História Crossed Lives - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Henry Mills, Neal Cassidy (Baelfire), Paige (Grace), Peter Pan, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 126
Palavras 1.638
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Música: Let It All Go (feat. RHODES) - Birdy

Capítulo 8 - Let It All Go


Consequências. Nossa vida é uma série de consequências das coisas que fazemos, que plantamos. Sempre me guiei para as coisas boas, para o correto, o seguro e, no fim, paira a pergunta: pra que? Não vivi uma vida ruim, vivi uma vida segura, tive um filho e éramos felizes com nossa rotina divertida. Aprendi a ter tudo sobre controle e então tudo desmoronou, o imprevisível me alcançou e cada dia é um dia, começa sem que eu saiba do fim. Isso ainda é apavorante. 

Contudo, agora, nesse momento em que Emma está sorrindo, com a mão em meu rosto fazendo carinho e seus olhos brilham, nesse momento, não saber o que vem depois é um acalento, porque sinto que algo com ela está errado, porém, temos o agora e não quero que acabe em um piscar de olhos.

Fique comigo, Emma. Me segure. Me ame. Me conte o que está acontecendo.

- Vai ficar tudo bem. Você vai ficar bem. - Sussurra dando um beijo em meu rosto.

- Vai? Eu não sei o que fazer. O que acontece agora? - Sentimentos. Eles sempre estiveram em mim, com Roland, com Zelena, minha mãe e até Robin, agora porém, tudo é diferente, são tantos se enraizando dentro de mim e ainda me permitindo respirar.

- Agora nós entramos, porque está frio e você não vai voltar hoje. - Escorrega a mão por meu braço, pegando minha mão.

- Eu vou dormir aqui? - Travo na porta. Mudanças demais.

- Eu realmente não mordo. - Ri me levando para dentro. Isso é bom. Nossos dedos entrelaçados. Memorizo isso. 

- Você quer alguma coisa? Que não seja vinho. - Diz na cozinha, olhando a geladeira.

Bebo água e sentamos no sofá da sala. Me lembro de como a casa de Emma é organizada.

- Eu não sei como vai ser quando eu voltar para casa, Emma. - Sussurro encostando no sofá.

- Não tem como saber, Regina.. Não pensa nisso ainda.. Amanhã você vai pra casa e conversa com ela. Agora nós vamos pensar em outra coisa.

- Tudo parece tão simples para você. - Comento vendo sua mão pegar a minha e apertar. Tudo tão novo.

- Sou assim. As coisas precisam ser simples ou nós ficamos loucas, não é? Eu quero saber sobre você, tudo que não sei. - Ri e me puxa para seu colo. Seus braços me contornam e descanso o corpo sobre o seu.

- Não tenho muito o que dizer. É só isso. - Dou de ombros. Fecho os olhos e posso quase tocar a calmaria, que deixo sobrepor o todo.

- Não é só isso. Existe as coisas que você gosta de fazer, não gosta, as coisas engraçada, as manias chatas, os detalhes. - Sussurra. - Eu, por exemplo, adoro praia, mar, nadar.

- Não gosto de praia, tem muito sol. Mas o mar é um espetáculo. - Faz tempo que não vou a praia, desde que Roland nasceu, fomos uma única vez e ele ficou deslumbrado. - Eu gosto do meu consultório, era meu segundo lugar favorito. E gosto de pessoas. Gosto de vinho. Gosto de me sentir segura. E parte disso se perdeu.

- Tudo depende de você, sabe? Você pode ter o mundo se quiser, Regina. - Suas palavras causam reações físicas ao meu coração, coisas que meus pacientes diziam e eu achava bonito de ouvir.

- Eu não quero o mundo. Quero paz. E você, quer o que? - Me viro a olhando, tenho certeza que seu olhar é o mais intenso que conheci e me desnuda.

- Agora? - Ri e morde meu lábio. - Você. - Eu posso rir e posso chorar no mesmo instante, posso agarrá-la e nunca mais soltar, posso derreter e isso me assusta. Fecho os olhos e Emma me beija, bagunça meus cabelos com os dedos enrolando neles. Quando começa, nunca quero que termine.

Nunca me solte.

Emma é... Indefinível. Seus toques são leves, tudo transborda cuidado, tudo me ganha e sinto um fio invisível me prendendo a ela. Temos costume de sentir uma dependência subconsciente de tudo aquilo que nos agrada. Eu sei disso, gosto disso.

- Você quer saber o que faz as pessoas se apaixonarem? - Pergunto a coisa mais aleatória que vem a minha mente.

- Quero, vou descobrir o que você viu em mim.

- Olhares, por dois ou três minutos. Ter cachorro. Ser cheiroso. Se preocupar com a natureza. Parecer com alguém que já amou. Parecer com você mesmo. Rir sem preocupação. - Digo, lembrando todas que havia lido a um tempo atrás. - Nosso cérebro é meio bobo com essas coisas.

- Não foi nada disso que me prendeu. - Emma diz, não nos olhamos mais, me viro novamente, deixando que me abrace. - Foi sua força, sua persistência, sua coragem principalmente, para descobrir o responsável e assumir sua dor, mesmo com os poréns, você a deixou entrar. As pessoas não fazem isso, as pessoas fogem. Eu sei que você quis fugir, mas você é forte e sentiu tudo. Sente. - Suas palavras trazem a minha mente uma chuva de imagens de tudo que aconteceu desde o acidente. Uma lágrima escapa.

- Você parece leve, mas não é. Você parece durona a primeira vista, mas não é. Você parece ser distante, mas não é. Tudo é sempre diferente, imprevisível e isso me prende. Tem uma voz na minha cabeça, Emma, uma voz que me guia para você. - Confesso e me sinto tão pequena diante disso. Não faz sentido.

- Espero que sempre seja assim.

O silêncio nos pega. Pela janela o vento entra fraco. Emma para com o carinho que fazia em minha mãe, me pergunto se está acordada. Processo o momento novamente. Estou na sua casa, começamos alguma coisa, sei que começamos. Emma disse estar se apaixonando e luto contra as lágrimas pensando nisso. Insisto em pensar que não é o momento para acontecer qualquer coisa e me odeio por isso.

O sono me pega lentamente, não sei que horas, mas acordo com a claridade e sinto que não dormi nada.

Levanto, Emma resmunga, mas não acorda. Dou passos curtos e leves até seu quarto, atrás de uma coberta. Meus olhos se prendem a primeira coisa que veem: as fitas, das câmeras. Perfeitamente alinhadas a uma mesinha no canto da parede, etiquetadas.

As etiquetas tem os números das casas e um X em vermelho, menos em uma. Minha mão coça para pegar, sei que é aquela, a única sem o X, a casa da esquina. Respiro fundo e desvio o olhar procurando a coberta. Tem um edredom. Cubro Emma e saio.

Respira, Regina. Respira.

Quero ver a fita e me sinto fraca por não pegar. Vou caminhando até minha casa, as ruas estão desertas e o vento de fora é mais gelado. Inspiro e expiro várias vezes. Zelena está em casa, posso ver isso de longe. As janelas abertas, o carro para fora. Permaneço parada por um tempo, penso em me preparar para conversarmos, mas não sei como isso é possível.

- Você precisa entrar, está frio. - A ouço na janela e sorrio. Eu amo minha irmã, amo ela gritando esse tipo de coisa, amo seus olhos, amo seus cabelos e seu jeito decidido. Eu quero, eu posso, eu faço, essa é Zelena.

Entro e pego o casaco que está pendurado próximo a porta. Zelena colocou a casa de ponta cabeça, ela faz isso as vezes, tem uma crise de limpeza.

- Eu sei o que vai dizer. - Diz, passando aspirador de pó na sala. - Eu sei, Regina. Mas, não foi proposital, foi antes do acidente, na verdade.

- Antes? - Permaneço intacta, próxima ao sofá. Zelena não levanta a cabeça, não me olha.

- Sim. Descobri a pouco tempo, mas já tem três meses e.. Eu nem engordei tanto. Sinto muito, Re.. Eu não conseguia te contar! - Ela para e senta com a cabeça baixa. Vejo as lágrimas pingando e sua voz some.

Quero tanto abraçar Zelena, aperta-la, dizer que tudo bem, mas não dá. Minha mente só processa que ela terá um filho. Que vai passar por tudo que passei. Eu estou feliz por ela. Mas não consigo ainda.

- Tudo bem. - Digo e vou para meu quarto. Tiro toda a roupa e vou para o banheiro. A água está quente, minhas costas deslizam pela parede gelada até que encontro o chão. Me dou o direito de ser fraca e chorar. A água se mistura as lágrimas. Tudo em mim dói terrivelmente, não sabia a dimensão que uma conversa teria, ainda que curta.

Não é culpa de ninguém. Ninguém planejou. Ninguém quer te machucar. Não é culpa de ninguém.

- Regina? - Zelena me grita. Sua voz a denuncia, funga e soluça. - Não faz isso comigo, Regina. Eu nao consigo respirar quando você me ignora, quando não me encara, quando nem tenta falar. Eu não consigo respirar com você fazendo isso! Por favor, Regina.. Não me afasta por isso.

Minha voz na sai. Olho para o vidro do banheiro embaçado. Quero ver dizer tantas coisas, quero ser seu apoio, quero que sua gravidez seja ótima. Quero. Mas não reajo. Não me mexo até ouvir a porta do quarto bater.

Termino o banho e coloco pijama. Sinto que esse ato me faz retroceder muito. Vejo que Emma mandou uma mensagem e meu  coração parece parar:

"Quando se olhar no espero hoje, veja você com meus olhos. Incrivelmente incrível. Emma."

- Você precisa me dar um tempo, Zel. Um tempo. - Digo, vendo ela sentada encostando a bagunça. - É demais, sabe? Não quero brigar com você. Então.. Preciso de um tempo.

- Quer que eu me mude?

- Não! Te quero perto, só não consigo falar sobre isso. Desculpa, eu não consigo. Emma vai descobrir quem foi e vou melhorar, sinto que quando tirar isso da mente tudo vai mudar. - Sou sincera. Espero por isso, que quando souber e ter justiça, tenha paz também.

Zelena não me responde, corre para o banheiro e se tranca lá. Enjoo. Não dá pra fugir de tudo. 


Notas Finais




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