História Crossfire - Capítulo 10


Escrita por: ~

Exibições 112
Palavras 1.869
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Volteiiiii, a fic já ta passando de 350 exibições,QUE ISSO VIADOOOO,nem pensei que 100 pessoas poderiam ler isso,eu deixei vários capítulos pronto, ARE YOU READY???
1/?
Boa leitura HUAHAUHUA

Capítulo 10 - Quem é Lauren Cross?


Fanfic / Fanfiction Crossfire - Capítulo 10 - Quem é Lauren Cross?

“Oi, pai. Encontrei você!” Ajustei melhor a posição do telefone e puxei um banquinho ao lado do bar. Eu estava com saudade. Durante os quatro anos anteriores, moramos perto o bastante para que eu o visse toda semana. Agora que eu tinha mudado, a casa dele em Miami ficava muito longe. “Tudo bem?” Ele abaixou o volume da televisão. “Melhor agora que você ligou. Como foi a primeira semana de trabalho?” Fiz um relatório completo de segunda até sexta, deixando de fora apenas as partes referentes a Lauren. “Adorei meu chefe, Harry”, concluí. “E o ambiente da agência é bem animado, até meio maluco. Adoro levantar para ir trabalhar, fico até triste quando chega a hora de ir embora.” “Tomara que continue assim. Mas você precisa saber a hora de relaxar também. Sair, fazer coisas de jovem, se divertir. Só não precisa se divertir demais.”

 “Pois é, eu exagerei um pouco ontem à noite. Fui pra balada com Liam e acordei com uma tremenda ressaca.” “Porra, nem me fale uma coisa dessas”, ele resmungou. “Umas noites atrás acordei suando frio, imaginando você em Nova York. Consegui me acalmar dizendo pra mim mesmo que você é inteligente demais pra fazer bobagem, que tem dois pais com as regras básicas de segurança inscritas no DNA.” “Isso é verdade”, concordei, dando risada. “Por falar nisso... vou começar a treinar krav maga.” “Sério mesmo?” Ele parou um pouco para pensar. “Lá na corporação tem um cara que é craque nisso. Acho que vou experimentar também, assim podemos comparar nosso progresso quando eu for visitar você.”

“Você vai vir a Nova York?” Não consegui esconder a empolgação. “Ah, pai, eu adoraria se você viesse. Por mais que sinta falta de Miami, Manhattan é o máximo. Acho que você vai adorar.” “Eu ia gostar de qualquer lugar do mundo em que você estivesse.” Meu pai esperou um pouco antes de perguntar: “Como vai sua mãe?”. “Bem... como sempre. Bonita, charmosa e obsessivo-compulsiva.” Meu peito começou a doer, obrigando-me a massageá-lo. Parecia que meu pai ainda era apaixonado por ela. Ele nunca se casou. Essa foi uma das razões por que nunca contei a ele o que aconteceu comigo. Como policial, faria questão de abrir inquérito, e o escândalo teria destruído minha mãe. Também imaginei que ele fosse perder o respeito por ela ou até mesmo culpá-la pelo que aconteceu, apesar de não ter sido culpa dela.

 Assim que descobriu o que o enteado dela vinha fazendo comigo, ela deixou o marido, com quem vivia muito bem, e pediu o divórcio. Continuei falando e acenei para Liam quando ele entrou com uma sacola pequena da Tiffany. “Passamos o dia no spa hoje. Foi uma boa forma de encerrar a semana.” Notei que sua voz se tornou um pouco mais leve quando ele disse: “Fico feliz que vocês estejam passando algum tempo juntas. Quais são seus planos para o restante do fim de semana?”. Evitei tocar no assunto do evento de caridade, pois sabia que essa história de tapete vermelho e jantares a preços exorbitantes só ia enfatizar a diferença entre os estilos de vida dos meus pais. “Liam e eu vamos sair pra jantar, e amanhã quero ficar em casa. Dormir até tarde, passar o dia de pijama, talvez ver um filme e pedir alguma coisa pra comer. Vegetar um pouco antes de mais uma semana de trabalho.” “Pra mim, parece o paraíso. Eu aviso quando for tirar folga de novo.” Dei uma olhada no relógio e vi que já passava das seis. “Preciso ir me arrumar agora. Tome cuidado no trabalho, hein? Eu também me preocupo com você.” “Vou tomar. Tchau, filha.” Aquela despedida tão familiar fez com que eu sentisse uma pontada de saudade que fez minha garganta doer. “Ah, espera! Vou comprar outro celular. Mando o número novo pra você assim que tiver.” “De novo? Pensei que você tinha comprado um novo quando se mudou.” “É uma longa e cansativa história.” “Humm... Mas não fique sem celular. É uma coisa importante pra sua segurança, não serve só pra jogar Angry Birds.” “Eu já parei com esse jogo!” Caí na risada e senti um calor se espalhar pelo meu corpo quando ouvi que ele também estava rindo. “Ligo de novo daqui a alguns dias. Comporte-se.” “Essa fala é minha.” Desligamos. Fiquei alguns minutos curtindo o silêncio, sentindo que meu mundo estava entrando nos eixos, uma sensação que nunca durava muito. Apeguei-me a esse sentimento enquanto ele durou; depois Liam ligou o som no quarto, tocando Hinder, e isso me pôs de novo em movimento. Corri até o quarto para me preparar para uma noite com Lauren.

 

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“Com colar ou sem colar?”, perguntei para Liam quando ele apareceu no meu quarto, lindo de morrer. Com seu smoking novinho, ele parecia ao mesmo tempo um cavalheiro e um aventureiro, e estava seguro de que atrairia muita atenção. “Humm.” Liam inclinou a cabeça e analisou meu visual. “Me deixe ver de novo.” Levantei a gargantilha de ouro até o pescoço. O vestido que minha mãe havia mandado era Branco, e parecia ter sido desenhado para ser usado por uma deusa grega. Era tomara que caia, justo até o quadril e com uma abertura que começava no alto da coxa. “Esqueça o colar”, ele disse. “Eu estava pensando em brincos de ouro com pingentes, mas agora acho melhor argolas de diamantes. As maiores que você tiver.” “Quê? Sério?” Enruguei a testa diante do nosso reflexo no espelho, atenta a seus movimentos enquanto ele ia até o porta-joias e começava a procurar algo lá dentro. “Estas aqui.” Ele levou os brincos até mim, as argolas de mais de cinco centímetros que minha mãe me deu quando fiz dezoito anos. “Confie em mim, Mila. Experimente.” Ele estava certo. O que seria de mim sem você, Liam Payne?.’’ “Gata” — ele pôs a mão sobre meus ombros e apertou seu rosto contra o meu — “isso você nunca vai saber.” “Você está lindo, aliás.” “Não estou?” Ele piscou para mim e deu um passo atrás, exibindo-se.

O interfone tocou e levantei em um pulo, o que me fez perceber como estava nervosa. Olhei para Liam. “Esqueci  de avisar na portaria que ela  ia voltar.” “Eu cuido disso.” “Tudo bem pra você ir sozinho com Stanton e minha mãe?” “Está brincando? Eles me adoram.” Seu sorriso se desfez. “Está arrependida de ter aceitado ir com Lauren?” Respirei fundo, lembrando-me de onde estava pouco tempo antes — deitada, tendo orgasmos múltiplos. “Na verdade, não. É que as coisas estão acontecendo rápido demais e indo bem melhor do que eu imaginava... ou previa... ou queria...” “Você está procurando o lado ruim da coisa.” Ela chegou mais perto e mexeu na ponta do meu nariz com um dos dedos.

“Ela é o lado bom e o lado ruim da coisa, Mila. E você conseguiu domá-la. Agora, divirta-se.” “Estou tentando.” Fiquei agradecida por saber que Liam me entendia, sabia como minha cabeça funcionava. Era muito bom poder conviver com ele, saber que podia contar com sua compreensão mesmo quando não conseguia explicar o que estava sentindo.

 

 “Fiz uma puta pesquisa sobre ela hoje de manhã e imprimi as coisas mais recentes e interessantes. Está na sua mesa, se você quiser dar uma olhada.” Lembrei que ele estava mesmo imprimindo algumas coisas antes de irmos ao spa. Ficando na ponta dos pés, dei um beijo em sua bochecha. “Você é o máximo. Eu te amo.” “Eu também, gata.” Ele saiu. “Vou até a portaria buscá-la. Fique à vontade. Ela chegou dez minutos adiantado.” Com um sorriso no rosto, vi Liam sair para o corredor. A porta já havia se fechado atrás dele quando cheguei ao pequeno escritório anexo ao meu quarto. Na escrivaninha nem um pouco prática que minha mãe havia escolhido para mim, encontrei uma pasta lotada de artigos e imagens impressas. Eu me recostei na cadeira e me deixei levar pela história de Lauren Cross. Quando descobri que ela era filha de Michel Cross, ex-presidente de um fundo de investimentos que mais tarde se revelou um enorme esquema de pirâmide, foi como se eu tivesse sido atropelada por um trem.

Lauren tinha apenas cinco anos de idade quando seu pai se matou com um tiro na cabeça para não ser preso. Ah, Lauren... Tentei imaginá-la naquela idade, e pensei em uma menininha bonito de cabelos pretos e lindos olhos verdes carregados de perplexidade e tristeza. Essa imagem partiu meu coração. O suicídio de seu pai — e as circunstâncias que a cercaram — deve ter sido devastador, tanto para ela como para sua mãe. Todo o desgaste e o sofrimento de um acontecimento trágico como esse devem ter sido um fardo terrível para uma criança daquele tamanho. Sua mãe se casou mais tarde com Christopher Jauregui, um executivo do ramo da música, e teve mais dois filhos, Christopher Jauregui  Jr. e Taylor Jauregui, mas ao que parece uma família completa e a segurança financeira chegaram tarde demais para ajudar a estabilizar a mente de Lauren  depois de um abalo tão grande. Ela se fechou para o mundo, o que era sinal de cicatrizes sentimentais profundas. Com um olhar crítico e curioso, analisei as mulheres que foram fotografadas a seu lado e logo pensei em sua opinião sobre namoro, vida social e sexo. O que vi foi exatamente o que minha mãe havia dito — elas eram todas loiras. Menos uma,essa era sua companhia mais frequente tinha todos os traços de ascendência latina,informava na matéria que ela era colombiana. Era mais alta que eu, e seu corpo estava mais para esguio que para curvilíneo.

“Lucia Vives”, murmurei, admitindo dolorosamente que ela era linda. Sua postura ostentava o tipo de autoconfiança que eu tanto admirava. “Muito bem, acho que já chega.” Liam me interrompeu com um leve tom de contentamento. Ele ocupou a abertura da porta do meu pequeno escritório, encostado insolentemente no batente da porta. “Sério?” Eu estava tão entretida; não tinha noção do tempo que havia se passado. “Acho que não vai demorar muito pra ela vir até aqui. Está toda impaciente.” Fechei a pasta e fiquei de pé. “Interessante, não?” “Bastante.” Quanto o pai de Lauren — ou, mais especificamente, seu suicídio — tinha interferido na vida dela? Todas as respostas que eu queria estavam me esperando na sala ao lado. Saí do quarto e caminhei pelo corredor até a sala. Parei um pouco na porta, com o olhar vidrado nas costas de Lauren, que olhava a cidade pela janela. Minha pulsação acelerou. Seu reflexo no vidro revelava uma expressão contemplativa. Seus olhos estavam perdidos, e ela tinha um sorriso nos lábios. Os braços cruzados revelavam certo desconforto, como se ela estivesse fora de seu habitat natural. Parecia distante e distraída, uma mulher  irremediavelmente solitária.

 

 Ela sentiu minha presença, ou então meu desejo. Deu meia-volta, mas permaneceu imóvel. Aproveitei a oportunidade para examiná-la por inteiro, percorrendo todo o seu corpo com os olhos. Ela tinha toda a aparência de um poderosa magnata. Era de uma beleza tão sensual que eu sentia meus olhos queimarem só de olhar para ela. A cascata de cabelos negros que se espalhava ao redor de suas costas fez meus dedos se flexionarem de vontade de tocá-la. E o modo como ela me olhava... meu coração disparou.


Notas Finais


irei fazer maratona já já volto com os outros...
Comentem e divulguem pfvzinho


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