História Cry Baby - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Melanie Martinez
Tags Cry Baby, Melanie Martinez
Exibições 24
Palavras 795
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Sim, eu demorei quase dois meses para postar um capítulo, mas eu também tenho outras prioridades na vida, como - estudar.

Capítulo 4 - Show de Horrores


Fanfic / Fanfiction Cry Baby - Capítulo 4 - Show de Horrores

Era uma manhã de sol, eu já estava de pé e disposta. Hoje, eu preciso fazer algo. Uma van azul veio anunciando aos megafones que o parque de diversões acaba de chegar na cidade. Uma das melhores coisas do ano, carrosséis com cavalos depressivos e rodas gigantes com alturas enormes, estimulando você a pular daquela altura. Mas em meio de coisas coloridas, quando eu chego na sala, vejo a coisa mais cinzenta e sem graça. Minha mãe. Ela estava no sofá e eu, com minha camiseta laranja com detalhes listrados, saia cor-de-rosa e sapatilhas brancas, fui até a cozinha preparar meu café da manhã. Cereal e leite.

- Filha.

- O quê?

- Hoje vai ser um dia divertido para você, não acha?

- Porquê?

- Você vai ir no parque de diversões, não é?

- Ah, é mesmo... Eu vou.

- Metade dos adolescentes da cidade vão. Acho que eles não irão gostar da presença de uma pessoa assim... como você. Pelo o que eu sei, eles são normais.

- Você se esqueceu de beber hoje.

- Vai lá para o seu quarto brincar de boneca, vai...

Minha mãe falava sempre nesse tom desanimado e preguiçoso, como se ela estivesse cansada de falar. Ela fala o que vem na boca e deu. Como se fosse um robozinho.

Sai da cozinha e fiquei o resto do dia e tarde escolhendo a roupa que eu iria usar no parque. Cheguei a uma conclusão, mas mesmo assim fiquei pensando no que minha mãe disse. Eu nunca levei a sério uma palavra que ela já falou. Só que ela disse que as outras pessoas são normais e que não iriam gostar de minha presença. Isso é verdade? Eu não vejo nada de errado em mim. Peguei minha paleta de maquiagem e comecei minha arte na cara. Sobrancelhas rosas, para contrariar, sombra azul, rímeo para deixar meus olhos como os de uma bonequinha e um batom roxo clarinho. Nunca pensei que eu fosse me maquiar.

Papai simplesmente saiu do mundo. Mamãe que disse isso. Mas eu não tenho tanta confiança nela. Foi de um dia para outro, do nada. Será que ela fez algo com meu pai? Não duvido nada que ela tenha o matado. Minha mãe é capaz de tudo!

Coloquei minha roupa, uma camiseta de veludo roxo, uma saia rosa, uma tiara rosa com um laço enorme, uma bota alta só que pequena de comprimento com meias que ultrapassavam um pouco o sapato. Eu estava pronta para ir e me entontar nos brinquedos, mas eu não estava pronta psicologicamente. Era como se todos que estivem lá fossem de outro planeta, fossem extraterrestres. Ou vai ver, eu sou o extraterrestre. Lá era tudo mágico, o chão de terra exibia as pegadas de sapatos e os brinquedos faziam barulhos desconfortáveis. Todos estavam felizes em estar trazendo a família para se divertir em um parque de diversões, mas e eu? Cadê minha família? Eu estou sozinha e confusa no meio de pessoas assustadoras. Dou um passo para frente e esbarro em um garoto loiro que trajava uma calça, camiseta branca e um suspensório preto. Ele pegou em minha mão e disse, bem claramente:

- Venha, vamos para a terra de diversão!

Eu apenas andei com ele pelo parque, vendo as barracas que vendiam maçãs de amor e outras guloseimas. Eu me sentia como se estivesse voando, voando sobre o luar e sentindo os mais doces sentimentos. Alcançando a lua e a abraçando como um travesseiro, sentindo as estrelas zunirem palavras de amor nos meus ouvidos. Enquanto passeávamos eu não falei nenhuma palavra, nada que fizesse sentido conseguia sair da minha boca. Avistamos as irmãs gêmeas, as duas com camisetas brancas, porém uma vestia uma saia amarela puxada para o laranja e a outra uma rosa. Apenas cumprimentamos elas e ele me puxou para o carrossel, corríamos devagar pelas pessoas. Parecia que apenas ele me entendia nesse mundo podre. Será que vou me apaixonar? Ele me colocou em um dos cavalos, de uma maneira muito educada e ficou em minha frente, me observando, estávamos sérios, mas eu via o amor expressando-se pelos seus olhos. Mas de repente, esse amor se tornou apenas uma pupila preta. E quando vi, já estava amarrada naquele carrossel. Eu nunca mais alcançaria ele, que já estava lá na frente da corrida, rindo de minha desgraça. As gêmeas me observavam e lágrimas coloridas saíram de meu olho. Eu estava me entontando e tentado achar ele no meio daquela visão embaçada, mas eu não conseguia. Foi aí que depois de algumas voltas, se entontando cada vez mais e ouvindo gargalhadas de todos os cantos do parque, eu vomitei. Mas não foi um vômito qualquer, era amor. Eram partes de meu coração de algodão doce sendo jogadas ao chão.       

 


Notas Finais


Espero que gostem!


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