História Crônicas Sexuais - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Comedia, Crônica, Original, Sexo
Visualizações 17
Palavras 2.133
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Ficção
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


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Capítulo 2 - Cidade Maravilhosa


Já fazia quatro meses que havia me mudado pro Rio de Janeiro e não havia conseguido emprego. Morava no interior de SP, em Andradina, conhecida como a terra do Rei do Gado. Rei do Gado mesmo! Cidade para aposentados e pensionistas do INSS. Você só vive bem lá tendo comércio ou sendo filho de rico, que, por sua vez, esses ricos tinham parentes políticos e, por sua vez, arranjavam emprego para você na Prefeitura da cidade. Se tudo isso é verdade? Não sei, mas é o que anda falando por aí.

Mudei pro Rio porque queria estudar e fazer faculdade. Queria cursar jornalismo. Queria? Aham! Queria, porque não foi bem assim que minha vida deu. Como havia dizendo, já fazia quatro meses (indo pra cinco) que havia me mudado pro Rio e eu procurando emprego que nem um louco. Trabalhei como garçom, fazia cobranças num escritório de um velho chato e tarado e até trabalhei entregando jornal, mas a quitinete que eu morava era carinho. A dona era um amor de pessoa, mas era careira. Gostava de money, honey. E ela não estava errada.·.

Já estava chegando o dia de pagar pra dona Rosa e eu não conseguia dinheiro de jeito nenhum, já que as minhas economias que havia feito pra ficar aqui um tempo há estava no final, mesmo fazendo uns bicos todos os dias perto da praia. Resolvi vender gelinho, ou sacolé, ou geladinho, sei lá como os cariocas chama isso aqui. Comprava as coisas pra fazê-lo num mercadinho perto de casa e vendia na praia, no sol quente, das 12h até quando o sol abaixava. Via gente de tudo que é tipo: loira, morena, tatuada, magra, baixa, alta, até que numa quinta-feira vi um cara estava parado no calçadão que me chamou atenção. Resolvi ir lá perguntar se ele não queria um gelinho de morango, foi quando engatamos numa conversa um tanto que proveitosa.

Seu nome era Rodrigo e tinha 23 anos. Musculoso, moreno, de olhos verdes e cabelo preto, era a personificação de um deus grego. Estava calçando chinelos, um short de estampas verdes (tipo aqueles militares) e uma camisa cavada branca, que mostrava seus bíceps bem trabalhados. Conversa vai, conversa vêm, ele me contou que estava esperando um homem para fazer um trabalho, mas que estava esperando ali desde as cinco (já ia dando quase seis horas da tarde quando vi no meu relógio) e ele ainda não apareceu. Fiquei com ele conversando e, depois de meses nessa cidade ‘maravilhosa’ vi que as pessoas eram até que educadas, dependendo do jeito que você chega e puxa conversa.

De jeito nenhum eu querendo ser curioso, nem perguntei nada sobre esse emprego dele, mas que estava me intrigando, estava. Disse a ele que iria pra casa e que no outro dia eu estaria ali, no mesmo horário e que se ele quisesse trocar um papo, amanhã eu voltaria. Despedimo-nos e eu fui subindo uma rua que não estava reconhecendo. Caralho! Voltei pra casa pelo caminho errado. Merda! Estava cansando de ficar o dia inteiro no sol e ainda voltar para casa a pé para não pegar condução – que estava caro – e pra ajudar, voltar pelo caminho errado. Era novo na cidade então às vezes me perdia e chegava tarde da noite em casa. Mas já fazia um tempo que isso não acontecia e logo hoje aconteceu.

Na verdade eu estava intrigadíssimo com a história do ‘serviço’ do Rodrigo. Um homem bonito desse, que, pelo o que aparentava, era bem de vida e tinha estudo, prestar serviço pros outros. Devia estar trabalho numa loja, como eu deveria. Mas quem disse que aqui está fácil de conseguir emprego? Odeio ano de eleição por isso!  Fiquei com essa história do Rodrigo  nisso na cabeça, matutando, até que cheguei em casa as oito e pouco. Tomei banho, fiz os gelinhos pra amanhã e lá estava eu deitado na cabeça vendo pornô me masturbando antes de pegar no sono. Já fazia um bom tempo que não tinha umas brincadeiras e eu já estava me cansando de punheta. Batia umas três antes de dormir e apagava.

Acordava cedo e limpava a mini-casa, fazia almoço mais cedo (que era sempre alguma coisa que sobrava dos dias anteriores) e corria pra vender gelinho. Quanto mais cedo, melhor. Verão, todo mundo com calor, quem não queria comprar o gelinho do tio Rafa? Era assim que meu nome estava escrito no isopor eu onde colocava os gelinhos. ‘Refresco do Tio Rafa’. Resolvi colocar assim porque eu não sabia se os cariocas chamavam o que eu vendia de gelinho, sacolé, geladinho, gelado, caralho gelado, pinto congelado, e sei lá mais os nomes, então coloquei ‘refresco’, que englobava tudo num só. Deveria mudar meu curso pra publicidade e propaganda, já que estava já fazendo sucesso com os gelinhos que vendia.

Consegui pagar dona Rosa na semana seguinte depois daquele dia nunca mais vi Rodrigo, até que, na sexta-feira, no mesmo horário daquele dia, estava ele sentado no calçadão de novo. Acenei da onde estava e ele respondeu com um sorriso que, sinceramente, era bonito. Eu era (ou sou) hétero e sempre reparei nos homens, assim como nas mulheres e tinha uns que realmente eu queria fazer uma coisa. Era sempre do tipo do Rodrigo: alto, musculoso e sorriso bonito.

Fui chegando perto e já engatei a conversa:

- E aí cara, sumiu hein? Por onde andava?

- Ah, viajei depois daquele dia que tu me viu.

- Hum, entendi. Serviço bom hein?

- É bom sim, mas não é fácil não.

- Como assim cara?

E ele foi me explicar o que era esse serviço dele. Estava curiosíssimo desde aquele dia que ele havia-me contato sobre esse serviço e aí finalmente soube: Rodrigo era ‘garoto de programa’. No Rio eles chamam de michê: caras ‘héteros’ que se prostituem para homens ou mulheres. Normalmente homens mais velhos do que mulheres, já que eles pagam mais e dão ‘presentinhos’. Rodrigo disse que ele tirava por mês uns dois mil, sem tirar as coisas que ele ganhava, por isso andava sempre bem arrumado. Fiquei assustado e um tanto entusiasmado com aquilo e pedi pra ele que me contasse mais sobre o que ele fazia com esses caras:

- Sexo, velho, sexo. Mas eu só como. Nunca dei a bunda – ainda não sou veadão.

Dei risada e fui conversando com ele até num bar, onde ele disse que havia outro cara esperando ele. Contou-me sobre onde veio - da Bahia, se não me falha a memória - e que, do mesmo jeito que eu, veio para estudar, mas quando chegou aqui foi tudo diferente. Contei minha história também e ele disse que poderia me ajudar, mas que era pra manter sigilo e que eu era um cara bonito até, que dava pra sair da vida de vender gelinho. Perguntou o tamanho do meu pau e que era importante que fosse bonito, limpo e grande e ele até ficou mais tranquilo quando disse que eu tinha 24 cm. Até pediu pra qualquer dia ele ver e a gente brincar um pouco. Despedi-me dele na esquina do bar e ele entrou, depois que um cara acenou pra ele.

Indo pra casa, fui pensando no que Rodrigo me disse. Havia me dado o seu número e disse que quando eu estivesse pronto, era só ligar ou deixar uma mensagem via WhatsApp. Tomei banho e naquele dia não fiz gelinho pra vender na praia. Tudo bem que estava conseguindo me virar vendendo os gelinhos, mas eu havia decidido e queria tentar levar a vida de michê. Liguei pra Rodrigo no dia seguinte e ele me disse que estava tudo bem, deu o endereço da casa dele e pediu para encontra-lo às 15h.

Confesso que amarelei logo que desliguei o telefone. Pensei em várias coisas, inclusive na minha namorada que ficou em Andradina e claro, na minha mãe. Perguntei-me a mim mesmo se era isso que eu queria e cheguei, depois de muito pensar, numa resposta.

Sai de casa duas e meia da tarde e fui à avenida do lado de casa e esperei um táxi. Dei o endereço e ele me disse que era em Copacabana e que compraria um pouco a mais, pela distancia. Disse que não tinha problema e pedi pra prosseguir. No caminho fui pensando como seria, o que eu faria e o quanto de dinheiro eu ganharia. Depois investiria em mim, claro, pra criar um corpo e ficar mais apresentável, assim como Rodrigo. Tinha um pau de 24 cm, mas pelo o que entendi da conversa anteontem, não era o suficiente. E também sempre quis ficar com caras e nunca me considerei 100% hétero. Brincava com os moleques na época da escola debaixo do chuveiro, deixei até um me mamar na sala, na aula de uma professora bestinha.

Acordei dos meus pensamentos quando o taxista falou alguma coisa que não entendi e entreguei o dinheiro pra ele. ‘Apartamento 32’. Caralho, o cara morava num prédio pra lá de bacana e eu, naquela quitinete apertada. Cheguei à portaria e pedi para o cara que parecia ser o porteiro para avisar que o amigo do Rodrigo, Rafael estava aqui e ele perguntou se ele quisesse que ligasse antes, eu disse que não precisava e fui subindo pelas escadas mesmo, já que o elevador estava ocupado e eu estava muito ansioso para esperar aquela caixa metálica descer.

‘Apartamento 32’.

 Bati e abri a porta, estava aberta, quando ouvi uns gemidos vindos à direção direita, que provavelmente era do quarto. Abri a porta e vi Rodrigo em cima de um homem que parecia ter por volta dos 30 anos e o Rodrigo notou minha presença e disse:

- Pensei que nunca viria. Tira a roupa e vem brincar com a gente.

Gelei na hora, mas fui logo tirando a roupa e comecei a me masturbar. Cheguei perto do cara e meti a pica na boca dele, que foi chupando como se não houvesse amanhã - fazia tempo que não recebia um boquete daquele – enquanto Rodrigo metia ser pudor e nem piedade em cima daquele velhote.

Não demorou muito que Rodrigou gozou e finalmente pude ver o pau dele e, porra, que pau lindo. Tinha 18 cm, mas era mais grosso que o meu e a cabeça enorme! Gozou no cuzinho e deu um gemido tão gostoso que não aguentei e gozei junto, na boca do infeliz que chupava meu pau como se fosse o último pau do mundo. Rodrigou de repente sumiu e quando voltou, já tinha se limpado e pediu pra que eu fosse também, junto com o homem que se chamava Nélio pro banho. Obedeci e fui.

Lá o homem começou a me atazanar e pediu pra eu meter nele, porque ele queria ver como é transar com um cavalo. Obedeci e sem dó meti de uma só vez naquele cuzinho peludo e apertado que ele se retorcia, como se eu tivesse marcado o corpo dele com um ferro quente, como se faz com bois e cavalos. Cavalgava em cima de mim loucamente, até que gozei pela segunda vez, só que em muito mais quantidade que o rapaz ficou assustado, assim como eu. O cuzinho dele estava arrombado. Fiquei mais satisfeito com o estrago que eu e Rodrigo tínhamos feito naquele desconhecido.

Sai de cima do cara, levantei e fui pro quarto, onde estava o Rodrigo com um amontoado de dinheiro na mão e me entregou. Era oitocentos reais em notas de cem e cinquenta. Disse que agora é só aproveitar. Pediu meu número e disse que ia passar pra uns clientes dele e logo eu me acostumaria e que hoje foi um plano que ele fez pra ver como me sairia. Passei o número, coloquei a roupa e sai logo após o tal de Nélio.

Logo que comecei a entrar nessa vida de michê, nunca mais passei dificuldade. Ganhava um salário por semana, mudei-me perto do prédio de Rodrigo e atendia cinco clientes por dia. Uns eram novinhos e queria experimentar, outros clientes eram mais velhos, tinham família e até homens de negócio vinham atrás de brincadeiras. Fiquei nessa vida um bom tempo, e como tinha dinheiro sempre, mandava sempre pra minha mãe e minha ex-namorada. Depois poupar um dinheiro vivendo dessa forma, me formei em Jornalista e durante nove anos vivendo no Rio, voltei pra Terra do Rei do Gado.

Minha família e amigos me perguntam até hoje como eu consegui esse dinheiro e mudar tão bem de vida rapidamente, e eu inventava histórias e mais histórias. Nunca poderiam saber a verdade, claro. Arrependi-me depois de um tempo, mas guardo as venturas presas comigo na memória. Foi a melhor época da minha vida.  Hoje sou casado e tenho filhos. Nunca, em hipótese alguma, saberão do meu secreto passado: ficou lá, na Cidade Maravilhosa, morto e sepultado



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