História Crônicas de Um Demônio - Capítulo 15


Escrita por: ~ e ~AnnabelVielmont

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Demonios, Lucifer, Luta, Novela, Romance, Traição
Exibições 2
Palavras 2.130
Terminada Não
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Depois de uma demora enorme, aqui está mais um capítulo pra vocês. Boa leitura!

Capítulo 15 - Elemental: Desconfiança.


Daniel se posicionou com a espada apontada para o garoto à sua frente, ele correu com o olhar focado nos de Uno e tentou um golpe de espada falho, o outro  girou a espada contra ele, mas uma parede de terra surgiu em sua frente impedindo que a espada o cortasse, Matthew logo assumiu o lugar de Daniel deixando que Mari derrubasse a parede e ele explodisse uma esfera de fogo em cima de Uno o jogando para trás de costas numa árvore.
— Muito bom para um rei. — Uno se levantava sem dificuldade. Ele ergueu novamente a espada e aguardou o movimento dos cinco.
— Por que está se contendo? — Kai perguntou para Uno chamando a atenção de Daniel — Você reparou também não foi? 
— Gastar minha energia e tempo com vocês é inútil. — ele girou sua arma na mão, subestimando seus oponentes — Eu poderia matar vocês agora, mas não tenho permissão.
— Que pena, porque nós temos permissão pra te matar. — Daniel voltou a correr pra cima dele, que fez impulso para trás se preparando para o próximo golpe. Porém o anjo voltou para a posição anterior — Como eu pensei. Não está se contendo, está ganhando tempo.
— Vamos acabar com isso agora então. — Yasmim lançou um dragão feito de água para Uno, que o cortou ao meio, espinhos de terra saíram do chão tentando acerta-lo, Uno saltou para desviar e teve o péssimo encontro com Mathew e Kai, que disferiram dos socos o jogando de volta nos espinhos que Mari havia feito.
— Deve ser difícil ter sangue imortal, não? — Daniel chegou perto dele, girando a espada nas mãos — Não importa o quanto sofra, você não pode morrer. A não ser que eu retire essa marca em você. — o anjo passou o dedo pela marca abaixo da costela de Uno — Acho que sua jornada acaba aqui.
Ele apontou a lâmina reluzente para a marca dele e impulsionou o corpo pra frente na direção dele, Uno fechou os olhos e virou o rosto, mas o golpe foi repelido antes que chegasse no corpo do imortal. O olhar do moreno se encontrou com o de um menino loiro e de olhos violeta, usava roupas de couro e apontava uma faca para Daniel.
— O fim dele pode estar próximo, mas não é agora. — o peso da voz intimidava os quatro atrás do garoto.
— Lúpus. — Daniel se afastou e voltou para junto dos outros, e se voltando para eles ciciou: — Tomem cuidado com esse cara.
— Seu olhar já nos disse isso. — Mari retrucou se preparando — Podemos criar uma brecha pra você atacar, mas vai ser rápido. 
— Vão. — o anjo anunciou deixando que Kai corresse na frente dessa vez, Lúpus passou a mão por um dos coldres em sua perna e sacou uma pistola, a qual denominava Scarlet, e apontou para Kai, mas ele desapareceu. Logo Mari corria em sua direção com o punho fechado para um soco, o loiro ergueu uma segunda pistola para ela, mas Kai voltou a aparecer ao lado de Mari e desaparecer junto com ela. Quando Lúpus voltou seu olhar para frente, Daniel corria com a espada na direção dele. O caçador apontou as duas Scarlet para o anjo prestes a puxar o gatilho, mas ele saltou e Lúpus foi surpreendido por uma onda de fogo em sua direção. Ele saltou para trás para desviar e tomar uma distância segura, mas os cinco voltaram a aparecer, o cercando.
— Acham mesmo que podem me pegar num truque barato desses? — ele fechou os olhos, e o tempo ao seu redor foi ficando cada vez mais lento, sacando as armas ele disparou na direção de cada um de seus oponentes os repelindo — Pensem novamente.
— Não vou deixar que os leve daqui. — Daniel se reergueu, o projétil em sua perna estava lhe causando certa dificuldade. 
— Mas parece que não terá muita resistência. — Lupus apontou para os elementos, todos caídos, exaustos — Até o poder deles tem um limite, Rei Daniel.
— Eu me pergunto qual será o seu. — Lúpus sorriu ao ouvir as palavras do garoto, ele ergueu as armas e disparou contra ele, mas seus tiros foram repelidos por um golpe de espada.
— Quem poderia? Ah... você. — seu olhar se encontrou com o da garota que flutuava poucos centímetros acima do chão — Não é educado se meter na briga dos outros.
— Eu sou a Rainha, me meto onde eu quiser. — Louise retrucou arisca, ela conjurou uma esfera de fogo na e estendeu para o loiro.
— Parece que não terei minha recompensa hoje. — Lúpus desapareceu levando Uno consigo.
A menina logo se voltou para os cinco.
— Como vocês estão? 
— Bem, só exaustos... — Daniel despencou nos braços de Louise, que usou teletransporte para tirar eles dali. — Você chegou bem na hora.
— Anne falou que tinha um movimento estranho. — Louise averiguou cada um ali e os teletransportou para o quarto de hóspedes — Onde estão os outros?
— Max nos avisou que haviam outros quatro elementos nesta região, mas que seria mais difíceis de serem convencidos.
— Os elementos do caos. — Louise pensou, quando a voz masculina atrás dela a tirou do transe.
— O que está acontecendo? — o garoto com as feições do falecido Lúcifer se localizava de pé naquele salão. E pior, solto.
— Por que ele está solto? — Daniel levantou o olhar para Louise.
— Eu o soltei. — Louise se direcionou pra perto do anjo. Debruçando sobre ele e selando seus lábios, Daniel arqueou uma sobrancelha e encarou os dois.
— Não vejo boa coisa nisso. — Uriel tomou a frente e encarou o encarou.
— Você não pode fazer muito a respeito disso. — ele deixou escapar um sorriso de canto antes de continuar — Afinal aqui você não tem autoridade.
— Eu devia ter deixado Dimitri te matar. 
— Só que seu macho não está aqui pra fazer isso não é? 
Daniel empunhou a espada e correu na direção do loiro, que não fez nada. Louise se pôs na frente e afastou Daniel.
— Chega. Não cabe a você decidir quem vai morrer aqui. — ela se virou para Uriel, e seguiu em frente: — E você, mesmo estando comigo não está em posição de testar a paciência do Daniel. Muito menos a minha.
— Está se deixando levar. — Daniel levantou-se, após ter sido jogando bruscamente pra trás, e levantou o olhar para a menina — Não vê que não é uma boa ideia? 
— Você estava fora esse tempo todo Dani. Não sabe de nada. 
Louise deu as costas e seguiu Uriel, que já havia ido para o quarto. Apesar de ter feito o que fez, Uriel chamava sua atenção. De todos os anjos ele era o que mais se parecia com seu pai. "Droga", ela pensava, "Daniel não compreende tudo o que aconteceu entre ele e eu, nem nunca vai compreender".
Enquanto Louise tentava arranjar uma explicação plausível para dar sobre Uriel e ela quando Dimitri chegasse, Anna caminhava por um gramado extenso já observando uma breve alteração no clima da região. A temperatura estava abaixando lentamente e a grama começava a ser coberta com uma fina camada de neve que ia aumentando a medida que ela se aproximava, logo ela reparou nas manchas vermelhas na neve. Sangue. Sangue acompanhado de partes desmembradas de anjos caídos e não caídos.
— O que aconteceu aqui? — ela perguntava para si com certa perplexidade.
— Posso te mostrar o que aconteceu aqui. — uma menina loira com olhos azuis usando roupas improvisadas com pele de lobo sorria pra ela — Eu sou Brenda, e você não é bem vinda aqui.
— Sua vontade de me matar é grande demais pra uma criança. 
— Qual o problema nisso? Não gosto que invadam minha terra.
— Pelo jeito não vou te convencer a sair daqui.
— Saia daqui. — seus cabelos começaram a acompanhar o vento gelado que se formava em volta dela — Antes que fique perigoso pra você.
— Perigo faz parte da minha vida. — Anna sorriu sentindo o chão se mover abaixo dela, criando uma estaca de gelo que quase atravessou seu pé. Ela se firmou no chão novamente notando que a menina não estava nem fazendo esforço. — Eu não quero te machucar. 
— Que pena. — Brenda sorriu levantando mais estacas de gelo, Anna percebia a dificuldade para desviar delas a medida que a luta se seguia.
— Não tenho escolha então... — ela passou a mão pelos cabelos, materializando a foice em sua mão e voltando a encarar a garota.
— Então resolveu sair da defensiva. Eu gosto disso. — a loira estendeu outras estacas contra Anna, que girava seu corpo numa valsa frenética, acertando-as e as quebrando com a foice na tentativa falha de tentar se aproximar da menina. — Desista, enquanto estiver aqui estará presa no meu jogo.
— É mesmo? — Anna abriu suas asas e as bateu levantando uma densa nuvem que envolveu parte do campo, agora ela podia ver Brenda, mas Brenda não podia vê-la.
A loira parou, se manteve no lugar e sorriu ao observar o semblante em sua frente, logo as estacas de gelo se levantaram e atravessaram a sombra na frente dela.
— Nunca vai escapar do meu gelo. — ela riu deixando a nuvem fria abaixar e observando que não havia acertado ninguém. — Mas como...
— Sabe, usar ilusões é o melhor jeito de lidar com oponentes difíceis. — Anna apareceu novamente em suas costas, golpeando seu pescoço fazendo com que ela desmaiasse no gelo — Parece que não vou conseguir nada de você.
Um pouco decepcionada, Anna abriu suas asas e voou para a floresta, procurando rastros de que Dimitri estivera ali. Porém ele caminhava pelo litoral, onde Anna encontrara Yasmim, observando o mar que ficava mais agitado a cada dia que se passava. Ele questionava o curioso fato das consequências que a existência dos elementais trouxe para aquela época. O Tempo e Espaço haviam se distorcido de forma que costumes do período vitoriano se cruzassem com os do medieval. Os mares estavam mais agitados, terremotos mais frequentes, tornados e tempestades, sem contar a neve fora de época. Não esquecendo também dos vulcões ativos. Isso também o fazia perceber a importância de proteger essas crianças para que não fossem influenciadas pelos anjos, sejam eles do Céu, ou da Fortaleza.
— Os mares tem ficado cada dia mais agitados. — uma voz conhecida o tirou do transe o fazendo olhar para a garota com as feições parecidas com a de Anna — Olá Dimitri.
— Por que está aqui? — ele se virou já dando um breve sorriso enquanto ela se aproximava.
— Queria saber como está minha família. Sabe... sem ser em lados opostos.
— Você não sabe mentir. — ele riu começando a caminhar na direção da floresta — Venha. — ela o seguiu e os dois adentraram a floresta — Você está receosa por sua decisão não é?
— Depois da visita ilustre da Luciela eu fiquei um pouco insegura. — suspiro — E se algo não der certo? Se eu falhar...
— Você não falhará. — ele deu de ombros e parou de andar encostando-se numa árvore — Eu tenho a garantia disso.
— Que garantia? O Max? Ele tem seus próprios objetivos Dimitri. Não importa se ele viu ou não. E se ele mentiu pra você? Ele sim é o verdadeiro traidor. Não eu, nem a Anna.
— Até traidores podem mudar. — Dimitri caminhou até ela é acariciou seus cabelos loiros, abaixando o tom de voz, deixando que Kate chegasse mais perto para ouvir — Só precisamos dar uma chance.
Kate encarou o moreno nos olhos por meio minuto antes de iniciar um beijo lento e desejado por ela durante muito tempo. Os toques iam se intensificando lentamente, assim como os beijos, enquanto ele levantava o vestido azul que ela usava.
Enquanto isso, Daniel descansava na janela de seu quarto até que um súbito empurrão o derruba. Ele ouve um riso descarado e irônico vindo de dentro do quarto.
— Pensei que você voasse. — ela falou vendo o garoto se levantar depois de uma caída brusca com a cara na grama.
— E eu pensei que você fosse boa da cabeça. — ele se levantou e olhou para a janela que ficava pouco acima dele.
— Pensou errado. — ela desceu até onde ele havia caído e recostou-se na parede — Eu não bato nada bem da cabeça. — Aline riu, foi até ele apoiando sua mão no queixo do anjo e virando a cabeça dele para ela — Mas você parece preocupado.
Daniel suspirou — É o Uriel. — admitiu em disparada — Não consigo engolir ele e Louise.
— Ai, eu também não. Sempre parece que ele está tramando algo. 
Sebastian chegou da janela observando os dois tendo uma conversa civilizada. Coisa que, quando Aline estava envolvida, não acontecia.
— Odeio interromper, mas o jantar tá pronto. — ele sorriu olhando para trás e vendo Sedriko preparar as coisas.
— Eu vou lá chamar a Louise. — Aline desapareceu dali enquanto Daniel se dirigia ao salão principal, pouco antes de ouvir o grito da menina ecoar pela casa. Ele abriu suas asas e voou até o quarto onde Aline se encontrava apenas para se deparar com a Gêmea da garota jogando no chão e apontar o culpado: — Uriel.


Notas Finais


Então né, muita coisa acontecendo num capítulo só. Enfim, a gente espera que possamos fechar o arco Elemental no próximo capitulo (porquê cá entre nós já deu desse arco né?) e começar a parte final. Agradecemos por terem lido e até a próxima!


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