História Crossfire - Capítulo 15


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Palavras 1.963
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Quem quer atualização ai??

Capítulo 15 - Academia


Fomos à loja de celulares primeiro. A vendedora que nos atendeu parecia especialmente suscetível aos atrativos de Lauren. Assim que ela demonstrou o mínimo interesse em um produto, ela já se abriu toda, alongando-se em explicações detalhadas e se aproximando o máximo possível na hora de fazer as demonstrações. Tentei ficar longe das duas e encontrar alguém disposto a me ajudar, mas a mão de Lauren, sempre colada à minha, impedia que eu me afastasse. Depois houve a discussão de quem ia pagar, apesar de o telefone e a conta serem meus. “Você já escolheu a operadora”, argumentei, empurrando seu cartão de crédito para o lado e estendendo o meu para a vendedora. “Porque é mais prático. Se formos da mesma operadora, podemos nos ligar de graça.” Ela trocou os cartões em um movimento habilidoso. “Se você não guardar esse cartão, não vou nem querer ligar pra você!” Isso pareceu convencê-la, apesar de Lauren não ter ficado muito satisfeita. Ela que engolisse essa.

De volta ao Bentley, seu bom humor voltou. “Pode ir para a academia agora, Angus”, ela ordenou ao motorista, recostando-se no assento. Depois tirou o celular do bolso e adicionou meu número à sua agenda. Em seguida, adicionou seu celular no meu, acrescentando o número de casa e do escritório. Ela mal havia terminado quando chegamos à CrossTrainer, uma academia de três andares que era o sonho de qualquer entusiasta da boa forma. Fiquei impressionada com cada canto de sua estrutura bonita, moderna e bem equipada.

Até mesmo o armário do vestiário feminino parecia algo saído de um filme de ficção científica. Mas meu encantamento foi eclipsado pela própria Lauren quando acabei de me trocar e a encontrei esperando por mim no corredor. Ela estava de short e regata, o que me proporcionou a primeira oportunidade de ver suas pernas e seus braços. Parei de repente, e a pessoa que vinha atrás esbarrou em mim. Só esbocei um pedido de desculpas — estava ocupada demais devorando o corpo de Lauren com os olhos. Suas pernas eram fortes e torneadas, impecavelmente proporcionais a seus quadris e sua cintura bem delineada.

 Ela tinha penteado o cabelo para trás, e o amarrado, permitindo que eu visse o contorno de seu pescoço e os caminhos angulosos de seu rosto. Minha nossa. Eu queria conhecer intimamente essa mulher. Minha mente não conseguia se ocupar de outra coisa, pelo menos enquanto estivesse diante da prova irrefutável de sua beleza incomparável. E ela estava olhando feio para mim. Desencostando da parede à qual estava apoiada, ela se aproximou e me rodeou. Seus dedos percorreram meu abdome despido enquanto contornava a distância ao meu redor, deixando minha pele toda arrepiada. Quando ela parou diante de mim, lancei meus braços em torno de seu pescoço e dei um beijinho estalado na sua boca. “O que é isso que você está usando?”, ela perguntou, não muito feliz com minha recepção entusiasmada. “Roupas.” “Parece que você está nua com esse top.”

“Pensei que você quisesse me ver nua.” Fiquei feliz com minha escolha de vestuário, que havia sido feita de manhã, antes de saber que ia malhar com ela. O top tinha tiras presas com velcro nos ombros e nas costelas, que podiam ser ajustadas de forma a proporcionar o melhor suporte para os seios. Era especialmente projetado para mulheres de curvas avantajadas, e era o primeiro que eu usava capaz de impedir que meus seios ficassem balançando o tempo todo durante a ginástica. Lauren não tinha gostado, na verdade, era da cor, muito próxima do tom da minha pele, que combinava com as listras da minha calça preta de ioga. “Quero ver você nua num local com privacidade”, ela murmurou.

“Agora vou ter que acompanhar você toda vez que for à academia.” “Não vou reclamar, já que estou gostando demais do que estou vendo agora.” Além disso, eu preferia aquela possessividade à frieza do sábado à noite. Duas demonstrações diametralmente opostas — foi a primeira vez, mas eu tinha certeza de que não seria a última. “Vamos deixar isso pra lá.” Ela pegou minha mão e me levou dali, apanhando de uma pilha duas toalhas com a logomarca da academia. “Eu preciso te comer.” “Eu preciso ser comida.” “Meu Deus, Camila.” Ela apertou tanto minha mão que até doeu. “O que vai ser? Pesos? Aparelhos? Esteira?” “Esteira. Preciso correr um pouco.” Ela me levou até lá. Vi as mulheres do local a seguirem com os olhos, depois com os pés. Elas queriam estar onde ela estava, e eu era capaz de entender isso. Também estava ansiosa para vê-la malhar.

Quando chegamos às fileiras intermináveis de esteiras e bicicletas, constatamos que não havia duas esteiras adjacentes que estivessem livres. Lauren foi até um homem que tinha uma esteira livre de cada lado. “Você me faria um grande favor se usasse uma dessas outras.” O homem olhou para mim e sorriu. “Claro, sem problemas.” “Legal. Eu agradeço.” Lauren subiu na esteira em que estava o homem e me apontou a que havia ao lado. Antes que ela programasse seu exercício, eu me curvei em sua direção. “Vê se não gasta muita energia”, sussurrei. “Quero fazer um papai-e-mamãe pra começar. Andei fantasiando com você em cima de mim, mandando ver com toda a força.” Seu olhar me fuzilou. “Camila, você não faz ideia.”

Quase morrendo de ansiedade e sentindo uma agradável onda de energia feminina, subi na minha esteira e comecei com uma caminhada leve. Enquanto me aquecia, pus meu iPod no modo aleatório e, quando começou a tocar “SexyBack”, de Justin Timberlake, passei a correr a toda a velocidade. A corrida para mim era um exercício físico e mental. Bem que eu gostaria de ser capaz de resolver todos os meus problemas correndo. Depois de vinte minutos diminuí o ritmo e parei, arriscando uma olhada para Lauren, que corria com a fluidez de uma máquina bem azeitada. Ela estava vendo a CNN nos monitores de TV acima de sua cabeça, mas abriu um sorriso para mim enquanto eu enxugava o suor do rosto. Quase esvaziei minha garrafa d’água a caminho dos aparelhos, e escolhi um de onde pudesse mantê-la no meu campo de visão. Ela fez meia hora de esteira, depois passou para os pesos, sempre com os olhos procurando por mim. Enquanto se exercitava, de maneira eficiente e incansável, eu não conseguia deixar de pensar no quanto aquela mulher era sexy. O fato de eu saber o que estava escondido sob aquele short ajudava a criar essa impressão, mas, mesmo que não soubesse, ela tinha toda a aparência de uma pessoa que, apesar de trabalhar atrás de uma mesa, mantinha seu corpo pronto para a guerra.

Quando peguei uma bola para fazer uma sessão de agachamentos, um dos instrutores veio até mim. Como era de esperar em uma academia de primeiríssima classe, ele era bonito e tinha um corpo muito bem trabalhado. “Olá”, o instrutor disse, com um sorriso de astro de cinema que revelava dentes brancos e perfeitos. Seus cabelos eram castanhos e os olhos, quase da mesma cor. “É sua primeira vez, né? Nunca vi você aqui antes.” “Sim, é a primeira vez que venho.” “Meu nome é Daniel.” Ele estendeu a mão, e eu disse meu nome. “Está encontrando tudo de que precisa, Camila?” “Por enquanto está tudo bem, obrigada.” “De que sabor de vitamina você gosta?” Franzi a testa. “Como é?” “Sua vitamina grátis de boas-vindas.” Ele cruzou os braços, e seus bíceps alargaram as mangas apertadas da camiseta polo do uniforme.

“Você não ganhou uma na lanchonete lá embaixo quando fez a matrícula? Eles deveriam ter oferecido.” “Ah, tá.” Encolhi os ombros, apesar de ter gostado da oferta. “Não cheguei até aqui pelas vias normais.” “Ninguém mostrou a academia pra você? Eu posso fazer isso.” Ele pegou de leve no meu ombro e mostrou as escadas. “Você também ganha uma hora grátis com um personal trainer. Podemos fazer isso hoje mesmo, ou então marcar para um dia desta semana. E eu ficaria feliz em acompanhar você até a lanchonete, pra não ficar sem sua vitamina.” “Ah, eu não posso, na verdade.” Franzi o rosto. “Não estou matriculada.” “Ah.” Ele piscou para mim. “Você só veio conhecer? Tudo bem. Mas você só vai poder se decidir se puder aproveitar tudo o que temos a oferecer. Eu garanto para você, a CrossTrainer é a melhor academia de Manhattan.” Lauren  apareceu por sobre os ombros de Daniel. “Você tem direito a tudo o que temos a oferecer”, ela falou enquanto se dirigia para o meu lado e passava o braço pela minha cintura, “já que é a namorada da dona.” A palavra namorada reverberou pelo meu corpo, inundando meu organismo com uma onda de adrenalina.

Eu ainda estava em dúvida se tínhamos mesmo esse nível de comprometimento, mas isso não me impediu de gostar da ideia. “Senhora  Cross.” Daniel corrigiu a postura e deu um passo atrás antes de estender a mão. “É uma honra conhecer a senhora.” “Daniel ia me mostrar a academia”, eu disse para Lauren enquanto os dois se cumprimentavam. “Acho que a melhor pessoa para fazer isso sou eu.” Seu rosto estava  úmido de suor, e o cheiro dela era delicioso. Nunca pensei que uma mulher suada pudesse cheirar tão bem. Ela me pegou pelo braço e senti o toque de seus lábios no topo da minha cabeça. “Vamos lá. Até mais, Daniel.” Eu me despedi com um aceno enquanto nos afastávamos. “Obrigada, Daniel.” “Quando quiser.” “Sou capaz de apostar”, murmurou Lauren, “que ele não tirou os olhos dos seus peitos.” “Eles são muito bonitos, você não acha?.” Ela soltou um grunhido grave. Precisei esconder minha satisfação.

Lauren bateu na minha bunda com força suficiente para me fazer descer um degrau e deixar uma marca vermelha e dolorida, apesar de eu estar de calça. “Esse maldito band-aid que você chama de top não deixa muito espaço para a imaginação. Não demore muito no chuveiro. Logo você vai ficar toda suada de novo.” “Espere.” Segurei seu braço antes que ela passasse pelo box. “Você acharia ruim se eu pedisse para você não tomar banho? Se eu dissesse que quero encontrar um lugar aqui pertinho e pular em cima de você toda suada mesmo?” Lauren cerrou os dentes e seus olhos se tornaram perigosamente sombrios. “Estou começando a temer pela sua segurança, Camila. Pegue suas coisas. Tem um hotel ali na esquina.” Abandonamos a ideia de trocar de roupa e em quinze minutos estávamos na rua. Lauren caminhava a passos largos, e tive que me apressar para acompanhá-la. Quando ela parou de repente, virou-se e me envolveu em um beijo ardente na calçada lotada, fiquei atônita demais para fazer alguma coisa além de aguentar firme. Foi um encontro arrebatador de duas bocas, tão cheio de paixão e espontaneidade que me deu um aperto no peito. As pessoas ao redor nos aplaudiram. Quando ela me pôs de pé de novo, eu estava atordoada e sem fôlego. “O que foi isso?”, perguntei, ofegante.

“Um prelúdio.” Ela retomou o caminho do hotel, cujo nome eu nem consegui ler ao ser puxada para dentro e levada diretamente para o elevador. O fato de aquele prédio ser propriedade de Lauren ficou claro para mim antes mesmo de o gerente cumprimentá-la pelo nome pouco antes de a porta do elevador se fechar. Lauren largou a mochila no chão do elevador e se ocupou da tarefa de tirar meu top. Eu estava batendo nas mãos dela quando a porta se abriu e ela apanhou de volta a sacola. Não havia ninguém esperando o elevador no nosso andar, e o corredor também estava vazio. Lauren sacou uma chave-mestra de algum lugar e, um instante depois, estávamos em um quarto. Não perdi tempo: enfiei as mãos sob sua camiseta para sentir sua pele úmida “Tire a roupa. Agora.”


Notas Finais


amanhã talvez eu volte com outra atualização, se não só domingo...
comentem e divulguem a fic!!
VLW FLW


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