História Cruel Fate - Capítulo 3


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Drama, Revelaçoes, Sentimentos, Suspense, Vingança
Exibições 298
Palavras 1.897
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Super Power, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Após a agradecimento, que é o mínimo que eu devo a vocês, vou lhes dar um presente por serem tão legais e fofas, bora pra dois capítulos?

Boa leitura.

Capítulo 3 - Discutindo


Constatar o tipo de reação que ela ainda era capaz de provocar a deixava furiosa especialmente com ela mesma, por ainda ter a capacidade de recordar cada segundo daqueles dias negros.

— Naquela época, ainda não sabia que era uma canalha desalmada. — Mas havia aprendido a lição, e da pior forma possível.

— Quando vai entender que fiz o que tinha de ser feito?

— Nunca. E jamais perdoarei. Vou odiá-la até o último dia de minha vida!

— Nunca é um tempo muito distante, Camila. Talvez ainda tenha motivos para me agradecer.

— Por quê? Por ter matado meu avô?

— Não pode me culpar por isso! — ela impacientou-se. — Seu avô era um homem velho, é verdade, mas ainda viveu muitos anos depois de nosso último encontro.

— Você o arrastou para o túmulo privando-o do que ele tinha de mais precioso e querido.

— Não tomei nada que não fosse meu por direito. E em troca, ainda deixei você com ele.

Camila riu com sarcasmo. Lauren deixara uma concha vazia, a carcaça da mulher que ela havia destruído.

— Você é uma ladra, uma assassina, e eu a desprezo!

— Talvez despreze, mas ainda tenho algo que você quer.

— Prefiro cortar a mão a aceitar qualquer coisa que venha de você, Lauren Jauregui!

— Sempre dramática! Havia me esquecido de como é apaixonada e emocional. Na cama... E fora dela.

Só ela teria a ousadia de recordar a maneira como Camila reagia as suas mãos, resposta que Lauren usara para atingir seus próprios fins. Havia sido tola, mas nunca mais.

— Tem razão, Lauren. Tenho mesmo que agradecer... Por você ter me ensinado uma lição valiosa e inesquecível.

— Se fui uma boa professora, você foi uma aluna bastante aplicada — ela sorriu com malícia, deixando os olhos vagarem por seu corpo. — Parece que tem se dedicado ao aperfeiçoamento da lição, Camila. Está mais linda que nunca.

Camila rangeu os dentes numa tentativa desesperada de controle. O fato de ter levado uma virgem para a cama e despertado seu corpo para os prazeres da carne era algo de que Lauren sempre se orgulharia, e um fato que ela lamentaria eternamente, especialmente por suas conseqüências imediatas.

— Infelizmente não posso agradecer pelo elogio porque, francamente, acabaria sufocando com as palavras!

— E isso seria um grande desperdício. Acho que devia parar antes de você ter um ataque nervoso, mas não consigo resistir. Gostei do novo penteado. Quando deixou os cabelos crescerem?

— Há cinco anos! — ela disparou com tom ressentido, deixando as conclusões por conta dela.

— Entendo. Fora com o velho, viva o novo. Adorava aqueles cabelos curtos, sabe? Perdi as contas de quantas vezes sonhei que os puxava enquanto fazíamos amor.

Camila precisou de alguns instantes para reagir, porque também fora perturbada pelos mesmos sonhos depois da separação. Agora a lembrança era como uma pedra de gelo em seu coração.

— Foi exatamente por isso que decidi mudar — respondeu. — Queria me livrar de tudo que lembrasse você.

— E, no entanto, parece que não me esqueceu. Caso contrário, por que estaria aqui sozinha?

— Não seja presunçosa! Você não tem a menor influência sobre minhas decisões, Lauren Jauregui! Vim sozinha porque meu pai está doente, como já deve saber. Estou representando a família. Satisfiz sua curiosidade?

— Não. Por acaso os ingleses são cegos? Não havia ninguém para acompanhá-la? Onde está seu último namorado ou namorada?

— O que quer saber exatamente, Lauren? As atuais condições de minha vida amorosa? — desafiou o rosto vermelho de raiva e rancor.

— A julgar por seu estado de tensão, é evidente que não tem uma vida amorosa. Ou a técnica de seu amante é tão limitada que continua frustrada e insatisfeita.

— Ora, sua... Como se atreve?

— Isso significa que estou certa, ou errada?

— Significa que é muito atrevida, e que não tenho a menor intenção de responder perguntas tão pessoais.

— Eu já imaginava — ela riu. — Se não dedicou algum tempo aos homens ou mulheres, o que andou fazendo nos últimos cinco anos?

— Desfrutei da felicidade de ter me livrado de você.

— Entendo — ela afirmou com a cabeça, examinando-a rapidamente como se avaliasse suas jóias e roupas. — Parece que anda vivendo com mais conforto do que se podia esperar. Quem pagou por tudo isso? Papai?

— Trabalho duro para ganhar meu dinheiro, e posso gastá-lo como e onde quiser. Quanto às jóias, ganhei quando completei vinte e um anos.

— Fala como uma leoa defendendo a cria — ele provocou.

Camila decidiu que já suportara demais.

— Por que não? Você gosta de abusar das pessoas quando já estão derrotadas e não podem se defender, mas eu sou diferente. Na verdade, não gosto nem de me associar com gente capaz de cometer tamanha atrocidade. Assim, se não se importa... — e tentou sair.

Mas Lauren a segurou pelo braço, frustrando seu plano de fuga.

— Não tão depressa. Temos algumas coisas a discutir.

— Já discutimos mais que o suficiente, Lauren.

— Querida, ainda nem começamos a conversar — ela sorriu.

— Mas uma festa como essa não é o melhor lugar para uma conversa séria. Estarei em seu escritório amanhã, as dez em ponto.

De onde havia tirado a idéia de que podia simplesmente invadir sua vida como se ainda ocupasse algum lugar nela?

— Não perca tempo, Lauren, porque não pretendo recebê-la. Sou uma mulher ocupada, e tenho compromissos agendados para os próximos quinze dias.

— Pois trate de arrumar um tempo para me receber, ou seu único compromisso será com o oficial de justiça. Deixe de ser egoísta, Camila! Pare de pensar em si mesma e lembre-se de seus funcionários! Essa pode ser sua última chance de evitar que todos fiquem desempregados. A escolha é sua, Camila . Prefere se agarrar ao orgulho e prejudicar centenas de famílias? — e soltou-a. — Até amanhã.

Furiosa, Camila a viu passar pela porta da saleta e desaparecer no meio da multidão que lotava o salão de baile do hotel. Adoraria tê-la mandado para o inferno, mas suas palavras a impediram. Lauren sabia que a receberia no dia seguinte; faria qualquer coisa para tentar salvar os empregos pelos quais lutara nos últimos meses, sem muito sucesso. A sensação de fracasso era como um remédio amargo e difícil de engolir. De repente Lauren aparecia insinuando que podia fazer algo para ajudá-la e, por mais que a odiasse, não podia simplesmente virar as costas para uma oportunidade.

O reconhecimento deixou um gosto amargo em sua boca que persistiu pelo resto da noite. Camila deixou o baile cedo e, em vez de seguir direto para casa, tomou um táxi até o Hospital London, onde Alejandro Cabello permanecia na Unidade de Terapia Intensiva. Há três semanas, sofrera um violento ataque cardíaco que quase o levara para sempre, e havia sido justamente enquanto ele lutava pela vida que Camila descobrira o verdadeiro estado financeiro de seu império editorial. Enquanto os médicos venciam lentamente a batalha pela vida de seu pai, ela ainda lutava para salvar sua companhia.

Sua mãe ergueu os olhos do tricô ao ouvi-la entrar no quarto. Era uma mulher pequena, frágil e pálida, cujo rosto cansado abriu-se num sorriso de boas vindas.

— Olá, querida. Divertiu-se no baile?

Camila beijou o rosto de Sinuhe Cabello, o tipo de mulher cuja natureza doce despertava o instinto de proteção nos que a cercavam, especialmente nos familiares. Muito antes do pai adoecer, Camila  já havia adquirido o hábito de poupá-la de todos os dissabores da vida, e por isso decidira esconder a verdadeira situação financeira da empresa que, por sua vez, provocara o ataque cardíaco que quase matara Alejandro Cabello. Era evidente que Sinu suspeitava de que algo errado acontecia com o marido, mas se ele havia preferido guardar segredo, não seria a portadora das terríveis notícias.

Por isso sorria, apesar de todos os problemas que a perturbavam.

— Ah, sabe como são essas festas. Mas a causa era boa, e isso é o mais importante. Como está papai?

— Agora está mais tranquilo, mas se agitou muito no início da noite.

— Tente não se preocupar, mamãe — e abraçou-a. — Sabe como papai odeia ficar doente, especialmente se a enfermidade o obriga a afastar-se dos negócios. Mas estou no controle de tudo, e talvez tenha boas notícias para ele em breve — sorriu, cruzando os dedos e rezando para que os anjos dissessem amém.

— Você sempre nos conforta, Camila. Não sei o que seria de mim sem sua ajuda — Sinu declarou com um sorriso, antes de cravar os olhos no rosto da filha e franzir a testa. — Parece cansada, querida. Tem dormido bem?

Dormir era algo que quase não fazia ultimamente. E quando conseguia conciliar o sono, sempre acordava assustada com pesadelos terríveis. Mas não podia preocupar a mãe com seus problemas.

— Estou bem, mamãe. Tive um dia longo e cansativo, mas irei direto para a cama assim que chegar, em casa, e amanhã estarei com uma aparência bem melhor. Tente dormir um pouco, está bem? Papai ficaria aborrecido se á visse tão abatida.

— Você fala como se eu fosse um tônico!

— E não é? O melhor que ele pode ter. Até amanhã, mamãe. Dê um beijo nele por mim, e diga que pare de se preocupar — sorriu, beijando o rosto de Sinu duas vezes antes de sair.

O apartamento de Camila  ficava perto do rio em Chelsea. Era pequeno, mas confortável e bem decorado. Alugou antes do breve casamento, e como se recusara a aceitar qualquer tipo de benefício financeiro que o divórcio pudesse proporcionar, voltara imediatamente após a separação.

Inquieta, trancou as portas e verificou as fechaduras várias vezes antes de se servir de um conhaque e ir se sentar em sua poltrona preferida. Estava insegura, e sabia que a culpa era de Lauren. Não esperava vê-la novamente depois do divórcio, e a reencontrar havia sido como uma bomba sobre sua cabeça. Por que ela voltou, se já havia conseguido tudo o que queria?

Não passara de um instrumento nas mãos de Lauren Jauregui, uma garota ingênua e apaixonada que ela manipulara para alcançar seus propósitos. Jamais imaginara que alguém podia fingir com tanta desenvoltura. A amou profundamente, e se acreditou amada, mas tudo não havia passado de uma grande mentira. Uma garota de vinte e um anos não podia mesmo ter desconfiado do plano diabólico de uma mulher de vinte e seis anos, experiente e ambiciosa, capaz de quaisquer truques para realizar seus projetos materiais.

Lauren acertara sobre sua vida amorosa. Não se envolvia com ninguém há anos, desde a separação, e sabia que nunca mais seria capaz de confiar em alguém e permitir uma aproximação. Os amigos haviam desistido de perguntar por que mudara tanto depois do retorno dos Estados Unidos e, apesar da eterna curiosidade, respeitavam sua privacidade.

Camila fechou os olhos e encolheu-se na poltrona. Escapar de perguntas curiosas era uma coisa. Escapar das lembranças era outra. No início as utilizava para se castigar, como um flagelo que a faria lembrar o que nunca mais deveria acontecer. Revivia as cenas mentalmente centenas de vezes, até que, esgotadas, as recordações começaram a se tornar menos frequentes e dolorosas. Não pensava nele há muito tempo, mas esta noite tudo voltara com força espantosa.

Lauren havia sido capaz de levá-la a acreditar em seu amor, conforme lhe era conveniente, mas jamais a amara. E a verdade tornara-se dolorosamente evidente em pouco tempo. Lauren desempenhara seu papel com tanto talento, que Camila só descobrira ter se casado com uma impostora na manhã seguinte à noite de núpcias. No dia em que deveriam ter começado uma vida em comum, finalmente conhecera a verdadeira Lauren Jauregui...


Notas Finais


E então, o que acharam? Comentem, compartilhem com as amigas, amigos, amores...
Adoraria saber a opinião de vocês. Beijos sz


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