História Cruel - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Tags Barbara Palvin, Justin Bieber
Exibições 49
Palavras 4.400
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Leiam as notas finas, please!
Mega capítulo com mais dois personagens <3

Boa leitura!

Capítulo 6 - I'll always take care of you


Fanfic / Fanfiction Cruel - Capítulo 6 - I'll always take care of you

                Haviam uns dez minutos que eu estava com a cabeça deitada, sobre o peitoral de Justin. Sim! Finalmente, depois de muito tempo, eu estava me sentindo completa, segura e em paz, outra vez. Eu queria continuar sentindo aquilo pelo resto da vida. Era como se fosse um sonho e eu gostaria de lutar para nunca mais acordar.

                Depois de me dar conta do que eu estava fazendo, e do tempo que eu estava ali, me afastei calmamente, erguendo a cabeça, o olhando. Ele estava vidrado na parede branca a sua frente, enquanto acariciava meu couro cabeludo. Estava se sentindo tão confortável quanto eu.

-Preciso ir embora –aproveito para me afastar por completo-

-Tudo bem, vou apenas tomar um banho, eu te levo

                Assenti, e coloquei uma mexa de cabelo para trás, enquanto o via entrar no banheiro. Mordo os lábios, em sinal de que estava feliz demais, por algo que mal aconteceu, mas aquele pequeno gesto, pode fazer milhões de borboletas voarem em meu estomago.

                Levanto-me, e coloco apenas minha saia, mesmo não precisando dela, já que aquela blusa era longa o bastante para tampar minha bunda. Enquanto eu ainda escutava o som do chuveiro ligado, arrumo aquela cama, de maneira com que nenhuma pontinha ficasse desdobrada. Ok, ok. Talvez eu fosse um pouco perfeccionista, mas que mal á nisto?

                Justin levou uns vinte minutos para terminar. A fumaça se espalha pelo quarto, logo depois que ele abre a porta. Vou em direção ao banheiro, pois estava apertada demais, mas antes que eu pudesse chegar, bato de frente com o homem apenas cobrindo suas partes, por uma toalha branca. Foi inevitável, sequei seu abdômen e quando olho para sua face, estava com um sorriso maroto. Não que eu estivesse envergonhada, mas eu estava sem reação, o que me fez apenas sorrir rápido, e correr para meu destino.

                A lembrança de seu corpo, me fez recordar de quando transávamos, e eu precisei respirar fundos diversas vezes para não perder o controle, e fazer merda. Mas não posso mentir; que eu queria que ele fodesse comigo pelo menos mais uma última vez, eu queria!

[...]

                -Minha mãe foi para Seattle –ele diz, para quebrar o silencio. Estávamos quase chegando em minha casa-

                -Seattle? –Aquilo era um tanto quanto confuso para mim. Mas eu já encontrara a resposta do porque a casa estava silenciosa-

                -É... parece que ela se considerou sem filho, a partir do momento que fui preso

                Permaneci quieta. Ele não insistira em contar mais coisas do ocorrido, e só agora me dei conta do quão aquilo poderia ser mera verdade. Eu acabo de me sentir a pessoa mais mesquinha do mundo, por não ouvi-lo, quando tentou.

                -Se importa se parar na esquina? Você sabe...

                -Vou te deixar na porta da sua casa

                -Justin, ninguém vai me estuprar enquanto dou quatro passos e chego em casa

                -Não quer ser vista comigo?

                -Não é isso! –Eu não poderia concordar com aquilo, ele fez tanto por mim- Mas é que o meu pai e Josh sã...

                -Seu pai gosta daquela mané, então? –ele solta uma risada nasalada e concluo que não adiantava persistir-

                Assim como havia dito, foi feito: ele parou bem em frente à minha casa. Eu não estava com medo, ou talvez um pouco, mas eu ainda tinha um relacionamento com Josh, e não seria nada confortável, se alguém me visse descer do carro de outro cara, com sua blusa e minhas coisas em mãos.

-Obrigada –o olho, sorrindo- por tudo

-Não precisa agradecer, eu sempre vou cuidar de você

                Ele repetiu aquela frase, a última que me disse antes de nos separarmos.

-É sério. De verdade –digo, ele já estava quase próximo a meus lábios, mas viro-me levemente, o fazendo selar-me no canto da boca- Até mais

                Desci do carro, e prometi a mim mesma que não viraria para trás. Mas depois de abrir a porta, não contive, e pude ver que estava me analisando, o carro só deu partida quando a porta estava fechada.

                O interior de minha casa, estava escuro. Ainda eram quase dez da manhã, e se quer uma luz, havia entrado ali. Abri algumas janelas, e quando passei pela sala, meu pai estava sentado no sofá, com um bloco de folhas em mãos, e algumas outras espalhadas pela mesinha

-Rhett? –o chamo, e ele apenas levanta os olhos por cima dos óculos- Não seria mais fácil usar o escritório?

-Eu me sinto mais confortável aqui

                Sua grosseria, me faz ter arrependido de ter perguntado ou ao menos falado com ele. Rhett era advogado. Mas ele preferia apenas pegar papeis valiosos e que o faziam lucrar, só para ler e assinar, do que se dar o trabalho de ir a um tribunal. Ele dizia que já havia feito muito isso em sua juventude e agora, preferia apenas trabalhar em casa, uma vez ou outra.

                Subo para o andar de cima, apenas fechando a porta do quarto. A grande maioria das vezes, ela ficava trancada, mas eu iria apenas banhar-me e descer para preparar alguma coisa para comer. Antes que eu pudesse entrar no banheiro, paro em frente ao grande espelho que ficava na parede a frente de minha cama, e tiro a blusa de Justin. Coloco-a em minhas narinas, expulsando o cheiro da coisa que aqueles homens da noite passada colocaram em meu rosto. Enquanto a cheirava, também a apertava, como se fosse ele em minhas mãos. Por um momento, fecho os olhos, lembrando de seu toque, de sua pele e de sua presença; era como se eu o sentisse ali.

                Volto a abrir os olhos e vejo algo pelo espelho que me assusta, fazendo-me virar rapidamente para trás.

-Josh? O que está fazendo aqui?

-Eu é que pergunto, o que está fazendo aqui? Por que chegou tão cedo? –A medida que estava sendo irônico, se aproximava mais de mim, calmamente-

-Olha, calma, ok? Eu vou te explicar tud...

-O QUE É ISSO? –suas mãos arrancam a blusa da minha, nem me dando tempo de segurar-

-Me devolve! Isso não é seu –tento resgatá-la, mas ele era mais rápido-

-Com certeza, isso não é meu. Você foi para aquela boate de novo, não é?

-Eu fui, mas não é o que você está pens...

-Então, você foi pra lá, e depois foi dar pro Bieber, tô errado?

                Permaneci em silencio, apenas o olhando. Como ele sabia de Justin?

-Como você sabe dele?

                Josh estava furiosíssimos e qualquer um notaria isso apenas olhando em seus olhos. Sua mão grossa acerta em cheio minha bochecha e por ser uma surpresa para mim, grito involuntariamente e me desequilibro, caindo no chão. Eu já estava chorando, e então, deposito a mão na bochecha para tentar fazer parar de doer.

-Você é uma VADIA, SEM VERGONHA. Olha! –e então, a resposta estava bem ali, em minha frente. Ele mostra meu celular, com a mensagem de Justin ainda na tela- Não –ele então, me pega pelo pulso esquerdo, as forças, tirando-me do chão- Você não sabe com quem está mexendo, Candy

-Larga ela, Josh. Disse que não ia machuca-la –graças ao bom Deus, meu pai entra, e ordena, com calma na voz, mas ainda assim, preocupado-

-Ela tem que aprender uma lição, Sr. Rhett

-Eu estou falando pra você soltá-la. Sabe o que eu posso fazer, não é?

                Cheio de ódio, Josh me lança contra a cama, e antes de sair, diz em alto e bom tom, o que eu queria evitar que meu pai soubesse

-Só fica ciente, que ela passou a noite com um tal de Bieber. E eles não apenas dormiram. E Ah! Eu vou atrás dele, pode ter certeza. –meu pai me olha, incrédulo- E a nossa conversa, ainda não acabou –depois de apontar para mim, Josh sai em disparada daquele cômodo-

                Me levanto, com dificuldades e pego a blusa de Justin, que estava jogada no chão.

-Você não fez isso! –Rhett balançava a cabeça, negativamente, se recusando a acreditar-

-Eu não transei com ele, tá? –bufo, me sentando na cama-

-Você quer que eu acredite que você passou a noite com o seu ex, e vocês não... não... Ar! Candy, você não tem jeito mesmo

-Você nem se quer se interessa em saber o porquê eu passei a noite com ele! Esse é o seu problema. Por favor, me deixa sozinha, eu não preciso me decepcionar mais hoje –viro para o lado, agarrando um travesseiro-

-Candy Mitchell –ele se aproxima, mas continuo na mesma posição- eu NÃO QUERO você com aquele bandido outra vez! E se ou souber que você está me desobedecendo, ou que ele colocou os pés em minha casa, eu te deserdo

-Não faço questão da sua herança, Rhett

-E NÃO ME RESPONDA!

-PAI EU JÁ SOU MAIOR DE IDADE, SEI O QUE FAÇO COM A MINHA VIDA! NÃO PENSE QUE EU SOU IGUAL A MÃMÃE, QUE ACEITAVA TUDO DE BOCA CALADA –talvez eu tenha ido longe demais quando digo aquelas palavras, olhando em seus olhos, que já estavam lacrimejando. Sua mão se ergue para me bater, mas rapidamente a abaixa, se recusando a fazer tal ação; ele sabia que estava tudo fora de controle-

-Tudo bem, você venceu –ele estende os braços, em sinal de rendição- eu só vou falar uma última coisa –antes de silabar, engole seco, para que nenhuma gotinha de lagrima caia, enquanto estava em minha frente- foi ele quem matou a sua mãe, e não pense que eu desisti de colocá-lo na cadeia. Parabéns para você, que está jogando sua vida em um buraco de ilusões

                Em passos firmes, ele sai, batendo a porta. Coloco um travesseiro em meu rosto, e solto um grito não me importando se estava tampando ou não, o som. Eu queria liberar o que estava sentindo, mesmo sabendo que era impossível.

                [...]

                Aquele dia, estava demorando décadas para terminar. Eu já tinha tomado um banho quente de banheira e tomado uma aspirina, que me fez ficar um pouco mais calma. Josh não dera sinal de vida e eu estava me fodendo para ele; me bater, foi a gota d’água, e quando estivermos juntos novamente, irei colocar um fim nisso, nesse relacionamento, literalmente.

                Aperto o botão de discar, e espero as chamadas, torcendo para que minha ligação não fosse recusada

-Candy? –Casey atende, na terceira chamada-

-Hãm, oi Cas...

-Aconteceu alguma coisa?

-Não. Quer dizer, porque?

-Ué, porque você está me ligando –um silêncio paira naquela ligação. Eu já tinha esquecido como conversar normalmente ao telefone-

-Cas eu... Será que podíamos conversar? Mas pessoalmente. Se não puder, eu entendo, eu fui uma idiota com você então, nem sei porque estou te ligando

-Candy, você está bem?

-Sim. Ou não. Eu, eu, eu não sei

-Tudo bem, se quiser pode vir no meu apartamento hoje, pedimos uma pizza ou qualquer coisa assim

-Seria ótimo!

-As oito então?

-Combinado, obrigada mesmo Cas, até mais!

-Vou estar esperando! Beijo

                Encerro a ligação primeiro, e até que não havia sido tão difícil. Decerto, ela já poderia imaginar o porquê eu precisava tanto conversar.

                Casey era minha melhor amiga. Isso mesmo, ERA. A um ano nos afastamos e é claro, porque Josh me tinha na palma das mãos e eu sou trouxa demais. Ela nunca gostou dele, sempre me dizia que ele não me merecia, que eu precisava de alguém verdadeiro e então, um ano e alguns meses atrás, ela surtou e cismou que Josh estava me traindo, o que o fez odiá-la mais ainda, também. Logico, no começo eu havia ficado em choque, mas tudo o que ela tentava me mostrar, me indicava o contrário. Cansada de suportar ela quase vinte e quatro horas por dia, no pé de minha orelha, segundo ela, me “alertando”, tivemos uma briga das feias, onde nomes pesados saiam a todo vapor de nossas bocas e até tapa na cara, cada uma teve direito.

                No começo, eu senti muito sua falta. Era horrível, ter muitos amigos sendo que era ela quem me entendia e me ajudava com tudo. Uma coisa foi levando a outra e por causa de Josh, acabei isolada de todos, menos de Agnes por eu ainda ir para a boate escondida.

                Mas agora, parece que tudo voltou feito um meteorito, me acertando em cheio e da forma mais rápida, e eu precisava conversar ou desabafar com alguém, que não fosse Agnes, porque eu a considerava como uma mãe, e ela não me entenderia corretamente.

                Já estava quase beirando as sete da noite, fui ao banheiro para tomar uma ducha e fazer minhas necessidades. Vou ao closet e coloco um cropped preto com uma blusa transparente por cima, um short jeans e uma botinha também preta (look nas notas finais). Depois de passar meus cremes e perfumes, deixar meu cabelo com uma escova rápida e uma maquiagem nada exagerada, pego minha bolsa e desta vez, me certifico duas vezes se meu celular estava comigo.

                Desço as escadas, me sentindo o The flash. Porém, antes de terminar de passar pela cozinha, algo me impede de sair da casa

-Candy, espera –meu pai chama-me, em voz alta. Apenas bufo e paro na porta, cruzando os braços-

-Eu tenho que sair –ele esperava com alguma coisa ficar pronta no forno, que aliás, estava terrivelmente cheirosa, enquanto tomava uma taça de vinho-

-Quero me desculpar por mais cedo –junto minhas sobrancelhas, não entendendo. O vinho já deveria estar causando efeitos sobre ele- Eu andei pensando... e sua mãe não gostaria que nossa relação fosse assim. Ela está morta, e sempre jogamos seu nome em nossas brigas

-Você joga, né! –falar sobre minha mãe, era um tanto quanto tocando para mim-

-Por favor, estou tentando concertar as coisas entre nós

-Acha mesmo que eu acredito? Você está querendo fazer ou saber alguma coisa –o olho desconfiado-

-O que você quer que eu faça para provar? –agora, ele se aproximava cada vez mais- Me desculpe, está bem? Por não ser forte quando e depois que ela se foi. Por não ser o pai de antes. Eu só quero que fique tudo bem entre nós

                Concordo positivamente com a cabeça e suspiro fundo. Ele não parecia estar mentindo, e de certa forma, aquilo me tocou um pouco. Ele era meu pai, e eu não poderia deixar de dar essa chance para ele, de ser melhor, de recuperar nosso tempo enquanto ainda não é tarde

-Tudo bem –descruzo os braços- Eu quero que me desculpe também

                Rhett apenas sorri, e me abraça apertado o bastante, para me fazer quase chorar. Sentir aquele abraço paterno depois de tanto tempo, me trazia uma baita nostalgia.

-Tome –ele volta até a bancada e me traz a chave com chaveiro de bola de futebol- Pode ir com o meu carro. Desde que você não o risque, ou bata ou deixe alguém rouba

-Isso é sério? Pai?

-Tenha uma boa noite –sua boca sela minha testa, e ele volta para perto do forno-

                Balanço os braços. Eu não achava uma má ideia ir de carro, e não precisar gastar com táxi. Se bem que, fazia um bom tempo que eu não dirigia um, já que meus namorados sempre faziam questão de me levar onde eu quisesse.

                Em meia hora, eu estava em frente ao prédio de Casey. Vinte minutos de minha casa até aqui e mais dez por ter andando devagar. Tranco o carro e confiro o mesmo para ter certeza disso e vou até a portaria. O porteiro ainda era o mesmo, mas eu estava crendo que não se lembraria de mim

-Hey! Vou no ap da Casey, sou...

-Candy, né? –Oh! Ele se lembrava!-

-Isso –sorri contente-

-Ela deixou avisado, pode subir, apartamento 16 –desmancho o sorriso lentamente, e então ele não se lembrou. Doce ilusão-

-Obrigada –aceno com a cabeça, e vou em direção ao elevador-

                Até chegar no quarto andar, a musiquinha daquele local me deixava irritada, o que fazia com que eu não parasse de bater o pé direito no chão.

-Graças a Deus –agradeço, assim que o tine me indica ter chegado no andar desejado-

                Caminho até a porta com número 16 em dourado e aperto a campainha, obtendo uma resposta rápida. Casey parecia ser outra pessoa. Estava com o corte de cabelo em um Chanel perfeito, havia colocado um piercing de argola preta no nariz e usava um batom roxo escuro. Ela sorri para mim, e percebo que tinha se livrado também dos aparelhos

-Oi –sorrio simpática-

-Oi –ela me abraça apertado. Dois abraços no mesmo dia, e eu estava me sentindo até que melhorzinha- Entra

                Após abrir passagem e eu já estar em seu apartamento, noto que tudo estava do mesmo jeito que a um ano atrás, exceto o sofá, que agora, era de couro na cor vinho.

-Pode ficar à vontade, sabe onde é o banheiro se precisar

-Uhum –sento-me no sofá, e ela se senta no que estava em frente ao que eu estava-

-E então? Como é que você está? Nunca mais tive notícias suas

-Bom –fito o carpete e suspiro fundo- Nem eu sei como eu estou

-Que tal começar do início?

                Ela estava sendo tão gentil e amiga, mesmo depois de tudo, que chegava a me doer de arrependimento.

-Cas, antes de tudo, quero pedir desculpas, por tudo! Por ter acabado com a nossa amizade. Eu senti tanto a sua falta –ela me olha com amor, e se levanta, sentando-se ao me lado, e abraçando meu ombro-

-Eu também senti muito a sua falta –sua cabeça, encosta em meu ombro- Me desculpa também. Eu fui tola e sinto saudades das nossas conversas, ninguém se compara a você –rimos e a abraço corretamente-

                Nos redimimos mais ainda e até choramos um pouquinho. Enquanto esperávamos a pizza, eu lhe conto sobre tudo o que havia me acontecido sem esquecer de nenhuma parte. Ela me dava alguns conselhos e dava sua opinião sobre algumas coisas, mas nada daquela nossa conversa foi chato, e sim, gratificante.

                Depois de uma hora e alguns minutos, a campainha toca e Cas se levanta num pulo, me assustando

-Se importa de ir abrindo? Vou pegar a minha parte

-Tudo bem –levanto, com a minha outra metade do dinheiro, já que havíamos divido, e vou até a porta- Chaz? –o olho inconformada, de cima a baixo, e ele não perde a oportunidade de fazer o mesmo-

-Candy? Wow!!!! Quem diria

-O que está fazendo aqui?

-Xii, vou precisa de trocad... Chaz! Que bom que chegou, entre

-Wow, calma! –digo, assim que fecho a porta- O que está acontecendo aqui?

-Ai amiga, você vai me matar se eu falar que esqueci de avisar que ele viria? –ela diz, e eles se selam-

-Tá, tá. O problema não é esse. O que tá rolando?

-Bom... estamos quase namorando, já faz uns dois meses e...

-NÃO! –abro um sorriso de orelha a orelha. Chaz era um dos melhores amigos de Justin, e na época que namorávamos, Casey nunca mostrou interesse por nenhum dos meninos, sempre dizia que eram um bando de bacacas e que precisavam crescer- Quem diria hein, senhorita

-O mundo gira né –Cas sorri boba-

-E como! –Chaz se joga no sofá, colocando os braços atrás da nuca- Parece que a menininha do Bieber, cresceu –ele diz, olhando para minhas pernas-

                Minha amiga, é claro, fica sem jeito, e eu mais ainda. Foi um tanto constrangedor, mas comprovou que ele não tinha mudado tanto

-Eu não sou “do Bieber” mais, se você não se lembra –faço aspas com os dedos- E quem sou eu, perto da Casey?

-Tem razão –ele morde os lábios, e chama Cas para perto-

[...]

                Conversamos bastante, e ele até mencionou o quanto foi difícil para eles quando Justin fora para a cadeia. E eu já estava praticamente convencida que aquilo era verdade. Quando a pizza chegou, Chaz não deixou que pagássemos e honrou seu dinheiro, já que a metade da mesma, foi para seu estômago.

-E ai, vamos? –ele pergunta a Cas e ela assente-

-Bom, acho que também já vou indo, então...

-NÃO! –Casey praticamente grita- Vamos com a gente. Você está quase solteira, e são onze da noite de um sábado. Acha mesmo que vou deixar você ficar na bad, com um pote de sorvete em mãos?

-Mas vocês...

-Sem mais, nem menos –Chaz completa-

-Ah, ok então –sorrio-

                Cas me chama para acompanha-la em seu quarto, onde apenas escovou os dentes e trocou sua roupa. Talvez estivesse com ciúmes de me deixar sozinha com Chaz. Mal sabe ela o quanto já fomos amigos, e que eu nunca teria coragem daquilo. Ela me empresta uma escova reserva para que eu também escovasse o dente, e aproveito para retocar minha maquiagem.

                Já prontos, saímos do prédio e eles insistiram para que eu deixasse o carro de meu pai ali, que estaria mais seguro e fosse junto com eles.

                Ficamos um bom temo naquele carro, ouvindo algumas músicas agitadas e Chaz passava a mão na perna de Cas a todo momento, era desconfortável para mim, mas eu os entendia. Finalmente chegamos em um lugar um pouco afastado da cidade. Era como uma chácara, só que não tão iluminada. Era um galpão. Descemos e assim que entramos, dou de cara com inúmeros carros de luxo, espalhados por todo o salão.

-Então vocês ainda estão nessa?

-Ainda? –Chaz ri da minha cara- Só mudamos de endereço baby, nunca abandonaríamos isso tudo

-Eu não sei porque estou surpresa

                Aquele lugar, era muito maior que o antigo, o que significa, que estavam roubando muito mais do que antes. Subimos as escadas e chegamos em uma mini casa no segundo andar. Tinha uma sala apenas com um balcão a separando da cozinha, e um pequeno corredor com quatro suítes e um banheiro. Chaz abriu a geladeira e pegou um fardo de cerveja

-Vamos ali comigo, Cas? –ele a chama, maliciosamente, e a garota apenas me olha-

-Vai logo sua boba, eu sei me virar

-Can, na geladeira tem cerveja, e se tiver sorte, pode achar algum chocolate. A TV e o som, são todos seus!

-Pra que coisa melhor? –grito, já que já estavam na porta de um dos quartos-

                Pego o controle do som, e ligo, escolhendo alguma música que me agradasse e que não me fizesse ouvir gemidos. Em seguida, vou para frente da geladeira e me inclino para ver o que tinha na última gaveta, já que parecia estar cheia. E era bem isso: cheia de Coronas

-Parece que você está me seguindo –me assusto, e viro-me rapidamente para trás-

P.O.V’s Justin Bieber

                Depois de deixa-la em sua casa, voltei para a minha, onde pude encher a cara, fumar muita braquiária e brisar bastante.

                Sim, eu fiz questão de leva-la até a porta de sua casa, para que alguém me visse e soubesse que eu estava de volta, e que não iria parar por ali.

                Eu estava sendo paciente. Sabia que ela estava machucada e eu também estava, mas eu quase não conseguia mais me segurar quando estava perto dela. Eu estava louco para toca-la de minha maneira, estava pirando para tê-la de volta em meus braços e eu não tinha paciência alguma para esperar, mas até, que eu estava me saindo bem.

                Eu já tinha em mente o que faria a noite: provavelmente, em alguma boate stripper. Porém, quando estava quase saindo de casa, Chaz me manda um SMS bastante tentador.

Chaz: Vá para o galpão em meia hora. Algo me diz que você irá gostar. Candy.”

                Sorri ao ler seu nome e não podia imaginar o que aquele filho da puta tinha feito. Aquela meia hora tiveram que virar dez minutos.

                [...]

                E lá estava ela. Nem tinha notado quando eu cheguei ali em cima, estava com a bunda empinada para cima, enquanto pegava alguma coisa na geladeira. Calma amigão, calma.

-Parece que você está me seguindo –digo, e ela parece se assustar, visto que vira-se para mim rapidamente. Depois de ver quem era, ela me analisa e sorri. Ah, como estava sexy-

-Eu? Tem certeza?

-Sim! Aqui é meu galpão –pisco e pego a cerveja de sua mão-

-Desculpa aí! Mas acho que eu estava aqui primeiro –sua bunda se empina novamente, e ela fecha a geladeira, com outra garrafa em mãos-

-Tudo bem, deixo você pensar que eu estava atrás de você

                Sento-me no sofá, e ela se senta em meu lado.

-Abre pra mim? –ela pede, e eu o faço- Obrigada

-Onde Chaz está?

-Cas, quarto, cerveja, e o resto você já sabe

-Sei, era o que mais fazíamos –seu rosto se abaixa e seus lábios abrem um sorriso. Eu tinha certeza que ela estava imaginando nosso sexo-

-Então, cadê o resto dos meninos?

-Foram para a Rússia entregar uma carga grande

-Ah, claro –ele dá uma golada na cerveja e a deixa pela metade-

                Eu já estava na décima garrafa, e ela, na oitava. Estávamos relembrando de alguns momentos, e não parávamos de rir. Naquele instante, parecia que o mundo havia congelado e só estávamos nós ali, nos dando bem, sem nenhum problema.

                Me levantei para pegar o controle e enquanto escolhia alguma música, Candy tenta se levantar. Nós dois já estávamos bem animados, mas ela, com certeza estava um pouco bêbada

-Eu vou pegar outra pra gente! –Ao se levantar, se desequilibra, mas a puxo pela cintura, para que não levasse um tombo e não desse com a cabeça na mesinha-

                Eu podia sentir cada parte de seu corpo, já que estava colado ao meu. Sua respiração batia em meu pescoço e eu não tirava os olhos de sua boca

-Obrigada –ela me empurra levemente, e vai até a geladeira-

                Meu coração estava acelerado. Meu pênis latejando e eu estava começando a soar. Eu não iria conseguir me segurar mais. Eu a desejava, e agora.

                Joguei o controle em um dos sofás e fui até ela, em passos largos. Quando parei atrás de si, ela se vira com as duas garrafas na mão, e ficamos alguns segundos nos olhando. Estávamos conversando por olhares e eu sabia que ela estava sentindo o mesmo que eu, então sem perder nem mais um segundo, foi como um sincronizo perfeito, juntamos outra vez nossos corpos, iniciando um beijo desesperado de saudades. Ainda com a boca na minha, ela deixa as garrafas no galpão, e pula em minha cintura, envolvendo suas pernas na mesma.

                Estávamos matando toda a saudade naquele beijo intenso e rápido. AH! Como eu senti falta disso.

NOTAS FINAIS.

NOTAS FINAIS.

NOTAS FINAIS.

NOTAS FINAIS.


Notas Finais


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Meus amorzinhos, gostaria de pedir, se não fosse pedir muito é claro, algo que não tomara mais que um minuto de vocês: quem lê a fic, comente por favor! Eu preciso ter uma ideia de quantos estão lendo e se estão GOSTANDO! É horrível dar o seu melhor e seu tempo para escrever, e não saber se está sendo bom ou não! Uma fic ruim e sem leitores, não merece continuar, prossegue?
Agradeço desde já, e me perdoem por isso.


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