História Crossfire (Hiatus) - Capítulo 2


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Exibições 129
Palavras 1.526
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Como vocês já devem saber, no grupo de leitoras do whatsapp, eu ofereci alguns desafios e as leitoras que ganharam puderam escolher uma fanfic para ser atualizada. Uma delas, belieber, escolheu essa fanfic! :3
Mas, é somente um capítulo! A votação ainda está acontecendo e essa fanfic está em quarto lugar atualmente.
Enfim, espero que gostem e que esse capítulo mostre mais da história para vocês! <3

Capítulo 2 - O Primeiro Contato.


Fanfic / Fanfiction Crossfire (Hiatus) - Capítulo 2 - O Primeiro Contato.

- Nós vamos pegar esse garoto a qualquer custo, Robert. – Eu ouvi Trisha falar com seu colega que também era promotor. Eu continuei fingindo que estava lendo a papelada na minha mesa, enquanto ouvia a conversa.

- Eu sei que você dará conta, Trisha. Se nós pegarmos Bieber, ganharemos uma promoção gorda e o nosso departamento ficará conhecido pela diligência e por conseguirmos fazer um bom serviço em nome da justiça.

- Nós estamos atolados de trabalho. – Trisha admitiu, enquanto bebia seu café. – Manter Justin Bieber preso irá aliviar para nós. Ninguém vai ligar para o nosso atraso se um caso grande desses estiver na mídia fazendo boa propaganda.

- Não se esqueça de conseguir atrasar o exame de sangue até ter uma boa acusação pronta. Se esse exame sair e ele não tiver nada de droga no organismo, dificultará a aplicação da sua tese. – Robert a alertou e eu engoli em seco, pensando na sujeira que era aquele departamento. Ninguém trabalhava pela justiça, todos estavam atrás de uma boa promoção e fama. Bom, eu estava em Los Angeles, todos queriam ser famosos, não é mesmo?

- Já falei com a Célia, esses exames não vão sair tão cedo. Esse Justin vai apanhar bastante na prisão antes. – Trisha deu uma gargalhada e meu estomago se revirou. Um garoto como Justin, rico e alinhado, poderia apanhar muito na prisão e isso era o básico. Já houve casos piores de homens abusando de outros homens na prisão. Era uma realidade a ser encarada e eu chacoalhei a cabeça tentando espantar aqueles pensamentos.

- Só cuidado para que ele não sofra demais lá dentro, se não virará vítima. – Robert a alertou, saindo da sala. – Mantenha o bom trabalho!

- Pode deixar, Robert. – Ela falou, sorridente, e voltou para a sua mesa, na minha frente, começando a digitar rapidamente no computador.

---*---

Dois dias depois veio a primeira má notícia:

- Fique de olho. O seu garoto acabou de apanhar. Os policiais me informaram que tiveram que apartar uma briga. – Robert entrou na nossa sala e meu coração acelerou. Eu não sabia o motivo de me importar tanto com o que acontecia com Bieber, mas eu sentia que ele era inocente e era uma injustiça ele continuar preso, só porque Trisha segurava seu exame de sangue.

- Ele se envolveu numa briga? – Trisha perguntou, cética, mas parecendo se divertir com o que acontecia.

- Não. Aparentemente, alguns detentos descobriram quem ele era e agora estão perseguindo ele.

- Muito machucado?

- Não sei. Ele está agora na enfermaria.

- Eu posso ir verificar. – Eu me prontifiquei, interrompendo os dois. Eles me olharam, surpresos.

- Você é fã desse garoto, Charlotte? – Trisha me perguntou, desconfiada.

- Não, Doutora. Eu não sei nenhuma música dele. – Eu estava sendo sincera sobre não ser fã, mas era óbvio que eu sabia músicas dele. Todos sabiam.

- Tudo bem Charlie. – Ela disse, ainda me olhando, desconfiada. – Vá e verifique o quadro dele. Traga-me uma cópia do prontuário médico.

- Pode deixar. – Eu disse, apressada, saindo da promotoria. A delegacia e penitenciária ficavam no prédio ao lado, de maneira conveniente, e eu corri até lá, cumprimentando Marcel, o policial que ficava na portaria. Ele era negro e devia ter cinquenta anos, além de sempre exibir um bigode bem feito e um sorriso simpático.

- Bom dia, Marcel. – Eu o cumprimentei.

- Bom dia, senhorita prodígio da promotoria. – Ele me cumprimentou, sorridente. – O que te traz deste lado?

- Estou aqui para pegar um prontuário na enfermaria.

- Hum. – Ele disse, procurando um crachá, num tom sério. – Querida, esse lado não é para você. Vou falar com a sua chefe, você não deve ficar andando por aqui com todos esses detentos.

- Não tem problema, Marcel. Eu gosto de trabalhar, é a minha área e eu tenho que enfrentar. – Eu me adiantei.

- Sempre prodígio, querida. Você me enche de orgulho. – Ele disse, me entregando o crachá. – Mande um abraço ao seu pai.

- Pode deixar! – Eu falei, andando rapidamente, em direção à enfermaria, colocando meu crachá que exibia “PROCURADORIA” em vermelho.

Bati na porta e entrei devagar, observando que havia três detentos em macas. Justin era o quarto detento, numa maca, no fundo, sozinho. Ele estava sentado e provavelmente ainda não tinha sido atendido. Eu entrei devagar, passando pelas macas enquanto os homens assoviavam para mim.

- Que delicinha. – Um deles falou e Justin virou para mim quando viu a bagunça.

- Você quer mais uns anos acrescentados na sua pena ou está de boa assim? – Eu perguntei ao detento, irônica, enquanto continuava a andar. Automaticamente ele ficou mudo e eu continuei andando até Justin que estava sorrindo de maneira sarcástica.

- Que foi? – Eu perguntei para ele quando cheguei perto.

- Nada. – Ele disse, rindo baixinho. – Deixa eu adivinhar, veio me oferecer mais um acordo para eu assumir minha culpa? – Ele perguntou, enquanto eu notava que seu estado não era bom. Seu olho direito estava roxo e havia outro hematoma na testa e um na boca. Sua sobrancelha sangrava e ele mantinha o braço perto do estomago, o que me fez concluir que ele tinha levado alguns golpes na barriga e na costela.

- Não. Estou aqui para avaliar seu prontuário. – Eu disse, olhando em volta para tentar achar a enfermeira. – Onde estão as enfermeiras?

- A enfermeira que me atendeu disse que ia ver se conseguia um raio x do meu abdômen e nunca mais voltou. – Ele me informou e eu parei para encará-lo, notando o sangue escorrer do seu rosto. Ele passou a mão e notou o sangue. – Argh. – Ele bufou, frustrado e eu comecei a revirar os armários, achando um pouco de solução para limpar o machucado e algodão. Molhei rapidamente e passei em sua sobrancelha, pressionando de leve para estancar o sangue, enquanto o senti estremecer de dor. Ele me encarou de perto e pela primeira vez, notei que seus olhos não eram bem castanhos. Eles ficavam mais claros em um tom mel. Eu engoli em seco de estar encarando ele de perto e tentei me concentrar no machucado.

- Todas as promotoras fazem esse tipo de atendimento por aqui? – Ele perguntou de repente, e eu o encarei, surpresa.

- Eu não sou promotora... Ainda. – Eu disse, sem jeito e ele me encarou, parecendo entender tudo finalmente. – Sou estagiaria.

- Qual o seu nome?

- Charlotte.

- Charlotte, eles vão me manter preso, não é? – Ele perguntou, naturalmente e eu tirei o algodão, vendo que o sangue já não saía.

- Se você conseguir seu exame de sangue, você sai daqui. – Eu o informei, sem dizer a resposta que ele queria.

- Se depender deles, eu não saio. – Ele disse, impaciente. A enfermeira chegou de repente e pediu para que eu me afastasse enquanto eles faziam os exames. Eu saí da enfermaria e voltei quando eles já tinham o resultado.

- Não há fraturas, apesar de ele ter levado vários golpes na altura do estomago e das costelas. – A enfermeira me informou, enquanto eu verificava a cópia que tinha ganhado do quadro clínico de Justin. – Apenas ferimentos superficiais.

- Tudo bem, obrigada. Eu posso falar com ele por um momento?

- Tudo bem , senhorita. Depois ele voltará para a cela.

- Ok. – Eu falei, preocupada. Ele voltaria já para a cela? Ele tinha acabado de apanhar lá e já teria que voltar para “a selva”. Justin ficou me olhando, curioso, mas com seu famoso ar de ironia, como se estivesse rindo da cara de todos sem dizer uma palavra.

- O que você quer falar comigo, Charlotte? – Eu olhei para trás e verifiquei que a enfermeira tinha saído, então me aproximei dele e falei baixo.

- Por que você não assume a culpa e sai daqui de uma vez? Você vai continuar apanhando cada vez mais agora que eles descobriram quem você é lá dentro.

- Eu não vou assumir culpa nenhuma. – Ele disse, firme, me olhando nos olhos como se lesse todos os meus pensamentos. – Eu não sou culpado de nada.

- Como aqueles dez quilos de maconha foram parar no seu carro? – Eu perguntei, com pressa, antes que levassem ele.

- Eu não sei. – Ele disse, ainda mais firme. – Eu sei que é impossível de acreditar, garota. Mas, aquela maconha não era minha e alguém colocou ela lá para me incriminar.

- Quem iria querer incriminar você? – Ele deu um riso sarcástico.

- Todo mundo? – Ele arqueou uma sobrancelha, me olhando como se achasse graça. – Eu sou Justin Bieber. Sou odiado na mesma medida que sou amado. Gente que me odeia não falta por aí. – Eu engoli em seco quando os policiais chegaram, interrompendo nossa conversa.

- Não fique isolado. – Eu o avisei, enquanto ele era algemado e ele me olhou, sem entender. Eu falei mais alto conforme ele se afastava. – Arranje contatos e não fique isolado lá dentro para não apanhar de novo. – Eu dei a dica de ouro. Nós que trabalhávamos do lado de fora sabíamos como as coisas funcionavam e se Justin se mantivesse isolado, as pessoas iriam achar que ele era metido e iriam bater nele. Justin apenas assentiu e foi levado para longe.



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