História Crossfire - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Palavras 2.945
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


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Capítulo 11 - Limousine


“Oi”. Seus olhos brilharam de contentamento. “Oi. Você está linda. Mal posso esperar para exibir você por aí.” Soltei um suspiro de satisfação ao ouvir aquele elogio. “Espero que consiga fazer jus a você.” Ela franziu levemente as sobrancelhas. “Já está pronta pra ir?” Liam apareceu atrás de mim, trazendo meu xale de veludo preto e minhas luvas longas. “Está tudo aqui. O gloss está na bolsa.” “Você é o máximo, Liam.” Ele piscou para mim — uma indicação de que havia visto as camisinhas que eu guardara em um compartimento interno da bolsa. “Vou descer com vocês.”

Lauren pegou o xale das mãos de Liam e o deitou sobre meus ombros. Quando começou a tirar os cabelos que haviam ficado sob ele, o toque de sua mão no meu pescoço me deixou tão distraída que mal notei que Liam estava me ajudando a colocar as luvas. A descida de elevador até o saguão foi um exercício de sobrevivência a uma tensão sexual aguda. Não que Liam tenha percebido. Ele estava à minha esquerda, assoviando com as mãos nos bolsos. Lauren, por outro lado, exercia uma tremenda força sobre mim do lado oposto. Apesar de ela não ter se mexido nem emitido nenhum som, eu era capaz de sentir a excitação que irradiava de seu corpo.

 Sentia na minha pele a atração magnética que havia entre nós e comecei a ofegar. Foi um alívio quando a porta abriu e nos libertou daquele espaço fechado. Duas mulheres esperavam para subir. Ficaram de queixo caído quando viram Lauren  e Liam, o que me deixou contente e me fez sorrir. “Senhoras”, Liam cumprimentou, com um sorriso que era quase uma covardia. Dava para ver os neurônios delas entrando em parafuso. Lauren, por sua vez, fez apenas um breve aceno e me conduziu para fora com a mão na base da minha coluna, pele contra pele. Um contato que produziu eletricidade, fazendo meu corpo inteiro ser invadido por uma onda de calor. Apertei a mão de Liam. “Reserve uma dança pra mim.” “Sempre. Até daqui a pouco.” Uma limusine estava esperando na esquina, e o motorista abriu a porta assim que eu e Lauren saímos. Deslizei pelo banco para me sentar do outro lado e ajeitei o vestido. Quando Lauren  se acomodou a meu lado e a porta se fechou, pude perceber como ela cheirava bem. Inspirei profundamente, dizendo a mim mesma para relaxar e desfrutar da companhia.

 Ela pegou minha mão e começou a percorrê-la com os dedos, e esse simples toque despertou em mim uma luxúria furiosa. Dispensei o xale — estava quente demais para usá-lo. “Camila.” Ela acionou um botão e o vidro escuro atrás do motorista começou a subir. Um instante depois eu estava no colo dela, e sua boca estava grudada na minha, beijando-me furiosamente. Fiz então o que estava com vontade de fazer desde que a vi em pé na minha sala: enfiei as mãos entre seus cabelos e retribuí o beijo. Eu adorava o jeito como ela me beijava — como se fosse uma necessidade, como se ela fosse enlouquecer se não o fizesse, como se não aguentasse mais esperar. Chupei sua língua e percebi que ela gostava disso, e que eu gostava disso, o que me fez desejar chupá-la em outro lugar com a mesma volúpia. Quando suas mãos deslizaram sobre minhas costas nuas soltei um gemido, sentindo as pontadas de sua ereção contra o quadril. Eu me ajeitei para montar sobre ela, tirando o vestido do caminho e agradecendo mentalmente à minha mãe por ter escolhido uma roupa com uma abertura tão conveniente. Com os joelhos apoiados dos dois lados de seus quadris, lancei minhas mãos sobre seus ombros e tornei o beijo ainda mais profundo. Lambi sua boca, mordi de leve seu lábio inferior, acariciei sua língua com a minha...

Lauren me agarrou pela cintura e me tirou dali. Ela se inclinou para trás no acento, com o pescoço curvado para ver bem meu rosto e meu peito ofegante. “O que você está fazendo comigo?” Percorri seu peito com a mão, sentindo seus seios sob o vestido que ela usava. Meus dedos continuaram descendo até sua barriga, formulando na minha mente a imagem dela sem roupa. “Estou tocando você. Me aproveitando de você. Eu quero você, Lauren.” Ela agarrou meus pulsos, detendo meus movimentos. “Mais tarde. Estamos no meio da rua.” “Não dá pra ver a gente.”

 “Não importa. Não é hora nem lugar de começar uma coisa que só vamos poder terminar daqui a várias horas. Já estou enlouquecendo com o que aconteceu hoje à tarde.” “Então vamos acabar logo com isso.” Seu aperto se intensificou, tornando-se doloroso. “Não podemos fazer isso aqui.” “Por que não?” Foi quando um pensamento surpreendente me ocorreu. “Você nunca transou numa limousine?” “Não.” Ela cerrou os dentes.

 “Você já?” Olhei para o outro lado sem responder, e vi a massa de carros e pedestres em torno de nós. Estávamos a poucos centímetros de centenas de pessoas, mas o vidro escuro nos escondia de seus olhares, o que atiçava minha ousadia. Eu queria dar prazer a ela. Queria saber se era capaz de me aproximar de Lauren Cross, e não havia nada impedindo isso além dela. Avancei com os quadris para cima dela, esfregando-me em toda a extensão de seu pau duro. Sua respiração sibilava por entre os dentes cerrados. “Preciso de você, Lauren”, sussurrei quase sem fôlego, inalando seu cheiro amadeirado, que parecia ainda melhor com minha excitação. Fiquei levemente intoxicada só de sentir o cheiro de sua pele. “Você me deixa louca.”

Lauren soltou meus pulsos e agarrou meu rosto, apertando firmemente os lábios contra os meus. Com uma das mãos, procurei a abertura do seu vestido, e senti o short de compressão que ela usava. Ela enrijeceu. “Eu preciso disso”, murmurei bem perto da boca dela. “Deixa, vai.” Ela não relaxou, mas também não tentou mais me deter, adentrei o short com uma das mãos e desviei da cueca.  Quando eu o peguei nas mãos, ela gemeu, um ruído de dor e prazer. Eu o apertei de levinho, usando um toque deliberadamente suave enquanto o media com as mãos. Estava duro como pedra, e quente. Deslizei minhas duas mãos fechadas em torno dele, da base até a ponta, perdendo o fôlego e me estremecendo toda ao fazê-lo.

Lauren agarrou meus quadris e suas mãos ultrapassaram os limites do meu vestido até que seus polegares encontrassem a renda vermelha da minha calcinha fio-dental. “Sua bocetinha é tão doce”, ela murmurou com a boca colada à minha. “Quero abrir suas pernas e te lamber até você implorar pelo meu pau.” “Eu imploro agora mesmo, se você quiser.” Eu a masturbava com uma das mãos, enquanto com a outra tentava abrir minha bolsa para pegar uma camisinha. Um de seus polegares deslizou para dentro da minha calcinha, sentindo a intensidade do meu desejo úmido. “Mal toquei em você”, ela sussurrou com os olhos brilhando sobre mim na escuridão daquele banco traseiro, “e você já está prontinha pra mim.” “Não dá pra evitar.” “Não é pra evitar.” Ela enfiou o polegar em mim, mordendo o lábio interior enquanto eu me contorcia ao seu toque. “Não seria justo, já que não posso obrigar você a parar o que está fazendo.”

 

Abri a embalagem do preservativo com os dentes e entreguei a ela com a camisinha já quase fora do invólucro. “Não sei pôr essas coisas.” Ela envolveu minhas mãos com a dela. “Estou quebrando todas as minhas regras com você.” A seriedade de seu tom de voz grave fez com que eu me sentisse inundada por uma onda de calor e confiança. “Regras foram feitas para serem quebradas.” Vi seus dentes brancos brilharem; ela acionou um botão do painel atrás de si e ordenou: “Continue dirigindo até eu mandar parar”. Senti minhas bochechas ficarem vermelhas. A luz dos faróis do carro de trás atravessou o vidro escuro e bateu no meu rosto, traindo meu embaraço. “Ora essa, Camila”, ela falou baixinho enquanto desenrolava com habilidade o preservativo. “Você me faz querer transar na limousine, mas sente vergonha quando digo ao motorista que não quero ser interrompida?” Sua demonstração de bom humor fez com que eu o quisesse ainda mais. Apoiando as mãos nos seus ombros para me equilibrar, apoiei-me em um dos joelhos para chegar à altura necessária para me posicionar acima de seu pau grosso e duro. Suas mãos agarraram meus quadris, e eu ouvi um som de estalo quando ela rasgou minha calcinha. O ruído abrupto e a violência daquele gesto transformaram meu desejo em algo quase febril. “Vá devagar”, ela ordenou com a voz rouca, erguendo os quadris para poder abaixar mais o short e a cueca.

Senti sua ereção entre minhas coxas enquanto ela se mexia e soltei um gemido. Eu sentia uma espécie de vazio dentro de mim, como se os orgasmos que havia tido à tarde só tivessem aumentado meu desejo, em vez de aplacado. Ela se enrijeceu quando eu o tomei com os dedos e o posicionei, ajustando seu membro grosso à minha abertura sedenta. O cheiro de tesão carregava o ar de umidade, uma mistura sedutora de feromônios que despertou todas as células do meu corpo. Minha pele estava vermelha e alerta, e meus seios, inchados e sensíveis. Era isso que eu queria desde a primeira vez em que a vi — possuí-la, montar sobre seu corpo magnífico e senti-la profundamente dentro de mim. “Minha nossa, Camila”, ela perdeu o fôlego enquanto eu me abaixava sobre seu corpo, sentindo suas mãos apertando incansavelmente minhas coxas. Fechei os olhos. Senti que estava me expondo mais do que deveria. Eu queria ter intimidade com ela, mas aquilo parecia demais. Estávamos nos encarando, a poucos centímetros de distância, encapsulados em um pequeno espaço com o restante do mundo pulsando ao nosso redor. Eu era capaz de sentir sua euforia, sabia que ela estava tão fora de si quanto eu. “Você é tão apertadinha.” Suas palavras saíram abafadas, com um toque delicioso de agonia. Fui um pouco além, deixando que ela penetrasse mais fundo. Inspirei uma grande lufada de ar, sentindo-me deliciosamente alargada. Com a palma da mão aberta sobre meu ventre, ela tocou meu clitóris pulsante com o dedão e começou a massageá-lo com movimentos circulares lentos e precisos. Senti meu corpo se enrijecer e se contorcer, trazendo-a ainda mais para dentro de mim. Ao tentar abrir os olhos, eu o vi através de minhas pálpebras semicerradas. Ela estava lindíssimo, estendido sob mim com um vestido elegante, exalando um desejo animal. Ela arqueou o pescoço, pressionando o encosto do assento com a cabeça enquanto lutávamos para atravessar barreiras invisíveis. “Nossa”, ela soltou através dos dentes. “Vou gozar muito.” Aquela promessa me excitou ainda mais. O suor brotava da minha pele. Eu estava tão molhada que deslizei por toda a extensão do pau dela até envolvê-lo quase completamente. Deixei escapar um grito abafado quando ela entrou em mim. A penetração era tão profunda que eu mal conseguia suportar, forçando-me a ir um pouco para o lado, tentando amenizar aquele inesperado toque de desconforto. Meu corpo, porém, não parecia se importar com seu tamanho avantajado. Estava estremecendo em torno dela, apertando-a, estremecendo à beira do orgasmo. Lauren soltou um palavrão e agarrou meu quadril com sua mão livre, obrigando-me a me inclinar sobre seu peito, que pulsava com uma respiração trôpega. Essa mudança de posição fez com que eu me abrisse, aceitando-a por inteiro dentro de mim. Imediatamente, a temperatura do seu corpo subiu — eu sentia seu tórax irradiando ondas de calor através das roupas. Gotas de suor surgiram sobre seus lábios. Inclinando-me para a frente, passei a língua por toda a sua extensão, capturando aquele líquido salgado com um leve murmúrio de prazer. Ela contorceu a boca de maneira impaciente. Eu me levantei com cuidado, deslizando um pouco para cima antes que ela detivesse o movimento agarrando meu quadril com ferocidade. “Devagar”, ela me avisou novamente, com um leve tom autoritário que fez com que uma onda de luxúria se espalhasse pelo meu corpo. Deixei que meu corpo caísse, recebendo-a de novo dentro de mim, sentindo uma dor estranhamente gostosa quando ela foi um pouco além dos meus limites. Nossos olhos se encontraram, e o prazer se espalhou pelo ar quando nos identificamos com o que estávamos fazendo. Foi quando me dei conta de que estávamos completamente vestidos, a não ser pelas partes mais íntimas dos nossos corpos. Tudo aquilo me parecia muito natural, assim como os ruídos que ela fazia, mostrando que, como eu, estava sentindo um prazer extremo. Sedenta por Lauren, grudei minha boca à dela, agarrando com os dedos as raízes de seus cabelos úmidos de suor. Eu a beijava e remexia os quadris, cavalgando no ritmo dos movimentos circulares enlouquecedores de seu polegar, sentindo o orgasmo que se construía ao redor de seu membro longo e grosso no meu ventre em ebulição. Deixei que minha consciência fosse absorvida pelo instinto primitivo e permiti que meu corpo assumisse o controle por completo. Não conseguia pensar em mais nada além do desejo de foder, uma necessidade feroz de cavalgar em cima do pau dela até que toda aquela tensão se desfizesse em uma explosão que enfim me libertaria daquele desejo escravizador. “Como isso é bom”, suspirei, entregue a ela. “Está sentindo? Ah, como é bom.” Usando ambas as mãos, Lauren comandava meu ritmo, curvando-me em um ângulo que fazia com que a cabeça do seu pau se esfregasse no ponto mais sensível que havia dentro de mim. Meu corpo se endureceu e eu comecei a tremer, sentindo que estava prestes a gozar só de sentir suas estocadas precisas dentro de mim. “Laur.” Ela agarrou minha nuca quando o orgasmo explodiu dentro de mim, lançando espasmos de êxtase que se irradiaram pelo meu corpo, fazendo-me estremecer. Lauren observou enquanto eu desmoronava diante dele, mantendo meus olhos abertos apesar do meu desejo de fechá-los. Dominada pelo seu olhar, eu gemia e gozava como nunca, sentindo meu corpo se contorcer a cada pulsação de prazer. “Caralho, caralho, caralho”, ela urrava, batendo seus quadris nos meus, puxando meu corpo para baixo a fim de fazê-la ir de encontro a suas estocadas punitivas. Ela chegou até o ponto mais profundo do meu corpo. Sentia que ela estava cada vez mais duro e grosso. Eu olhava para ela com avidez, sentindo a necessidade de vê-la quando ela perdesse as estribeiras comigo. Seus olhos estavam arregalados de vontade, e seu belo rosto, contorcido pela brutal corrida em direção ao clímax. “Camila!” Ela gozou emitindo um som de êxtase selvagem, uma liberação súbita de energia que me deixou fascinada por sua ferocidade. Ela tremeu ao sentir o orgasmo percorrer seu corpo, aliviando a expressão do rosto por um instante e demonstrando uma inesperada vulnerabilidade. Envolvi seu rosto com as mãos e juntei meus lábios aos dela, tentando confortá-la enquanto sua respiração agitada fazia inchar minhas bochechas. “Camila.” Ela me envolveu com os braços e me apertou contra ela, pressionando seu rosto úmido contra meu pescoço. Eu sabia como ela se sentia. Entregue. Sem defesas. Ficamos assim por um bom tempo, abraçadas, absorvendo os tremores pós orgasmo. Ela virou a cabeça e me beijou suavemente, aplacando meus sentimentos exaltados com o carinho de sua língua na minha boca. “Nossa.” Respirei fundo, abalada. Seus lábios se curvaram para cima. “Pois é.” Eu sorri, sentindo-me tonta e feliz. Lauren afastou os fios de cabelos úmidos de suor das minhas têmporas, percorrendo meu rosto com os dedos de maneira quase reverente. O modo como ela me olhava fez meu peito doer. Ela estava lindo e parecia... agradecida, com os olhos repletos de ternura. “Não quero estragar o momento.” Senti que ela estava jogando alguma coisa no ar e tentei capturar. “Mas...?” “Mas não posso perder o jantar. Tenho um discurso a fazer.” “Ah.” O momento estava de fato arruinado. Eu me levantei lentamente de cima dela, mordendo os lábios ao sentir que Lauren escapava, úmido e escorregadio, de dentro de mim. O atrito foi suficiente para me fazer querer mais. Ela mal havia começado a amolecer. “Droga”, Lauren disse de repente. “Quero você de novo.” Ela me agarrou antes que eu saísse de cima dele, puxando um lenço sabe-se lá de onde e passando-o gentilmente entre minhas pernas. Foi um gesto profundamente íntimo, assim como o sexo que havíamos acabado de fazer. Depois de seca, sentei-me no assento a seu lado e procurei o gloss dentro da bolsa. Por cima do pequeno espelho da caixinha de maquiagem, vi quando Lauren  tirou a camisinha e deu um nó. Ela a embrulhou em um guardanapo de papel e a dispensou em uma lixeira engenhosamente escondida. Quando recompôs sua aparência, ela ordenou ao motorista que retomasse a rota, recostou-se no assento e deixou seu olhar se perder fora da janela.

A cada segundo que passava eu a sentia mais distante; a identificação entre nós se perdia a cada momento. Vi-me encolhida no canto do assento, longe dela, como se estivesse materializando a distância que havia entre nós. Todo o calor que eu havia recebido se transformou em uma evidente frieza, que me obrigou a procurar abrigo sob meu xale. Ela não moveu um músculo quando me afastei e guardei a maquiagem — era como se eu nem estivesse ali. Em um movimento abrupto, Lauren abriu o compartimento de bebidas e puxou uma garrafa. Sem ao menos olhar para mim, ela perguntou: “Conhaque?”. “Não, obrigada.” Minha voz saiu em um fio trêmulo, mas ela não pareceu notar. Ou então não deu nem bola. Serviu uma dose em um copo e virou-se completamente. Confusa e magoada, vesti as luvas e tentei imaginar o que havia feito tudo ir por água abaixo.


Notas Finais


Não durmam...


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