História Crônicas Sem Fim - INTERATIVA - Capítulo 2


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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - A Estranha não pede licença para invadir uma casa


Por 15 dias e 15 noites, todos estudantes e professores da Northern California's Analy High School só falavam sobre um assunto: o suicídio de Chloe Price.
         A garota que tinha longos cabeços loiros e usava maquiagem forte, cortou os pulsos dentro do quarto e deixou uma mensagem com seu próprio sangue: PELOS MEUS ERROS MAGOEI A PESSOA MAIS ESPECIAL DA MINHA VIDA E EU PRECISO PAGAR ESSE ERRO. TE AMO ANNA
         E em coro, todos começaram a cantar: Anna Reymond é uma vadia.

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– Acendam as luzes – insistiu Anna Reymond quando sua prima e o namorado dela começaram a acender as velas no círculo desenhado. – Seu irmão pode acordar.

 – Está com medo Anna? – Perguntou Felícia com um sorriso de deboche formando em seu rosto.
        Aquele sorriso era o mesmo sorriso que sua namorada Choe (que agora está morta) costumava a dá. Namoraram por seis meses e fizeram planos para o futuro, entretanto por causa de um engano, tudo estava acabado.

– Não acredito em fantasma – respondeu Anna. – Só é uma bobagem que você viu na internet

– Mas será que os fantasmas realmente não existem? – Perguntou Tedd (namorado de Felícia). – Meu avô, jura que já viu um. Por que ele mentiria?

– Pessoas mentem – disse Anna. – Não há um ser humano que não minta.

Anna sempre foi uma pessoa gentil e amigável, no entanto nunca teve muita paciência para o namorado de sua prima.  Era aquele garoto típico que acredita que é o centro do universo só porque vem de família rica.

– E que disse que meu avô se encaixa na categoria "ser humano"? – Falou Tedd.

– O avô de Tedd sofreu um acidente de carro há sete anos atrás – respondeu Felícia.  – Tiveram que substituir 80% do seu corpo por ferro e placas. Ele é praticamente um robô.

– Meus pais vêm me buscar a qualquer momento – lembrou Anna. – Faltam 10 minutos para nove.

Felícia olhou para o círculo de velas e seu sorriso aumentou.

– Isso sempre acontece, quando a brincadeira está ficando boa, você inventa alguma desculpa para cair fora. Quando você se tornou tão covarde, Anna?

Anna sentiu seu rosto esquentar de raiva, porém não ia fazer nada. Seu pai era político e sua mãe uma socialite, assim sendo, uma vez ou outra sua família saia no jornal ou era matéria de alguma revista. Sua função, desde pequena, sempre foi pentear seus cabelos loiros e sorrir para as fotos. Era educada e comportada. Tirava notas boas e nunca desobedecia uma regra. Mas se sentia sozinha. Anna conseguia agradar todos em sua volta e se sentia infeliz com isso. Não tinha amigas, apenas bajuladoras. Até que um dia conheceu Chloe Price.
         Anna ficou 15 dias trancada no quarto sem comer quase nada e nem tomar banho depois do suicídio de Choe. Seus pais partilhavam a dor da filha e a mãe preocupada, obrigou Anna a passar o dia na casa da tia e prima para poder voltar ao normal. Contudo, havia duas coisas que a mãe de Anna não sabia 1- ela não se dava muito bem com a prima e 2- Nunca mais as coisas voltariam ao normal.
       Naquela noite as coisas pareciam mais estranhas ainda. A lua estava vermelha e o céu sem estrelas, totalmente negro. O cachorro do vizinho não parava de uivar, e uma coruja piava em algum lugar. Anna desejava com toda a sua força volta para casa o mais rápido possível.
        Entretanto Felícia viu na internet que noite de lua vermelha era a noite especial para falar com os mortos.
        Felícia Collins era a filha mais velha e apaixonada pelo sobrenatural. Era uma jovem atraente de 17 anos, olhos verde e cabelos ruivos. Se vestia com roupas caras e bancava a garota malvada, assim sendo, mesmo com seus gostos duvidosos, era a mais popular na escola
         Anna deu um gole em sua garrafa de cerveja. Ela tinha aprendido a beber com Choe. Agora, ela estava sentada em frente ao círculo de velas, enquanto Tedd estava sentado em frente a ela, no outro lado e Felícia fechava as janelas da sala para poder começa o ritual.
          Felícia apagou a vela que ficava no meio do círculo de velas. 

 — Temos que fazer a súplica em voz baixa pois não quero que meu irmão, Noel, acorde. Não quero ter que balança no colo aquele bebê melequento.

— Felícia? — Chamou Anna. — Tem certeza disso?

— Tenho — respondeu Felícia.

De repente, Tedd arreganhou os olhos e seu corpo todo começou a tremer.

— Atrás de você! — Gritou Felícia, completamente apavorada. Quando Anna se virou, se deparou com uma sala vazia, iluminada parcialmente pelas velas. Por um segundo Anna pensou que os dois estavam tentando a pregar algum tipo de pegadinha nela. Porém, no momento em que que voltou a olhar Tedd, ele estava com a garganta cordada e o sangue saia com uma cacheira descontrolada.
         Anna levantou-se rapidamente, e um bolo choro ficou preso em sua garganta. Aquela era a primeira noite que saia de cada desde o enterro de Choe e tudo tinha virado uma tragédia. Se esqueceu completamente de Felícia, contudo se lembrava de Noel dormindo berço, em seu quarto, no segundo andar. Correu escada a cima para pegar o bebê e fugir dali.
          Anna pegou na maçaneta e abriu a porta acedendo as luzes.

— Q-quem é você? — Perguntou com os olhos cheio de lágrimas para a mulher que segurava Noel.

A estranha estava vestindo um vestido longo e preto, que acentuava seu corpo bem-feito. Seu cabelo castanho-alourado estava soltos e iam até a cintura, seus olhos castanhos pareciam brilhar e seus lábios eram de vermelho sangue.

       — Eu já tive um filho. — A estranha disse sem olhar para Anna.

       — Por favor, não o machuque — Anna implorou enquanto lágrimas corriam por suas bochechas.

       Ela tentava se manter em pé com as penas bambas.

       — Não seja tola. Eu não bebo sangue de bebês. É meu preceito.

     — Tudo bem. Então coloque ele te volta no berço. — Anna não conseguia parar de chorar.

       A estranha colocou Noel que ainda dormia no berço e caminho até a janela, deixando a brisa gelada da noite invadir o ambiente

       — Vou. Mas você vem comigo — a estranha deu a ordem.

       — A onde você vai me levar? — Anna perguntou não aguentando mais e desabando no chão.

     — Para casa.   


Notas Finais


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