História Cry Baby - o Conto - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Melanie Martinez
Tags Cry Baby, Drama, Melanie Martinez
Visualizações 30
Palavras 1.602
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiee Skeleton Babies, turu bão??
Eu sei que demorei pra postar e peço desculpas por isso, as aulas voltaram e a tia CryCliquer aqui se ferrou com os horários, mas agora vai voltar tudo ao normal.
Lembram de Carousel (que eu falei que foi difícil pacas pra escrever), então, esqueçam aquilo, Soap e Training Weels tão sendo difíceis para um K-raleo (por causa do negocio das metáforas e pah), mas eu to tentando juro. Eu não sei se gostei muito desse capítulo, sinto que falta algo, talvez eu o arrume depois (caso eu faça isso eu aviso vocês nas notas).
Independente disso, boa leitura pra vcs <3

Capítulo 6 - Soap


Fanfic / Fanfiction Cry Baby - o Conto - Capítulo 6 - Soap

Desde de o começo das aulas, Cry Baby sentia que tinha um compromisso na escola que ia além de aprender, aquele ambiente trazia peculiaridades e experiências que a menina nunca sentiu. Com frequência ela era alvo de bullying, os xingamentos e brincadeiras de mau gosto já faziam parte de seu cotidiano, não havia um dia em que Cry Baby não se sentia mal ao ir para a escola.

                Certo dia, alguém diferente passou pela porta da sala de aula, um menino de aparência meiga, bochechas rosadas e cabelos penteados adentrou o local e se sentou no único lugar disponível na sala, a cadeira ao lado de Cry Baby.

- Oi – disse o menino. Cry Baby apenas deu um sorriso tímido. – Meu nome é Johnny. – Novamente, Cry Baby apenas deu um leve sorriso, mas agora assentiu com a cabeça. – Você não vai me falar seu nome?

- Cry Baby – respondeu a menina com timidez.

- Que nome engraçado, deve parecer com você.

                Cry Baby olhou para o menino e abaixou sua cabeça, segurando para que lágrimas não caíssem sobre seu caderno, coisa que não deu muito certo.

- Ei, você tá chorando? Eu estava brincando, não queria te magoar. – Nessa hora, a menina levantou sua cabeça de volta e criou um pingo de esperança, acreditando que finalmente pudesse fazer um amigo.

- Não tem problema, eu sou chata mesmo e não sei entender piadas.

- Você não parece ser chata.

- Diz isso porque é novo na escola, aposto que amanhã já vai estar roubando meu lanche e caçoando de mim.

- Eu nunca faria isso, afinal, eu sou seu amigo.

                O coração frágil da doce menina sentimental sorriu pela primeira vez em muitos anos, aquela sensação era nova, não soava como uma simples amizade ou algo do tipo, parecia algo maior, mais vívido, algo como amor. Mas não o amor que ela sentia por seus bichinhos de pelúcia, ou o amor que ela sentia por sorvete, era diferente, nunca sentido antes.

- Sabe, toma aqui meu telefone, em casa a gente conversa um pouco mais.

- Claro, eu adoraria.

                (...)

                O sinal finalmente bateu, Cry Baby nem viu o tempo passar, ficara a aula inteira conversando com seu novo amigo e mal esperava a hora de chegar em casa para conversar mais com ele. Ela saiu correndo do prédio e chegou a sua casa, indo direto para seu quarto ensaiar o que diria a Johnny, ela o chamaria pra sair? Nem ela mesma sabia responder.

(P.O.V Cry Baby)

                O dia hoje foi muito legal, eu finalmente fiz um amigo novo, nos ficamos conversando a aula inteira, ele é muito legal mesmo, nós somos parecidos e gostamos praticamente das mesmas coisas. Johnny me deu seu número de telefone, eu acho que vou ligar pra ele hoje, assim posso chama-lo pra sair.

                Desço até a sala e me acomodo no sofá, pegando o telefone fixo e colocando-o sobre meu colo. Começo a discar o número, minhas mãos começam a suar e meu coração acelera, e o som do telefone na espera começa a ecoar na minha cabeça, até que uma doce voz atende e fala “Alô”.

- Ah oi Johnny, é a Cry Baby.

- Oie Cry Baby, eu não achava que ia ligar, nós conversamos bastante hoje.

- Aah... eu to te atrapalhando?

- Não tá não, eu gosto de falar com você.

- Ow, que bom, eu também gosto muito de falar com você.

-*Barulhos ao fundo da chamada*, Hey Cry Baby, minha mãe ta me chamando, preciso ir, tchau!

- Hey espera, eu tenho algo pra te dizer. - E nessa hora eu congelei, eu ia dizer que o amo, mas algo dentro de mim não deixou, ele é o meu único amigo, eu tenho que andar com as pontas dos pés e tomar muito cuidado pra não falar merda pra ele, eu tenho que manter nossa relação morna enquanto eu tomo mais tempo para conhecê-lo. – Ah, eu quero dizer... Te espero amanhã, na escola.

- Ah... tá bom, tchau.

-Tchau.

                Acho que tenho que tomar mais cuidado com o que falo.

                (...)

                Escola, de novo. Hoje Johnny chegou mais cedo que eu e se sentou no meu lugar.

- Hey seu ladrão de lugares, sai daí. - Falo colocando minhas coisas sobre a mesa.

- Me tira. – Johnny respondeu, começo a fazer cosquinhas nele e nós dois caímos no chão, eu continuo brincando até que percebo que estou encima dele, nossos rostos estão perto e nossas respirações estão em contato com o rosto um do outro. Ele apenas sorri quando percebe que estou olhando fixamente para seu rosto corado, e eu sorrio junto até que a professora entra na sala e chama nossa atenção. Saímos de cima um do outro e nos sentamos no lugar, fingindo que nada aconteceu.

                Novamente a aula passou rápido e eu fui correndo pra casa, é hoje que eu vou chamar Johnny pra sair, não aguento mais segurar meus sentimentos por ele. Já com o pensamento que ele vai aceitar sair comigo, pego o telefone e levo para meu banheiro, decido ligar pra ele enquanto tomo banho. Separo minha roupa e ligo a torneira da banheira, deixando a água morda derramar sobre mim. É agora, vou chama-lo pra sair, espero que ele aceite, mas... E se não aceitar? O que eu vou fazer? O que eu vou ter feito? Calma Cry Baby, vai dar tudo certo.

                Pego o telefone e começo a discar seu número, enquanto o telefone chama, fico cantarolando uma música para o tempo passar, estou tão ansiosa que minha mão começa a se mexer sozinha e brincar com a água.

- Alô?

- Hey Johnny, você... Você gostaria de... Sair?

- Oh... é, claro!

-Ow, okay, te vejo em breve, tchau.

- Tchau.

- Ah Johnny!

- Oie.

- Te amo. -  Falo e desligo a ligação na cara dele. Meu deus, o que eu acabei de fazer? O QUE EU FIZ? Calma Cry Baby... CALMA É O CARALHO, EU ACABAEI DE FALAR QUE AMO UMA PESSOA QUE CONHEÇO HÁ DOIS DIAS, QUAL É O MEU PROBLEMA?

                Merda eu não acredito no que falei, eu deixei a torneira das minhas palavras aberta e transbordei com meus sentimentos, eu não acredito que abri o jogo assim tão fácil. E se ele não sentir o mesmo por mim? O que eu vou fazer? Vou perder meu único amigo só porque falei de mais. Por que eu não percebi que falei demais? Meus dedos estavam praticamente enrugados com o rio de palavras que falei, eu sou muito idiota, eu nunca percebo quando é o limite. Essa é a diferença entre mim e a as pessoas, elas sabem quando tem perigo, é claro que o Johnny vai parar de falar comigo, quem diabos é amigo de alguém que se apaixona em dois dias? Ele claramente é inteligente, não vai nem querer falar mais comigo.

                Na hora em que eu falei com ele eu deveria ter me matado, ter matado aquele sentimento idiota, devia ter jogado uma torradeira na banheira, assim eu ia eletrocutar todas as minhas palavras e elas não me fariam afogar. Merda, deus eu nunca queria ter dito aquilo, eu sou tão idiota.

                Fico sentada na banheira, pensando em tudo que falei, e olho para o lado e vejo sabão, eu não quero fazer isso, mas... Só assim vou aprender a lidar melhor com o que falo no futuro, então estico minha mão, pego aquele sabonete e passo na minha boca inteira, isso é pra eu aprender a não falar mais merda, a lidar melhor com meus sentimentos e guarda-los pra mim até ter certeza do certo a se fazer com eles. Eu nunca devia ter falado “Amor”, eu nem sei se é isso mesmo que sinto por ele.

                Sabão tem um gosto péssimo, minha boca começa a espumar e eu cuspo tudo, escovo meus dentes e finalmente finalizo o banho, logo Johnny deve chegar em casa.

                Saio do banheiro e me visto, coloco um vestido verde xadrez, sapatilha preta e meias. Prendo meu cabelo em duas marias-chiquinhas e desço até a sala, aguardando ansiosamente pela chegada dele. Alguns minutos se passam e a campainha toca, é agora, ele vai me bater ou algo do tipo, eu tenho certeza.

                Ando calmamente até a porta e suspiro antes de tocar na maçaneta, então crio coragem e giro-a, fazendo a porta abrir. Johnny está parado na frente de mim, ele está tão lindo, arrumado...

                Nem espero ele falar comigo e já começo a tagarelar:

- Johnny me desculpa, eu não queria falar que te amo sabe... Mas eu não segurava mais, eu cansei de sempre esconder meus sentimentos, cansei de ser cuidadosa e sempre manter a nossa relação do jeito que é deixando o que eu realmente sinto por você escondido. Eu acabei falando demais e estraguei tudo, eu acho que você deveri... - Falo até que sou interrompida pelo toque macio de Johnny, ele segura meu pescoço e sem que eu esperasse, ele me beija. Seus lábios rosados são tão delicados, seu toque é tão sútil que nem percebo que eu retribuo o beijo. Nos separamos e ele começa a falar:

- Cry Baby, aonde nós vamos? -  Ele falou com uma voz calma, tentando desviar aquele clima criado por nós.

- Não sei, o que quer fazer? Eu estava pensando em irmos ao parque andar de bicicleta.

- Err... eu não sei pedalar. – Falou Johnny tímido.

- O QUÊ? É hoje que você vai aprender. – Digo pegando na mão dele e indo em direção ao parque, já vi que vai ser um encontro divertido.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Me perdoem por qualquer errinho ortográfico, de vez em quando passa despercebido.
Povo, eu realmente acho que falta algo nesse capítulo, me ajudem nos comentários e me digam o que falta por favor. Juro que quando eu for editar coloco o nome da pessoa nas notas.
Eu já quero adiantar você que logo logo eu vou postar uma fanfic que eu venho trabalhando há um tempinho, e eu espero que vocês gostem. Esses últimos dias eu venho tendo bastantes ideias, então logo terá mais que Cry Baby pra vcs.
Obrigada por ler <3


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