História Crossfire - Capítulo 2


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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber, Selena Gomez, Taylor Swift
Personagens Barbara Palvin, Justin Bieber, Selena Gomez, Taylor Swift
Tags Arms, Máfia
Exibições 31
Palavras 1.247
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Before the fall


Fanfic / Fanfiction Crossfire - Capítulo 2 - Before the fall

LACEY

Coloquei a música que Cassie havia pedido, estampei um sorriso em meu rosto e olhei a estrada desprovida pessoas. As vezes eu pensava em largar tudo isso para lá e voltar para minha família, eu não precisava disso, mas essas meninas, Cassie e Blair, tinham uma energia que me dava vontade de continuar a viver. Elas me faziam bem, eram elas que estavam comigo em meus momentos tristes. Eu poderia ter ficado em casa, meus pais sempre disseram que eu assumiria o negócio da família sem ter que estudar, mas nunca me disseram qual era. As vezes eu parava para pensar o que faziam que gerava tanto dinheiro, afinal, o que uma família mexicana poderia fazer além de montar restaurantes? Deixando bem claro que nunca vi minha mãe tocar em um só utensílio de cozinha.

“Um dia saberá de tudo filha, eu prometo que um dia saberá de tudo” Foram as últimas palavras de minha mãe antes que eu entrasse pelos portões da universidade, eu e Cassie.



Lembro de nosso primeiro dia, entrando completamente confiantes e exaustas, afinal, era uma viagem longa do México para a Califórnia. Andávamos pelas instalações da faculdade em busca de nosso dormitório, até que paramos em frente à porta com o número 156. Cassie tirou da bolsa a chave que a mulher que recepcionava os calouros entregou para nós e a girou na porta. Nós duas ficamos paradas na porta estáticas, não estávamos acostumadas, as camas eram muito próximas umas das outras, o chão era de madeira e havia apenas um criado mudo para cada uma.

-Gostaram da instalação, meninas? A cama perto da janela é minha.

 Viramos em sintonia para trás, que era de onde a voz se originou e eu tive que levantar a minha cabeça para olhar nos olhos da loira alta que estava parada diante de nós. Ela estendeu a mão e quebrou a primeira impressão de antipática que passou.

-Meu nome é Blair, muito prazer.

 Eu fui a primeira a demonstrar simpatia e estendi minha mão para a figura exuberante.

-Lacey, o prazer é meu. Você é caloura?

-É claro que sou, eles não deixam as calouras com as veteranas.

Bem, a primeira impressão é a que prevalece.

 -E você?

 Ela se virou bruscamente para  Cassie e eu temi o que fosse acontecer, minha irmã de criação não costumava a confiar nas pessoas, foram anos de prática para que conseguíssemos manter uma boa relação. Para o meu alívio, ela estendeu sua mão, esboçou um sorriso e finalmente disse alguma coisa.

-Cassie, o prazer é meu.

 E ficamos ali, as três paradas em frente à porta de um dormitório decadente, as três imaginando, provavelmente, como seria essa convivência. Depois de alguns minutos Blair tomou uma iniciativa e adentrou no local, seguimos ela e eu fechei a porta atrás de mim, enquanto Cassie passou um dos dedos em um criado e ficou enojada com a poeira acumulada ali.

-Bem, o armário só tem seis repartições, o que não faz o menor sentido, então acho que alguma de suas roupas terão que ficar na mala.

Ela levantou o lençol da cama próxima a janela e pudemos identificar três malas rosas no local.

 -Ou todas elas, como eu preferi.


 Cassie olhou em volta, abriu uma das portas do guarda roupa e olhou para mim e Blair.

 -Então não se importa se eu e Lacey dividirmos o armário?

 -Claro que não! Por mim tudo bem.

Certo, essa garota tinha certos problemas de humor.

 -Quem trará as nossas malas?

Eu me disponibilizei a perguntar, já que teria que tomar banho naquele minúsculo banheiro que eu enxergava pela porta dentro do quarto, uma hora ou outra.

Blair deu uma gargalhada e balançou a cabeça.

-Essa foi a pergunta que eu fiz a aquela mulher que se intitula reitora antes que ela torcesse o nariz para mim e apontasse para um dos depósitos ao lado desse prédio.

 Eu olhei boquiaberta para ela, mas logo me recompus, afinal, eu teria que aprender a viver com aquilo. Eu não estava em um hotel, estava em uma instituição de ensino.

-Certo, vamos Cassie.

 Dizemos a Blair que não demoraríamos e ela assentiu, deitando em sua cama e colocando um par de fones em seu ouvido.









Agora nós estamos dentro de meu conversível vermelho, um ano depois, causando horror nas ruas da Califórnia. São 2:37 da manhã e já deixamos o nosso rastro em quatro estabelecimentos. Com máscaras e armas de mentira nós fingimos um assalto, acabamos com o psicológico dos ali presentes e recolhemos o dinheiro, este que, acelerando o carro, deixamos voarem pelos ares. Isso tudo ao som das músicas que intitulamos: Trilha sonora do nosso conto de fadas. Eu abri a página da playlist com um comando de voz e o carro revelou as músicas. Cayendo-Deorro estava tocando no momento, eu e minhas garotas balaçávamos nossas cabeças e corpos no ritmo da música mexicana, e eu pude ver pelo canto de meu olho que Cassie estava sentindo o mesmo que eu, saudades de casa. Para Blair não tinha significado nenhum, na maior parte do tempo ela não parecia se importar com nada. Convivendo com essas três garotas eu aprendi o sentido de viver, nós só temos que viver. Foi então que paramos em um sinal e um conversível preto parou bem ao lado.

-Ei, meninas, que tal um racha?


Nós três olhamos simultaneamente para o lado, onde estava o carro com quatro garotos nele. Eu abri a boca para falar, mas Cassie e Blair falaram primeiro.

-Claro!

 Eu olhei incrédula para elas, nós já tínhamos vivido emoção demais para uma noite.

-Lacey, me deixa dirigir.

 Sem dizer nada, olhei para Cassie e tirei o meu cinto, saindo do automóvel e contornando o mesmo rapidamente. Ao entrar, ela já tinha assumido meu lugar e sorria como alguém que planejava algo grande. O sinal abriu e só podia se escutar, naquela madrugada silenciosa o ruído dos motores e dos pneus. Estávamos todos rindo, os garotos e as minhas garotas, até mesmo eu, até que o inesperado aconteceu. Por algum erro, a estrutura que impedia que os motoristas passassem pela linha do trem quando este estava passando, não abaixou. Com músicas nos últimos volumes, eu e meus companheiros não percebemos que havia algo errado. O nosso carro passou a tempo.



O deles não.


Eles não conseguiram, quando íamos nos aproximar para checar se alguém estava bem, o carro explodiu e caímos as três no chão, apenas eu fiquei acordada e vi um dos garotos se arrastando para fora do carro com o lado esquerdo do rosto em chamas. Não culpo as garotas, nem elas mesmas se culpam.

Foi por diversão” Blair me lembra quando me pega olhando vagamente pela janela do hospital, onde fazíamos alguns exames para checar se todas estavam bem.

Não tínhamos como saber o que aconteceria, minha pequena” Cassie disse com um olhar triste. Eu assenti, mas não consegui parar de pensar na figura em chamas se arrastando para fora do carro, e eu ali, paralisada pelo que tinha acontecido. Por incrível que pareça, tinham se passado somente 30 minutos do ocorrido e a televisão já noticiava com a seguinte manchete:

“Falha em segurança causa acidente com quatro mortos e três feridos, os envolvidos  não serão divulgados”

 Isso me deu uma certa segurança, seria mais fácil esquecer de tudo, eu não aguentaria viver com isso. Eu virei para trás e as vi abraçadas um uma só cama.


-Nós vamos viajar, nenhuma de nós está devendo ponto em nenhuma matéria, nós vamos viajar.


Elas apenas concordaram e eu voltei a olhar pela janela, agora com um sorriso. certa de que esqueceria o que aconteceu.



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