso é pensar nessas coisas, de transar com qualquer um que ver, sem se importar com nada, não, eu sou devoto dos deuses, não vou participar de tal cena grotesca, nem mesmo morto. Eu jurei amar quem valesse a pena, e só este pode desfrutar de tal ato, e somente este, ninguém mais...

Seguia por entre as pessoas que seguiam em rumos distintos, tomava cuidado para não ser furtado, principalmente quanto havia crianças perto, elas têm as mãos mais leves de todas. Chegava ao fim das muradas enquanto via alguns soldados conversando com um casal de vestes negras e escamosas, o soldado da direita instruía-os com uma fala calma enquanto o outro mantinha a atenção a estrada e ao campo de flores, eu passaria sem problemas se... – Olha que cagada... – o soldado fala apontando para mim. – Ali ele.

Ao olhar diretamente para os dois que me fitavam, percebo traços mágicos em suas roupas semelhantes a penugem de corvos. – Que Nyr seja abençoada... – o homem diz se aproximando de mim junto a mulher. – Olá Edward, sou Reiz e essa é a minha parceira Castary. – ao se apresentarem, movo minha mão sutilmente até a espada oculta pelo traje longo a fim de escorar o antebraço entre o pomo e meu corpo. – Somos caçadores de recompensa e... – minha espinha arrepia, porém, não demonstro.

Vendo meu preparo eles tiram os capuzes revelando cabelos louros e olhos azulados, era gêmeos? – Estamos procurando uma raposa fugitiva, tem a pelagem alaranjada, com as patas e mãos negras, atende pelo nome de...

Confere a informação com sua irmã que ergue o queixo para falar. – Kifen.


Notas Finais




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