História Cruel Fate - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Drama, Revelaçoes, Sentimentos, Suspense, Vingança
Exibições 276
Palavras 1.894
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Super Power, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


E então, preparadas para um último capítulo de hoje?

Comentem o que estão achando da fic, e principalmente: Comentem o que acharam desse capítulo.

Capítulo 4 - Lembranças da dor


Havia sido um dia de trabalho duro. Camila estava concluindo um período de seis meses de intercâmbio, e participar da rotina de uma empresa co-irmã era uma oportunidade que não podia perder, especialmente a poucas semanas de seu retorno para a Inglaterra, onde finalmente assumiria um cargo no império editorial que o pai construíra. Para relaxar, ela aceitou o convite para ir ao teatro com um casal de amigos de seu pai.

A peça era excelente, e estava discutindo o roteiro no saguão do teatro quando sentiu que alguém a observava. Intrigada, se virou e se sentiu aprisionada pelos grandes olhos verdes que lembravam faróis em meio ao mar de cabeças. Se encararam por alguns segundos, tempo suficiente para que algo elementar fluísse entre elas, mas então alguém se aproximou e chamou sua atenção.

Camila não conseguiu desviar os olhos da desconhecida, totalmente dominada pelas estranhas sensações que a invadiam. De repente ela se desculpou e começou a caminhar em sua direção. Assustada, virou-se e tentou disfarçar a inquietação, mas a tensão de seu corpo indicou o exato momento em que ela parou a seu lado. Os amigos a cumprimentaram com entusiasmo, e ela respondeu com voz profunda, melodiosa e envolvente. Alguém disse seu nome e Camila olhou em volta, lutando para recuperar um mínimo de controle.

— Camila, esta é Lauren Jauregui, uma grande amiga — Robert Wells declarou com a jovialidade habitual. — Essa jovem inglesa, filha de um bom e velho amigo, se chama Camila Cabello.

Camila estendeu a mão num gesto automático, sabendo que devia estar olhando para ela com ar de idiota.

— Como vai? — perguntou.

O aperto de mão provocou uma espécie de corrente elétrica que os afetou com a mesma intensidade.

Lauren Jauregui a encarou por alguns instantes e Camila teve a impressão de que ela estava chocada. Mas então ela sorriu e disse:

— Desculpe minha rudeza, mas fiquei fascinada com seu sotaque. E com sua beleza, é claro.

— Cuidado, Camila. Lauren tem uma reputação e tanto! — Olivia Wells a preveniu com tom divertido. — É uma verdadeira loba mau.

Lauren soltou sua mão com alguma relutância e, sem desviar os olhos dos dela, respondeu:

— Pare de me caluniar, Livi, ou vai assustá-la.

— Não costumo fazer julgamentos precipitados — Camila declarou com ousadia.

— É um alívio saber disso. Cabello, não? Mas o nome é espanhol.

— Minha família deixou Cuba depois da guerra e pobreza, e por isso sou inglesa, como minha mãe.

Nesse momento a campainha anunciou o início do segundo ato e o medo de nunca mais vê-la a congelou por dentro.

— Posso levá-la para jantar depois da apresentação?

A alegria devia estar estampada em seu rosto, mas já era convidada dos Wells.

— Gostaria muito, mas já temos uma mesa reservada.

— Por que não janta conosco, Lauren? — Olivia sugeriu.

— Será um prazer — ela aceitou de imediato, sem desviar os olhos de Camila. — Até mais tarde.

— Uau! — Olivia exclamou assim que ela afastou-se. — Acho que nunca vi Lauren reagir desse jeito antes. Você a fisgou, Camila.

Esperava sinceramente que sim. Nunca acreditei em amor à primeira vista, e de repente me descobria apaixonada por uma desconhecida!

Quando a apresentação chegou ao fim, Camila aplaudiu com o restante da platéia sem saber o que se passara no palco. A vida e o sangue só voltaram a circular por suas veias mais tarde, quando voltou ao saguão e viu Lauren esperando por eles junto à porta.

Jantaram num restaurante aconchegante perto do teatro, e depois Lauren insistiu em levá-la para casa. Demonstrando educação e um certo cavalheirismo e gentileza, acompanhou-a até a porta e abriu a porta com sua chave, devolvendo-a em seguida.

— Camila Cabello — murmurou com tom estranho, como se suspirasse. — Quem diria que entraria em minha vida e a deixaria de pernas para o ar?

— Eu... Fiz isso?

— Definitivamente. Não a esperava.

— Também não esperava conhecê-la. Estou aqui para trabalhar e... — e parou, notando que ela aproximava-se lentamente.

— Talvez não seja muito educado tentar beijar uma mulher no primeiro encontro, mas não sei se poderei resistir.

A paixão em sua voz a deixou sem fôlego.

— Isso é um encontro?

— O primeiro de muitos — ela prometeu num sussurro, puxando-a de encontro ao peito e beijando-a suavemente, como se quisesse indicar que aceitaria uma recusa.

Mas Camila não queira resistir.

Quando Lauren levantou a cabeça, ambos respiravam com dificuldade.

— Você seria capaz de destruir o controle de um santo. E como Livi já a preveniu, não sou nenhuma santa — e deslizou um dedo por seus lábios.

— Não quero ninguém santo — ela respondeu com ousadia, arrepiando-se ao ver o brilho intenso em seus olhos.

Jamais quisera alguém até conhecê-la.

— Uma pessoa esperta deveria retroceder nesse ponto, mas simplesmente não posso. Jante comigo amanhã.

Jamais pensou em dizer não, mas não tinha idéia de como o sim mudaria sua vida.

Camila jantou com Lauren na noite seguinte e as horas voaram. Quando ela a levou para casa, já não tinha dúvidas de estar completamente apaixonada. Era uma mulher tão interessante e divertida! Quando falava sobre si mesmo, criava uma atmosfera de encanto e excitação que a atraía como um ímã.

Era diferente de todos as pessoas que já havia conhecido. Bonita, excitante, intrigante, capaz de lançá-la num mundo de fantasias do qual não queria mais sair. Acostumada a ser perseguida por homens e mulheres que queriam conhecê-la por causa do nome de sua família, ou simplesmente para integrá-la a uma vasta lista de conquistas, sentia que a presença de Lauren iluminava sua vida como um raio de sol. Sabia que a desejava, como indicavam os beijos apaixonados que trocaram ao despedirem-se, mas em nenhum momento se sentia pressionada ou agredida por seu evidente desejo. E sua resposta imediata e intensa tornava o jogo de sedução ainda mais envolvente e eletrizante.

Mas Lauren preferia saciar outros sentidos. Cada encontro era uma aventura repleta de novas experiências, lugares exóticos e passeios surpreendentes. Uma noite jantavam num restaurante requintado e exclusivo, e no dia seguinte caminhavam descalças pela praia e almoçavam num pequeno restaurante do porto onde serviam frutos do mar. E a cada instante, a atração crescia em urgência e intensidade. Certa noite, quando a frustração de não poder senti-la por completo a fez gemer e contorcer-se em seus braços, Lauren recostou-se no sofá da sala do pequeno apartamento e fitou-a nos olhos.

— Quando formos para a cama, Camila, será para celebrar nossas núpcias, e não para satisfazer nossos impulsos num encontro inconsequente.

— Está dizendo que quer se casar comigo? — perguntou incrédula. Até então, estivera certa de que Lauren não queria mais que um romance casual.

— É o que devo fazer antes de perder o controle — ela sorriu.

— Não precisa se casar comigo, Lauren — indicou com honestidade. Já a amava demais para lhe negar qualquer coisa.

— Eu sei, mas é o casamento, ou nada. A não ser que não queira se casar comigo.

— Oh, não! É claro que quero me casar com você! — exclamou, atirando-se em seus braços.

— Então nos casaremos assim que todos os papéis estiverem prontos. Você se importa se formos só nós duas, sem família ou amigos?

Eufórica, Camila a beijou antes de responder.

— Meus pais não se importarão com isso, desde que eu esteja feliz.

E assim, sem contar nada a ninguém, casaram-se em Los Angeles alguns dias mais tarde, tendo por testemunhas duas pessoas que encontraram na rua. Do cartório, seguiram direto para o aeroporto, onde embarcaram num vôo com destino a Nova York. A única coisa que Camila sabia sobre a esposa era sua nacionalidade americana e sua profissão de empresária. Mas isso não a preocupava. Estavam apaixonadas, e o tempo era precioso demais para ser desperdiçado com detalhes práticos. Sabia que ela era bem sucedida, mas não teria se importado se fosse pobre. O amor era tudo de que precisavam para serem felizes.

Já era tarde quando chegaram ao apartamento de Lauren, e de repente Camila percebeu que estava nervosa. Pela primeira vez estariam realmente sozinhas, e a promessa da noite a fazia estremecer com um misto de excitação e alarme. Aos vinte e um anos, nunca se entregou a ninguém, e não queria desapontar a esposa sofisticada e experiente. Especialmente quando ela mostrava-se tão estranha. Se manteve quieta durante toda a viagem, como se algo a preocupasse, e nas poucas vezes em que falara, a tensão em sua voz a deixava nervosa e assustada.

Incapaz de suportar o silêncio prolongado na sala de jantar, onde comiam a refeição que a governanta deixara preparada, Camila finalmente perguntou:

— Você está bem Lauren?

Sem encará-la, Lauren deixou os talheres sobre o prato num movimento súbito e respirou fundo.

— Não, não estou. Se há uma coisa que não me interessa nesse momento é jantar. Minha fome é outra, Camila. Esperei o máximo que pude, mas agora cheguei ao meu limite — e se levantou.

Aliviada, não protestou quando ela a ergueu nos braços e levou-a para o quarto, onde a amou de forma ardente e completa. Lauren foi capaz de despertar sua sensualidade com maestria e experiência, a introduzindo nos mistérios do prazer e a levando para um mundo onde existiam apenas sensações intensas e deliciosas. A dor da penetração foi rapidamente superada pela satisfação completa e pela alegria de constatar que havia sido capaz de saciá-la.

Camila virou-se na cama de casal e despertou sentindo a presença de Lauren a seu lado. Sua esposa. Uma onda de felicidade inundou seu ser. Agora já não era mais Camila Cabello, mas sim a Sra. Lauren Jauregui.

Virando a cabeça no travesseiro, sorriu ao ver a cabeça morena repousando a seu lado. Havia sido tudo tão perfeito, que mal podia esperar para sentir novamente as mãos dela em seu corpo, acariciando-a e a despertando para o prazer que só conheceu na noite anterior. E não tinha de esperar. Bastava estender a mão e tocá-la, e Lauren acordaria pronta para amá-la mais uma vez. Com o coração aos saltos, virou-se sob o lençol de seda e a abraçou.

— Não toque em mim! — ela exclamou, levantando-se de um salto.

A dureza do tom de voz a imobilizou por alguns segundos, até que, chocada, sentou-se na cama e puxou o lençol sobre o corpo nu.

— Lauren — sussurrou sem saber se devia rir da piada ou entregar-se ao pavor.

O corpo musculoso e atlético de sua esposa parecia retesar-se ao som de sua voz, mas ele continuou caminhando na direção do banheiro da suíte sem sequer virar-se. Com uma força que jamais sonhara possuir, Camila, levantou-se, envolveu o corpo com o lençol e a seguiu. Se o comentário havia sido uma piada, ela teria de se explicar imediatamente.

— Lauren! — chamou, lutando para conter as lágrimas. — Isso não foi nada engraçado, querida.

Parada diante do espelho, penteando os cabelos e lavando o rosto de traços perfeitos, ela se virou para examiná-la dos pés à cabeça com um olhar carregado de desdém. Era como se a despisse, não das roupas, mas de sua dignidade. Humilhada, sentindo-se prestes a desmoronar, Camila esperou em silêncio pelas explicações que certamente ouviria em breve.

— E nem devia ser — ela indicou com insolência.

— Lauren! — Não podia acreditar que a mulher que amava era capaz de tanta crueldade. Então não fora uma piada! Algo terrível e real estava acontecendo, e tinha de descobrir o que era antes que o mundo desabasse sobre sua cabeça. — O que aconteceu? Qual é o problema?

— O que a faz pensar que há algum problema?


Notas Finais


Gostaram do capítulo? Já sabemos um pouco mais sobre a história entre Camila e Lauren, o que acham que acontecerá daqui pra frente?

Novo capítulo será postado provavelmente no sábado, então até lá, se puderem comentar e compartilhar com os amigos sobre a fic eu ficaria imensamente feliz. Beijos sz


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