História Crônicas dos Descendentes: A Escolhida - Capítulo 27


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá galerinha, boa leitura!

Capítulo 27 - Capítulo 27


Acordo em uma cama. Sento-me e demoro um pouco para reconhecer o lugar em que estou. Depois de alguns segundos que eu me localizo. Estou quase levantando quando a porta se abre, derramando luz solar dentro do quarto.

_ Bom ver que você está de pé. – Killian entra sem cerimônias.

_Fiquei apagada por quanto tempo? – pergunto.

_ Dois dias e meio. Trouxe algo para você comer.

Ele se aproxima da cama.

_ Não estou com fome.

Ele se senta ao meu lado e coloca a bandeja com o caldo ao meu lado.

_ Pode comer.  

_ Eu não...

Ele me interrompe, dizendo que ou eu comeria por conta própria ou ele enfiaria em minha boca. Eu o fuzilo com os olhos, mas pego a tigela.  Ele espera que eu termine de tomar a sopa para falar.

_ Então... Dora era uma Estelar?

_ Sim.

_ E você já tinha encontrado outro antes dela, por isso que você não foi afeta por seja lá o que ela tenha feito.

_ Isso mesmo.

Ele olha fundo nos meus olhos.

_ Vai me contar o que aconteceu ou quer que eu implore?

Dou uma gargalhada e o conto o que aconteceu com Rashne nos Bosques Sussurrantes. Em seguida conto sobre a ajuda que prometi aos rebeldes.

_Só preciso me trocar e poderemos ir...

_ Princesa. –ele me força a sentar. – Você vai ficar.

_ O que? Não seja estúpido Cavaleiro. Eu vou. Prometi ajudar.

_Vai ser uma batalha, e você ainda está se recuperando.

_ Eu tenho fator de cura acelerado esqueceu? Só preciso tomar um banho e estaremos prontos para ir.

_ E esse fogo azul? Sabe controlar? – faço uma careta. – Exatamente. Se houver uma batalha, será em uma mina, e com poderes descontrolados desse jeito, você poderia matar todos nós.

_ Mas...

_ Sem discussão. Você vai ficar e treinar esse novo poder.

Ele se levanta e pega a bandeja vazia.

_ Tomem cuidado.

Ele abre um sorriso antes de sair pela porta.

_ Eu sempre tomo.

Reviro os olhos e me levanto da cama.

Pego uma roupa folgada e caminho até o banheiro. Enquanto a banheira se enche d’água, eu observo as novas cicatrizes. Uma do lado esquerdo da barriga, perto da cintura. A outra em cima da minha mão direita e a da coxa direita, próximo ao joelho. Todas elas estão brancas. Acho que essas ficarão com a marca.

Olho meu rosto. Os dois dias que fiquei desacordada serviram para deixar meu cabelo uma bagunça, e meu rosto mais magro.

Entro na banheira quente e perco a noção de quanto tempo fico ali. Só saio quando a água está fria.

Visto a roupa que tinha pegado e vou atrás de Chad.

Encontro-o perto do rio, deitado na sombra.  Não preciso falar nada para ele saber o que quero fazer.

_ Conhece algum lugar para treinar?- pergunto.

Ele não me responde, simplesmente levanta vôo.

Depois mais ou menos dez minutos voando, paramos em um oásis no meio do nada.

É um lugar bonito. Um lago com águas transparentes está no meio de algumas pedras. Palmeiras grandes proporcionam uma sombra agradável. Perto da água crescem alguns lírios brancos, juntamente com margaridas e algumas prímulas.

_ Quando encontrou esse lugar?

_ Quando estava te procurando no Deserto.

_ É muito bonito.

_ Comece a treinar Luna.

_ Tudo bem. – falo e voz alta, me concentrando. - Chad... Antes posso te fazer uma pergunta?

_ Qual pergunta?

_ Acha que esse poder faz parte da nossa fusão?

_ Provavelmente. Só não entendo o motivo de ele ser azul.

_ Acho que é por que ele é mais destrutivo que o fogo normal. Mais poderoso. Viu o que fez com Teodora.

_ Boa teoria. Agora treine. 

 Tudo bem. – estalo os dedos. – Vamos destruir algumas coisas.

Levanto minha mão esquerda e espero que aconteça algo. Nada acontece. Fecho os olhos e tento mais uma vez. Quando abro meus olhos, sinto nossos sentidos unidos.

Levanto minha mão na altura do rosto, mas nada acontece novamente.

Respiro fundo e tento de novo. Fecho minha mão em punho e penso no calor em meu peito, na maneira que senti tudo ficar mais brilhante. E sinto-a ficando quente à medida que o fogo azul começa a nascer. Olho-o encantada.

_Experimente jogar em uma rocha.

 _ Vai destroçá-la. Sabe disso não é?

 _ Vamos fazer você canalizar suas chamas.

_ Que dragãozinho inteligente.

  Estendo minha mão aberta em direção a rocha. Uma bola de fogo azul sai da palma aberta e passa pelo menos a três metros da pedra que eu mirava. Bufo frustrada. Levanto a mão novamente e eu e Chad falamos juntos.

_De novo.

***

Passo cerca de duas semanas treinando. Os meninos apenas me mandaram uma carta com uma palavra há quase uma semana atrás: “Vencemos.” Nada mais, nenhum outro sinal de que eles estavam vivos ou não.

Desconto minha frustração nas pobres rochas do oásis. Mas graças a isso, estou controlando muito melhor meus poderes. Minha mira está melhor e consigo parar de usar o fogo quando eu quero.  

Estou treinando transformar o fogo em algo além de bolas de fogo quando alguém chamou meu nome. O fogo que eu me concentrava para apenas aparar as flores sai do controlo e queima todo o arbusto. Praguejo enquanto me viro para ver os dois rapazes.

Corro até eles e os inspeciono. Nenhum machucado grave.

_Por que demoraram tanto?

­ _ Muito bom ver você também Luna. – responde Killian.

_ Falem logo por que demoraram tanto.

_ Depois que conseguimos tomar as minas, fomos atrás da rainha das Ilhas de Vata. Ela aceitou vender as coisas para nós, mas quando pedidos apoio militar, ela simplesmente nos expulsou de lá.

_ Apoio militar? Vocês pediram para que ela entrasse em guerra contra Werneck?

 Eles balançam a cabeça, visivelmente constrangidos.

_ Ela deixou bem claro que não confia que “crianças” poderiam liderar uma rebelião. – sussurra James.

_ E a situação dos Bosques Sussurrantes?

_ Werneck está tendo trabalho com a população. – responde Killian com um sorriso.

Viro-me de costas para eles e encaro a água.

_ Temos que repetir isso nas outras regiões.

_ O que você está pensando Princesa?

Volto minha atenção para eles.

_ Vamos mostrar para todos que não somos lendas. Vamos tomar pontos importantes de Werneck, destruir os símbolos de poder que ele construiu. Daremos esperança para o povo.

_ Quais símbolos exatamente você está pensando?

_ Preciso de um mapa.

Subo em Chad e volto para Siriba. Os dois meninos me seguem.

Assim que pouso, eu caminho até a cabana de Killian. Procuro os mapas que quero ver e os espalho sobre a mesa.

Os rapazes chegam logo em seguida.

_ O que exatamente está procurando?

Ignoro a pergunta e continuo passando os olhos nos mapas. Vejo então o mapa individual de Tenigah.

_ Estamos a quanto tempo do inverno? –pergunto.

_ Umas três semanas. Por quê?

Faço algumas contas mentais. E abro um sorriso.

_O que você está pensando? – pergunta Killian cuidadoso.

_ Qual a melhor maneira de fazer desestabilizar Werneck que de destruir a festa que ele expressa seu poder.

James acompanha meu sorriso.

_ Você quer sabotar a Seleção.

_ Sabe quando vai ser?

_ Demos sorte de ser esse ano. Os rapazes estão em Tenigah. Amanhã a noite será a última festa antes de eles começarem a jornada.

_ Então temos um hoje para decorar os mapas.

Olho para Killian.

_ Aprende rápido, Cavaleiro.

Ele dá os ombros e se aproxima de mim, ficando ao meu lado para ver o mapa.

_ Eles ficam na Hospedaria mesmo?

_ Sim. Por ser algo importante, terão ainda mais guardas na cidade. Vai ser arriscado.

_ Estamos em guerra, anjo. – fala James. – Tudo é arriscado.

_ Comece a explicar nossas rotas Luna.

Abro um sorriso por ouvir meu nome e mostro no mapa os melhores movimentos.

***

Na manhã seguinte, eu acordo antes do sol se levantar. Arrumo minhas armas e coloco minha armadura completa embaixo do vestido vinho delicado que escolhi para a ocasião. Prendo meu cabelo em uma trança, com os dois grampos ali.

Saio da cabana e vou encontrar Chad quando trombo com Jemma e Gary.

_ Ainda bem que não foi Luna. – fala Jemma. – Queremos te dar uma coisa. Achamos que vai ser útil.

Vejo então a sela que os dois seguram. É de couro, e grande o suficiente para que eu coloque em Chad.

_ Killian nos disse que quase caiu de Chad, então pedimos para fazer isso para você. – explica Gary. – Demorou mais do que esperávamos, mas aqui está.

Pego a sela deles e agradeço.

_ Nos desejem sorte. – digo enquanto vou ao encontro do dragão.

Encontro Killian me esperando na saída da cidade. Ele veste a mesma armadura que usou quando nos conhecemos.

_ Como vamos fazer isso?

_ Encontraremos os rebeldes. Nós nos infiltramos na Hospedaria e estragamos a festa.

_ Simples assim?

Abro um sorriso enquanto respondo.

_ Nunca é simples assim.

Chad levanta voo.


Notas Finais


O que acham que vai acontecer? Me digam sua opinião! Beijinhos!


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