História Crossfire - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Palavras 2.646
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Tá aqui,até segunda mores

Capítulo 17 - Pesadelo


Fanfic / Fanfiction Crossfire - Capítulo 17 - Pesadelo

Mantive a cabeça baixa ao passar pela recepção e saí do hotel por uma porta lateral. Fiquei vermelha de vergonha ao me lembrar do gerente que cumprimentou Lauren no elevador. Era capaz de imaginar o que ele pensava de mim. Ele devia saber para que servia aquele quarto. Eu não conseguia suportar a ideia de ser apenas mais uma de uma longa lista, mas foi exatamente isso o que me tornei quando pus os pés naquele hotel. Teria dado muito trabalho parar na recepção e pedir um quarto que seria só nosso? Saí andando sem direção e sem destino definido. Já havia escurecido, e a cidade ganhava uma nova vida e se reenergizava depois de mais um dia de trabalho. Barraquinhas fumegantes de comida dominavam as calçadas, junto com vendedores ambulantes oferecendo quadros, camisetas ou até roteiros de filmes e episódios de seriados de TV. A cada passo que eu dava, a adrenalina da fuga baixava um pouco mais. A imaginação maliciosamente excitada pela visão de Lauren saindo do banheiro para encontrar o quarto vazio e a cama repleta de parafernálias sexuais foi perdendo o efeito. Comecei a me acalmar... e a refletir seriamente sobre o que tinha acontecido. Teria sido uma coincidência Lauren me convidar para ir a uma academia tão convenientemente próxima de seu abatedouro sexual? Lembrei da conversa que tivemos no escritório na hora do almoço, e a dificuldade que ela sentiu para expressar seu desejo de ficar comigo. Ela estava tão confusa e dividida quanto eu, e nessa situação o mais natural seria mesmo recorrer aos hábitos rotineiros. Afinal de contas, eu mesma não tinha acabado de fazer isso, apesar de ter investido tantos anos em terapia para aprender a não me fechar e fugir quando estivesse magoada? Angustiada, parei em uma cantina e me sentei a uma mesa. Pedi um cálice de syrah e uma pizza margherita, esperando que o vinho e a comida acalmassem minha ansiedade para que eu pudesse voltar a pensar direito.

Quando o garçom voltou com meu vinho, virei metade da taça de uma vez sem nem sentir o gosto. Já estava com saudade de Lauren, do bom humor que ela demonstrou antes de eu ir embora. Seu cheiro estava impregnado em mim — junto com o do sexo inacreditável que fizemos. Senti meus olhos arderem, e deixei algumas lágrimas caírem, apesar de estar em público, em um restaurante cheio de gente. A pizza chegou e eu provei um pedaço. Tinha gosto de papelão, e isso não tinha nada a ver com a qualidade dos ingredientes, do cozinheiro ou do lugar. Puxei a cadeira em que havia deixado minha bolsa e peguei o celular novo, com a intenção de ligar para o dr. Travis e deixar um recado. Ele tinha proposto que continuássemos com as sessões à distância até que eu encontrasse um terapeuta em Nova York, e decidi aceitar a oferta. Foi quando vi as vinte e uma ligações perdidas de Lauren  e uma mensagem de texto: Estraguei tudo de novo. Não me abandone. Fale comigo. Por favor. As lágrimas voltaram a rolar. Apertei o telefone contra o peito, sentindo-me perdida. Não conseguia afastar da cabeça a imagem de Lauren com outras mulheres. Não conseguia deixar de imaginá-la trepando feito louca com outra mulher naquela mesma cama, usando aqueles brinquedinhos nela, levando-a à loucura, extraindo prazer do corpo dela... Era um pensamento irracional e sem sentido, que fazia com que eu me sentisse mesquinha e patética, e se manifestava em uma dor física. Levei um susto quando o telefone começou a vibrar, e quase o derrubei. Dominada pelo sofrimento, pensei em deixar tocar até cair na caixa postal, porque estava escrito na tela que era Lauren — a única pessoa que tinha aquele número —, mas não fui capaz de ignorar, porque ela estava claramente histérica. Por mais que eu quisesse magoá-la antes, naquele momento essa ideia era insuportável. “Alô.” Estranhei minha própria voz, abafada pelas lágrimas e pela tristeza que sentia.

“Camila! Graças a Deus.” Lauren parecia ansiosíssima. “Onde você está?” Olhei ao redor e não encontrei nada que me dissesse o nome do restaurante. “Não sei. Eu... sinto muito, Lauren.” “Não, Camila. A culpa foi minha. Preciso encontrar você. Pode descrever o lugar onde está? Você foi andando?” “Sim, vim andando.” “Eu sei qual foi a saída que você usou. Pra que lado você foi?” Ela estava ofegante, e eu conseguia ouvir o barulho do trânsito e das buzinas ao redor. “Pra esquerda.” “Você virou alguma esquina depois disso?” “Acho que não. Não sei.” Olhei em volta à procura de um garçom. “Estou em um restaurante. Italiano. Com lugares na calçada... e uma cerquinha de ferro. Portas vazadas... Pelo amor de Deus, Lauren, eu...” Ela apareceu, a princípio como um vulto na porta de entrada segurando um telefone contra a orelha. Eu a reconheci imediatamente, observei sua reação de paralisia quando me viu sentada junto da parede dos fundos. Ela enfiou o telefone no bolso da calça jeans que mantinha no hotel e passou direto pela hostess que o abordou antes de chegar até mim. Mal tive tempo de me levantar e ela avançou contra mim e me abraçou bem forte. “Pelo amor de Deus.” Ela estremeceu de leve e enterrou a cabeça no meu pescoço. “Camila.” Retribuí o abraço. Ela cheirava como alguém recém-saído do chuveiro, o que me fez lembrar que estava precisando demais de um banho. “Eu não poderia estar aqui”, ela disse asperamente, recuando um pouco para envolver meu rosto com suas mãos. “Não posso aparecer em público assim. Podemos ir para minha casa?” Alguma coisa no meu rosto deve ter denunciado minha preocupação, porque ela me deu um beijo na testa e sussurrou: “Não vai ser como no hotel, eu prometo. A única mulher que já esteve na minha casa foi minha mãe, além da governanta e das empregadas”. “Isso é idiotice”, murmurei. “Estou sendo idiota.” “Não.” Ela afastou os cabelos do meu rosto e se inclinou para cochichar na minha orelha. “Se você tivesse me levado a um lugar reservado para trepar com outras pessoas, eu teria perdido a cabeça.” O garçom apareceu, e nós nos afastamos. “A senhora quer um cardápio?” “Não, obrigado.” Lauren sacou a carteira do bolso e estendeu a mão com o cartão de crédito. “Já estamos de saída.”

[...]

Pegamos um táxi até a casa de Lauren, que ficou segurando minha mão durante todo o trajeto. Fiquei mais nervosa do que deveria ao pegar o elevador privativo para a cobertura na Quinta Avenida. O pé-direito alto e a arquitetura no estilo anterior à Segunda Guerra Mundial não eram novidade para mim e, para ser sincera, era meio que o esperado quando se namora alguém que é dona de quase todos os lugares que frequenta. E quanto à vista para o Central Park... bom, era até óbvia. Mas o nervosismo de Lauren era nítido, o que me fez perceber que aquela visita era muito importante para ela. Quando a porta do elevador se abriu diretamente no hall de entrada com revestimento de mármore, ela apertou ainda mais minha mão antes de me soltar. Destrancou a porta dupla da entrada e permitiu meu acesso à sua privacidade. Sua ansiedade era visível enquanto observava minha reação. O apartamento era lindo como ela. No entanto, era bem diferente de seu escritório, que era ousado e moderno. Sua casa era aconchegante e suntuosa, repleta de antiguidades e obras de arte, com magníficos tapetes Aubusson revestindo pisos reluzentes de madeira nobre. “É... incrível”, eu disse baixinho, sentindo-me privilegiada por estar ali. Era um vislumbre de um lado de Lauren que eu ansiava por conhecer, e era belíssimo. “Entre.” Ela me puxou para dentro. “Quero que você durma aqui hoje.” “Não trouxe roupas nem nada...” “Você só vai precisar da sua escova de dente e da bolsa. Podemos passar na sua casa amanhã de manhã e pegar o resto. Prometo que você não vai se atrasar para o trabalho.” Ela me abraçou e apoiou o queixo no topo da minha cabeça. “Quero muito que você fique, Camila. Não culpo você por ter saído correndo daquele quarto, mas seu sumiço me deixou desesperada. Preciso de mais um tempinho na sua companhia.” “Preciso de um abraço.” Enfiei as mãos sob a camiseta dela para sentir a maciez suave de suas costas. “E um banho também me faria bem.” Ela inspirou profundamente, com o nariz bem próximo dos meus cabelos. “Adoro sentir meu cheiro em você.” Mesmo assim, ela me conduziu por um corredor até seu quarto. “Uau”, suspirei quando ela acendeu a luz. Uma enorme cama de casal dominava o centro do quarto, feita de madeira escura — que parecia ser a de sua preferência — e coberta com uma roupa de cama creme. O restante da mobília combinava com a cama, e os detalhes eram adornados com tons de dourado. Era um cômodo acolhedor e sofisticado, sem nenhuma obra de arte nas paredes que concorresse com a vista serena do Central Park e dos imponentes prédios residenciais do outro lado do parque. Do meu lado de Manhattan. “O banheiro é aqui.” Enquanto eu me dirigia ao gabinete de pia, que parecia construído a partir de alguma escrivaninha antiga com pés em forma de garra, ela retirou toalhas de um armário e as deixou ali para mim, movendo-se com a sensualidade e confiança que eu tanto admirava. Vê-la em sua casa, vestida tão casualmente, foi comovente. E saber que eu era a primeira mulher a entrar ali me emocionou ainda mais. Foi como se, mais do que nunca, ela tivesse se despido para mim. “Obrigada.” Ela me olhou e pareceu entender que eu não estava falando só das toalhas. Seu olhar fez com que uma onda de calor se espalhasse pelo meu corpo. “É muito bom ter você aqui.” “Não faço ideia de como vim parar aqui com você.” Mas estava gostando muito. Muito mesmo. “E isso importa?” Lauren veio até mim, levantou meu queixo e deu um beijo na ponta do meu nariz. “Vou deixar uma camiseta na cama. Caviar e vodca está bom pra você?” “Ora... é um belo avanço em relação à pizza que comi.” Ela sorriu. “Caviar tipo ossetra da Petrossian.” Retribuí o sorriso. “Preciso me corrigir. É um tremendo avanço.”

Tomei um banho e vesti a camiseta tamanho grande das Indústrias Cross que ela havia separado para mim; depois liguei para Liam para avisar que passaria a noite fora e contar meio por alto o que tinha acontecido no hotel. Ele soltou um assovio. “Não sei nem o que dizer sobre isso.” Liam Payne não saber o que dizer significava muita coisa. Encontrei Lauren na sala, e sentamos no chão para comer o badalado caviar com torradinhas e crème fraîche enquanto assistíamos a uma reprise de um seriado policial de TV que tinha uma cena filmada em frente ao Crossfire. “Acho que seria legal ver um prédio meu numa TV como essa”, comentei. “Até que não é ruim, mas eles fecharam a rua durante horas para as filmagens.” Atingi o ombro dela com o meu. “Quanta negatividade.” Fomos para a cama às dez e meia e assistimos ao restante do programa deitados juntinhos. A tensão sexual entre nós era palpável, mas ela não tomou nenhuma iniciativa, então fiquei na minha. Desconfiei que ela queria compensar o incidente ocorrido no hotel. Ela estava tentando provar que gostaria de passar um tempo comigo quando “poderíamos estar trepando”. Funcionou. Por mais que eu estivesse a fim, era muito bom ficar ali sem fazer nada. Ela dormia sem roupa, o que tornava o contato ainda melhor. Joguei uma das pernas por cima dela, abracei sua cintura e apoiei meu rosto sobre seu coração. Nem me lembro do fim do programa, devo ter dormido antes. Quando acordei o quarto ainda estava escuro, e rolei para o lado da cama. Sentei para consegui olhar para o relógio digital no criado-mudo e vi que ainda eram três da manhã. Eu costumava dormir a noite toda, o que me fez concluir que era o ambiente desconhecido que estava atrapalhando meu sono. Apenas quando Lauren gemeu e começou a se mexer, inquieta, que descobri o que me havia feito despertar. Seu gemido era de dor, seguido por um sussurro atormentado. “Não encoste em mim”, ela disparou asperamente. “Tire essas mãos de cima de mim!” Fiquei paralisada, com o coração disparado. Suas palavras atravessavam a escuridão e o silêncio da noite, carregadas de fúria. “Você não vale nada.” Ela se sentou, chutando as cobertas. Suas pernas se encolheram e ela soltou um gemido que me pareceu perversamente erótico. “Não. Ai... Está doendo.” Ela se enrijeceu, contorcendo o corpo inteiro. Eu não aguentava mais ver aquilo. “Lauren.” Como Liam tinha pesadelos de tempos em tempos, eu sabia que não deveria tocar em uma pessoa  nessa situação. Em vez disso, ajoelhei-me na cama e disse seu nome em voz alta. “Lauren, acorde.” Despertando de repente, ela desabou para trás, tensa e na  defensiva. Seu peito oscilava com a respiração ofegante. Ela estava tendo uma ereção. Falei num tom de voz firme, apesar de estar com o coração partido. “Lauren. Você está sonhando. Acorde e fique comigo.” Ela se soltou sobre o colchão. “Camila...?” “Estou aqui.” Saí do caminho da luz do luar que entrava pela janela, mas não vi nenhum sinal de que seus olhos estavam abertos. “Você está acordada?” Sua respiração ficou mais lenta, mas ela não disse nada. Seus punhos estavam fechados sobre o lençol. Arranquei a camiseta que estava usando e a deixei em cima da cama. Cheguei mais perto e passei a mão pelo seu braço. Ela não teve reação, e eu a acariciei, passando as pontas dos dedos sobre seu bíceps.

“Lauren?” Ela teve um sobressalto. “Quê? O que foi?” Sentei sobre os calcanhares com as mãos nas coxas. Vi quando ela piscou para mim, e depois passou as mãos pelos cabelos. Pude sentir quando tomou consciência do pesadelo, pela rigidez que dominou seu corpo. “O que foi?”, ela perguntou bruscamente, apoiando-se em um dos cotovelos. “Está tudo bem?” “Quero você.” Eu me deitei ao lado de Lauren, estendendo meu corpo nu junto ao seu. Pressionando meu rosto contra seu pescoço úmido, lambi suavemente sua pele salgada. Pela minha experiência com pesadelos, eu sabia que abraços e um pouco de amor poderiam fazer os fantasmas voltarem para o armário por uns tempos. Ela me envolveu em seus braços, percorrendo com a mão a curvatura da minha coluna. Senti quando ela se esqueceu do sonho soltando um suspiro longo e profundo. Deitei-o de costas, montei sobre ela e beijei sua boca. Sua ereção encontrou meus lábios vaginais, o que me fez querer abrir caminho para ela. A sensação da mão dela nos meus cabelos, agarrando-me para assumir o controle do beijo, logo me deixou molhada e pronta para recebê-la. Minha pele estava quase em chamas. Esfreguei meu clitóris contra seu membro duro e grosso, usando-o para me masturbar até que ela  emitiu um som áspero de desejo e rolou para cima de mim, invertendo a posição. “Não tenho camisinha aqui em casa”, ela murmurou antes de envolver um dos meus mamilos com os lábios e sugá-lo suavemente. Adorei o fato de ela estar desprevenida. Ali não era um simples abatedouro; era a casa dela, e eu era a primeira a estar ali. “Sei que você falou em apresentar exames quando falamos sobre a pílula e que isso é o mais certo a fazer, mas...” “Eu confio em você.” Ela ergueu a cabeça e me olhou sob a luz pálida da lua. Abriu minhas pernas com os joelhos e me penetrou sem proteção pela primeira vez. Pude sentir todo o seu calor e toda a sua maciez. “Camila”, ela suspirou, apertando-me contra si. “Eu nunca... Meu Deus, como você é gostosa. Estou muito feliz por você estar aqui.” Puxei seus lábios para perto de mim e a beijei. “Eu também.”


Notas Finais


Comentem e divulguem,já soltei que se a fic chegar em 50 favoritos vou fazer mais maratona!!!


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