História Crônicas de Ícaro - Capítulo 1


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Categorias Mitologia Grega, Percy Jackson & os Olimpianos
Tags Ícelo, Mitologia Grega, Nyx, Percy Jackson
Exibições 2
Palavras 1.376
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Enfim, estou postando esse grande prólogo (sinto muito por isso) para que vocês deem uma olhada nessa história diferenciada no mundo de Percy Jackson =D! Espero que vocês gostem e qualquer coisa, só chamar. Abraços do Mickey!

Capítulo 1 - Que o pesadelo comece! (Prologo)


Não demorou muito para eu cair no sono como de costume. Toda a noite parecia que alguém ou algum ser me persuadia para dormir rapidamente, e não ter nenhum pesadelo era inevitável. Meu corpo oscilava e mesmo assim, nada me fazia despertar.

Uma escassa e curta brisa escoava pelo local, como se um colossal cão infernal tivesse passado por trás de mim. Em instantes os pelos da minha nuca eriçavam. Eu me sentia estranho, de todos os pesadelos que eu já tive algo me dizia que esse era diferente. Estava tudo escuro e silencioso, a única coisa que rompia pelo ambiente era minha respiração ofegante. Em um estralo de dedos uma luz avermelhada irrompe mais à frente. Minhas pernas tremulavam e eu mal conseguia andar. A cada passo percorrido, eu sentia o brilho se aproximando, mas mesmo assim, parecia que a escuridão queria me incorporar, como se houvesse um embate de duas forças distintas — o Dia e a Noite.

Definitivamente, tudo estava diferente dessa vez. Quando me aproximei do lampejo avermelhado, eu a vi. Seus olhos estavam arregalados e tinham a cor amarela, havia apenas um crânio, sem um corpo. O tom da sua pele era vermelho — assim como a cintilação anteriormente. Dois chifres avantajados nas extremidades e parecia ter duas madeixas acinzentadas que aparentava pairar em volta da criatura. Uma cria de Nyx — Arai, estava bem na minha frente. Nem por um momento eu pensei que naquela hora, minha vida, meus conceitos, minha razão, tudo iria mudar.

Ela me encarava e eu ficava sem reação. Quando dei conta, eu estava no chão. Tentei piscar várias vezes cogitando que seria apenas uma alucinação, mas era real. A cria se aproximava mostrando seus dentes pavorosos que estariam prontos para me devorar. Uma de suas madeixas — a menor, circulava pelo meu corpo enquanto a outra impedia a minha passagem para a cintilação avermelhada. Por algum motivo, a cria estava me impedindo de alcançar a luz, ascender o Dia.

A escuridão se aproximava cada vez mais e a cria continuava parada, apenas esperando o momento certo para me destruir — era o que eu pensava. Quando a obscuridade me alcançou, tudo ficou escuro mais uma vez. Eu não conseguia ver mais a criatura de Nyx, mas eu conseguia sentir a presença dela. No ápice da escuridão, eu escutei uma voz — rouca e intimidadora que bradava uma profecia:

“Lá também está à melancólica casa da Noite; nuvens pálidas a envolvem na escuridão;

Antes delas, Atlas se porta, ereto, e sobre sua cabeça, com seus braços incansáveis;

Sustenta firmemente o amplo céu, onde a Noite e o Dia cruzam um patamar de bronze;

Até então se aproximarem um do outro”

Perante tudo que estava acontecendo, era impossível eu pensar em algo além de sobreviver, e ainda por cima, a cria da deusa da Noite continuava a reclamar a profecia.

Fechei os olhos por alguns segundos e quando eu os abri, eu estava em um lugar totalmente diferente. Ruínas por todo lado, entulhos e pó dispunha-se pelo ambiente. Se eu forçasse a vista conseguiria ver umas casas inferiormente. Eu presenciava um monte, mais precisamente, o monte dos titãs — Othrys. Um pouco adiante, via-se um homem. Ele estava com uma vestimenta esfarrapada e parecia estar extenuado. Usava todas suas forças para segurar o céu. Seu nome era Atlas, o titã. Sobre nós, as nuvens apresentavam um tom esbranquiçado mais atenuado e ao lado delas havia duas mulheres. Uma tinha seus cabelos cacheados e desarrumados em contraste com a noite. Sua pele era pálida e ela usava um sobretudo negro como a escuridão, ali estava Nyx, a deusa da Noite. A outra mulher era totalmente diferente de Nyx, sua pele era bronzeada e suas madeixas ruivas exalavam um brilho amarelado. Ela se vestia com um vestido amarelo com pequenas bolinhas amareladas, seu nome era Hemera, a deusa do Dia. Escondido no meio das ruínas encontrava-se Arai. A cria de Nyx estava observando o confronto entre mãe e filha, enquanto suas madeixas acinzentadas rodeavam o crânio da besta.

Ambas as deusas sobrevoavam o monte Othrys e se movimentavam em alta velocidade. Aparentemente, Nyx estava enfastiada do Dia e queria ter controle absoluto das ações de sua filha, Hemera — nem que tivesse que consumir toda a terra com a escuridão, que era uma das possibilidades.

Eu via o confronto de longe e minhas pernas não paravam de tremular, Arai se aproximava de mim aos poucos, mas a cria era um dos meus menores problemas no momento. Nyx movimentava seus braços e citava um feitiço em um idioma desconhecido, porém a sua besta exerceu um elo com minha mente e estabeleceu uma conexão entre nós, o que me fez entender perfeitamente o que ela estava dizendo: “Summi Tenebris!” — escuridão suprema.

As nuvens e todo o monte Othrys eram englobados pela escuridão suprema, inclusive Hemera. Eu me sentia acolhido na obscuridade, sentido as madeixas de Arai enovelarem meu corpo como proteção. Atlas permanecia firme e aguentava o céu com seus braços incansáveis. A deusa do Dia mantinha-se inerte, como se tivesse fracassado.

Um feixe alaranjado cintilava no meio da escuridão. Uma foice totalmente feita de bronze celestial brilha diante de toda a obscuridade, Hemera portava o armamento com grandiosidade e demonstrava um manejo elevado com sua relíquia. O patamar do bronze se inicia, com o embate entre a luz do Dia e a escuridão da Noite.

A contenda continua. O brilho e a obscuridade se cruzavam paralelamente várias vezes e a cada feixe de escuridão exercida pela Nyx, o laço entre Arai e eu se fortalecia ainda mais, o que me revigorava e me deixava confiante para combater tudo que estivesse na minha frente.

Era perceptível notar a fadiga de ambas as deusas no seu confronto que poderia acabar em qualquer momento. A deusa da Noite se preparava para realizar o mesmo feitiço anteriormente, enquanto Hemera empunhava a sua relíquia que estava sobrecarregada de feixes de energia cintilante. Quando Nyx estava bradando seu feitiço, meu corpo e o de Arai flutuam através de uma aura obscura. Meus olhos estavam totalmente brancos, e meus cabelos — que são totalmente esbranquiçados se tornou escuros.

“Summi Tenebris!”, foi à última lembrança que eu tenho depois do acontecimento. A escuridão foi aprofundada ainda mais e a luz da deusa do Dia não foi o suficiente para combatê-la. A junção entre as forças da Noite fez com que a obscuridade predominasse perante o céu que estava sendo sustentado por Atlas.

Após o impacto, Nyx sumiu em um vulto enquanto eu pousava no chão atordoado. Arai remexia as madeixas pelo chão, enquanto pronunciava palavras que para mim, pareciam ruídos. A escuridão ia diminuindo aos poucos e isso não me aliviava. Quando dei conta, meus cabelos voltaram a ser brancos e eu sentia meu corpo todo contundido, mas aparente, não tinha sequer um arranhão.

A cria terminava por me analisar com seus olhos amarelados e esbugalhados, até que seu crânio ficava avermelhado, brilhando na cintilação semelhante a luz que eu via fora do monte Othrys. Parecia que a besta estava se sobrecarregando e quando percebi, ela foi transformada em uma névoa escura, com um formato de rosto. A névoa circulava meu corpo e me levava para outro lugar.

Caos para todo lado, muitos gritos de pessoas que pareciam estar sofrendo. Espíritos e fantasmas rodeavam um local semelhante a uma caverna. Nas paredes tinham imagens de pessoas adormecidas e mais à frente tinha três esculturas de deuses semelhantes na paternidade. À esquerda, Ícelo o deus dos pesadelos. No meio, Tânato, a personificação da morte. Na direita, Geras que personifica a velhice. Eu estava na Terra dos Sonhos, onde os três imperadores filhos da deusa da Noite Nyx estavam alojados.

Os olhos da escultura de Ícelo brilhavam em um tom escurecido e eu passei a escutar, através do mesmo elo mental com Arai anteriormente, uma dicção:

“Passei com você, através da cria de Nyx — Arai, minha prole, uma experiência que certificaria sua capacidade de exercer o ofício de dedicar-se à obscuridade. O epílogo finaliza com o assenso de intimar você a ingressar na melancólica casa da Noite e se dedicar a vossa progenitora. Seja acolhido para a Terra dos Sonhos com devoção e brandura”

Meu pior pesadelo terminou e o que eu mais temia sucedeu. Eu era um semideus.


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado e eu adoraria um feedback (nem que seja pequeno) dando dicas, dúvidas e o que vocês esperam da fanfic! Obrigadão.


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