História Cross My Heart - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), TWICE
Personagens Jimin, Jin, Jungkook, Momo, Personagens Originais, Tzuyu
Tags Bangtan Boys, Bts, Drama, Jimin, Jin, Jinkook, Jungkook, Momo, Romance, Twice, Tzuyu, Yaoi
Exibições 53
Palavras 3.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, meus amores! Tudo bom com vocês?!

Antes de mais nada, queria agradecer pelos 67 favoritos que vocês me deram com minha humilde obra <3 É de muita felicidade para esta autora ver que a história está agradando de fato, e acreditem: estou dando meu melhor em cada capítulo! Desde já eu aviso a vocês: se preparem, porque a partir desse capítulo, a brincadeira acabou – agora é BRIGA, kkk.

Boa Leitura <3

Capítulo 6 - ATO VI- Die Is Cast


“Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... Lembre-se: Se escolher o mundo ficará sem amor, mas se escolher o amor, com ele você conquistará o mundo”.

– Albert Einstein

A quietude noturna acalmava a alma como nada conseguia fazer; Não era obrigado possuir nictofilia para aproveitar a escuridão e sentir paz consigo mesmo. O casal formado pelo ar frio e o silêncio era de longe um dos pares mais perfeitos que temos conhecimento, se por diversas vezes o silêncio não fosse um instrumento de tortura; Não me refiro à tortura física, mas sim psicológica. Quem nunca se sentiu aflito ao constatar completa solidão ao seu redor, mesmo que houvesse sido apenas uma única vez? Ou, em um caso mais próximo da situação ocorrente dentro daquela academia, quem nunca se sentiu aflito com a falta de respostas?

O ruivo já havia pedido várias vezes por uma explicação mais consistente de Jimin, que estava nervoso como nunca e não parava de mexer nos pesos, por mais que Jin tivesse dito para que ele parasse. A situação pedia praticamente um soco na cara do loiro, porém Seok conteve sua fúria e tentou entrar em uma discussão mais lógica com aquela mula teimosa.

– Jimin, por favor, pare com isso! Eu preciso de explicações, e você não está me permitindo ajuda-lo nisso!

– Você está aqui como um intrometido, isso sim. Ninguém te chamou aqui, tá sabendo? Vai embora logo e me deixa só, isso é para o seu próprio bem, Seok!

– E o que você vai fazer se eu ficar aqui? Vai me bater? – Indagou SeokJin, com sua tradicional forma atrevida – Vai ser agressivo e me agredir sem pensar na sua irmã antes? Você não é capaz disso.

– E o que faz você pensar que eu não faria isso? – Ditou o loiro, em tom de zombaria.

– Pelo menos eu sei que o Jimin de verdade jamais faria uma coisa para magoar a irmã. Esse Jimin que estou vendo agora nada mais é que um jovenzinho inconsequente o suficiente para acreditar que consegue resolver todos os problemas sozinho quando não consegue.

– Agora entendo porque o cachorrinho do reitor vive te dando fora. Tem horas que você é mesmo um porre!

– Oras, o sujo falando do mal lavado! – Aquela discussão se tornava cada vez mais desgastante, e a paciência de Jin estava no limite – Posso até ser um porre, mas pelo menos não estou partindo o coração de ninguém, diferente de você, que está tão cego por Deus-sabe-lá-o-quê que nem nota o quanto sua irmã está sentindo por esse seu comportamento ridículo!

– Se estou aqui e dessa forma é para garantir que ela não sofra preconceito na mão de mais nenhum desses covardes preconceituosos que existem na rua! Não me aguento uma noite sequer sabendo que ela apanhou novamente na rua e, de novo, eu não pude fazer nada!!! – Em poucos segundos, a face de Jimin estava banhada de lágrimas, causadas decerto pela mistura do estresse com a situação com o D’Licantrópico.

Sabia que isso já tinha acontecido antes, pensou o ruivo.

– Então você chama isso de “garantia” de que sua irmã não vai sofrer mais? Olhe ao seu redor! Sua irmã chora todos os dias, se remoendo nos cantos pensando que a culpa de tudo isso é unicamente dela! Jimin, você é uma pessoa coerente e racional, por isso imploro, pare com essa idiotice! Você sabia que essa droga vai te matar aos poucos e aí sim a sua irmã vai sofrer de verdade!

O loiro estava carregado de ódio, pronto para desferir um soco certeiro na mandíbula de seu colega. Porém, algo que chamamos de “razão” parou o curso de seu punho. Park hesitou antes de agir por impulso. Não coube em si de remorso quando lhe caiu a ficha de que, por mais que não quisesse admitir, viu que SeokJin estava certo.

Recuperando um pouco de sua calma, encostou suas costas a parede, deslizando-a até sentar-se no chão abraçado com seus joelhos. Pensou em tudo que havia passado até ali, em todas as mágoas que havia escondido por trás de sorrisos tão grandes quanto suas tristezas. Foi impossível conter as lágrimas num momento como aquele.

Seu choro se tornou alto, coisa que cortaria o coração de qualquer pessoa. Ele estava confuso. Estava perdido. Sentia-se sozinho naquele momento, afinal não se achava no luxo de possuir alguém para desabafar ou conversar sobre as coisas mais profundas da vida. Ele saia por aí, disfarçando o que sentia de verdade por trás de sorrisos e piadas, cheio de colegas, porém sem nenhum amigo de verdade.

Sua irmã era o mais próximo que possuía de uma amiga, mas também não queria encher-lhe a cabeça com seus problemas. Sim, ele estava sozinho agora... Certo? Errado.

Um abraço grande e desajeitado acolheu o loiro em meio ao seu pranto, sentindo aquilo como um grande abraço de pai. – Acalme-se, Jimin. Se quiser um ombro amigo para chorar e contar seus pesares, eu estou bem aqui, ouviu?

Normalmente, Park iria ignorar aquelas palavras e continuar em sua própria solidão, mas no curso o qual as coisas estavam naquele momento, era impossível. Carregava coisas demais consigo fazia muito tempo, e estava disposto a extravasar o que sentia, desabafando da forma devida. Por onde ele deveria começar?

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Tudo começou há dez anos atrás...

Park Jimin havia acabado de completar onze anos quando tudo começou. Naquele instante tratava-se de uma manhã calma, com clima tranquilo e sereno em sua casa, coisa que normalmente não acontecia. Ele deveria estar comemorando sua data de forma animada e energética, como era característico do menino, porém não conseguia; Pois, naquela mesma semana, havia sido aniversário de oito anos da morte de sua mãe, e ele não estava nem um pouco empolgado devido a isso.

E não sendo isto suficiente para enfurecê-lo, finalmente seu pai havia ganhado sua guarda, e agora ele teria que morar com sua nova esposa e a filha que este tivera junto com essa mulher, sendo a menina de oito anos. O rapaz não conseguia compreender como seu pai, em tão pouco tempo, seu pai havia superado a morte de sua mãe e, ainda por cima, ter tido outra filha. A cereja do bolo estava no fato da moçoila ser bem mais nova que seu pai – oito anos, aproximadamente – e ser ex-prostituta.

Definitivamente aquele dia não estava propício a qualquer tipo de brincadeira ou coisa parecida. Seu aniversário mais estava parecendo dia de enterro, e aparentemente não havia forma de melhorar – ainda por cima, como se não fosse possível piorar, naquela mesma tarde a “biscate” de seu pai iria visita-lo, e levar sua filha para conhecê-lo. Aquilo era o cúmulo.

Com o humor negro e feição opaca, o pequeno meninote loiro se dirigiu a sala de estar, motivado apenas pelo desejo interno de que tudo aquilo acabasse logo. Estampando finalmente seu sorriso costumeiro, sentou em um sofá claro de couro e começou a se apresentar para as visitas.

– Muito prazer, sou Park Jimin e tenho treze anos – Ele estendeu a mão para a mulher em forma de cumprimento, sendo respondido ternamente. A indivídua se tratava de uma japonesa morena alta, esguia, de aparência delicada e bastante educada.

Ao seu lado existia uma pequena menininha morena, de bochechas fartas e corpo magrelinho, coisa de dar até dó. A menina, sem nem pedir permissão, apenas deu um abraço apertado em Park, quase sufocando o menino.

– Omma, omma! Podemos ficar com ele? Ele é uma gracinha! Qual seu nome mesmo? É “Tchimin”, né? Muito prazer, TchimTchim! Sou Hirai Momo, mas pode me chamar de Momori, Onii-chan! – Disse a menina, de uma forma simplesmente eufórica, que Jimin não entendia bem.

– Inori, onde fica o botão de “desliga” dela? – Disse o pai de Park, rindo da empolgação da pequenina. A menina encarou o loiro com um sorriso banguela muito engraçado, que simplesmente o fez soltar uma pequena risada abafada, esquecendo momentaneamente de sua raiva sobre a “biscate”.

Alguns anos se passaram depois daquele dia estranho, e Jimin foi cultivando uma boa relação com Momo, apesar de sempre criar uma barreira que não aproximasse os dois como irmãos de verdade. Momo notava isso frequentemente, porém sua inocência de criança não a deixava ver o quanto Jimin era recluso e ressentido pela morte de sua mãe, pessoa que fez falta sua vida toda e ninguém nunca conseguiu ocupar o espaço.

Um belo dia, eis que aparece uma menina completamente suja na porta de casa, coberta de tinta amarela na cabeça. Por sorte, o casal mais velho não se encontrava em casa no dia, o que permitiu que Jimin resolvesse o problema com mais calma.

– O que aconteceu, Momo? Você está toda melecada de tinta amarela, garota...

– Desculpa, ChimChim... Eu só queria ficar igual a você... – Disse a menina, em tom choroso.

– Igual a mim? Não entendi... Como assim?

– Todos na escola ficavam tirando brincadeiras comigo por não sermos irmãos de verdade, começaram a fazer piadas por causa da nossa diferença de aparência, de nacionalidade e de cabelo, daí eu quis pintar meu cabelo de amarelo, que nem o seu, mas acho que não deu muito certo...

– Ah, Momori... – O mais velho deu um abraço na irmã, complacente com sua situação. Ele sabia muito bem do preconceito que ela passava no ambiente escolar, principalmente por ser filha de uma estrangeira. Estrangeiros não são bem vindos aqui, diziam seus colegas. Porém, mesmo assim, Park devia admitir que também não facilitava as coisas para Momo.

Nunca procurou defender a irmã na escola, principalmente depois que um dos espertinhos da turma dela fuçou na história da família e descobriu o fato de sua mãe já ter trabalhado em um prostíbulo. Momo, por sua vez, não conseguia notar as pequenas indiferenças de seu irmão. Aos seus olhos, ele era seu herói, ansiava um dia poder ser inteligente, fofa, forte e capaz como ele; E era ouvir Hirai dizer isso todos os dias que fazia a consciência de Jimin pesar em não ajuda-la na escola.

Porém, como toda ação possui uma reação em resposta, às coisas não ficariam tranquilas para ele para sempre. Quando Jimin chegou à maioridade, um acidente de carro tirou a vida de seu pai e de sua madrasta, deixando Momo sob sua guarda.

Na época, a menina possuía apenas quinze anos, e havia ficado chocada com o ocorrido por um bom tempo. Satisfazendo um desejo que possuía desde criança, nessa época pintou seus cabelos de loiro, um tom pouco mais claro que as madeixas de seu irmão. Agora, eles só possuíam um ao outro.

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– E naquele mesmo ano ela assumiu sua homossexualidade – Continuou Jimin, que narrou todos os pontos necessários de sua história para que SeokJin compreendesse bem a situação.

– E o restante da sua família aceitou bem a notícia? – Questionou o ruivo.

– Eles nem chegaram a saber – O menor riu abafado – Eu sabia que as coisas iam começar a pesar para ela depois disso, mas me desleixei um pouco quanto ás amizades dela. Estava muito ocupado com a faculdade de atuação para ligar.

– E o que aconteceu depois?

– Bem, ela arranjou novos amigos na época em que se assumiu. Sempre achei estranho o fato de todos eles serem homens, mas resolvi nem argumentar muito por pensar que ela iria achar que estava com ciúmes... E esse foi meu segundo erro com ela... – Jimin chutou um peso pequeno para longe, fazendo este bater com força no pilar seguinte.

– O-O que eles fizeram...? – Seok já tinha uma teoria quase certa do que havia acontecido, e estava com medo de estar certo.

– O que aconteceu, Jinnie? – Disse o loiro, num tom sarcástico assustador – Eles a pegaram num dia em que eu não estava em casa e fizeram de gato e sapato com ela. Quando tornei da universidade, encontrei uma menina toda ferida, arranhada e sangrando estirada no tapete da minha sala, cheia de marcas de queimaduras pelos braços. Inclusive, se você olhar direitinho para os braços dela, vai ver que pelo menos oito dessas marcas existem.

– Que horror... – A fala de Park estava carregada de ironia, o que tornava a reação de Jin ainda mais assustada e simultaneamente enojada.

– Naquela época, ela ficou vários dias trancada no quarto, sem comer e sem até mesmo falar comigo; Coisa que ela fazia com frequência, principalmente quando estava triste e precisava desabafar. Eu fiquei furioso com aqueles imbecis, e comecei a ir à academia para trabalhar minha força, afinal, gordinho como eu era tornava mais fácil eu perder qualquer briga que aparecesse.

– Briga? Você pensava em ir lá se vingar? – Indagou o ruivo, franzindo o cenho.

– Como não? Lógico que pensei. A minha vontade era de ir lá e destruir a cara de cada um deles com os meus punhos até não ter resquício de alma viva neles. E para que isso fosse rápido, experimentei umas coisinhas dessas aí – Rebateu, apontando para os frascos em sua bolsa.

– E a sua irmã descobriu, não foi? – O loiro apenas assentiu – O que você fez depois disso?

– Fui obrigado a parar. Ela ficou a beira de uma depressão, e eu não estava dando a atenção devida á ela. Vê Jin? Eu afundei a cabeça da minha irmã no poço simplesmente por ser egoísta; Por sempre pensar apenas em mim, e não pensar um minuto sequer nela... Eu sou mesmo um idiota...

– Não diga isso, Jimin... – Jin afagou a cabeça de Jimin, que havia tornado a chorar, pedindo por tudo que fosse mais sagrado para ele parar. – As coisas ainda podem se resolver... Você sabe que podem! Sua irmã gosta de você acima de tudo, tanto que ela preferiria ser ferida de novo a te ver desse jeito.

O choro do loiro cessou, mas ele permanecia imóvel e calado. Aproveitando a quietude, SeokJin continuou sua fala:

– A Momo preza muito sua existência, e não pense que ela é ingênua o suficiente para não notar que você ainda sente falta da sua mãe na sua vida ou que você não gosta de se abrir com os outros. Veja bem, ela não se importa! Se o que você me contou estiver certo, ela não liga para esse detalhe desde que o conheceu. Para ela, o que importa de verdade é ter você como irmão e ponto final!

– Não tenho tanta certe...

– Ele está certo, ChimChim – Uma voz feminina firme e um pouco chorosa se manifestou no local. Na porta, a figura loira de Hirai era visível, e ela foi se aproximando aos poucos, para o espanto conjunto de Seok e Jimin.

– Momo? Mas como você veio parar aqui á essa hora? – Questionou SeokJin, espantado com a presença da loira ali.

– A “Lucillia Services Express in Midnight” trouxe ela aqui – Uma figura morena de roupas pretas apareceu na porta girando um pequeno molho de chaves no dedo indicador, que logo foi reconhecida como Lucy. – Claro, depois de o JungKook ter dito que vocês precisavam de uma carona.

O JungKook... Ops... Esqueci-me dele... Pensou Jin. Mas claro, com toda essa onda de sentimentos e histórias, como ele iria lembrar-se do seu... “Amigo”?

– ChimChim, olha pra mim... Por favor – Momo aproximou-se do irmão e levantou seu rosto, que estava completamente lavado pelas lágrimas. – Você não precisa de tudo isso... Nós não precisamos de tudo isso... Você sabe melhor do que ninguém que essas situações poderiam acontecer de novo, tendo em vista minha opção sexual, e eu entendo sua preocupação; Mas não adianta você ficar enlouquecido tentando ser mais forte apenas por minha causa! Eu não quero te ver assim... Ainda mais tomando uma droga dessas...

O jovem estava novamente com os olhos marejados. Já não era possível distinguir se aquelas lágrimas se deviam á torrente de emoções do momento ou aos efeitos do D’Licantrópico. Em meio ao choro – que rapidamente se tornara alto novamente –, Jimin abraçou a irmã fortemente, implorando por perdão de uma forma que talvez nem Judas Iscariotes tenha feito.

A irmã iniciou o pranto juntamente ao loiro, porém de felicidade; Talvez ela supusesse que agora finalmente poderia aproximar-se de verdade do irmão. Quebrar todas as barreiras que este havia construído uma por uma, encerrando, assim, aquele círculo vicioso do remédio também.

– Seokkie, poderia nos deixar um momento a sós, sim? – Questionou a loira –Ainda tenho algumas coisas para conversar com ele.

– Sem problemas! – Afirmou o ruivo, com um sorriso em face que ia de ponta á ponta. O jovem já estava se distanciando até escutar um chamado eufórico por seu nome.

– JINNIE!!! – A voz de Jimin ressoou por aquele cenário quase vazio – Err... Obrigado por me escutar... E me ajudar...

– Não tem que me agradecer nada, “ChimChim” – Ambos sorriram abafado. SeokJin seguiu até o lado de Lucillia, que apenas observava a cena com olhos analíticos dignos de uma raposa.

– Você já está apto a ganhar o Nobel da Paz desse ano, sabia SeokJin?! – Ditou Lucy, em tom contente – coisa muito rara quando vinda da morena.

– Não é para tanto, Lucy. Assumo que deu um trabalho danado para fazer o Jimin se abrir comigo, mas nada que a minha insistência não consiga... Apesar de que, no fim das contas, ainda exista algo que me incomode.

– E o que seria? – Perguntou Lucy, com ironia na voz.

– Simples: Assim que chegamos aqui e o seu irmão viu o frasco do Esteroide, ele simplesmente deu no pé sem me dar nem um “A” de explicação. Não acha isso estranho, Luci... – Ele pode notar que a feição de Lucy havia mudado bruscamente sem que ele notasse. O cenho da menina estava franzido, sua expressão estava pensativa e ela exalava odor de mau humor. – Está tudo bem, Lucillia?

– Mais ou menos... E se quer saber, está mais pra menos. Conte-me mais sobre esse remédio. – Ligeiramente, Seok contou todos os detalhes que tinha conhecimento sobre o medicamento, principalmente no que se dizia respeito á principal diferença do D’Licantrópico para os Esteroides comuns: O cheiro.

Seok pegou um punhado da pequena pílula vermelha para que Lucillia pudesse ver do que se tratava; Quando pode sentir o cheiro do medicamento, a morena levou um susto incomum. Parecia até mesmo que ela havia sentido o cheiro do próprio demônio.

– O que você tem Lucy?! – SeokJin perguntou preocupado. Lucillia nada disse, apenas voltou a sua pose pensativa, deixando o espaço entre os dois com um clima detestável de suspense.

– De momento, não posso afirmar quase nada, mas de uma coisa eu sei...

– O quê? – Indagou Seok, sentindo as palpitações de seu coração aumentar a velocidade.

– Não é a primeira vez que eu sinto esse cheiro, e da última vez que eu senti esse mesmo cheiro foi sabe quando?

– Quando?

– Quando o JungKook foi lá em casa.

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A matina havia chegado, mesmo que ao passo de uma tartaruga paralítica. Jeon estava estagnado em sua cama, amaldiçoando mil vezes cada dia que ele passou vivo. Aquela situação expressava um sentimento de nojo tão exacerbado que até mesmo se olhar no espelho atraía repulsa de si.

Conseguira pregar os olhos por míseras quatro horas, sendo estas insuficientes para satisfazer seu sono de urso em hibernação; Era compreensível que este não pudesse dormir afinal sua discussão com o pai havia mexido com seus nervos, deixando-os a flor da pele.

Sua sorte maior foi ter se encontrado conseguido ligar para Lucillia na noite passada para que esta levasse Momo até Jimin e Jin com seu carro, caso contrário ele não teria ido busca-los. Quem disse que ele estava com cabeça para aquilo?

Levantando-se com preguiça da cama, esfregou bem os olhos e notou um fato curioso: a cama de seu colega estava bagunçada. Era de um costume horrível do mais velho sempre levantar-se da cama pela manhã e nunca arrumar a mesa, então Jeon pôde concluir que ele já havia voltado.

Vestiu-se na velocidade da luz, imaginando que SeokJin estava dentro do banheiro, e o que acabara de acordar encontrava-se praticamente seminu. Quando terminou de trajar-se com uma blusa branca comum e uma calça jeans, esperou que a porta do banheiro abrisse para que o moreno pudesse cumprimentar seu colega – mas, para a surpresa deste, a porta não se abriu.

Em um gesto um tanto ousado, abriu uma pequena fresta na porta do banheiro, tentando visualizar a presença de alguém ali. Para sua surpresa, não havia absolutamente ninguém ali. Saindo tranquilamente do recinto, perguntava para quem aparecesse nos corredores onde eles haviam visto Jin pela última vez, recebendo respostas vagas.

Até que, cerca de cinco minutos depois, uma aluna baixinha informou ter visto ele próximo ao dormitório de Hirai Momo e Zhou Tzuyu. Correndo contra o vento para chegar logo até SeokJin, dirigiu-se até o dormitório 095, que se encontrava algumas escadarias acima do seu.

Chegando lá, não encontrou sinal de Jin pelos corredores. Coçando a cabeça em sinal de confusão, pensou no que poderia fazer para se situar ali. Rememorando que Tzuyu e Momo eram amigas do ruivo, teve a ideia de indagar á dupla sobre o paradeiro do mesmo. Enquanto dava leves pancadas na porta, pode escutar um ruído estranho. Semelhante a um choro de criança.

Como um belíssimo invasor de cômodos, JungKook escancarou a porta, visualizando uma cena absurdamente incomum: duas figuras femininas conhecidas por ele, onde uma estava com um bebê nos braços.

– Mas o quê...

– Calma Jeon... Eu posso explicar...

 


Notas Finais


É isso pessoal, obrigada por lerem até aqui o// Eu já falei que adoro dar esse ar de mistério que a fic tem? Assim foge um pouquinho dos romances convencionais – ou pelo menos assim eu penso. Altas revelações da nossa dupla de irmãos, hein? O que vocês acham que o Jeon tem a ver com toda essa situação? Quem eram as duas mulheres que estavam no dormitório 095?
Preparem vossos corações, pois uma personagem nova irá marcar presença a partir do próximo capítulo, e vai fazer questão de abalar nossa querida OTP. Será que ela consegue? Umm... Não sei, heheheh.

Ah, eu adorei o levantamento de hashtags que ocorreu no último capítulo, hein? Vocês são fodas mesmo <3

Viram que eu atualizei a capa da fanfic? Gostaram? Eu, particularmente, me apaixonei pela capa nova, e espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu. É isso! Até a próxima!!!

PS: Agora irei deixar os significador dos títulos e os respectivos intérpretes da música, para não ter erro depois e vocês possam procurar a música de boas na net, ok?

*Die Is Cast= "A Sorte Está Lançada" {Diabolik Lovers Bloody Night Requiem 2 Vol. 5/ Kou Mukami VS Yuma Mukami}


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