História Crossfire - Capítulo 20


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Categorias Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Por favor, leiam o aviso lá embaixo!

Capítulo 20 - Sãos e salvos


“Você poderia ser a minha sorte

Mesmo que o céu esteja caindo

Sei que estaremos sãos e salvos

Estamos sãos e salvos...”

 

Pedro

Eu vi que Daniel estava fugindo e fui atrás dele. Ele saiu e eu corri atrás, mas antes eu peguei uma das armas que estava no chão. Ele também estava armado e eu não teria nenhuma chance com ele sem uma arma.

Ele saiu correndo pelo túnel do metrô.

– Para ou eu atiro. – Ameacei.

Ele se virou e atirou em mim. Tive que me esconder atrás de uma coluna pra me defender.

– Você não tem pra onde ir, a essa altura a polícia já cercou o metrô.

– Eles não vão me pegar.

Daniel continuou correndo e eu o persegui. Ele parou mais uma vez pra atirar em mim e mais uma vez tive que me esconder atrás de uma coluna.

– Desista! Acabou! – falei

– Eu não desisto nunca!

Ele voltou a correr e eu já me preparava pra ir atrás novamente quando várias pessoas se aproximaram pelos dois lados do metrô.

– É a polícia! Soltem as armas e deitem no chão! – eles gritaram.

Eu soltei a arma e deitei no chão. Vi Daniel fazer o mesmo.

– Eu sou um aluno! – avisei pro cara que estava me algemando.

– Qual o seu nome?

– Pedro Bittencourt.

O cara anotou.

– Nós vamos verificar depois, você estava armado.

– Claro que estava, eu que ajudei a render os seqüestradores e salvar os alunos.

O policial saiu me arrastando junto com Daniel que parecia ter resistido à prisão e levado um soco na cara.

– Pedro! – Era Sara, ela veio correndo em minha direção e parou no meio do caminho quando viu Daniel ao meu lado.

– Por que você está algemado? – Ela perguntou. – Soltem ele, ele nos salvou! – ela disse para o policial.

– Conhece ele?

– Pedro Bittencourt. Ele é ... meu namorado!

– Isso é um pedido de namoro? – perguntei enquanto o policial soltava as algemas e levava Daniel pra fora.

– Acho que é. Se você quiser.

– É claro que quero.

Isso era coisa de se perguntar. Eu quase morri pra salvar a vida dela, é claro que ela era minha.

Eu a beijei. Esqueci de tudo o que passamos, de onde estávamos, se alguém estava olhando. Eu estava feliz, porque estávamos vivos e quase tinha dado tudo certo.

Um policial próximo fez um barulho limpando a garganta.

Nós paramos de nos beijar e o olhamos de má vontade. Também o que o cara queria? A gente quase morreu e eu não podia nem beijar a minha mina em paz? Que saco!

– Vocês precisam sair daqui, estão esperando vocês lá fora. Me acompanhem.

*

Sara

Esperando a gente lá fora? Será que a minha mãe estava lá? Eu ia vê-la! Que felicidade!

Confesso que eu não esperava ver exatamente o que eu vi quando cheguei lá. Foi um pouco assustador, mas foi legal!

Havia tanta gente! Eram repórteres, familiares, curiosos e...

Emerson, Mandy, Jacson, Bruno, Ângela, Eric, Jess e... Rose que estava em uma maca, sendo levada para uma ambulância.

Percebi que Mandy e Ângela abraçavam Jess. Eu lembrei do que aconteceu com Miguel e então comecei a chorar também. Pedro me abraçou.

– Vem, vamos lá falar com ela. – ele disse.

Nós nos aproximamos de Jess e eu a abracei.

– Eu sinto muito Jess. – falei.

– Ele se foi. Ele se foi...

– Eu sei Jess, mas pensa pelo lado bom, ele morreu salvando outras pessoas, como um... Herói!

– É disso que eles estão chamando a gente! – disse Jacson, orgulhoso – De heróis. Dizem que nós somos Jovens e Heróis!

– Não existe forma mais bonita de morrer do que salvando vidas Jess. – concordou Mandy – Com certeza as famílias dos alunos que ele ajudou a salvar jamais esquecerão o que ele fez.

– Sara!

Eu virei pra ver a pessoa de quem era a voz que eu reconheceria em qualquer lugar. Minha mãe.

– Mãe! – Eu a abracei.

– Você está bem filha? Eles te machucaram? – ela perguntou me examinando.

– Não mãe, eu estou bem. Quero te apresentar meus amigos.

Eu comecei a dizer os nomes enquanto apontava cada um e quando cheguei no Pedro eu parei.

– E esse é o Pedro... meu namorado!

– Prazer em conhecê-la Renata! – Pedro disse muito educado.

– O prazer é meu. Soube que você ficou pra trás e sozinho na escola pra salvar a Sara. Você deve gostar muito dela. Obrigada pelo que fez!

– Na verdade eu não fiquei sozinho, Rose ajudou.

– Nem me fale cara. Eu quase tive um troço quando olhei pra trás e vi que ela tinha sumido. Se não estivesse carregando o Miguel tinha saído correndo atrás dela! - Emerson falou.

– E onde ela está? – perguntou minha mãe.

– Ela teve que ir pro hospital. Não me deixaram ir junto. - Respondeu Emerson.

– Era a loira? – perguntou.

– Era. Disseram que eu tinha que ficar aqui e esperar pra pegarem meu depoimento. Mas eu vou dar o fora daqui assim que meu pai chegar. – avisou Emerson, que por incrível que pareça estava finalmente entediado com tudo aquilo.

– Eu também quero ir pra casa. – falei.

Todos disseram a mesma coisa. Eu ainda tinha um monte de perguntas pra fazer pra minha mãe.

Pouco tempo depois chegou um homem de terno, acompanhado de um policial. O homem devia ser alguém importante.

– Pai! – Emerson gritou.

Só podia ser o tal senador que era pai dele.

– E aí filhão! Deixou o papai orgulhoso, hein! – Apesar do clima, nós não conseguimos conter o riso, o pai dele parecia ser tão hilário quanto ele.

– Você está liberado pra ir embora. – o policial falou.

– E os meus amigos? – ele perguntou.

– Nós não podemos liberá-los antes de...

– Não interessa! Eu não vou sem eles! Pai, o senhor não pode fazer nada?

– Errrr... policial, deixe os garotos irem também! Eu me responsabilizo por eles. – o pai do Emerson disse.

– Ok, pode ir todo mundo então. Mas não saiam da cidade, ainda precisam dar depoimento.

– Dá carona pra mim e pra Mandy? – perguntou Jacson.

– Claro. Alguém mais quer carona?

– Eu quero. – disse Ângela

– Eu também. – falou Bruno.

– Nós largamos vocês em casa, mas eu não vou pra casa. – Emerson informou.

– Aonde vai meu filho?

– Eu vou ficar no hospital com a Rose, pai.

– Mãe você está de carro? – perguntei.

– Sim.

– Então Pedro, Eric e a Jess podem vir com a gente?

– Claro.

– Vocês querem carona?

Eles concordaram, é claro.

– O problema vai ser sair daqui. – disse o pai de Emerson – A imprensa fica parando a gente e enchendo de perguntas. Fiquem aqui que eu vou ver se consigo alguns policiais pra nos escoltar até os carros.

Ãhn! A coisa estava tão feia assim?

Emerson viu a cara que eu estava fazendo e começou a rir.

– Sara, você acha que depois de tudo o que a gente fez, os jornalistas não vão querer um furo de reportagem? A gente está seguro aqui por causa do cordão de isolamento. – disse apontando para uma faixa amarela que contornava a saída do metrô e onde havia alguns polícias tentando conter uma multidão. - Quero ver depois que a gente sair daqui. Vai ter neguinho de plantão no portão da nossa casa querendo entrevistar a gente.

Eu não estava gostando nem um pouco dessa idéia de ter que falar em público. Tremia só de lembrar que teria que contar tudo o que havia acontecido nessas duas semanas para um policial.

O pai do Emerson voltou com o que parecia ser, uns dez policiais.

– Pronto. – ele disse – agora temos um pra cada. Podemos ir.

Os policiais fizeram uma corrente ao nosso redor e a gente foi saindo dali, devagar. Só agora eu percebia que o metrô onde estava a saída do túnel ficava bem no centro da cidade.

Nós chegamos até o carro do pai de Emerson, o que eu achei que não aconteceria nunca já que parávamos toda hora quando alguém agarrava o braço de um de nós. Depois fomos até o carro da minha mãe. A discussão agora era quem ia na frente com ela. Eu queria ir atrás com o Pedro, então empurrei Eric pra ir na frente, sob o pretexto de conversar com Jess que diferentemente dos outros continuava calada e séria.

– Mãe, nós vamos levar a Jess primeiro. Tudo bem?

– Tudo bem filha.

– Jess, isso vai passar. Vai ficar tudo bem, você tem que ser corajosa pra deixá-lo orgulhoso, onde quer que ele esteja. Eu sei que você é forte. Você vai superar isso!

– Eu não sei se consigo. Nós fizemos tantos planos, ele foi o único cara que me viu como uma pessoa com sentimentos, não pensava só em se aproveitar de mim, eu sentia que ele era verdadeiro... – ela dizia isso e chorava encostada no meu ombro.

– Eu sei que é difícil Jess, eu também pensei que iria morrer quando Jared se foi... é claro que foi diferente porque eu o conhecia a pouco tempo e éramos apenas amigos, mas eu sofri muito também. Se não fosse Pedro e vocês do meu lado.... se não fosse por vocês eu acho que não teria conseguido seguir em frente.

– Tem alguém esperando por você em casa querida? – minha mãe perguntava pra Jess, que parecia estar um pouco mais calma.

– Deve ter alguém, sempre fica alguém em casa, mesmo os empregados.

– Se quiser, pode ir lá pra casa querida. – minha mãe a convidou.

– Não, obrigada. Eu vou ficar bem, não se preocupe.

Nós chegamos na frente da casa dela e o porteiro pareceu feliz ao vê-la.

Ele abriu o portão e minha mãe entrou com o carro. Deixou Jess na porta de casa.

– Me liga se precisar de alguma coisa Jess. – Eu a abracei.

– Pode contar comigo também. – Pedro disse.

– Você tem amigos que te amam Jess, não esqueça disso. – Eric falou e a abraçou também.

Depois da Jess, deixamos Eric em casa e nos dirigimos à casa do Pedro.

– Me avisa quando souber o horário do enterro. – pediu Pedro quando chegamos à sua casa. Se é que dava pra chamar aquilo de casa...

– Eu aviso.

Nós nos despedimos com um beijo. Eu voltei para casa e senti um alívio quando cheguei. É tão bom estar em casa!

– Eu vou tomar um banho e depois quero conversar um pouco mãe. – avisei. Precisava perguntar sobre o que Daniel havia me contado, aquilo não saia da minha cabeça.

– Claro querida! Precisamos mesmo conversar, mas não exija demais de si mesma. Descanse um pouco, eu estarei aqui quando estiver pronta.

Eu fui até o quarto e abri o guarda - roupas para procurar algo. A maioria das minhas roupas estava na escola e acabei pegando um pijama. Tomei uma ducha quente e me vesti.

Sentei na cama para secar o cabelo e não consegui mais levantar. Parecia que só agora que tudo estava acabado que eu percebia o quanto estava exausta. Me deitei e pensei comigo mesma.

A conversa pode esperar mais algumas horas...


Notas Finais


Bom, a fic está terminando e gostaria de saber se vocês leriam mais uma temporada dela? Essa outra temporada seria na Universidade onde eles também entrariam em uma misteriosa sociedade secreta. O que acham? Aguardo a opinião de vocês pra decidir sobre isso.


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