História Cry Baby - Capítulo 3


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Categorias EXO
Tags Baekhyun, Baeksoo, Baekyeol, Chanbaek, Cry Baby, Krisbaek, Sebaek, Xiubaek
Exibições 149
Palavras 2.247
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então as bonitas acharam que não iriamos voltar?

Capítulo 3 - Soap


Fanfic / Fanfiction Cry Baby - Capítulo 3 - Soap

 

"Deus, eu gostaria de nunca ter dito nada

Agora eu tenho que lavar minha boca com sabão"

Soap

 

O outono fazia as folhas se amontoarem na fachada da casa de Baekhyun. 

 

Ela estava malcuidada, ele não tinha tempo, nem mesmo paciência para varrer sempre todas as folhas que se acumulavam, então apenas fingia que faziam parte da decoração do jardim. Quando, no fim do dia, chegava finalmente em casa e via a mesma idêntica aos cenários dos seus filmes antigos favoritos, meio sépia, sempre abria um sorriso bobo. Entrava rápido, antes que alguma das velhas que habitavam a vizinhança o flagrassem e acabassem ordenando a limpeza do local. Os tênis de sola gasta sempre destruíam as folhas abaixo dos pés e aquilo soava como a mais calma das músicas.

 

O dia na escola havia sido excepcionalmente cansativo, e ele não sabia dizer bem quando havia começado a se sentir tão sobrecarregado emocionalmente sobre o que acontecia no prédio. Minseok parecia cada vez mais irritado e possessivo, mas em compensação, Chanyeol aos poucos, parecia notar o seu interesse, o que não era de um todo ruim. Naquela noite, depois de ver alguns filmes na televisão resolveu dormir mais cedo, em busca de mais energia para uma prova de cálculo que teria na manhã seguinte.

 

Assim que afundou a cabeça no travesseiro, pensou em ligar para Minseok como havia feito dias antes e conversar até dormir, mas o abajur era o suficiente para deixar o quarto pelo menos precariamente iluminado a ponto de não sentir tanto medo. Pegou seu livro favorito que estava sempre escondido debaixo do travesseiro, imaginando que talvez lendo o sono chegasse mais rápido. A capa vermelha em veludo em nada assemelhava-se a um livro infantil, mas quando Baekhyun o abria, havia um leve cheiro de morango nas páginas, contrastando com o cheiro de sangue que a história deixava no ar. 

 

Chapeuzinho vermelho. 

 

A versão antiga e original foi a única a qual o garoto teve acesso durante a vida. Sabia que haviam outras mais leves, mas havia se afeiçoado tanto com o único presente que seu pai havia lhe dado durante toda a vida, que simplesmente não conseguia se livrar.

 

Assim que chegou no momento em que chapeuzinho é enganada pelo lobo, acabou se lembrando de um fato estranho que acontecera mais cedo. Tinha quase certeza que alguém havia lhe seguido no caminho de casa. Como sempre saía na mesma hora e via as mesmas pessoas, aquela figura ao longe, diferente e intimidadora acabara por lhe chamar à atenção. Mesmo depois de entrar em casa, ele ainda ficou observando por cerca de cinco minutos o interior da casa pela janela da frente. Baekhyun preferiu pensar que se tratava apenas de um bêbado entediado. Achou que seria melhor dormir antes que aqueles pensamentos tomassem de vez a sua mente e o medo voltasse em outras formas.

 

Naquela noite, todos os seus receios tomaram formas no escuro, todas as vezes que ele abriu os olhos inesperadamente ele tinha quase a certeza de ver alguém o observando, mas Baekhyun não era corajoso o suficiente para ir atrás do que era. A cada suspiro que dava ele sentia uma dor inexplicável no coração, como um aviso silencioso e doloroso.

 

Entretanto, mesmo sem muita coragem, um barulho familiar o chamou a atenção. Do andar de baixo, havia uma melodia de um brinquedo antigo, um pequeno carrossel que tocava uma música antiga e entorpecente, de um brinquedo antigo que fazia parte de suas memórias mais antigas. Aquela era praticamente a trilha sonora da vida do garoto, que vinha de uma brinquedo que pertencia a sua mãe, mas quando ela não estava em casa era aquela melodia que enchia a casa.

 

Sabendo que o brinquedo era necessário dar corda para funcionar, Baekhyun sabia que ele não havia começado a funcionar sozinho, alguém havia o colocado para tocar. Por isso, ele saiu de sua cama com o pingo de coragem que o restava e com seus pés descalços desceu as escadas. A cada passo que o rapaz dava, mais longe a música ficava, a respiração de Baekhyun aos poucos começava a ficar acelerada pela apreensão da situação.

 

Quando ele chegou no fim da escadaria, ele viu a porta do porão aberta e seguiu caminho pelo local na casa o qual ele era proibido de entrar. Tateou a parede em busca do interruptor e acendeu o caminho que lhe levava a outra escadaria e o fazia escutar a melodia de mais perto. No fundo de sua cabeça, torceu para que sua mãe não aparecesse, brigasse consigo e o fizesse passar o dia em seu quarto sem comer nada, ou lhe desse algum castigo ainda pior do que apenas ficar sem comer. 

 

Baekhyun apenas queria matar sua curiosidade.

 

O local tinha um odor esquisito, e fazia Baekhyun se sentir assustado. Não era um local que ele costumava ficar, então lhe dava a sensação que talvez ali em baixo houvessem coisas as quais ele não deveriam saber, e provavelmente era aquela a verdade. Quando o Byun mais novo localizou a caixinha de música em forma de carrossel, ela estava colacado em cima de um pequeno tapete e o Byun se aproximou para pegar o objeto e caiu. O rapaz bateu a cabeça no chão e fez um considerável barulho com a sua queda, se xingou mentalmente pela falta de atenção e viu que o objeto havia ido para longe, entretanto, o tapete que estava ali mudou de lugar e ele viu no chão uma fechadura. Baekhyun estranhou a existência de outra entrada ali, já que o porão já era escondido o suficiente em sua opinião, mas ele ficou intrigado e curioso ao descobrir a existência daquilo.

 Antes que pudesse refletir um pouco mais sobre isso, Baekhyun sentiu um chute em suas costelas e gritou de dor. Ao olhar para trás, viu sua mãe furiosa, com o batom borrado e o rímel escorrendo pela face, uma cena tão comum para Baekhyun que era quase como uma face normal de sua mãe para si. A violência não acabou por ai, ela pisou no pé do mais novo com força e parecia cheia de fúria. O Byun se arrastou para longe dela e ela voltou a se aproximar.

 — O que você pensa que está fazendo aqui?! Eu já disse um milhão de vezes que você não deve vir aqui! Pensei que você não era tão burro quanto inútil — Ela se abaixou para perto dele — Eu tenho nojo de você — Baekhyun sentiu as lágrimas descendo por seu rosto — Você é só um bebê chorão, Baekhyun. — Ela cuspiu no rosto do rapaz e em seguida levou suas mãos até o pescoço do Byun mais novo e começou a sufoca-lo.

Baekhyun tentou fazer as mãos de sua mãe se afastarem de seu pescoço, mas foi impossível. Quanto mais o rapaz tentava se livrar daquele aperto, mais forte ficava. Era possível ver o ódio da mulher estampado em seus olhos, Baekhyun, como muitas vezes, desejou não ter feito algo de errado, e antes que perdesse a consciência, ele teve certeza que escutou a melodia da caixinha de carrossel tocando mais uma vez.

Quando abriu os olhos, Baekhyun respirou fundo e viu que estava em sua sala de aula, com Minseok empurrando o seu braço com força. O rapaz sentiu certa dificuldade para respirar a princípio e piscou algumas vezes com a claridade do local. Ainda um pouco desnorteado, Baekhyun incomodou com a boca seca e pediu que o amigo pegasse um copo de água para si, que rapidamente o fez. Depois de beber todo o conteúdo do copo, Baekhyun bebeu tudo num gole e sentiu sua garganta arder. Ao finalmente perceber  a situação, o Byun levantou-se rapidamente com os olhos arregalados e olhou para o melhor amigo em busca de explicações.

— Você dormiu a aula toda! — Minseok disse descontente — Você deveria ser mais responsável Baekhyun.

— Eu... Me desculpe.

Minseok suspirou.

— Tudo bem, apenas não fique dormindo por aí. Os professores ficaram muito bravos em ver você dormindo, não foi muito legal ter que escutar as pessoas rindo de você e as indiretas que eles ficaram jogando, tenha cuidado Baekhyun.

— Eu terei, obrigado por cuidar de mim.

— Não há de que — Minseok sorriu convencido — E sendo o bom amigo que sou, irei com você até sua casa hoje.

Baekhyun deu um risada curta com a fala do amigo e saíram da sala de aula. Ao andarem um pouco, Baekhyun pediu para que o amigo o esperasse antes de irem, ele precisava pegar uma coisa em seu armário, entretanto ao chegar no local, Baekhyun preferia não ter ido.

A cena de Park Chanyeol aos beijos com uma colega de turma o fez querer chorar, por isso ele deu meia volta e acabou esbarrando em Oh Sehun, que se assustou tanto quanto o Byun e fez com que o Oh o segurasse, com um sorriso presunçoso, Oh Sehun disse:

— Por que tanta pressa, Baekhyun, se o que você precisa está bem a sua frente?

— Talvez porque eu... — Baekhyun respirou fundo — porque eu quero chegar a você o mais rápido que eu puder.

Sehun piscou algumas vezes sem acreditar na resposta que ganhou e perguntou:

— Isso é o que eu acho que é?

— Sim, Oh Sehun. — Baekhyun olhou para trás e viu Chanyeol o observando, por isso falou ainda mais alto com um sorriso falso nos lábios. — Eu aceito sair com você.

***

Baekhyun deixou a banheira encher enquanto estava sentado na beira pensando na besteira que havia feito mais cedo, havia falado no momento da raiva e tomado a péssima decisão de sair com o Oh Sehun. Obviamente ele teria de cumprir o que havia prometido, mesmo que houvesse sido apenas para provocar Chanyeol.  

Ver Chanyeol beijando outra boca que não fosse a sua o deixou com tanta raiva que Baekhyun até mesmo se achou parecido com a sua progenitora, ele sentiu-se quase sendo tomado por uma onda de ódio que o cegou e não deixou com que pensasse claramente sobre o que acabou dizendo.

Baekhyun pegou o pequeno frasco em cima da pia, abriu-o e colocou o conteúdo dentro da banheira, para que houvesse espuma em seu banho. O Byun tinha uma relação de amor e ódio com sabão, ele amava aquele que havia dentro do frasco, com um cheiro adocicado e que fazia com que seu banho ficasse repleto de espuma e bolhas, elas confortavam o garoto depois de um dia estressante, além de que o banho era um dos poucos momentos que Baekhyun tinha paz naquela casa. Era até engraçado o quanto algo tão infantil o fazia se sentir tão bem quando nem mesmo sua infância havia sido minimamente feliz, Baekhyun não conseguia se lembrar de momentos inteiramente bons com sua família, principalmente quando contava as coisas que via na casa para a sua mãe.

Quando Baekhyun era mais novo, ele via seu pai trazer várias amantes para casa e contava a sua mãe, que o mandava calar a boca e lavava sua boca com sabão para que ele não mentisse mais, ou até mesmo quando o garoto perguntava algo que ela não queria que fosse mencionado, ela lavaria também a boca do garoto com sabão para que ele não ousasse falar suas idiotices durante o jantar.

Junmyeon era a única pessoa que o confortava depois do ocorrido, mesmo que brigassem de vez em quando, o mais velho sempre iria ao quarto de Baekhyun e lhe dava um dos biscoitos que ele tinha roubado da cozinha e dava a metade ao mais novo. Já fazia um tempo que ambos não se falavam, mas aquilo não era incomum já que o mais velho dos dois agora teria de se esforçar ao máximo para entrar em alguma faculdade de valor na cidade e tudo o que Baekhyun desejava era que o irmão tivesse a sorte de sair daquele lugar monstruoso.

Ao parar para pensar no momento, talvez a sua mãe estivesse certa, pensou Baekhyun, talvez ele dissesse muitas idiotices e no momento, após se lembrar mais uma vez do que disse a Oh Sehun, Baekhyun quis lavar sua boca com sabão.

O garoto começou a retirar a roupa na frente do espelho ali do banheiro e reparou algumas marcas arroxeadas em volta de seu pescoço, como dedos, e arregalou os olhos. Ele havia apenas sonhado, não havia? Então por que haviam aquelas marcas em seu pescoço? Baekhyun suspirou e bagunçou os cabelos, teria que dar um jeito de esconder aquelas marcas se não quisesse ganhar outras de sua mãe, ela odiava ver as marcas em Baekhyun, pois isso significava o fim das mentiras que ela contava a todas as pessoas ao redor deles, mesmo que ela não devesse estar ali. Talvez sua mãe tivesse o dado mais um de seus remédios coloridos e ele perdeu a noção do tempo e por isso não se lembrava de ter ido até a escola. Baekhyun repetiu aquilo mentalmente até que acreditasse que aquilo era o que havia acontecido.

Baekhyun enfiou-se na banheira cheia de sabão, sentindo-se mais cansado que o normal e começou a chorar ali. A marca em seu pescoço ardia como uma lembrança viva do que acontecia com garotos que eram malvados, porque para Baekhyun, era isso que ele era.

Por isso, ao invés de lavar sua boca com sabão, Baekhyun esfregou seu corpo o mais forte que podia, para parar de ser uma pessoa tão ruim quanto ele acreditava que era.

Quem sabe o sabão levaria embora toda a sujeira que ele acreditava que era.


Notas Finais


ENTÃO demoramos muito muito porque cry baby é complicada até o talo pra escrever, acho que eu, Adria, nunca me enfiei em uma história tão complexa quanto essa e a dona Mariana também as vezes se sente perdida (Mas mariana,não se preocupa, eu te guio na escuridão rs). Esse capitulo tá começado aqui no computador há muito tempo e hoje bateu aquela vontade e cá estamos, eu realmente espero que não demoremos mais com ela, cry baby é um monstrinho pedindo pra ser postado.

Eu tenho também dois avisos: O primeiro é que a partir daqui as coisas mais pesadas da fanfic (Nem tanto na verdade já que é desenvolvido um relacionamento abusivo da mãe do Baekhyun com o mesmo desde o capítulo um), como dissemos há muito tempo que teria nela, começarão a ser retratadas, então be careful. O segundo, várias dicas sobre o andamento da fanfic foi deixado nesse capitulo e nos anteriores rs prestem atenção~

Em breve os comentários serão respondidos e temos capa nova, não ficou tão boa quanto eu queria, mas foi o que minhas habilidades limitadas de edição me permitiram fazer djbfhdfhdbfj E não sei se vocês repararam, mas existe um terceiro perfil aí em cima, é o meu com a dona da minha alma.

Amo vocês!

Palpites sobre a próxima música?


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