História Cruel Fate - Capítulo 7


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Drama, Revelaçoes, Sentimentos, Suspense, Vingança
Exibições 255
Palavras 1.393
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Super Power, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Preparadas para um novo capítulo?

Boa leitura e espero que gostem :D

Capítulo 7 - A verdade


Anteriormente em Cruel Fate:

Parada diante do espelho, penteando os cabelos e lavando o rosto de traços perfeitos, ela se virou para examiná-la dos pés à cabeça com um olhar carregado de desdém. Era como se a despisse, não das roupas, mas de sua dignidade. Humilhada, sentindo-se prestes a desmoronar, Camila esperou em silêncio pelas explicações que certamente ouviria em breve.

— E nem devia ser — ela indicou com insolência.

— Lauren! — Não podia acreditar que a mulher que amava era capaz de tanta crueldade. Então não fora uma piada! Algo terrível e real estava acontecendo, e tinha de descobrir o que era antes que o mundo desabasse sobre sua cabeça. — O que aconteceu? Qual é o problema?

— O que a faz pensar que há algum problema?

 

Atualmente em Cruel Fate:

Flashback on:

Como vencer a confusão que a envolvia? Até ontem ela se mostrava carinhosa e adorável, e agora... Desesperada, tentou encontrar uma resposta racional, qualquer coisa capaz de aliviar a dor que ameaçava dilacerá-la.

— Foi algo que fiz? Está arrependida de ter se casado comigo?

— Não — ela riu. — Era exatamente o que eu queria.

Era a resposta que esperava ouvir, mas o tom de voz frio e distante só aumentou seu pavor. Se ela queria mesmo sair desse inferno, tinha de seguir a trilha que ela indicara.

— Talvez quisesse realmente se casar comigo, mas é evidente que há algo errado. Não sou nenhuma idiota, Lauren. Qualquer que seja o problema, eu tenho certeza de que podemos resolvê-lo juntas. É o que fazem as pessoas que se amam.

— E quem falou em amor? — ela sorriu, sem sequer interromper a tarefa de escovar os cabelos.

A questão foi como uma bomba sobre sua cabeça.

— Mas... Eu amo você, Lauren.

— Eu sei — e a encarou, os olhos verdes a desafiando a prosseguir em sua linha de raciocínio.

Não havia como se defender da verdade que ela queria revelar.

— Não! — Camila gritou desesperada, sentindo que a dor a rasgava por dentro como uma lâmina afiada e mortal.

Calma, Lauren agora terminava de escovas os dentes, enxaguar a boca e secava o rosto com uma toalha.

— Não. Exatamente, Camila. Uma boa noite de sono parece ter operado maravilhas em sua capacidade de percepção.

— Mas você disse que me amava!

— Eu alguma vez lhe disse isso?

Não. Pensando bem, ela jamais disse que a amava. Nunca sequer mencionara a palavra amor. Sabia que a resposta poderia destruí-la, mas precisava conhecer a verdade.

— Então por que se casou comigo?

— Por quê? Correndo o risco de parecer dramática, eu só me casei com você por vingança.

— Vingança? Mas isso não faz sentido! O que foi que eu fiz para merecer esse castigo cruel?

A raiva que brilhava em seus olhos era assustadora, tão grande que ela retrocedeu dois passos temendo uma agressão física.

— A neta de Fernando Cabello não sabe a que me refiro? Não acredito minha querida Camila. Vasculhe sua memória, e garanto que encontrará a resposta. E claro que, se não conseguir desvendar o mistério, estarei à sua disposição para todas as explicações necessárias. Mas agora preciso tomar um banho, ou não chegarei ao escritório às oito e meia. Será que pode me dar licença? — e bateu a porta do banheiro em seu rosto.

Camila cambaleou até a cama e deixou-se cair como um fardo sem vida. As pernas tremiam convulsivamente, e os pensamentos mergulhavam num caos completo. O único fato que ainda a mantinha firme em sua consciência era que ela não a amava. As palavras repetiam-se em sua mente como se fizessem parte de um disco riscado. Por isso ainda estava sentada no mesmo lugar quando Lauren saiu do banheiro e se vestiu, ignorando sua presença. Pálida, observava seus movimentos como se vivesse um pesadelo do qual acordaria a qualquer momento. Mas estava acordada, e sabia que viveria esse pesadelo eternamente, até o último de seus dias.

Vestido num terno feminino de uma cor escura e formal, Lauren abriu a porta e avisou antes de sair:

— Se precisar de alguma coisa, peça à governanta. O nome dela é Srta. Allyson Brooke.

Camila não tinha forças para responder, e nem ela parecia interessada numa resposta. Sem dizer mais nada, partiu a deixando com a agonia da traição e a confusão dos próprios pensamentos como únicas companhias. Quando a Srta. Brooke entrou no quarto para perguntar se gostaria de tomar café, Camila ainda permanecia no mesmo lugar. O rosto não mostrava sinais de pranto, porque nenhuma lágrima caíra de seus olhos. Mas também não estava entorpecida. Se estivesse, ao menos teria algum alívio para a dor que ameaçava enlouquecê-la.

Calma, recusou a comida e se obrigou a sorrir.

— Obrigada, Srta Allyson, mas ainda estou cansada da viagem. Acho que preciso mais de descanso que de alimento.

— Como quiser Sra. Jauregui. Posso aproveitar a oportunidade para desejar felicidades as pombinhas?

Camila não sabia se ria ou chorava. Felicidade? A resposta automática devia ter sido satisfatória, porque a governanta sorriu, afirmou com a cabeça e saiu. Sozinha, finalmente pôde deixar cair à máscara e enterra o rosto entre as mãos num gesto de desespero. Não sabia a que Lauren havia se referido quando mencionara uma vingança. Sua família jamais a ofendera, ou já teria ao menos ouvido seu nome. Mas falara com tanta certeza... Dissera estar buscando vingança, e não hesitara em usá-la como um instrumento para alcançar seus propósitos. Passou algumas semanas a envolvendo com gestos atenciosos, conquistando sua confiança e fingindo amá-la, até finalmente torná-la sua esposa... E a rejeita sem nenhuma compaixão. Como tivera coragem de trair um amor tão intenso? Era desumano! Era insensível, cruel e... Deus tinha a impressão de que seu coração sangrava de tanta dor. E, no entanto, depois de algum tempo, a própria dor deu origem à raiva cicatrizante que a ajudaria a vencer os primeiros momentos de desespero.

Não fizera nada para merecer tamanho castigo! E se Lauren era adepta da prática da vingança, então devia saber que mais cedo ou mais tarde pagaria pelo sofrimento que provocava. Queria fazê-la sofrer como estava sofrendo, e não hesitaria em agredi-la de todas as formas possíveis. A lembrança de como se entregara incondicionalmente, sem exigências ou cobranças, era como uma chama alimentando o ressentimento e trazendo-a de volta à vida. Lágrimas quentes brotaram em seus olhos, mas Camila as conteve. Lauren a destruíra, mas não teria o prazer de vê-la chorar.

Flashback off

Camila emergiu do passado com um arrepio. O conhaque permanecia intacto no corpo sobre a mesa, e um frio incômodo a fizera encolher-se ainda mais. A vingança que planejara num momento de dor e rancor jamais se materializara, porque aquilo havia sido apenas o início. No entanto, nenhum dos eventos posteriores a feriram tanto quanto aquela primeira revelação da traição que sofrera. Havia sido uma dor tão profunda, que nenhuma outra pudera superá-la em intensidade.

Mas, como dissera a Lauren, o breve casamento foi uma lição valiosa. Nunca mais acreditaria nas mentiras de ninguém. Nunca mais permitiria que uma pessoa se aproximasse o suficiente para magoá-la e usá-la. E nem deixaria que as emoções a arrastassem para águas perigosas e a cegassem para a realidade.

Esta noite recebera um aviso sobre a força da atração que ainda sentia por Lauren, e desprezava-se por ser tão fraca. Mas estaria sempre alerta, pronta para enfrentá-la e impedir que os sentimentos prejudicassem seu raciocínio. Era a única maneira de estar sempre um passo a frente dela.

Qualquer que fosse seu plano estaria preparada. Agora sabia tudo sobre a companhia Jauregui, um conglomerado poderoso e diversificado. Lauren trabalhava adquirindo companhias à beira da falência, dividindo-as em suas partes componentes e vendendo essas partes com uma boa margem de lucro. Se for o que tinha em mente para a Editora Cabello, teria uma grande surpresa.

Não fosse a crise financeira que atravessavam, nem a receberia em seu escritório, mas tinha de engolir o orgulho e pensar nas centenas de famílias que seriam prejudicas pela falência da empresa.

Se mantivesse isso em mente, certamente seria capaz de lidar com Lauren Jauregui.

Crescera muito nos últimos cinco anos, e sabia que agora era mentalmente mais forte. Não cometeria a suprema covardia de fugir do confronto. Desta vez a enfrentaria de igual para igual, de cabeça erguida, e venceria a batalha. Sorrindo, se levantou e foi apagar as luzes antes de ir dormir. Talvez pudesse realizar sua vingança, afinal.


Notas Finais


E então pessoal, gostaram do capítulo? Entenderam a real intenção da Lauren?

O que acham que vai acontecer nos próximos capítulos? Deixem seus comentários :D


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