História Crônicas de um Fracassado - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 1.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente. Lá vem eu começando fic nova, mas não se assustem que eu não estou abandonando e nem esquecendo de nenhuma outra fic em andamento.

Vai ser uma fic curta, uns cinco ou seis capítulos, ainda não tenho ideia exata de quantos.

Eu sou simplesmente apaixonada por esse plot, apesar dele ser curtinho. Espero que gostem do casal dessa fic e achem eles deliciosos como eu também acho. Ai eu amo um jikookinho bem soft assim, misturado a um jungkook bem perdido e lascado na vida.

Desejo a todos uma ótima leitura!! Beijooooos

Capítulo 1 - Na falta de café instâtaneo, se enche uma garrafa


UMA SEMANA ANTES DO VERÃO COMEÇAR

 

O apartamento - lê-se quitinete - estava em um completo silêncio, o indie calmo, alternativo e depressivo havia sido dispensado naquele dia porque nem para viver sua depressão estava com vontade. Terminava de passar o café, ah o tão amado café, o único companheiro da vida. Só queria uma mísera xícara e já se daria por satisfeito. Tá, era mentira, uma caneca no mínimo. Mas o que importava era que por não ter café instantâneo teve que fazer uma quantidade que dava para pelo menos cinco de si tomarem e ficarem saciados.

Será que se bebesse tudo sozinho e de uma vez só teria uma overdose de cafeína? Dava para morrer disso? Porque se desse, estava totalmente dentro.

Sentou à mesa com a caneca cheia e colocando a garrafa com o restante do líquido à sua frente; batucava com os dedos sobre a madeira, nervoso; os pés balançavam freneticamente e era automático continuarem assim. Se sentia fatigado, quase desesperado querendo correr, gritar, bagunçar os cabelos, rasgar as próprias roupas e se estapear por ser tão imbecil. Sério, estava para nascer alguém tão estúpido e sem sorte na vida como Jeon Jungkook.

Certo, talvez dizer que era sem sorte seria um exagero. Contudo o título que definitivamente podia atribuir a si mesmo era o de dono das piores ideias e, principalmente, das piores escolhas. Encarando o celular em mais um site de procura de empregos estava quase chorando pensando no pão quentinho com margarina que queria comer junto àquele café, que cheirava bem demais para algo feito por ele mesmo. Mas claramente não tinha pão, nem margarina e muito menos dinheiro para comprar.

Já era o fim do mês e não havia conseguido nada, ainda estava desempregado e sem perspectiva nenhuma de conseguir algo. Era um completo incompetente no que fazia, até porque onde já se viu um professor que não conseguia dar aulas por ficar nervoso, passar mal, sentir febre e não fazer força alguma para que a sala ficasse em silêncio e ele conseguisse fazer seu trabalho? Era simplesmente ridículo. Mas também não sabia mais o que poderia fazer da vida. Tinha estudado, quer dizer ainda estudava, para ser professor. Fazia uma licenciatura, então só lhe restava isso pela frente, era a única opção.

E lá se ia Jungkook pensando que se fosse de maior utilidade na vida, teria conseguido passar em um curso que lhe proporcionasse uma carreira melhor, não que ser professor fosse ruim, só não era sua praia definitivamente. Poderia ter escolhido algo mais dentro do que ele gostava de fazer, era capaz de fazer. Mas entrava em impasse novamente, porque não gostava de nada, e muito menos era capaz de coisa alguma. Só possuía vontade.

Vontade de morrer. Isso tinha de sobra.

E talvez estar desempregado aos 22 anos, sendo ainda um estudante universitário não devesse ser um problema tão grande assim. Mas era, com certeza era, quando se morava sozinho, em uma cidade cara e possuía contas a pagar como, por exemplo, o aluguel que já acumulava mais um mês atrasado. Já não sabia mais o que fazer para conversar com o sua locatária e fazê-la aceitar deixar mais um pendurado enquanto conseguia outro trabalho. Será que ela aceitaria perdoar a dívida por prestação favores sexuais seus? Seria uma boa ideia não é mesmo?

Eca! Pensando bem, não seria. De jeito nenhum. Ah não mesmo. Nunquinha.

E nossa, como detestava aquele emprego, aquela vidinha medíocre e fracassada que escolheu para si. Sim, havia sido escolha sua porque ele que era conformado e medroso demais para fazer qualquer outra coisa. Odiava dar aulas, definitivamente não era para si. Aqueles alunos que tinha que encarar todos os dias só o deixavam ainda mais convencido de que sequer sua existência no mundo valia a pena. Não merecia sequer que alguém lhe dedicasse uns minutos de atenção para ouvir o conteúdo que ele tinha a explicar.

Gostaria muito de se sentir aliviado por finalmente estar livre daquele lugar que tinha certeza que era onde se localizava o inferno, porque não era possível já que já a reunião dos capetas acontecia ali. Mas como pensar que agora poderia fazer o que quisesse da vida, que todas as chances estavam diante de si, se não sabia fazer outra porcaria nenhuma?

Quer dizer, sabia deitar em posição fetal e chorar - mesmo que nos últimos dias estivesse evitando fazer isso. Humilhação também tinha limites - dormir e reclamar de tudo e todos. Fazia todas essas coisas muito bem.

Será que não existia algum lugar oferecendo vagas de emprego para isso? Valia a pena checar não é mesmo?

Foi distraído por uma mensagem chegando em seu celular, mais uma vez sua mãe. Queria saber como andavam as coisas, o trabalho, a faculdade. Era em momentos como esse que pensava que seria bem mais fácil arrumar todas as suas coisas e fazer uma “visita” aos seus pais. Sabe aquelas? Com todo o cheiro e cara de “Tô dizendo que é temporário, mas vim para ficar”?

Mas Jungkook não iria voltar para casa.

Não mesmo.

Não estava pronto para encarar o seus pais, ter que reconhecer o seu fracasso, como tudo havia dado errado para si. Definitivamente não queria ter que correr para debaixo das asas deles depois de tantos anos, pedir ajuda, voltar a ser dependente como na adolescência. Como se não fosse o suficiente tudo que já havia acontecido.

Mais uma coisa para a lista de completos fracasso de Jeon Jungkook.

E nem tudo ainda estava perdido. Ainda tinha um lugar para morar, a chance de conseguir um novo emprego e se empenhar para ser bom nele dessa vez. Podia dar aulas particulares também, era uma boa ideia. Sim, a vida de Jungkook ainda tinha um jeito, ele ainda tinha sua independência, como se resolver sozinho. Não precisaria recorrer à ajuda de ninguém.

Bateram em sua porta, então largou sua caneca de café, que já era a terceira delas vale ressaltar, e foi atender, muito contra sua vontade pois detestava pessoas batendo lá. Mas foi mesmo assim, vai que poderia ser a netinha da senhora ao lado pedindo mais um pouco de açúcar para fazer bolinhos, pois o que tinham não havia sido suficiente. Acontecia muito e ele adorava ajudar; primeiro porque era gentil, segundo porque ganhava comida.

 

— S-senhora Kim? — Se assustou ao ver sua locatária em sua porta. E ela não estava com a melhor das caras. — O que faz aqui?

— Vim ter uma conversa séria com você Jeon. — Ele engoliu em seco. Se não fosse pelo filho da mulher a acompanhando aquele seria o momento perfeito para oferecer os tais favores sexuais, mas com aquele grandalhão mal encarado ali não tinha a menor possibilidade de fazer isso. Vai que quem aceitava era ele!

— Senhora Kim eu posso explicar. — Já foi logo antecipando o assunto, era óbvio que ela estava ali para tratar sobre os aluguéis atrasados. — Eu ainda não consegui um emprego, mas estou procurando. Por favor me deixe ficar mais um mês. Eu lhe pagarei tudo, você sabe que eu cumpro minha palavra.

— Não dá mais Jeon.

— O quê? — Em choque ele encarou a mulher. Quase que seus óculos redondos caíram do seu rosto de tão rápido que virou o rosto. — Mas o quê? — A negação e descrença ainda estavam intensas.

— Não posso mais continuar com você morando aqui sem pagar. Eu também preciso desse dinheiro. — Ela falou séria mas ainda assim gentil e calma, porém a notícia não deixava de ser um golpe e tanto.

— Mas senhora Kim eu preciso continuar tendo um lugar para morar. O que eu vou fazer? Virar mendigo agora?

— Não sei filho. — A mulher voltou a se mover, agora em direção à porta. — Só sei que você está despejado. Te dou até o fim de semana para se mudar completamente. — Então ela saiu do pequeno apartamento deixando lá dentro sozinho um Jungkook atônito.

 

Ótimo. Se achava que sua situação na cidade grande ainda tinha solução, acabava de ver que não mais. Havia perdido o último fio que o prendia na esperança de se reerguer sozinho, colocar as coisas de volta nos eixos.

E no meio do caos e deserto que sua mente estava só havia um coisa para se pensar.

Alguém iria fazer uma visita surpresa ao papai e mamãe.

 


Notas Finais


E o que acharam? Dá pro gasto? Ansiosos para saber o que vai acontecer? Para conhecer o Jimin?


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