História Crônicas de um Clichê - Romance Gay - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Boys, Gay, Love, Narração, Originais, Romance, Romance Gay, Teen
Exibições 68
Palavras 5.902
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Hentai, Luta, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gnt desculpa a demora para postar, mas eu fiz a recuperação semestral de matematica essa sexta e o treco foi tenso (nao se esqueçam de orar por mim) e isso atrasou um pouco a saida do cap, mas muito obrigado aos novos leitores que nos acompanham agora. e se voce tiver wattpad eu estou postando Cronicas de um Cliche e O Lobo Solitario (outra fic minha, super apoio vc ir dar um like lá) a minha conta lá, o nome é TrueMasterFanfic. E muito obrigado aos 25 favoritados, pd parecer pouco mas eu acho muito bom que varios amigos estejam me ajudando a me promover (estou quase dando salario para eles em forma de spoilers), mas aproveitem o cap e não esqueçam de comentar suas criticas CONSTRUTIVAS para eu saber o que falta para essa fic ficar otima
OBS: É a segunda vez que eu escrevo isso porque a internet travou bem na hora que eu ia postar, talvez não tenha ficado tão boa quanto a primeira.

Capítulo 4 - Clichê


2009

-E depois vai ser só a gente colocar cobre mergulhado em sulfato de cobre e o fogo vai mudar de cor!- Eu falava para Alan ao meu lado enquanto faziamos o modelo do nosso projeto de ciências.

Estavamos sentados de frente à escrivaninha onde os novos esboços estavam, ele estava sentado ao meu lado girando em sua cadeira de rodinhas enquanto eu estava em outra cadeira centrado no dever.

-Ai vai ficar verde?- Ele perguntou enquanto girava na cadeira.

-É!- Eu respondi enquanto anotava no caderno. -Acho que podemos pegar tudo isso no laboratório, ai já podemos expor pra turma no dia...

Ele continuava rodando em sua cadeira me distraindo enquanto eu anotava o trabalho, coisa que com certeza estava me irritando.

-Dá pra você prestar atenção? O trabalho vale ponto!- Eu perguntei seco, eu estava me irritando com aauilo já. Ele então parou de rodar na cadeira e levantou dela esbarrando em algumas coisas pela tontura.

-Foi mal...- Ele respondeu ainda tropeçando em algumas coisas no quarto, haviamos achado melhor fazermos o trabalho em minha casa então estavamos em meu quarto enquanto ele se levantava tonto da cadeira esbarrando em alguns objetos.

-Foi mal!- Se desculpou Alan enquanto ainda tentava se aproximar da escrivaninha para fazermos o trabalho. Eu me virei para observa-lo tentar andar até mim, mas apenas deu tempo de ver ele tropeçar no tapete e vir em minha direção.

-Cuidado!- Eu falei após ver ele tropeçar, eu me levantei para tentar ajuda- lo, mas apenas caimos de encontro com o chão quando ele tropeçou sobre mim ficando por cima de mim.

-Foi mal...- Ele falou me olhando nos olhos, parecia ainda meio confuso pela tontura, mas logo fixou seus olhos contra os meus.

Eu pude ver os músculos dos braços dele ao meu lado, estavamos tão proximos que eu sentia sua respiração contra meu rosto. Estavamos naquela posição provavelmente à um tempo sem dizer uma palavra apenas nos encarando...

-Alan...- Eu comecei

-Diga...- Ele diz com voz melancólica e então pude sentir o frescor de menta bater no meu rosto.

-Eu...- Eu tentava formular algo enquanto o encarava, aqueles lindos olhos castanhos e aquelas sardas espalhadas pelo rosto que se tornavam mais nítidas com essa proximidade. -Eu preciso levantar...

Ainda estavamos no chão, por sorte o tapete havia amortecido nossa queda, então ele notou que ainda me prensava contra o chão com o corpo dele à pouco centimetros do meu.

-Porque?- Ele perguntou lentamente me encarando ainda sorrindo. -Gostei dessa posição...

-M-mas...- Eu já sentia meu rosto avermelhar, gaguejava tentando dizer algo, mas aquele olhar me perdia.

-Cala boca e me beija!- Ele falou me surpreendendo mais ainda então antes que eu pudesse dialogar ele prensou aqueles lábios contra os meus.

Era um beijo terno, sentir aquela boca gesticulando contra a minha era outro nível de sentimento. Eu não sabia como responder à ele me beijando daquele jeito enquanto ondas de choque invadiam todo meu corpo.

Ele se afastou com um sorriso vitorioso, eu ainda tentava processar o que havia acontecido, ele me encarava sorrindo como se esperasse que eu fizesse algo. Eu finalmente notei o que havia acontecido, meu sentimento por ele era mútuo.

Ele ainda me prensava contra o chão, com um joelho de cada lado de minha cintura, até que soltei um sorriso de volta para ele.

-Isso foi um "gostei"?- Ele perguntou para mim após receber meu sorriso, então ainda preso ao chão eu levei minha mão até sua nuca e o puxei para mais perto e dessa vez, eu o beijei.

Ele logo correspondeu ao beijo se deitando sobre mim, minha mão já passeava por dentro de sua camiseta para eu sentir seu músculos enquanto ele pedia passagem para língua.

Antes que eu percebesse ele havia me levantado e me arremessado em minha cama com brutalidade, mas logo pulou sobre a mesma novamente à cima de mim.

O beijo se intensionava, nossas línguas batiam uma na outra invadindo a boca do outro enquanto as mãos dele passeavam pelos meus cabelos me puxando para mais perto enquanto eu já o ajudava a retirar sua blusa.

Eu a arremessei longe do quarto sem parar o beijo, eu vi aqueles músculos, aquele peitoral definido e tudo aquilo que fazia ele parecer um Deus grego. O beijo ainda não cessava, ele agora já estava deitado sobre mim com uma perna no meio das minhas causando fricção entre nossos "amiguinhos".

Eu arranhava as costas dele para puxa-lo para mais perto entre gemidos que escapavam de minha boca pela fricção.

-Umn!- Eu deixei mais um gemido escapar durante o beijo enquanto ele ainda se mexia entre minhas pernas, o ar não era mais um problema e sim uma necessidade.

Nós afastamos, mas ele continuou depositando beijos em meu pescoço enquanto eu recuperava o fôlego e apertava seu abdômen definido.

-Está gostando?- Ele falou e enquanto beijava meu pescoço, então eu esbugalhei meus olhos e o empurrei para longe após ouvir aquela voz.

Não era a voz dele!

Eu me encolhi na cama após chuta-lo para longe, eu me afastava do colchão encostando na parede enquanto olhava ele se levantar...não era ele!

-O que foi?- Perguntou de forma sádica Eddie sem camisa, se levantando retirando uma mecha loira que caia nos olhos. -Achei que estavamos indo bem!

-Cadê o Alan?!- Eu perguntei nervoso me encolhendo na cama com o tanto que ele se aproximava, como ele havia entrado aqui?

-Eu não sou bom o suficiente?- Ele logo pulou sobre meu colo rebolando enquanto me prendia sentado contra a parede, então agarrou minha bochecha e a lambeu me fazendo olhar para ele. -Achei que gostava de mim?

Eu tentava gritar! Berrar! Pedir ajuda, mas minha voz não saía da boca.

-Não sou bom o suficiente...- Ele então prensou meu nariz contra o dele para encarar seus olhos.

Ele acabou me beijando me deixando pasmo, ele me beijava fortemente e me puxava mais perto e por isso acabei cedendo, não podia evitar que eu queria aquilo, mas então ele se separou e disse em meu ouvido:

-Para um sonhozinho pervertido?

Sonho?!

[...]

Eu acordei pulando na cama completamente suado e ofegante. Meu coração estava descompassado e estava prestes à sair de meu peito voando.

-Sonho...- Eu suspirei para mim mesmo. -Foi apenas um sonho!

Eu tentava respirar fundo, levantei me da cama e fui até a varanda que estava aberta deixando um vento gélido entrar. Eu olhei para noite estrelada, o céu escuro que era iluminado apenas pelas bolas de gás explodindo à quilômetros de distancia de nós.

Fechei a porta da varanda e retornei a olhar ao meu relógio que sinalizava "03h43". Eu bufei pois sabia que agora não conseguiria mais pregar o olho.

O sonho...

Me lembrei de tudo que havia acabado de sonhar e pensei:

Eu sou um pervertido!

Eu não era o tipo de pessoa que tinha esse tipo de sonho, me sentia sujo quando os tinha. Mas o volume em minhas calças mostram que isso não significa que eu não havia gostado...

Eu me dirigi ao banheiro passando pela escrivaninha onde o dever de álgebra que eu havia feito antes de dormir ainda estava incompleto. Então me lembrei do que ocorreu antes de eu dormir...

...

Eu xingava com todas as forças meu dever de álgebra, os rabiscos eram confusos e sempre davam em nada. Eu tentava focar, mas então o laptop ligado ao meu lado brilhou chamando minha atenção.

"Solicitação de: Lydia. Para uma videochamada" As letras brilhavam na tela azul do MSN, então usando o mouse eu arrastei e aceitei a chamada.

-Eai puta?

-Fala viado!- Ela falou cumprimentando como sempre fazia. -Eu ainda posso falar isso agora? Quer dizer, agora que eu sei que você é mesmo?

Ela era boba, ela ainda estava se acustumando com o fato de eu ter me revelado para ela, e agora, muitas brincadeiras comuns que ela fazia ela sentia receio de me ofender

-Eu já me senti ofendido alguma vez?

-Falou tudo mana!- Ela disse, então percebi que ela estava de camisola em sua mesa, provavelmente com os mesmos problemas que eu já que seu caderno era visivel. -Como foi hoje? Me conta o que aconteceu agora!

-Nada, a gente perdeu o ônibus e fomos andando para casa- Eu respondi. -Só isso.

-Beijou ele?

-Não!- Eu respondi rápido de vergonha. -Eu tenho dever para fazer se não se importa!

-Eu também estava fazendo, mas desiti. Escutar as fofocas e muito melhor!- Ela falou apoiando os cotovelos ma mesa e apoiando a cabeça. -E então? Teve mãozinha dada? Beijinho na bochecha? Uma encarada no porão?

-Não!- Eu gritei, mas pensando bem, não teria feito mal uma olhada naquela bunda redo--, essa menina está me poluindo! -A gente so conversou! SÓ CON-VER-SOU!

-Você foi pela trilha de tijolos?- Ela me perguntou após meu ênfase na separação silábica, e após eu consentir, ela gritou. -Como você foi burro! Aquele é o lugar perfeito para vocês terem ficado! E escurinho, separado, quase ninguém passa lá!

-Eu só conheço ele á um dia e meio!-Eu reclamei com ela desistindo do dever de álgebra. -E se ele for um maníaco?

-Desde que seja um maníaco estuprador...- Ela sussurou , mas eu ouvi e lhe enviei um olhar nada amigável. -Nossa! O Alan é lindo, esperto, gostoso. Porque você não cai logo dentro?!

Um silêncio se instalou no ar, eu fechei minha cara desviando o olhar nervoso, mas logo ela notou.

-Você nunca pediu pra ficar com alguém?!- Ela gritou batendo as mãos sobre a mesa me fazendo corar mais forte, então ela começou a rir escandalosamente. -Como assim?!

-É que...- Eu comecei. -Eu não gostava de meninas e...nunca tinha sentido nada por ninguém que não fosse o Eddie

As risadas se intensificaram me fazendo querer enfiar minha cara num buraco ou no mínimo encerrar a chamada.

-Achei que você tinha beijado a Allyssa Bancock naquela festa de não sei lá quando!-

-Ela me pediu, e eu não pude recusar né...- Eu continuei. -Foi só um selinho, e além do mais, você mesma disse que eu quase vomitei nela!

-Mas é que sinceramente, você é gato!- Ela disse na avulsidade. -Achei que no mínimo já teria ficado com alguém!

-Então perai!- Ela continuou com seu tom alto. -Além disso você nunca deu um beijo de verdade?!!

Eu apenas me encolhi e esperei o sarro chegar, e ele chegou chegando com os gritos escandalosos dela que quase a faziam cair da cadeira.

-O mais importante de tudo!- Ela parou tudo e me encarou pela tela. -Você é virgem?!!

-Bem...e que tipo...na verdade...- Eu tentava arranjar uma desculpa, mas ja era tarde. Apenas encolhi a cabeça e disse. -Sim...

-Mãe do céu!- Ela colocou a mão sobre a boca lara fingir espanto, mas na verdade era apenas para abafar as risadas. -Ok, ok! Tudo bom! Então eu vou te ensinar o tutorial de como chegar no boy!

-Deixa disso Lydia! Eu ainda acho que ele é hetero!- Eu gritei para menina a interrompendo.

-Amigo, eu vi como vocês conversaram hoje!- ela falou. -Ele estava quase te comendo com os olhos! Eu me senti preso nos primeiros minutos de um pornô gay!

Eu agora estava pensando seriamente em bater aquela tela e desligar a chamada ali mesmo, mas me contive.

-Falando nisso, como foi a conversa durante a caminhada?- Ela disse. -Ele te cantou denovo?

-Sim...- Eu odiava dar motivos lara ela acreditar que estava certa. -E eu consegui fazer o que você disse e o cantei devolta!

-YAY!- Ela gritou batendo palminhas. -Preciso fazer um nome de casal para vocês! Que tal Michalan? Ou Alike? Já sei! Malan! Ou melhor ainda: Mikan!

Eu passei a ignorar enquanto ela criava varios nomes em sua cabeça, o assunto de eu fazer na casa dele se pôs em mesa quando ela o mencionou.

-É uma ideia perfeita!- Ela gritou

-Não!- Eu respondi negandl com a cabeça

-Porque não?- Ela perguntou manhosa.

-Eu não vou simplesmente entrar no quarto dele com roupa abusiva e simplesmente joga-lo na cama!- Eu reclamei da ideia dela. -Apenas vamos fazer um trabalho!

-Mas essa e a oportunidade perfeita!- Ela gritava gesticulando com as mãos.  -Comecem a conversar, ai contem piadas, ai deixa a mão dar aquela escorregada na coxa e BANG!

-Ô Lydia, eu vou desligar!- Eu ameacei a menina que ainda estava flutuando no mundo da lua

-Não! Não! Espera!-

-Até amanhã!- Eu dei um clique no teclado e o laptop desligou, já era tarde, deixei meu dever de álgebra do jeito que estava e fui para cama ao ver "23h06" no relogio digital.

Deitei em minha cama e apaguei o abajur me confortando na mesma, mas um pensamento veio em mente...

-Mikan...- Eu lembrei do nome que Lydia dissera. -Gostei!

E assim dormi com aqueles pensamentos em mente.

...

Como eu havia dito, mal consegui cochilar após acordar daquele jeito, mas num piscar de olhos já eram 8h e eu estava na escola sentando em minha carteira cochilando em pé de tanto sono.

-Noite ruim?- Eu ouvi ela bela voz me perguntar, e quando virei vi Alan arrumando seu material na mesa atrás da minha o que fez um sorriso aparecer em meu rosto.

-Acordei de madrugada e não consegui mais dormir- Eu falei o cumprimentando com um toque de punhos.

-E porque acordou de manhã?- Ele perguntou e logo fiquei um pouco mais vermelho

-Nada demais, apenas alguns pesadelos...- Eu disse numa desculpa esfarrapada que por glórias ele engoliu. - E você? Como seu pai ficou quando chegou atrasado em casa?

-Ele ainda estava no escritório!- Ele respondeu. -Me salvei dessa!

-Minha mãe sequer notou...- Eu respondi dando um breve bocejo. -Só cheguei em casa e fui fazer o dever de álgebra

-Qual dever de álgebra?- Ele me perguntou confuso.

-Aé. Esquecemos de te passar o dever de álgebra!- Eu falei para ele, então saquei meu caderno da mochila e entreguei para ele.

Ele se sentou, pegou o próprio caderno e começou a copias enquanto eu tentava tirar um pequeno cochilo na carteira antes das aulas começarem.

-Er, Mike?- Ele me perguntou me acordando, e se ele não fosse tão lindo eu teria espancado ele agora.

-Ã?- Eu perguntei para ele me virando para olhaele levantando o caderno e apontando para uma área rabiscada do caderno, a área que eu havia rasurado para ninguém ver o nome "Michael Parker-Davitt" escrito. -I-isso? Não e nada!

Eu disfarcei e falei que aquilo era apenas tédio nas aulas então ele retornou a fazer seu dever sem questionar e eu suspirei forte com o alívio.

Logo Lydia chegou e nós três começamos a papear, ela falava de como havia sido sua segunda saída com Tyler ontem anoite e outras bobagens purpurinadas. Logo o professor entrou em sala e começou a passar a nova materia.

-Toma aqui!- Alan entregou o caderno sobre meu ombro. -Valeu!

-De boa!- Eu respondi, mas assim que peguei o caderno, quando fui passar a página percebi uma escrita no canto inferior direito. "Alan Davitt-Parker" com a letra do mesmo.

E após ficar encarando aquilo eu finalmente me toquei sobre a matéria e comecei a anota-la, mas não tirei o pensamento que ele poderia ter escrito aquilo de minha cabeça...

Eu não parava de pensar que ele poderia ter feito a mesma coisa que eu fazia e rasurava depois. Foi o único pensamento que se manteu ativo em minha cabeça, e antes que eu notasse já haviam se passado dois horários e agora estariamos indo em direção à quadra esportiva no térreo, numa parte separada da escola.

Atravessamos os portões que dariam na quadra e todos nos posicionamos em uma linha reta

-Muito bem alunos!- Falou o professor de Educação física após soprar seu apito. Estavamos todos numa fila horizontal à sua frente. -Alongamento!

Todos nós iniciamos o alongamento padrão que sempre faziamos antes da prova, ao meu lado estava Lydia que falava sobre seu encontro com Tyler, mas minha atenção estava a minha frente.

Para o alongamento haviamos formado um circulo e a alguns metros à frente estava Alan, alongando os braços o que prendeu totalmente minha atenção. O uniforme de ginástica sem mangas deixou mais claro a grande quantidade de músculos definidos que ele tinha, o que prendeu totalmente minha atenção.

-E foi isso Mike!- Ouvi a voz de Lydia dizer, mas eu apenas olhava para Alan enquanto eu alongava da melhor maneira possivel de um meio que o contato visual não fosse quebrado. -Mike? MIKE? MICHAEL!

Ela gritou do meu lado chamando minha atenção, quando virei, ela começou o sermão. -Está me ouvindo?!

-Sim, sim, claro!- Eu disse enquanto retornava o olhar para aquele belo par de braços.

-Então repete o que eu disse!- Ela bateu o pé não acreditando, com razão.

-Tyler foi um anjo no segundo encontro e..- Eu comecei a inventar qualquer coisa que por bem ela engoliu.

-Olha, eu sei que o Alan é um sonho!- Ela falou baixo perto da minha orelha. -Mas ao menos tente disfarçar!

Eu apenas sorri com o que ela disse, então desviei meu olhar longe o suficiente para ver Tyler alongando, mas com vários olhares sedentos sobre ele.

-Parece que você tem concorrência!- Eu falei chamando a atenção dela e apontei para um grupo de meninas que fofocavam ao invés de alongar enquanto olhava para Tyler.

-MASOKE?!- Ela gritou simplesmente "discreta". -A mais hoje vai chover sangue oxigenado!- Ela se arrumou um pouco e foi batendo pe até as meninas me deixando sozinho.

-Ei! Prostiranha!- Ela gritou enquanto se aproximava. -Não corre não meu amor! Eu vou te pegar do mesmo jeito!

Eu apenas pude rir. Tyler era alvo de muitos olhares na sala, mas depois que ele começou a sair com Lydia, muitos sabem que isso se torna perigoso à menos que você more do lado de um hospital de reconstrução facial.

-Parece que alguém está feliz...- Eu ouvi aquela voz dizer então quando me virei vi Alan de pé ao meu lado.

-Apenas me divertindo com a desgraça alheira!- Eu respondi olhando enquanto apontava para Lydia que arrumava um bagulho com a menina.

-Wow! Alguém se deu mal!- Ele falou olhando para Lydia pronta para descer a mão na cara da menina. -Deram em cima do Tyler denovo?

Hoje seria o segundo dia dele aqui, mas até ele sabia como era perigoso mexer com Lydia. Parecia que ele estava aqui a anos e que éramos amigos á eras.

-Foi...- Eu respondi ainda encarando ele. -Pobre menina!

"Eu vou pular esse diálogo super desenvolvido e pular para parte que interessa!"

Estavamos jogando futebol fazia já alguns minutos, todos os que jogavam já estavam suados e ofegantes. A partida ia "1X1", eu e Alan eramos do mesmo time, que agora partia em direção ao gol inimigo.

O toque era bom entre nós, agora já estavamos à frente do gol com ninguém a nossa frente.

-E melhor acertar esse gol!- Eu gritei e dei o toque final à ele e então ele finalmente chutou que a bola puxou a rede para trás com o goleiro sem chance de defender.

-Acertei não foi?- Ele disss irônico vindo para comemorarmos o gol gritando pela quadra. -Parece que você ganhou um fan-clube!

Ele então apontou para a esquerda da quadra onde várias meninas torciam por nós em gritos e urros. Eu sinceramente não me considerava lá essas coisas, mas se contar que Allyssa Bancock era uma das meninas mais disputadas da escola eu acho que estava em um bom patente.

-Não sou só eu!- Eu então apontei para o mesmo grupo de meninas onde outras gritavam por Alan, coisa que eu não estava gostando, mas pude disfarçar. -Mais uma partida?

-Pega a bola!- Ele disse então percebi que a bola havia escapado pelos furos da rede e saído da quadra. Eu fui em direção de onde ela ia e passei pelas meninas que gritaram muito quando passei por elas.

Passei pelo portão da quadra e me dirigi para onde a bola estava, havia atravessado a pista e estava do outro lado num gramado aberto. Obvio que olhei para os dois lados antes de atravessar e agarrei a bola.

-Joga ai!- Um dos meninos gritou então eu logo coloquei a bola no chão e a chutei, que foi diretamente nas mãos do garoto que voltou ao campo.

Eu andei de volta em direção á quadra, mas assim que eu pisei fora do meio-fio...

TRINCHH...

E tudo escureceu...

[...]

-Sr. Davitt?- A voz... -Sr. Davitt, acorde porfavor!

O barulho de um estalar agudo de dedos me fez redobrar a consciência. Eu não sentia nada, era um êxtase que eu lembrava muito bem...

-Sr. Davitt?!- A última vez que eu ouvi a voz, então eu apenas senti uma mão forte abrir meu olho esquerdo e atingi-lo com uma forte luz. -Sr. Davitt consegue me ouvir?

Logo abriu meu outro olho e novamente me atingiu com a luz. Eu estava cansado, mas apenas pude murmurar.

-S-sim...- Eu disse enquanto criava forças para abrir os meus olhos, mas assim que o consegui, percebi que não reconhecia o lugar onde estava. -Onde...onde estou?

-Na ala hospitalar da escola- Eu me virei e notei que o dono da voz era um senhor de uns 30 anos de jaleco branco que me encarava. -Quantos dedos o senhor vê aqui?

Ele levantou a mão em minha frente, mas minha visão estava tão embaçada que eu mal pude diferenciar. -E-eu...eu não sei.

-Tudo bem, apenas tente descansar!- Ele então abaixou a mão e começou a me examinar, eu notei que estava deitado numa cama não muito macia, mas confortável que estava presa á parede. -Do que se lembra?

-Eu estava indo pegar a bola e depois não me lembro...- Eu falei extremamente cansado e sem saber o porque já que não havia eletrodos, aparelhos ou sequer uma agulha em meu braço. -Porque estou tão cansado?

-Calma! Apenas preciso que descanse!- Ele disse sem me responder. -Apenas preciso que me responda, você sabe se sua família tem algum histórico de eplepsia?

-Não!- Eu respondi rápido assustado com a pergunta. -Porque? O que houve comigo?

-Calma! Tenho que ir informar a diretoria, vou pedir para algum de seus colegas ficar com você por enquanto- Ele me deixou sem respostas, a sala era pequena e estreita, parecia apenas um consultório.

Eu apenas vi o "Doutor" sair, mas antes da porta bater pude ver duas pessoas sentadas num banco do lado de fora da sala, ansiosas por respostas. Esperei alguns segundos olhando para o teto de gesso e logo a porta foi quase arrombada e vi duas pessoas preocupadas entrando.

-Seu idiota!- Eu apenas senti alguém se jogar sobre mim para um abraço forte e notei ser Lydia. -Me assustou seu ridículo!

-Como está se sentindo?!- Eu notei a outra voz ser de Alan que estava parado vendo Lydia arremessada sobre mim.

-Alguém pode me dizer o que ta acontecendo?!- Eu perguntei já nervoso, então Lydia se levantou e trocou olhares confusos com Alan, coisa que eu estranhei.

-Você não se lembra?- Perguntou Lydia confusa, mais que eu.

-Se eu lembrasse estaria perguntando?!- Eu disse irônico e nervoso esperando a resposta eles novamente se entreolharam e finalmente Alan falou.

-Cara...- Ele começou num tom nada feliz. -Você quase morreu!

-O que?!- Eu perguntei duvidoso. -Eu só lembro de chutar a bola e então...

-Você quase foi atropelado!- Eu ouvi Lydia dizer.

Nesse instante uma grande dor de cabeça me atingiu, e então vários flashes de memória apareceram na minha cabeça...

Flashbacks

TRINCHH..

Eu apenas consegui virar a cabeça para esquerda apenas à tempo de ver um enorme carro preto vindo em minha direção. Eu havia acabado de pisar fora do meio fio para retornar para quadra, mas apenas consegui ver um carro freando ao meu lado, mas não freiaria rápido o suficiente...

Eu estava imóvel, sequer conseguia mover um músculo, estava em choque me senti tremular minha visão embaçar e minha garganta fechar completamente. Eu estava pronto para cair de cara no chão, mas apenas deu tempo de sentir uma dor, uma dor bastante aguda, não era no corpo ou na pele, era interna como meu coração explodindo por dentro.

-CUIDADO!- Eu escutei uma voz falar, mas eu ainda não raciocinava que eu havia sido empurrado ao chão gramíneo por alguém, mas eu não sentia mais nada a não ser o mais puro terror.

Eu comecei a tremer, tremer muito, me sacudia sem controle enquanto estava caído na grama, não conseguia pensar em nada. Eu me debatia no chão e sentia algo escorrer de minha boca.

-Mike?! MIKE!- Alan gritou do meu lado me segurando sobre os ombros, mas eu logo me soltava com o tanto que eu tremia. -O que eu faço?!

-Q-q-queima!- Eu murmurrei enquanto me debatia nos braços dele. Comecei a falar coisas sem nexo enquanto espuma saia de minha boca, mas eu sentia como se minha cicatriz estivesse sendo queada por um ferro. -D-desculpa! E-eu fui um amigo ruim!

-O que?!- Alan perguntou nervoso enquanto me apertava forte em seus braços para eu não me libertar mais enquanto me debatia.

-M-me perdoa!- Eu falava sem sequer entender minhas próprias palavras. -E-eddie!

Eu com a visão turva apenas via o professor e vários alunos curiosos chegando aos montes e fazendo círculos ao meu redor.

-Vamos leva-lo á enfermaria!- Eu ouvi o professor dizer então eu apaguei...

Flash off

-Sorte sua que o Alan estava lá!- Lydia disse enquanto sentava na beirada da cama.

-Obrigado!- Eu falei para Alan quando consegui recuperar meu fôlego. -Você salvou minha vida!

-Não foi nada!- Ele respondeu e eu notei o vermelho no seu rosto.

-O que aconteceu com o motorista?!- Eu perguntei me sentando na cama com pouca dificuldade.

-O carro desviou de você e entrou numa rua, não conseguirar ve-lo depois disso. As câmeras da escola também não pegaram nada!- Disse Lydia enquanto apertava minha mão forte.

Um silêncio se instalou pela duvida do que dizer a seguir. Mas então Alan quebrou o silêncio.

-Quem é Eddie?- Ele perguntou então eu imobilizei ao lembrar que eu estava falando durante o ataque. Lydia me encarou apreensiva também nervosa pela pergunta.

-Como você sabe esse nome?- Perguntou Lydia para Alan que respondeu rapidamente.

-Durante o ataque...- ele começou respirando fundo. -Você murmurou algumas coisas que eu não entendi, e então começou a falar de um tal de Eddie.

Ele então percebeu a nossa troca de olhares e duvidou.

-Vocês sabem quem é certo?- Ele perguntou ao notar nossa troca de olhares. -Olha sem querer me intrometer, mas eu preciso saber quem é ele.

Um silêncio se instalou por algum tempo, até que eu bufei e falei.

-Eddie era meu melhor amigo...- eu comecei, mas logo fui repreendido por Lydia.

-Um péssimo melhor amigo!- Ela rosnou praticamente. -Um resumão, eles eram melhores amigos, ai um dia o Eddie ia ser atropelado so que o Mike o empurrou e foi atropelado!

Alan parecia pasmo com o jogo que Lydia colocava sobre a mesa e escutava com detalhes a história.

-Então o ingrato deixou ele sozinho no aeroporto provavelmente pra ficar com o quarto vazio pra trepar até o pau cair!- Ela reclamava mais frustrada do que eu, ela era tão boa amiga que sentia a minha raiva na pele dela. -E foi assim!

-Então quer dizer que esse Eddie foi todo esse puto, e você ainda acha que a culpa é sua?!- Ele perguntou como se eu tivesse 3 anos de idade, eu concordei com a cabeça, então pude ver ele vindo em minha direção e sentando ao meu lado na cama. -Sinceramente Mike, você está sendo trouxa!

-Eu ja disse isso!- Lydia falou enquanto ele falava com voz doce e calma.

-Se uma pessoa foi mal com você nesse nível, essa pessoa não merece sua amizade! Eu te conheço á pouco tempo, mas sei que você merece mais, merece algo melhor...- Ele então colocou a mão dele sobre a minha que repousava no tecido da maca. -Merece alguém melhor...

Um silêncio ficou no ar por alguns segundos, a mão firme dele sobre a minha e a nossa troca mútua de olhares que pareciam não ter fim, até que eu falei.

-Obrigado!- Eu disse pondo minha outra mão sobre a dele. -Você é um bom...amigo!

Por mais que eu quisesse dizer "Peguete" eu disse amigo pela presença de Lydia e outros motivos como vergonha na cara. Continuamos nos olhando por algum tempo sem dizer uma palavra, até que Lydia disse:

-Eu acho que vou fingir que tenho algo melhor pra fazer e deixar vocês sozinhos!- Ela falou e saiu antes que eu pudesse xinga-la de vários nomes por me deixar vermelho. Novamente um silêncio se instalou com a troca de olhares e os sorrisos em nossos rostos.

-Então...- eu comecei sem saber o que dizer.

-Então...- Ele repetiu e eu sentia ele acariciando minha mão coisa que fez uma corrente elétrica se esvaziar pelo meu corpo. -Como vai ser hoje á tarde?

-Hã?- Eu perguntei sem pensar enquanto me perdia naqueles olhos.

-A gente tem que fazer o trabalho hoje, você vai na minha casa depois?- Ele começou dando um sorriso que mostrou aqueles belos dentes brancos.

-Eu acho que uma hora depois que a aula acabar está bom. E o tempo de eu me arrumar e ir até sua casa- Eu respondi me perdendo no chocolate dos olhos dele. -Tudo bem pra você?

-Tudo ótimo- Ele falou e eu senti ele ainda acariciar minha mão. -O professor disse que a sua mãe insistiu para vir te pegar e te levar á um hospital, segundo ele, ela já deve estar chegando...

-Se duvidar ela vem com um processo nas mãos- Eu murmurei baixo o suficiente para ele não ouvir, então ele se levantou e foi até a porta, tive vontade de segurar a mão dele e pedir para ele ficar, mas apenas pude soltar e encara-lo abrir a porta.

-Descanse. Agora eu tenho aula, se sua mãe não chegar até a hora do almoço eu passo aqui pra te fazer companhia. Ok?- Ele perguntou ficando entre a porta e o quarto me olhando enquanto eu me preparava para deitar novamente.

-Ok...- Eu respondi me deitando, ele apagou a luz e então eu virei á direção oposta da porta enquanto escutava ela fechar eu ouvi ele dizer:

-Beijo, até mais tarde!- A porta finalmente foi fechada e eu apenas senti o meu estômago grudar nas costas e enbrulhar.

-Até que um não faria mal...- Eu falei para mim mesmo enquanto acariciava minha propria mão proxima ao rosto. Pode me chamar de doido, mas eu ainda sentia o calor dele na mesma...

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Minha mãe chegou em pouco tempo e nem quis dialogar com ninguém, me jogou dentro do carro e a proxima parada foi o Hospital mais próximo.

Demorou bastante, quando dei por mim já havia passado do almoço e ainda estavamos fazendo mais exames de sangue. Minha mãe rodou o hospital todinho comigo atrás para fazer os mais minuciosos exames, mas eu só pensava em Alan.

-Sr. Davitt?- Eu ouvi a enfermeira me chamar. -Já retirei seu sangue, pode ir.

Apenas agora notei que ela ja havia me furado, injetado um tubo, tirado meu sangue, tirado a agulha e eu nem havia notado. Agradeci, levantei da cadeira e arrumei as mangas de meu casaco e fui até onde minha mãe estava.

-Foi tudo bem?- Ela perguntou para mim enquanto eu sentava ao seu lado numa cadeira á frente do guichê de atendimento.

-Foi, acho que já tirei quase uma bolsa de tanto sangue!- Eu reclamei com ela do tanto que havia sido furado hoje enquanto observava minuciosamente cada centimetro das paredes para me distair, mas minha mente estava presa em Alan

-Temos que nos precaver! Você teve uma convulsão, vai que desenvolveu eplepsia!- Ela reclamava comigo. -Sabe quantos casos de meninos de 17 anos com ataques epilépticos eu recebo por dia?

-Não...

-Exatamente! Porque as mães se preparam para qualquer coisa que possa ocorrer!

-Mãe, você é médica! Com certeza sabe que não foi nada sério, apenas entrei em choque quando vi o carro!- Eu bufei me ajeitando na cadeira ainda pensando nos olhos de cacau.

Nunca alguém havia entrado na minha cabeça com tanta força o suficiente para ignorar os gritos de reprovação da minha mãe. Sinceramente se havia uma coisa que eu não acreditava era em destino ou amor a primeira vista. Apenas ilusões, mas com ele...até que ele teria uma chance de me mudar.

O tempo passou e eu mal me dei conta de que já passavam das 14h. A fome bateu então eu escapei de minha mãe que mexia uns pauzinhos no seu trabalho para um atendimento mais rápido.

Eu me dirijia a lanchonete com alguns trocados em mãos, mas assim que o atendente me viu falou que eu era a cara de mimha mãe e me reconheceu. Deixou tudo registrado na conta dela e eu pedi apenas um sanduíche qualquer para disfarçar a fome.

A lanchonete era no extremo norte do hospital, na parte mais funda e movimentada dele, me sentei em uma cadeira qualquer na parte externa da lanchonete para respirar um ar puro longe da multidão.

Fui comendo o sanduíche calmamente enquanto pensava em tudo que Alan estava fazendo por mim nesses últimos dias. Além de me dar um motivo para querer ir para aula, ele estava se tornando um bom "amigo"/paixão que eu não tinha á muito tempo...

Eu não queria me sentir preso á Eddie, mas infelizmente era uma coisa que eu não podia evitar. Ele por mais que eu quisese negar e xingar, havia sido um irmão por um bom tempo.

Eu o amava.

E isso eu não podia negar por mais que eu quisesse, mesmo depois de tudo que ele fez eu apenas o amei mais, coisa que eu odiei em mim mesmo.

Eu me sentia vivendo uma vida tripla: uma onde sou um filho dedicado e ótimo aluno. Outra onde eu sou um homossexual ainda trancado num armário a sete chaves. E por ultimo me sinto como alguém normal sofrendo por uma paixão que nunca aconteceria e com uma nova entrando em sua vida. Era tão...clichê

Minha vida não passava de um belo clichê, um roteiro mal feito para um filme falido.

Ou uma fanfiction de má qualidade onde o autor futuro fuma orégano antes de escrever e fica escutando músicas da Rihanna que apenas seriam escritas daqui á sete anos preocupado com a nova presidência dos Estados Unidos.

Minha vida parecia bem desse tipo, não querendo parecer um emo-gótico, mas a vida é uma vadia que mal espera a hora de dar o golpe.

E o golpe chegou com tudo!

Eu sai de meus pensamentos quando vi a pessoa que eu menos esperava ver ali se movimentando em direção á um carro negro. "O" carro negro que quase me atropelou a pouco tempo.

-Será possivel?- eu perguntei a mim mesmo ao ver a pessoa se movimentando em direção ao carro, eu joguei alguma gorjeta sobre a mesa e engoli o sanduíche de uma vez. -Porquê ele não está na escola?

Pulei um pequeno cercado que daria direto no estacionamento e me escondi atrás de alguns arbustos enquanto observava a pessoa se aproximar do carro ondd outra estava apoiada no capo, então ele jogou um grande papel sobre o mesmo.

-Eddie?!- Eu perguntei a mim mesmo atrás dos arbustos ao ver ele jogar o papel sobre o capô e Júlia, a outra pessoa agarra-lo e começar a lê-lo

Continua...


Notas Finais


Obrigado por ler até aqui, mas eu queria agradecer principalmente ao Epilif (best person ever) e varios outros que estão me ajudando a divulgar meu trabalho, tanto essa fic quanto o Lobo Solitário (outro trabalho meu que recomendo) estão empatadas em minhas 2 melhores fic com 25 favoritos as duas e Delta Emerald em 2/3 com 19, graças á ajuda dessas pessoas a media de favoritos (5 favoritos por cap) foi batida e eu agradeço muito por isso.
Outra coisa gnt: EU COMPREI UM LAPTOP NOVO NA BLACK FRIDAY! Quem me acompanha (gnt segue lá e solicita amizade que eu aceito) sabe que eu infelizmente queimei meu pc (o terceiro que isso acontece) graças ao meu vicio em games á alguns meses, eu nesse meu meio tempo tenho escrito pelo celular pelo aplicativo do wattpad, coisa que tem sido útil, mas o pc vai ajudar bastante com coisas como correção ortografica que eu estou devendo muito a voces, então daqui para frente, principalmente com as ferias, será mais facil postar.
Obrigado á todos e bjs
OBS: É a segunda vez que eu escrevo isso porque a internet travou bem na hora que eu ia postar, talvez não tenha ficado tão boa quanto a primeira.


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