História Crossfire - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Último de hoje, feliz dia das crianças para mim que tenho 17 anos e ainda quero presente hauhauah, AMANHÃ EU VOLTO VIADASSS

Capítulo 13 - Flores


“Oi, gata”, cumprimentou Liam quando saí do quarto na manhã seguinte. Vestido apenas com uma calça velha, ele estava deitado no sofá com os pés cruzados em cima da mesa de centro. Estava lindo, todo largado, despreocupado com a própria aparência e confortável. “Dormiu bem?” Fiz sinal de positivo com o dedo e fui pegar um café na cozinha. Parei no meio do caminho, com uma expressão de surpresa diante do enorme buquê de rosas vermelhas no balcão. O aroma era divino, e respirei bem fundo para senti-lo. “O que é isso?” “Chegou faz mais ou menos uma hora. Entrega dominical. Uma beleza, mas não sai nada barato.” Desgrudei o cartão do papel celofane e o abri.

AINDA ESTOU PENSANDO EM VOCÊ.

LAUREN.

“Foi Lauren que mandou?”, Liam perguntou. “Foi.” Passei o dedão por cima do que imaginei ser sua caligrafia. Era sexy . Um gesto romântico de uma pessoa que não tinha o romance em seu repertório. Larguei o cartão no balcão como se estivesse queimando meus dedos e enchi uma caneca de café, rezando para que a cafeína me desse forças e restaurasse meu bom senso. “Pelo jeito você não gostou muito.” Ele baixou o volume do jogo de beisebol a que estava assistindo. “Ela não faz bem pra mim. É um gatilho pra coisas não muito agradáveis. Preciso ficar longe dela.” Liam havia feito terapia comigo, então sabia do que eu estava falando. Não estranhou quando apelei para o jargão da psicanálise e não se furtou a responder na mesma moeda. “O telefone ficou tocando a manhã toda. Eu não queria causar nenhuma perturbação, por isso deixei no silencioso.”

Queria ouvir a voz dela, e alguma explicação para o que tinha acontecido na noite anterior. “Boa ideia. Pode deixar assim mesmo o resto do dia.” “O que aconteceu?” Soprei a fumaça do meu café e tentei dar um gole. “Fiz com que ela perdesse a cabeça na limusine e depois disso ela se fechou como uma porta.” Liam me olhava com seus olhos verdes e expressivos, que já haviam visto muito mais do que deveriam. “Você abalou as estruturas dela, então?” “Pois é.” Fiquei irritada só de pensar. A gente tinha se dado bem. Eu tinha certeza. Eu a queria mais do que tudo na noite anterior, e agora nunca mais queria vê-la. “Foi intenso. O melhor sexo da minha vida, e ela estava totalmente na minha. Dava pra ver.

 Era a primeira vez dela num carro, e ela pareceu meio reticente no começo, mas depois ficou com tanto tesão que não conseguiu mais resistir.” “Sério mesmo?” Ele passou a mão na barba por fazer. “A maioria risca isso da lista antes de entrar na faculdade. Na verdade, não conheço ninguém que nunca tenho feito isso, a não ser os nerds e os feiosos, e ela não é uma coisa nem outra.” Dei de ombros. “Acho que ela me considera uma piranha depois dessa.” Liam ficou imóvel. “Foi isso que ela disse?” “Não. Ela não disse porra nenhuma. Quem falou isso foi a ‘amiguinha’ dela, Lucia. Aquela morena das fotos da internet, lembra? Ela decidiu pôr as asinhas de fora e foi atrás de mim no banheiro.” “A vaca está com ciúmes.” “Puro recalque. Ela não consegue dar pra Lauren, porque ao que parece ela descarta todas as mulheres com quem trepa.”

 

 “Ela disse isso?” Mais uma vez, a pergunta saiu carregada de raiva. “Não com essas palavras. Só disse que não dormia com as amigas dela. Ela não consegue suportar a ideia de que as mulheres queiram outras coisas além de ir pra cama, então faz uma separação entre as mulheres com quem trepa e as mulheres com quem conversa.” Dei mais um gole no café. “Avisei que comigo isso não ia funcionar, e ela disse que daria um jeito, mas acho que era só uma forma de conseguir o que queria.” “Ou então você assustou a mulher.”

Olhei fixamente para ele. “Nem tente arrumar desculpas pra ela. De que lado você está, afinal?” 

“Do seu, gata.” Ele se inclinou e deu um tapinha no meu joelho. “Sempre do seu.” Agarrei seu antebraço musculoso a deslizei suavemente os dedos por ele em sinal de gratidão. Não consegui sentir as inúmeras cicatrizes de cortes que ele tinha nos pulsos, mas nunca esqueci onde ficavam. Eu agradecia todos os dias por ele estar vivo, com saúde e ser tão importante para mim. “Como é que foi sua noite?” “Não posso reclamar.” Seus olhos ganharam um brilho de malícia. “Peguei aquela loira peituda na salinha da limpeza. Os peitos dela eram de verdade.” “Olha só.” Eu sorri. “Ela teve uma noite inesquecível, pode ter certeza.” “Pelo menos eu tentei.” Ele pegou o telefone e piscou para mim. “O que você quer comer? Sanduíche? Comida chinesa? Indiana?” “Não estou com fome.” “Você está sempre com fome. Se não escolher nada, vou cozinhar e você vai ter que comer o que estiver na panela.” Levantei as mãos em sinal de rendição. “Tudo bem, tudo bem. Você escolhe.”

 

Cheguei ao trabalho vinte minutos adiantada na segunda, em uma tentativa de escapar de Lauren. Consegui ir até minha mesa sem nenhum incidente e me senti tão aliviada que percebi que ela era um assunto muito mais sério para mim do que poderia imaginar. Meu humor era instável e flutuante.

Harry chegou todo animado, ainda motivado pelo sucesso da semana anterior, e partimos logo para o trabalho. Eu tinha feito uma pesquisa sobre marcas de vodca no domingo, e ele foi gentil o bastante para repassá-la comigo e ouvir o que eu achava. Harry também era responsável pela conta de um novo fabricante de leitores eletrônicos, então demos o pontapé inicial nessa campanha também. Com uma manhã tão ocupada, o tempo passou voando, e eu não tive tempo de pensar na minha vida pessoal. Fiquei muito feliz por isso. Mas então o telefone tocou, e ouvi a voz de Lauren do outro lado da linha. Não estava preparada para isso. “Como está a sua segunda?”, ela perguntou, e sua voz me deixou toda arrepiada. “Ocupadíssima.”

Olhei para o relógio e me assustei ao constatar que faltavam só vinte minutos para o meio-dia. “Ótimo.” Ela fez uma pausa. “Tentei ligar pra você ontem. Deixei umas mensagens. Queria ouvir sua voz.” Fechei os olhos e respirei fundo. Precisei recorrer a toda a força de vontade que tinha para resistir à tentação de ouvir as mensagens dela. Até Liam se envolveu na causa — eu disse a ele para me segurar caso a tentação falasse mais alto. “Queria ficar sozinha, e aproveitei para trabalhar um pouco.” “Recebeu as flores que mandei?” “Sim, são lindas. Obrigada.” “Elas me lembraram do seu vestido.” O que ela estava fazendo? Eu estava começando a pensar que ela sofria de algum distúrbio de múltiplas personalidades. “Algumas mulheres diriam que você está sendo romântica.” “Só me importa o que você diz.”

A cadeira rangeu quando ela se levantou. “Pensei em passar na sua casa... Senti vontade.” Suspirei, já desistindo de tentar entender. “Ainda bem que você não fez isso.” Ela fez outra longa pausa. “Eu mereci essa.”

“Não falei isso pra castigar você. É a verdade.” “Eu sei. Olha... Eu providenciei um almoço aqui no escritório, pra gente não perder tempo com deslocamentos.” Depois que nos despedimos no evento, fiquei pensando se ela queria mesmo me encontrar depois de se recuperar de sabe-se lá que processo desencadeado pela nossa relação. Era uma possibilidade que eu vinha remoendo desde sábado à noite, ciente de que precisava afastá-la de mim, mas ao mesmo tempo torturada pelo desejo de estar com ela.

 Queria sentir de novo aquele momento puro e perfeito de intimidade que compartilhamos. Mas aquele único momento não justificava todos os outros em que ela fez com que eu me sentisse um lixo. “Lauren, não temos por que almoçar juntas. Acabamos confundindo as coisas na sexta à noite e... bom, o assunto foi resolvido no sábado. É melhor deixar tudo como está.” “Camila.” Ela baixou o tom de voz. “Eu sei que estraguei tudo. Me deixe explicar.” “Não precisa. Está tudo bem.” “Não está, não. Preciso ver você.” “Eu não quero...” “Podemos fazer isso do jeito mais fácil, Camila, ou então dificultar as coisas.” Sua voz endureceu e meu coração disparou. “De qualquer forma, você vai me ouvir.” Fechei os olhos e aceitei o fato de que não ia me livrar tão facilmente, com uma simples conversa ao telefone. “Tudo bem. Eu subo aí.”

 “Obrigada.” Ela soltou um suspiro bem audível. “Mal posso esperar pra ver você.” Pus o telefone no gancho e fiquei olhando para as fotos na minha mesa, tentando elaborar o que precisava dizer e me preparando para o impacto de rever Lauren. A ferocidade da minha reação física à presença dela era impossível de controlar. De alguma forma, eu precisava acabar logo com aquilo e seguir em frente. Mais tarde eu pensaria em como lidar com o fato de ter que cruzar com ela no prédio ao longo dos dias, meses e anos seguintes. Por ora, eu só precisava pensar em como sobreviver à hora do almoço.

Optando por ceder ao inevitável, voltei para o trabalho comparando o impacto visual de algumas amostras de folhetos a serem encartados em jornais e revistas. “Camila.” Dei um pulo na cadeira ao perceber que Lauren estava na minha baia. Fiquei desconcertada ao vê-la, como sempre, e meu coração quase explodiu dentro do peito. Uma olhada rápida no relógio revelou que quinze minutos haviam se passado num piscar de olhos. “Lau... Senhora Cross. Não precisava ter descido até aqui.” Seu rosto parecia calmo e impassível, mas seus olhos fervilhavam. “Está pronta?” Abri a gaveta e peguei minha bolsa, aproveitando a oportunidade para respirar bem fundo. O cheiro dela era fenomenal. “Senhora Cross.” Era a voz de Harry. “Que bom vê-la aqui. Posso ser útil em...?” “Estou aqui por causa de Camila. Vamos almoçar juntas.” Fiquei de pé a tempo de ver a expressão de surpresa no rosto de Harry. Ele logo se recompôs, e seu rosto retomou a beleza e a simpatia que lhe eram naturais. “Volto à uma hora”, garanti. “Até lá, então. Bom almoço.” Lauren pôs a mão na parte inferior das minhas costas e me guiou até os elevadores, fazendo com que Dinah erguesse as sobrancelhas de espanto quando passamos pela recepção. Continuei inquieta enquanto esperávamos o elevador, desejando que fosse possível passar um dia sem ver aquela mulher cujo toque despertava meu desejo como uma droga.

 

Ela se virou para mim enquanto o elevador não chegava e percorreu com os dedos as mangas da minha blusa de cetim. “Toda vez que fecho os olhos, vejo você com aquele vestido Branco. Escuto seus gemidos de tesão. Sinto você descendo pelo meu pau, apertadinha, me fazendo ficar tão dura que chega até a doer.” “Pare com isso.” Virei o rosto para o outro lado, incapaz de suportar o olhar de intimidade que ela lançava em minha direção. “Não consigo evitar.” A chegada do elevador foi um alívio. Ela me pegou pela mão quando entramos. Depois de pôr a chave no painel, ela me puxou mais para perto. “Eu vou te beijar, Camila.” “Eu não...” Ela calou a minha boca com a dela. Resisti o quanto pude, mas no fim acabei me desmanchando ao sentir sua língua acariciando lentamente a minha.

Eu queria esse beijo desde o momento em que transamos. Precisava de uma garantia de que ela dava valor ao que tínhamos vivenciado, que aquilo significava para ela o mesmo que para mim. A sensação de abandono voltou quando ela se afastou. “Vamos lá.” Lauren tirou a chave do painel e a porta se abriu. A recepcionista ruiva não disse nada dessa vez, apesar de ter me olhado de um jeito estranho. Já a secretária, Allyson , levantou-se quando chegamos e me cumprimentou simpaticamente pelo nome. “Boa tarde, senhorita Cabello.” “Oi, Ally.” Lauren se limitou a um leve aceno de cabeça. “Não passe nenhuma ligação.” “É claro.” Entrei no escritório luxuoso de Lauren e já procurei com os olhos o sofá onde tinha acontecido nosso primeiro contato mais íntimo. O almoço estava servido no bar — dois pratos cobertos com tampas de metal. “Quer que eu guarde sua bolsa?” Olhei para ela e percebi que havia tirado o blazer e que o mantinha pendurado no braço. Estava ali parado, com sua calça e sua camisa feitos sob medida, uma camisa impecavelmente branca, seus grossos cabelos negros ao redor de seus ombros  de tirar o fôlego, seus olhos de um verde selvagem e deslumbrante.

Em resumo, ela me fascinava. Eu não conseguia acreditar que tinha transado com um mulher tão linda. Foi quando lembrei que aquilo não havia significado nada para ela. “Camila?” “Você é muito bonita, Lauren.” As palavras saíram da minha boca sem que eu me desse conta. Ela pareceu surpresa, e amenizou um pouco a intensidade de seu olhar. “Fico feliz que goste do que vê.” Entreguei minha bolsa a ela e me afastei. Precisava manter distância. Ela pendurou o blazer e a bolsa no cabide e se dirigiu ao bar. Cruzei os braços. “Vamos acabar logo com isso. Não quero mais sair com você.”


Notas Finais


é galera camila não quer mais sair com a lauren acabou tudo,que peninha,só lamento, até amanha, conversem comigo :( 4/4


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