História Crossfire - Capítulo 35


Escrita por: ~

Exibições 53
Palavras 3.125
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VOLTEI,desculpa ai galera não ter voltado sexta,eu sei que prometi mas tive uns imprevistos e tive que viajar cheguei quase agora e vou postar o capitulo que eu tinha deixado pronto pra postar na sexta....
então vamos lá

Capítulo 35 - Alexa


Fanfic / Fanfiction Crossfire - Capítulo 35 - Alexa

Depois do trabalho, Lauren e eu fomos à academia dela. Angus nos deixou bem na frente e, quando entramos, o lugar estava bombando; até o vestiário estava lotado. Eu me troquei, guardei minhas coisas e encontrei Lauren  no corredor. Acenei para Daniel, o instrutor com quem havia conversado na primeira visita à CrossTrainer, e levei um tapa na bunda por isso. “Ei”, protestei, devolvendo o tapa na mão repressora de Lauren. “Pare com isso.” Ela puxou meu rabo de cavalo, forçando minha cabeça para trás, e marcou seu território me dando um beijo profundo e lascivo. O jeito como ela puxou meu cabelo me deixou toda arrepiada. “Se essa é sua ideia de reprimenda”, sussurrei com os lábios bem próximos dos dela, “fique sabendo que parece mais um incentivo.” “Estou disposto a pegar mais pesado, se necessário.” Ela mordeu meu lábio inferior. “Mas sugiro que você não teste meus limites dessa maneira, Camz.” “Não se preocupe. Tenho outras maneiras de fazer isso.” Lauren foi correr na esteira primeiro, proporcionando-me o prazer de ver seu corpo brilhando de suor... em público. Por mais que eu a visse assim o tempo todo em particular, era sempre uma visão e tanto. E, minha nossa, como ela ficava linda com o cabelo amarrado... Seus músculos flexionados sob a pele levemente bronzeada... A graciosidade poderosa de seus movimentos... Ver aquela mulher elegantérrima tirar as roupas elegantes e mostrar seu lado animal me deixava cheia de tesão.

Não conseguia parar de olhar, e ainda bem que não precisava. Ela era minha, afinal de contas, uma constatação que fez um calor subir por meu corpo. Além disso, as outras mulheres da academia estavam fazendo o mesmo. Quando ela trocava de aparelho, dezenas de olhos admirados a seguiam. Quando ela me surpreendia nesses momentos, eu lançava um olhar sugestivo e passava a língua pelos lábios. Sua sobrancelha erguida e seu meio-sorriso perverso me provocaram um frio na barriga. Não me lembro de algum dia ter tido tanta disposição para malhar. Uma hora e meia passavam voando. Quando voltamos para o Bentley a caminho da cobertura, eu não conseguia parar quieta no assento. Lançava olhares e mais olhares insinuantes para Lauren. Ela segurou minha mão. “Você vai ter que esperar.” Tomei um susto ao ouvir aquilo. “Quê?” “Você ouviu muito bem.” Ela beijou meus dedos e teve a cara de pau de abrir um sorriso pervertido. “Vamos prolongar o estado de excitação, meu anjo.” “E por que faríamos isso?” “Imagine o quanto vamos estar malucas uma pela outra depois do jantar.”

Cheguei mais perto para que Angus não me ouvisse, apesar de saber que ele era profissional o bastante para ignorar nossas conversas. “A gente nem precisa prolongar a espera pra ficar maluca...” Mas ela não cedeu. Em vez disso, deu início a um processo de tortura. Despimos uma a outro e entramos no chuveiro, acariciando as curvas e as reentrâncias de nossos corpos. Depois nos vestimos para o jantar. Ela estava toda formal. Usava um cropped e um blazer preto por cima. O macacão que ela reservou para mim era de um champanhe. Sorri quando ela olhou para mim, sabendo que ficaria maluca me vendo naquele macacão transparente  a noite inteira. Era maravilhoso e eu tinha adorado, mas foi feito para ser usado por modelos bem altas e magras, e não por mulheres baixinhas e cheias de curvas. Em um acesso de vergonha, eu havia deixado meu cabelo cair por cima dos seios, mas não tinha adiantado muito, conforme a expressão de Lauren indicava. “Minha nossa, Camila.” Ela se ajeitou dentro da calça. “Mudei de ideia sobre essa roupa. Você não deveria usar isso em público.” “Agora é tarde demais pra mudar de ideia.” “Pensei que ele fosse mais escuro  que isso.” Encolhi os ombros, sorrindo. “Não posso fazer nada. Foi você que comprou.” “Mas eu me arrependi. Quanto tempo você demora pra tirar?” Passando a língua pelo lábio, respondi. “Não sei. Por que você não tenta descobrir?” Ela ficou séria. “Nós nem sairíamos de casa se eu fizesse isso.” “Eu não ia reclamar.” Ela estava linda, e eu — como sempre — morria de tesão. “Não tem um casaco que você possa vestir por cima? Uma parca, talvez? Ou um sobretudo?” Aos risos, peguei minha bolsinha de mão na gaveta e dei o braço para ela. “Não se preocupe. Vai estar todo mundo ocupado demais olhando pra você. Ninguém vai nem reparar em mim.” Ela me olhou feio quando o arrastei para fora do quarto. “Estou falando sério. Seus peitos cresceram? Eles estão quase aparecendo na roupa.” “Tenho vinte e quatro anos, Lauren”, eu disse, irônica. “Já parei de me desenvolver faz tempo. Você está me vendo como sou.” “Sim, mas eu deveria ser a única a ver, já que sou a única que tem acesso liberado a você.” Quando chegamos à sala, durante o tempinho mínimo que demoramos para ir até o elevador, admirei a beleza sóbria da casa de Lauren. Era deliciosamente acolhedora. O charme europeu da decoração em estilo antigo era para lá de elegante, além de muito confortável.

A vista magnífica das janelas com arcadas complementava o ambiente, sem destoar dele. A mistura de tons escuros de madeira e de pedra, cores vivas e toques vívidos de joias era claramente um luxo dos mais caros, assim como as obras de arte penduradas na parede, mas de muito bom gosto. Ali ninguém se sentiria temeroso de tocar nas coisas, ou pouco à vontade na hora de se sentar, com medo de estragar alguma antiguidade. A casa dela não era esse tipo de lugar. Entramos no elevador privativo e Lauren me encarou quando as portas se fecharam. Logo depois seus olhos brilharam. “Que tal uma echarpe?”

 

[...]

 

Quando chegamos ao jantar em benefício da construção de um abrigo de emergência para mulheres e crianças vítimas de abuso, tivemos que passar por um tapete vermelho repleto de fotógrafos, o que me provocou uma crise de medo do excesso de exposição. Concentrei-me em Lauren, porque nada era melhor para me fazer esquecer de todo o resto do que ela. E, exatamente por estar prestando tanta atenção nela, pude ver quando a mulher que me levou até ali se transfigurou em sua persona pública. A máscara cobriu seu rosto com naturalidade. Seus olhos perderam o brilho, sua boca sensual ficou séria. Dava quase para sentir seu poder de isolamento envolvendo nós dois. Havia um escudo entre nós e o restante do mundo, simplesmente porque aquela era a vontade dela. Caminhando ao seu lado, eu sabia que alguém só teria coragem de se aproximar caso recebesse algum sinal de aprovação expressa.

Mas o aviso de “mantenha distância” não se estendia aos olhares. Lauren fez os pescoços se torcerem ao entrar no salão. Eu me contraí toda ao notar a atenção que ela estava atraindo, enquanto permanecia impassível. Se eu tinha em mente ficar tagarelando sobre Lauren enquanto me esfregava nela, era melhor entrar na fila. No momento exato em que paramos de andar, fomos cercados por todos os lados. Eu me afastei para abrir espaço àquelas pessoas ansiosas por sua atenção e circulei por ali à procura de uma taça de champanhe. A Waters Field & Leaman tinha participado da campanha de divulgação do evento criando um anúncio, e eu vi por ali alguns rostos conhecidos. Tinha acabado de tirar uma taça da bandeja de um garçom que passava por ali quando ouvi alguém chamar meu nome. Ao me virar, dei de cara com o sobrinho de Stanton e seu enorme sorriso, seus cabelos escuros e seus olhos verdes. Ele era mais ou menos da minha idade. Tínhamos nos conhecido em uma das visitas à minha mãe durante as férias da faculdade, e fiquei feliz em vê-lo. “Martin!” Eu o cumprimentei com um rápido abraço.

“Como vão as coisas? Você está um gato.” “Eu ia dizer a mesma coisa.” Ele me olhou, apreciando meu vestido. “Ouvi dizer que você tinha se mudado pra Nova York e estava querendo te encontrar. Faz tempo que está aqui?” “Não muito. Algumas semanas.” “Termine seu champanhe e vamos dançar”, ele disse. O espumante ainda estava borbulhando alegremente pelo meu corpo quando fomos para a pista de dança ao som de Billie Holiday cantando “Summertime”. “E então”, ele começou, “está trabalhando?” Enquanto dançávamos, contei sobre meu emprego e perguntei o que ele estava fazendo. Não fiquei nada surpresa ao ouvir que ele trabalhava no banco de investimentos de Stanton e estava se saindo muito bem. “Adoraria ir até Manhattan um dia desses almoçar com você”, ele disse. “Seria ótimo.” Dei um passo atrás quando a música terminou e acabei esbarrando em alguém. Suas mãos agarraram minha cintura para que eu não me desequilibrasse, e quando olhei sobre os ombros vi que era Lauren. “Olá”, ela cumprimentou, lançando um olhar gelado para Martin. “Nos apresente.” “Lauren, esse é Martin Stanton. Nós nos conhecemos há um bom tempo. Ele é sobrinho do meu padrasto.” Respirei fundo antes de continuar. “Martin, essa é a mulher da minha vida no momento, Lauren Cross.” “Cross.” Martin sorriu e estendeu a mão. “Sei quem você é, claro. Prazer em conhecer. Pelo jeito, em breve vou começar a encontrar vocês nas reuniões de família.” Lauren apoiou o braço no meu ombro. “Pode contar com isso.” Martin foi chamado por algum conhecido, e se inclinou para a frente para me dar um beijo na bochecha.

 “Eu ligo para combinar aquele almoço. Semana que vem, pode ser?” “Claro.” Eu sentia toda a energia de Lauren pulsando bem ao meu lado, mas, quando me virei, ela parecia tranquila e impassível. Lauren me tirou para dançar ao som de “What a Wonderful World”, na voz de Louis Armstrong. “Não sei se gostei dele”, murmurou. “Martin é um cara legal.” “Desde que ele saiba que você é minha...” Ela me deu um beijo na testa e posicionou sua mão na minha cintura. Segurando-me daquele jeito, ninguém ousaria duvidar que eu pertencia a ela. Gostei da oportunidade de ficar tão próxima de seu corpo maravilhoso em público. Respirando bem perto dela, deixei-me levar por sua conduta firme. “Adoro isso.” Acariciando-me com o rosto, ela murmurou: “E é pra gostar mesmo”. Uma enorme alegria. Durou o mesmo tempo que a dança. Estávamos saindo da pista quando vi Lucy parada em um canto. Demorei um tempo para reconhecê-la, porque ela havia cortado o cabelo curtinho.

 Estava elegante e cheia de classe em seu vestidinho preto, mas era totalmente eclipsada pela loira lindíssima com quem conversava. Lauren hesitou diante delas, reduzindo um pouco o ritmo da passada antes de seguir adiante. Eu estava olhando para baixo, imaginando que havia algum obstáculo no chão, quando ela disse baixinho: “Preciso apresentar você a alguém”. Voltei a prestar atenção ao lugar para onde nos dirigíamos. A mulher ao lado de Lucy viu Lauren e se virou para olhá-la. Senti seu antebraço se enrijecer sob meus dedos no instante em que seus olhares se encontraram. Dava para entender por quê. Fosse quem fosse, aquela mulher estava completamente apaixonada por ela. Isso estava estampado em seu rosto e em seus magníficos olhos castanhos. Sua beleza era estonteante, quase surreal. Seus cabelos eram Loiríssimos, grossos e lisos, e iam quase até a cintura. Seu vestido tinha o mesmo tom glacial de seus olhos, envolvendo seu corpo longilíneo de curvas perfeitas e sua pele dourada, bronzeada de sol.

“Alexa”, ela a saudou, e a rouquidão natural de sua voz se tornou ainda mais pronunciada. Ela me soltou e pegou as mãos dela. “Você não me disse que já estava de volta. Eu teria ido te buscar.” “Deixei algumas mensagens no seu telefone”, ela disse, com o tom de voz tranquilo de uma pessoa culta e bem-educada. “Ah, eu quase não parei em casa ultimamente.” Isso fez Lauren lembrar que eu estava ao seu lado, e ela a soltou e me puxou mais para perto. “Alexa, esta é Camila Cabello. Camila, Alexa Ferrer. Uma velha amiga.” Estendi a mão e ela me cumprimentou. “Qualquer amiga de Lauren  é amiga minha também”, ela disse com um sorriso ameno no rosto. “Espero que isso se aplique a namoradas também.” Ela me olhou como se já soubesse de tudo. “Principalmente a namoradas. Se você me permitir, gostaria de apresentar Lauren a uma pessoa.” “Claro.” Minha voz soava calma e controlada, mas eu estava bem longe disso. Ela me deu um beijo indiferente na testa e ofereceu o braço a Alexa antes de se afastar com ela, deixando-me embaraçosamente ao lado de Lucy. Senti pena dela, sinceramente. Parecia abandonada e desolada. “Seu cabelo ficou uma graça, Lucy.” Ela olhou para mim sem abrir a boca, mas depois atenuou a situação com um suspiro que me pareceu carregado de resignação. “Obrigada. Estava na hora de mudar. Muitas coisas, aliás. Além disso, não havia por que continuar imitando o visual dela agora que voltou.” Franzi a testa, confusa. “Não entendi.” “Estou falando de Alexa.” Ela olhou bem para mim. “Ah, você não sabe. Ela e Lauren foram noivas por mais de um ano. Ela terminou tudo, casou com um ricaço francês e se mudou para a Europa. Mas o casamento não deu certo. Eles estão se divorciando, e ela voltou pra Nova York.” Noiva. Senti meu rosto ficar pálido e meu olhar se dirigir para a mulher que eu amava, ao lado da mulher que um dia ela havia amado, com as mãos na parte inferior de suas costas para conduzi-la enquanto ela se inclinava em sua direção aos risos.

 Senti meu estômago se revirar de ciúme e de medo, e foi quando me dei conta de que nunca havia me perguntado se ela já havia tido uma relação romântica antes de mim. Idiota. Linda como era, eu deveria ter imaginado. Lucy pôs a mão no meu ombro. “É melhor você se sentar, Camila. Está pálida.” Eu estava mesmo ofegante, com os batimentos cardíacos perigosamente acelerados. “Verdade.” Sentei na primeira cadeira que encontrei. Lucy se acomodou ao meu lado. “Você está apaixonada por ela”, ela disse. “Eu não sabia. Desculpe. E desculpe pelo que disse a você no dia em que nos conhecemos.” “Você também está apaixonada por ela”, respondi, sem nenhuma emoção, com os olhos fora de foco. “E naquela época eu não estava. Ainda não.” “Isso não justifica o que eu fiz.” Aceitei de bom grado uma taça de champanhe e peguei uma para Lucy antes que o garçom se afastasse. Brindamos em um gesto patético de solidariedade feminina. Eu queria sumir dali. Queria levantar e ir embora. Queria que Lauren percebesse que eu tinha ido, e que fosse atrás de mim. Queria que ela sentisse a mesma dor que eu. Ideias idiotas, imaturas e dolorosas povoavam minha mente e faziam com que eu me sentisse a mais insignificante das mulheres. Consolei-me com o fato de Lucy estar ali comigo. Ela sabia o que significava ser apaixonada demais por Lauren. Senti que ela estava tão infeliz quanto eu, o que só confirmava o tamanho da ameaça representada por Alexa.

 Ela estava sofrendo esse tempo todo pela a loira? Era por isso que tinha se fechado de tal forma para outras mulheres? “Aí está você.” Olhei para Lauren quando ela me encontrou. Obviamente, Alexa ainda estava pendurada em seu braço, e pude observar bem o efeito que causavam como um casal. Elas ficavam insuportavelmente maravilhosas juntos. Alexa se sentou ao meu lado e Lauren acariciou meu rosto com os dedos. “Preciso ir falar com uma pessoa”, ela disse. “Quer que eu traga alguma coisa pra você na volta?” “Stoli com suco de cranberry. Dose dupla.” Eu precisava de alguma coisa para me entorpecer. E muito. “Certo.” Ela franziu a testa antes de se afastar. “Estou tão feliz em te conhecer, Camila”, disse Alexa. “Lauren falou muito sobre você.” “Não pode ter sido tanto assim. Vocês mal tiveram tempo de conversar.” “Conversamos quase todos os dias.” Ela sorriu, e não havia nada de falso ou malicioso em seu rosto. “Somos amigas há muito tempo.” “Mais que amigas”, Lucy fez questão de dizer. Alexa olhou feio para Lucy, e eu percebi que sua intenção era esconder essa informação de mim. Teria sido ideia dela ou de Lauren, ou das duas em comum acordo? Por que omitir algo se não havia nada a esconder? “Sim, é verdade”, ela admitiu, visivelmente relutante. “Mas já faz alguns anos.” Eu me virei na cadeira para encará-la. “Você ainda é apaixonada por ela.”

 “Bom, você não pode me culpar. Qualquer mulher que passa algum tempo com ela acaba apaixonada. Ela é linda e inacessível. Uma combinação irresistível.” Seu sorriso arrefeceu. “Lauren me disse que você a encorajou a começar a se abrir mais. Agradeço por isso.” Por pouco não respondi: Não fiz isso pra você. Foi quando uma dúvida insidiosa se instalou na minha cabeça, abrindo espaço para que uma de minhas vulnerabilidades tomasse conta de meu pensamento. E se eu tiver feito isso para ela sem saber? Eu girava sem parar a base da taça vazia de champanhe sobre a mesa. “Ela ia casar com você.” “E foi o maior erro da minha vida ter terminado tudo.” Ela pôs a mão sobre a garganta. Seus dedos se mexiam sem parar, como se brincassem com um colar que na maior parte do tempo estava lá. “Eu era jovem, e em certas situações tinha medo dela. Era possessiva demais. Só depois de me casar descobri que a possessividade é melhor que a indiferença. Pelo menos pra mim.” Olhei para o outro lado, lutando contra a ânsia de vômito que subia por minha garganta. “Você está tão quieta”, ela comentou. “O que ela poderia dizer?”, soltou Lucy.

Estávamos todas apaixonadas por ela. E disponíveis para ela. No fim, Lauren teria que escolher uma de nós. “Uma coisa você deve saber, Camila”, recomeçou Alexa, lançando sobre mim seus olhos castanhos, “ela me contou o quanto te considera especial. Precisei de um tempo para tomar coragem de voltar e ver vocês juntas. Cheguei inclusive a cancelar a viagem umas duas semanas atrás. Liguei para Lauren no meio de um evento em que ela daria um discurso, coitadinha, pra dizer que estava voltando e precisava de ajuda pra me instalar aqui.” Fiquei paralisada, sentindo-me frágil como uma taça de cristal rachada. Ela devia estar falando da noite em que Lauren e eu fizemos sexo pela primeira vez. Da noite em que estreamos sua limusine e ela imediatamente se retraiu toda, deixando-me sozinha logo depois. “Quando ela me ligou de volta”, ela continuou, “disse que tinha conhecido alguém. Que queria me apresentar a você quando eu chegasse. Acabei me acovardando. Ela nunca havia me pedido pra conhecer uma mulher com quem estava.” Ai, meu Deus. Dei uma olhada de relance para Lucy. Lauren tinha me abandonado naquela noite por causa dela. De Alexa.


Notas Finais


UHHH, o que acharam? coitadinha da camz né galera? Alexa voltou e o inferno começa agora HAHAHAH,como já disse essa semana tenho prova e tenho que estudar se eu quiser passar né? então não sei quando volto provavelmente sexta que acaba,então até?? Comentem bastante!
AH e pra quem quiser meu twitter é: @5orgasmony
BEIJOS


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