História Crônicas de Dois Colegas de Quarto - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Red Velvet
Personagens J-hope, Jin, Rap Monster, Seulgi, Suga
Tags Bts, Fluffy, Namgi, Rap Monster, Red Velvet, Seulgi, Seulrene, Slash, Slice Of Life, Suga, Sugamon, Yaoi, Yoonseok
Visualizações 93
Palavras 1.076
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Crossover, Drabs, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


opaaa, acho que todo mundo deve tá se perguntando que raios de título é esse, deixa que eu explico -q. Antes de tudo, eu estava lendo uma crítica cinematográfica quando me deparei com essa palavra marota que surgiu do além, estranha como sou fui pesquisar o significado.

e, pá pum, se encaixa perfeitamente nesse "extra" que andei prometendo.

bora lá:
Idiossincrático é uma expressão usada para fazer referência, muitas vezes, a situações incomuns ou até impróprias.

Idiossincrático ou idiossincrásico é a predisposição do temperamento de um indivíduo, que faz com que ele sinta de um modo especial e muito seu a influência de diversos agentes. É agir fora dos padrões normais, dos padrões esperados.

acho que depois de ler o capítulo vcs devem entender melhor. boa leitura coisinha lindas.

Capítulo 5 - Idiossincrático


Fanfic / Fanfiction Crônicas de Dois Colegas de Quarto - Capítulo 5 - Idiossincrático

I don't eat

{eu não como}
I don't sleep

{eu não durmo}
I do nothing but think of you

{não faço nada além de pensar em ti}

You keep me under your spell

{você me mantém sobre o seu feitiço}

                                                                                    Under Your Spell - Desire

 

As pernas do rapaz encontravam-se para o alto, displicentemente ante á parede cor-de-creme. A alvura da tez de Yoongi fascinava, de maneira indecente e inevitável, Namjoon. O livro de anatomia especializada não lhe parecia mais tão interessante se levando em conta á visão em sua frente. Os óculos de grau deslizavam-lhe da face e os cabelos esbranquiçados continuavam sendo uma graça irreversível em seus olhos

― Namjoon, você está babando. Feche a boca.

Yoongi pronunciou sem nem ao menos desviar as orbes das páginas amareladas e esmaecidas; os óculos continuavam da maneira displicente e característica habitual na face, e Namjoon jurou que viu no contornar dos lábios alheios – recém-conspurcados por um piercing ― um daqueles sorrisos discretos e extremamente encantadores, a seu ver.

A verdade é que em tal situação era impossível Namjoon não se ver imerso nas mil e uma particularidades que delimitavam Min Yoongi. Não era uma habitualidade ver as pernas tão alvas do rapaz cobertas por apenas uma bermuda curtinha e um moletom espesso que lhe deixava com uma aparência jovial e cândida.

E o loiro achava absolutamente fascinante a concentração alheia na leitura do livro que, possivelmente, retratava algum universo distópico imerso em mil e uma calamidades. Os olhos esquadrinhavam com avidez as páginas – entregando assim completamente o fascinamento com a leitura; tal fascinação que causava um brilho sagaz nas orbes escurecidas e embebidas em algo que acarretava no olhar cravado e extasiado por parte do Nam.

A cadeira de coloração azulada adornava os dedos longos do Nam enquanto tentava concentrar-se na matéria atrasada – encargo absolutamente falho. Namjoon não sabia definir esse tal sentimento descabido que lhe tomava o peito e fazia-lhe encarar o colega-de-quarto como se sua vida dependesse disso; talvez fossem os piercings; ou a tatuagem discreta no pescoço e no pulso; ou, simplesmente, a beleza inabitual do tipo de gente que acercava a vida limitada do loiro.

Yoongi é diferente de toda e qualquer coisa que já havia passado naquela vidinha tão limitada. O rapaz representava aquele ideal utópico de cara de cidade grande indômito e absolutamente intangível. Era problema encarnado em olhos enegrecidos. Era encrenca gritante e vertiginosa. E Namjoon não sabia ao certo como portar-se diante de tamanha discrepância em relação a si próprio – o cara que nunca chama atenção e não tem muitas coisas emocionantes e únicas a oferecer.

 Mesmo passando-se tanto tempo que havia se mudado para o cubículo que, eventualmente, tornou-se um lar, e tendo desvendado toda a bolha de comodismo que adornava o Min, Namjoon ainda achava que não o conhecia tão bem quanto devia conhecer. A seu ver, o exterior fascinante de rapaz apaixonado por filmes peculiares e café não era o suficiente para saciar sua curiosidade permeada por constatações óbvias.

Estava decidido, impelido por uma coragem decisória, aquele seria o santo dia que finalmente chamaria Yoongi para sair e tratar de assuntos que passavam longe das habituais e enfadem questões que rondavam todas as mil  e manutenções que precisavam fazer no apartamento.

― Yoongi... Quer ver um filme ou coisa assim? Acho que é a primeira exibição daquele festival de filmes franceses que andou falando faz alguns dias.

E assim foi, na lata, como costumam dizer. A grande verdade é que Namjoon havia checado o panfleto que achou amassado em sua mesinha de cabeceira – havia pegado de algum dos ativistas de plantão que o distribuíam por todo o campus e a informação veio a calhar exatamente naquele momento tão indevido.

― Tem certeza? Pensei que não curtisse filmes esquisitos; pensei que só os filmes bonitinhos com fotografia azulada lhe agradassem.

― Então você não sabe nada sobre mim. Filmes franceses devem ser legais, eu acho... E, bem, há uma infinidade de filmes, tenho certeza que teve ter ao menos algum que seja não tão esquisito ou surrealista. E, sabe, acho que precisamos trabalhar melhor esse negócio de se conhecer e tudo mais. Quem saber sermos amigos por conveniência se torne algo viável...

Namjoon silabou tal última fala de maneira tênue e vacilante. Não que não quisesse ser ouvido, só era estranho admitir tal coisa em voz alta.

Certo... Vamos destrinchar a personalidade um do outro então. Vai ser divertido esse negócio de “amigos por conveniência”. Eu pago a pipoca. Podemos sair dos meus conceitos e ver uma comédia estúpida sobre amigos que roubam um conversível.

Yoongi falou com um sorriso banhado nas mais diferentes variações de escárnio enquanto marcava a página do livro de páginas amareladas e apanhava o casaco enfiado em um canto longínquo do sofá. Namjoon mal podia acreditar naquela leva de ânimo que magicamente fora imputada no Min. Gostou daquilo.

Antes de sair, deixaram leite fresco e ração para o traquino do Suga – que tinha como hobbie destronar rolos de papel higiênico inteiros.

― O que achou do meu novo piercing? Quero saber se o fato do meu lábio estar ardendo como inferno vale á pena...

Yoongi comentou vago enquanto caminhavam para o lado de fora do prédio, caminhavam até onde seria passada a tal exibição de filmes franceses e estadunidenses independentes seria a algumas quadras de distância do prédio detonado onde viviam.

— Você está parecendo um punk regenerado. Devia virar piromaníaco e honrar sua aparência de maníaco do parquinho.

Os olhos do Min fulguravam num ódio lascivo e tentador; aquilo arrancou risadas do Nam enquanto dobrava a esquina até o tal cineminha mal-encarado que só era frequentado por uma galerinha do mal com gostos duvidosos para tudo que possa imaginar-se.

Assim que chegaram ao cinema e entraram em uma dissensão morosa sobre o filme que seria assistido – algo que oscilasse entre meramente aceitável e meramente cult de plantão – acabaram por decidirem de maneira unânime assistirem um filme que tratava-se plenamente do movimento Beat e um mundinho que parecia intangível e permeado por cores sóbrias demais.

Acabaram por despendiar o resto de uma noite, que tinha tudo para ser meia-boca, em um restaurante caídas em meio a batatas fritas gordurosas e milk-shakes adocicados demais – até mesmo pareciam amigos de longa data que havia acabado de sair do colegial.

Namjoon podia afirmar, com convicção, que sua coragem impensada era um inicio perfeito para aquela “amizade de conveniência” que tinha tudo para dar errado.

 

 

 

 


Notas Finais


eu sou a louca de citar filmes em tudo que escrevo, até parece que eu vi muitos filmes na vida -q

a propósito, o filme que citei chama-se "Versos de um Crime" E ELE É INSPIRADOR E MUITO POÉTICO SIM!!!!

ps;;; essa foi a primeiríssima coisa que escrevi de CDDCQ -qqqq foi a ideia primordial da coisa toda.

espero que tenham gostado dessa coisinha mal organizada rssss <3 muito obrigada por todo o amor dado e tantas favoritos <333 estou sempre procurando melhorar por vcs, leitores amados.


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