História Crônicas de Ghost River - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Wynonna Earp
Personagens Constance Clootie, Doc Holliday, Gus, Nicole Haught, Personagens Originais, Waverly Earp, Willa Earp, Wynonna Earp
Tags Doc Holliday, Nicole Haught, Waverly Earp, Wayhaught, Wynonna Earp
Visualizações 308
Palavras 2.762
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Policial, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Pôquer espetacular


Clarissa estava buzinando na porta da casa da minha avó há 10 minutos, mas eu ainda não estava pronta, era difícil se maquiar, se trocar e trocar mensagens. Não era a Earp, era a Olívia me mandando foto das roupas. Clarissa se irritou e subiu para meu quarto.

-Agora eu estou pronta, só deixa eu comer alguma coisa, porque hoje a gente vai beber até eu achar que a Olivia é o amor da minha vida.

-Mas você não tava trocando mensagens com a garçonete? - Perguntou, se jogando na cama.

-Isso foi na quarta, hoje é sábado e nada. Até pensei que ela estivesse esperando eu tomar iniciativa e mandei mensagem.

-Entendi, mas… - Fez uma pausa para o drama psicológico- A Olivia não está mais solteira.

-O quê? - Parei de secar o cabelo e virei para ela.

-Achou que ela ia ser seu step por quanto tempo? Vou te contar o que aconteceu. - Se sentou - Chris me chamou para beber com uns amigos dele. Sim, estamos “amiguinhos” desde que ele me adicionou numa rede social para perguntar se achava legal passar seu telefone para uma bartender. Izzy, talvez?!

-Sei, ela estava no aniversário dele, mas não rolou porque a Olívia estava mal.

-Depois desse dia a gente começou a conversar, porque ele sabe que eu sou sua melhor amiga e sou incrível. - Sorriu ao dizer a última palavra. - Ele me chamou para beber com os amigos dele e a Olivia estava junto. Claro que eu fiz eles se desafiarem e a Olívia tinha que beijar qualquer pessoa da mesa e ela me escolheu.

-Espera, você e a Liv se beijaram? - Me levantei e fiquei em pé perto da cama.

-Pior, a gente está namorando. - Colocou a mão sobre o rosto. - Por favor, não me mate.

-Então quer dizer que eu vou sair com um casal? - Peguei uma almofada e bati nela. Clarissa Cohen!

-Desculpa! - Abraçou a almofada - Mas ela é tão meiga, inteligente, gentil, boa de cama e tem um cheiro maravilhoso. Como eu não ia pedir essa pessoa em namoro?

-Espera,-Fiz uma pausa para pensar- você pediu minha ex namorada em namoro sem me falar antes? - Me levantei e cruzei os braços. Ela se levantou também.

-Você nunca gostou dela, achei que não ia ter problema. - Segurou minha mão - Olha, se você quiser eu termino com ela, você é muito mais importante para mim. - Soltei a mão dela.

-Só vai embora, Clari. - Segurei a porta e esperei ela sair.

Comecei tirar minha maquiagem. Minha mãe entrou no quarto com a Sra. Clanton.

-Vocês brigaram? - Perguntou Tegan.

-Não exatamente. Ela pediu a Olivia em namoro, até semana passada Olivia era apaixonada por mim.

-Você sabe que ela nunca recusa um pedido de namoro. Daqui a pouco ela termina. - Minha mãe passou a mão na minha testa e deu um beijo.

-O problema é a Clarissa ter feito o pedido sem me falar nada antes. Nem sei o que pensar mais. - Terminei de tirar a maquiagem.

-A gente vai jogar baralho, sua avó já está lá esperando. Quer jogar com a gente? - Perguntou Tegan.

-Vocês já jogaram Pôquer espetacular? - Sorri e desci as escadas. Cheguei na parte debaixo e reparei que estava faltando uma pessoa. - Avó, cadê a Aadya?

-Ela foi conhecer os avós paternos do George, ontem. Mandou uma mensagem dizendo que vai ficar o final de semana com ele. - Minha avó estava embaralhando o baralho e comendo balas de canela.

 

 Peguei o telefone e liguei para o Detetive Lorenzo e para o Charlie. Avisei que eles estavam a caminho e que explicaria o jogo quando eles chegassem. Minha vó preparou alguns petiscos, além do bolo e da torta que estavam na mesa. Vinhos, whiskey e vodka.

-Você quer nos embebedar. Essa parte eu já entendi. - Comentou Charlie ao entrar na cozinha.

-Isso com certeza faz parte dos meus planos. - Todo mundo riu.

-Agora explique como funciona esse jogo. - Pediu Lorenzo pegando um pedaço da torta e se sentando de frente para a Tegan.

-Primeira coisa, ninguém pode desistir ou passar. Em questão de valores, vocês podem manter ou dobrar.- Peguei um pedaço de torta. Me sentei de frente para minha mãe.- Além de dinheiro vocês podem oferecer outras coisas, tipo ingresso para algum show, um engradado de cerveja, uma viagem, um carro, qualquer coisa que vocês tiverem aqui ou que puderem comprar online na frente do vencedor. - Terminei de comer e continuei- A pessoa que fizer o melhor jogo, que tiver a melhor pontuação, precisa indicar algo para o perdedor fazer. Em Purgatory eles usam isso para infringir a lei e usar o jogo como desculpa. Cada jogo a gente decide o que não pode ser feito de jeito nenhum.

-Tipo infringir a lei?! - Perguntou o detetive ironicamente.

-Exatamente. - Todo mundo deu risada. - Ah, quem não cumprir a prova, perde todo o dinheiro que ganhou nas outras rodadas em dobro. Se você ganhou 100, você paga 200. Se você não ganhou nada ou é a primeira rodada, você paga o primeiro lance em dobro. - Minha mãe coçou a cabeça tentando entender - Tem outra coisa, se o desafio envolver outra pessoa, da mesa ou não e o desafio não for completado, você perde metade do dinheiro, se a pessoa for da mesa ela paga a outra metade, mas se o desafio for na rua só o perdedor paga. Alguma dúvida?

-A gente pode fazer um primeiro jogo como teste? - Perguntou a Tegan bebendo café.

-Está com medo de perder, Clanton? - Perguntou minha avó desafiando a professora.

-Eu estou dentro. - Avisou o Charles colocando uma nota de 20 na mesa.

-Que os jogos comecem. - Disse minha mãe. Vovó deu as cartas. Pela cara da minha mãe ela não estava muito feliz. Charles parecia feliz, mas ele sempre tinha essa cara. Lorenzo parecia mais concentrado no que estava a frente dele. Vovó começava jogar com cara de blefe, nunca sabia o que se passava na cabeça dela. Tegan já tinha perdido, provavelmente.

-Dobro. - Disse o Charles com os olhos brilhando na terceira rodada.

-Mantenho. - Avisou Lorenzo, eu, minha mãe e a Tegan.

-Pago o dele e ofereço três croquenhaught. - Finalizou minha avó, mostramos as cartas.

-Lorenzo, você será o primeiro a ser punido. - Disse, esperando minha avó lançar o desafio. Minha avó se levantou e me chamou.

Ela me levou até o celeiro e começou a selar dois cavalos.

-Vó? - Esperei ela me explicar.

-Você também percebeu, não? Tegan e o Lorenzo se olhando.

-Achei que fosse só eu. - Apontei - O que você pretende fazer? Ele não sabe andar.

-A Tegan sabe. - Respondi fazendo cara de surpresa. Minha avó era o melhor cupido da cidade. - Fomos para a cozinha e eu esperei minha avó dizer o que ele ia fazer.

-Você precisa dar uma volta no bairro a cavalo. Começando aqui, vai até o Intriga’s e volte. Você precisa nos enviar uma foto a cada 4 minutos e o Casanova tem que aparecer. Você montado nele e ele na foto. - Finalizou.

-Casanova? -Perguntou o detetive. Eu comecei a rir, minha avó tinha dado aquele nome ao cavalo por causa do filme, era o preferido dela. - Mas eu não sei montar. - Se levantou.

-A Tegan sabe - Apontou para ela - Vem. - Tegan se levantou. Todos foram para o celeiro. Ela viu que haviam dois cavalos selados.

-Não é melhor a gente ir em um só? Se ele não sabe montar…

-Desde que ele vá na frente. - Respondeu minha avó. Ela ajudou o Lorenzo subir e depois a Tegan.

Eles chegaram no primeiro quarteirão e eu gritei lembrando que eles precisavam enviar as fotos. O tempo estimado de ida e volta era de 30 minutos, eles chegaram quase 2h depois. Enquanto isso a gente continuou jogando.

-Straight flash, na sua cara! - Gritou Charles para mim.

-O que eu preciso fazer? - Perguntei.

-Lembra que eu disse para você assistir Game of Thrones? E você nunca assistiu porque “não teve tempo”? Agora você vai assistir os dois primeiros episódios e fazer um resumo com citações e elogios. Vai. - Apontou para a TV da sala, onde George tinha deixado o box “por acaso” para Aadya assistir. Me levantei.

-Mãe, se prepara, porque esses dois… - Peguei um caderno em meu quarto e depois fui para a sala ver os episódios. Quando eu cheguei no meio do episódio, fui à cozinha pegar algo para comer e minha avó e o Charles estavam pintando o cabelo da minha mãe de rosa.

-Eu adoro esse jogo. - Comentei rindo e coloquei pipoca no microondas para estourar. Quando ficou pronto voltei para a sala. Faltando 20 minutos para terminar o segundo episódio Lorenzo e Tegan chegaram.

-Eu só não falo que quase mandei a polícia atrás porque você é a polícia. - Disse Charlie com a mão com respingos de tinta.

-Que graça. - Ironizou Tegan. - Já deixei seu Casanova no celeiro. Quem está ganhando? - Voltou a se sentar.

-Empatado. - Respondeu minha avó, apontando para o Charlie.

 

Começaram uma nova rodada. Meu celular começou a tocar na cozinha. Ninguém teve coragem de levantar para me entregar.

-Tá tocando, Nic! - Gritou Tegan.

-Atende, se eu não terminar isso agora, não termino nunca mais. - Comentei escrevendo a 7º página do resumo. Quando eu terminei de escrever e de assistir eu voltei ao jogo. Peguei o celular, chamadas recentes: Waverly Earp. - Ow, o que você falou para ela? - Perguntei mais rápido do que a Tegan conseguiu entender. Repeti.

-Nada, eu atendi dizendo que era seu telefone e ela desligou.

 

Minha avó começou a distribuir as cartas novamente. Tentei retornar a ligação. Alguém começou bater na porta compulsivamente. Desliguei a chamada e atendi a porta. Clarissa.

-Eu bebi, muito, beijei, uma, garota, na, frente, da, Olívia. Esqueci, que, eu, estava, namorando. Você, precisa, me, ajudar. - Clarissa dizia cheia de pausas e não tão clara quanto deveria. Olhei para a cozinha e Lorenzo estava prestes a levantar. Fiz sinal para ele ficar sentado.

-Onde está a Olívia, Clarissa? - Segurei os dois braços delas e a fiz olhar para mim.

-Ela, saiu, correndo. Não sei. - Respondeu, tentando se sentar no sofá, mas acabou sentando no chão. - Me, ajuda, Nicole. Por favor. Nossa, tá tudo, rodando. - Se encostou na parede. Lorenzo se levantou e começou a gritar com a Clarissa.

-Onde vocês estavam e para onde ela correu? Se acontecer alguma coisa com a minha filha, eu juro por Deus… - Interrompi.

-Ela não vai responder assim, o máximo que você vai fazer é fazer ela chorar. - Fiz sinal para ele esperar lá fora. Me abaixei.

-Para que lado do Intriga’s ela foi? Sentido minha casa ou a dela?

-A dela. - Me levantei - Cuida dela - Olhei para minha avó, minha mãe estava lavando o cabelo. - Entrei no carro do Lorenzo e liguei para a casa dele. Chris atendeu e disse que ia me ligar para ver se ela estava lá. Tentei o celular dela, mas ela não atendeu. - Tenta o parque. - Sugeri ao pai dela.

 

Quando a gente tinha um “relacionamento”, às vezes a gente vinha ao parque, lá tinha brinquedos que adultos podiam ir e ela dizia que ali era o “lugar feliz dela”. A melhor parte é que além de ser 24 horas, tinha biblioteca com livros raros.

Lorenzo estacionou o carro e a gente se dividiu para procurá-la. Eu sabia que ela gostava de ir na balança, mas não achava que ela estaria lá. Quando cheguei, ela realmente não estava, mas estava perto, encolhida embaixo de uma árvore grande, onde uma vez eu e a Lizzie gravamos nossas iniciais, eu contei isso para Olivia e ela colocou o nome dela embaixo do meu, como se fossemos um trio. Me sentei ao lado dela e a abracei, forte. Ela não chorava, mas estava triste.

-Sabia que você era a única que ia me encontrar. - Disse depois de alguns minutos sendo abraçada.

-Seu pai está te procurando, preciso avisar que te achei e que está bem. Ok? - Ela concordou e voltou a posição em que a gente estava. A abracei com um braço só e liguei para o pai dela com a outra. Pedi para que ele fosse para a casa dele, pois se ele voltasse para a minha sobraria para a Clarissa.

-Obrigada por ter vindo. Sua amiga é uma cretina. - Se encostou na árvore e me olhou.

-Eu não posso dizer que ela não é, mas por que você aceitou namorar com ela?

-Porque ela é intensa e eu só queria sentir alguma coisa.

-Que frase depressiva, Liv. - Me arrumei para ficar de frente para ela - Você era tão alegre. Cativante. Nos últimos meses só vejo tristeza em você. - Segurei a mão dela. - O que aconteceu?

-A Clarissa aconteceu. - Franzi a testa tentando entender. - Desde que você conheceu essa menina você não sai mais sozinha comigo, não passa tempo comigo ou qualquer outra coisa que a gente fazia. É como se eu tivesse perdido minha melhor amiga e minha namorada ao mesmo tempo. - Encostou a cabeça na árvore e fechou os olhos.

-Liv, a gente nunca namorou e você sabe disso.

-Você entendeu. - Respondeu sem abrir os olhos.

-Tudo bem, se o problema sou eu, a gente resolve. - Me levantei e estendi a mão para ela levantar também.

-O que você vai fazer? - Segurou minha mão e se levantou.

-Você vai dormir lá em casa e a gente vai dormir quando o Sol sair. De acordo? - Sorri e ela sorriu de volta confirmando com a cabeça. Peguei o celular e liguei para casa e pedir para o Charlie levar Clarissa para casa, porque não ia ser muito divertido ver as duas brigando com a Clarissa bêbada e a Olívia carente. Ouvi minha avó gritando “A gente vai continuar o jogo? Eu fiz comida para a noite toda!”

 

Cheguei em casa, Olívia tomou um susto quando viu que minha mãe tinha trocado o ruivo natural por rosa claro.

-O que aconteceu por aqui? - Perguntou Olívia.

-Pôquer espetacular. - Fiz uma pausa para respirar - Sua namorada estragou o jogo, o flerte do seu pai com a Tegan, a leitura do Charlie do meu resumo de Game of thrones que eu demorei mais de 3 horas para fazer e ainda bem que eu comi antes dela aparecer. Sem contar que era a primeira noite em anos que minha avó ficava animada para jogar cartas.

-Minha namorada nada. Não quero ver a Clarissa nunca mais. - Me abraçou de lado pela cintura. Dei um beijo na testa dela e pedi para ela subir que eu ia pegar algo para a gente comer enquanto conversávamos. Ela foi.

 

-Não vale, Ni. Você está roubando! - Começou a rir.

A gente estava jogando 3 mentiras e 1 verdade. Eu tinha contado 4 mentiras e ela estava há 20 minutos tentando descobrir.

-Viu? Você fica incrível rindo. - Apoiei o braço no travesseiro e a olhei. Ela estava sentada com as pernas cruzadas na minha cama.

-Para de me olhar! - Jogou a almofada em mim e colocou as mãos sobre o rosto.

-Sua vez. - Avisei.

-Não! Você trapaceou. Sua vez.

-Ok. 1. Eu era apaixonada pela Tegan. 2. Sempre quis um irmão mais velho. 3. Eu tenho 1 irmã. 4. Eu nunca atirei em ninguém.

-Se você trapacear de novo, você vai ter vim pra cá os próximos 5 finais de semana.

-Dessa vez é sério.

-Você era apaixonada pela Tegan!

-Não! Eu nunca me apaixonei por ninguém de verdade.

-Outch. - Colocou a mão no coração.

-Desculpa. Você sabe que eu amo você e que você me atrai, mas paixão…

-Não deixe as coisas piores. - Balançou a cabeça.- Você queria um irmão mais velho?

-Credo.

-Você é policial, claro que já atirou em alguém. - Fez uma pausa - VOCÊ TEM UMA IRMÃ? Diz que é irmã gêmea e que é lésbica! - Comecei a rir e ela ficou esperando minha resposta.

-Meia irmã, por parte de pai. A gente não tem uma boa relação, porque eu “roubei o pai dela”. - Fiz as aspas com os dedos. Depois de uns segundos comecei a bocejar.

-Dormir? - Perguntou.

-Por favor. 


Notas Finais


Espero que estejam gostando da história.
Até o cap 10.
Bjs


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