História Crônicas dos Descendentes: A Herdeira - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.505
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 19 - Capítulo 19


Os dias seguintes amanhecem sem nenhuma nuvem, o sol brilha. Isso faz meu humor ficar ainda mais negro. O Senhor dos Ventos também controla o clima, e sinto que isso é algum tipo de provocação.

            Nenhum dos rapazes tem muita coragem de se aproximar depois que eu dei respostas más educadas para Dante. Até mesmo Derek, depois que eu ameacei afogá-lo, algumas vezes, vem mantendo uma distância de segurança nesses últimos dias.

Sinto que estou prestes a explodir. São tantas emoções misturadas, tantas cobranças e tantos problemas que não sei como ainda não enlouqueci. Mantenho-me lúcida treinando. Treino o dia todo, só parando para comer alguma coisa no almoço e quando o sol se põe.

Meus poderes nunca estiveram tão bons. A água se dobra a minha vontade e faz parte de mim, alonga meus músculos, aumenta meus instintos e melhora minha saúde. Aprendi a utilizar a água como um fator de cura muito bom. Meu corpo está mais musculoso, e minhas habilidades em lutas armadas melhoraram.

 Estou na minha melhor forma física, mas ironicamente, nunca estive tão perto da loucura quanto estou agora.  

A noite já caiu faz pelo menos umas duas horas, mas ainda treino com facas quando escuto a pergunta:

_ Não acha que já treinou o suficiente?

 Giro com as facas e encaro Jim:

_ Foi você o coitado que veio ver se estou bem dessa vez?

_Eu me voluntariei. – diz ele sorrindo, se encostando contra a parede. – O capitão queria vir, mas vocês brigariam e provavelmente você acertaria uma dessas facas nele.

Abro um sorriso, o primeiro desses últimos dias, e guardo as facas:

_ Provavelmente.

Ele fica sério:

_ Sabe que existem maneiras mais saudáveis de lidar com tudo isso não é?

_ Deve existir, mas essa é a maneira mais produtiva.

_Treinar até a exaustão não parece produtivo. – retruca. – Todos nós sabemos o que o teste do Senhor dos Ventos te exigiu. E estamos preocupados com seu comportamento.

_ Não precisam se preocupar. Eu estou bem.

_ Depois do que você disse ao Dante e das ameaças ao capitão, esse discurso não engana nem o Fred.

Reviro os olhos. Sei que ele tem razão, mas admitir mais essa fraqueza é algo intolerável:

_ Já pedi desculpas por aquilo e eu estou bem Jim. Sério.

_ Então venha comer conosco. – diz ele me puxando pela mão.

Retrucar ou lutar deixaria tudo pior, então simplesmente deixo-o me guiar até os outros. Eles estão sentados em uma roda em volta da fogueira onde o caldeirão repousa. Cada um deles segura um prato que já está pela metade.

Sento-me entre Dante e Derek e encho meu próprio prato. Os movimentos são mecânicos, e mal presto atenção no gosto da comida. Dante me oferece um gole de rum, nego com a cabeça:

_ Jade Montnegro recusando rum? Milagres realmente acontecem. – diz Fred tomando um longo gole.

_ Não perde a oportunidade de ficar quieto não é? – digo, tentando parecer civilizada.

_ Parece que a princesa está de mal humor.

Dou um sorriso forçado para ele:

_Você está tão desesperado assim para morrer?

_ Senhorita... – Chris começa do outro lado.

_ Não comece você também, por favor. – coloco meu prato no chão. – Acho que perdi a fome. Com licença.

Levanto e volto para meu quarto. Escuto o barulho de conversas, mas não volto para saber do que se trata. Escuto os passos de alguém atrás de mim, e antes que tenha tempo de mandá-lo embora, ele segura meu braço e me gira:

_ O que está acontecendo com você? – Derek me olha irritado. Seus olhos azuis estão entre aquele tão de tempestade e preocupação. – Todos nós sabemos da pressão que você tem aguentado e sentimos muito pelo teste do Senhor dos Ventos, mas isso não é motivo para descontar sua raiva nos outros.

_ Pode soltar meu braço? – digo tentando controlar o tom.

Ele olha para sua mão e me solta, murmurando um pedido de desculpas:

_ Eu só quero que você saiba que estamos aqui para te ajudar.

Aquilo me deixa mais irritada:

_ Eu não preciso de...

Minhas palavras se perdem enquanto encaro seus olhos. Pisco algumas vezes tentando voltar o raciocínio.  Uma das mãos dele acaricia minha bochecha:

_Gosto mais do seu cabelo curto.

Sem pensar, eu o puxo para um beijo. Seus lábios se abrem para que eu explore sua boca. Ele me puxa para ainda mais perto de si, sem existir qualquer barreira entre nós. Suas mãos estão em minhas costas e em meus cabelos. Seus lábios têm o mesmo gosto de canela e álcool que a outra vez, e o seu cheiro salgado embriaga meus sentidos. Seu beijo é feroz e sedento... Intenso, mas como seria diferente com ele?

Sinto seus dedos quentes em minha cintura, em algum momento ele colocou as mãos embaixo das minhas roupas.

Seus lábios se desgrudam da minha boca, e ele inicia uma trilha de beijos em meu pescoço e quando sua boca chega próxima à minha orelha.

Sem avisar, Derek me levanta do chão. Ele volta a me beijar, um beijo que aceito de bom grado. O beijo é ainda mais sedento, e transmite ainda mais ondas de energia e calor por todo meu corpo. Engancho minhas pernas em sua cintura e deixo que ele me leve aonde ele queira.

Acho que vamos para meu quarto, mas o caminho passa borrado. Ele me coloca deitada na minha cama. Sinto apenas o calor ardente do desejo. Minhas mãos trabalham mais rápido que meu juízo, e quando me dou conta, já arranquei a camisa dele.  Seu abdômen definido contém as cicatrizes antigas, meus dedos deslizam pelo seu peito, e suas costas, e dessa vez ele não se contrai quando posso meus dedos por suas cicatrizes:

_ Minha vez. - diz ele com um sorriso.

Ele não faz o mínimo esforço para ser gentil. Rasga o corpete em um único puxão, mas a blusa que uso por baixo, ele saboreia cada instante, e quando finalmente estou sem a peça, somente com o sutiã, me encolho com as bochechas coradas a respiração entrecortada. Percebo o que realmente está acontecendo. Ele me encara:

_ O que aconteceu?

_ Eu... Isso não está certo.

Ele sai de cima de mim e vira as costas:

_ Sério? Até depois de tudo isso você vai negar o que sente?

Fico de joelhos na cama:

_ Eu não estou negando nada. Só disse que isso não está certo.

Ele volta a me encarar de braços cruzados:

_ E por que não estaria?

Desvio os olhos dos dele e fito o chão:

_ Não foi assim que imaginei. – digo baixo.

_ O que?

Fecho os olhos e respiro fundo. Volto a encará-lo:

_ Não foi assim que eu imaginei que aconteceria.

Um raio de entendimento passa pelo rosto dele. Ele se aproxima de mim e me abraça:

_ Parabéns queridos.

Ambos sacamos as armas e apontamos para a figura sorridente de Yara. Ela veste roupas simples, e o cabelo está solto, com uma coroa de conchas na testa:

_ Yara? O que você está fazendo aqui? – digo.

_ Vim lhes dar o parabéns por terem passado no teste da Senhora das Chamas. Agora só falta mais um teste para que vocês alcancem a Ilha.

_ Espera... Isso foi um teste?- Derek pergunta.

Sinto o tom de tempestade se aproximando. E quando Yara afirma com a cabeça, tenho certeza que a tempestade chegou. Ele se levanta e caminha até ela:

_ Qual o problema de vocês? Jogaram com nossas emoções, nossas mentes e agora isso? Estamos tentando salvar o mundo, e a única coisa que vocês fazem para ajudar é ferrar com a gente.

_ Esses testes estão em vigor muito antes de você se quer nascer garoto. Eles são os responsáveis por manter Layla longe do muito.

_ Mas parece que não funcionou muito não é? Tivemos vários problemas com ela durante a viagem.

_ Não irei discutir com um simples mortal, assuntos que sua pequena mente não entende. Dei meu recado e vou embora. – ela desvia do moreno e para na minha frente. Ela pega minhas mãos e me coloca de pé. - Boa sorte Jade. Contamos com você.

Ela desaparece no ar, deixando-me apenas com Derek:

_Você ainda vai fazer o que eles querem?

_ Se eu não fizer o mundo acaba. Então, sim, vou fazer.

_ E depois que tudo isso terminar?

_ Eu não sei Derek.  Nem sei se vou sobreviver a essa luta.

Ele me faz encará-lo:

_ Não repita mais isso. Seus poderes evoluíram e eu nunca vi ninguém treinar tanto quanto você. Você vai vencer isso.

Abro um sorriso:

_ Obrigada.

Ele beija minha testa e pega a camiseta que estava jogada no chão:

_ Acho que nós dois deveríamos ficar um pouco longe depois disso. – ele abre um sorriso de escárnio. - Boa noite Querida.

Reviro os olhos com o tom da última palavra, mas um sorriso se forma nos meus lábios:

_ Boa noite Capitão.  

Ele seu sorriso se alarga antes de sair.



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