História Cry Baby - Capítulo 5


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Palavras 1.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei O/
Cheguei rápido porque estava muito ansioso para escrever esse capítulo <3 essa é minha música favorita do álbum. Eu amo ela, tipo muito.
Mas e aí, qual é a sua música favorita do Cry Baby?
Link da música nas notas finais. Boa leitura!

Capítulo 5 - Alphabet Boy


Fanfic / Fanfiction Cry Baby - Capítulo 5 - Alphabet Boy

CAPÍTULO CINCO – ALPHABET BOY



‘’ Always aiming paper airplanes at me
When you're around
You build me up like building blocks
Just so you can breake me down
You can crush my candy cane
But you'll never catch me cry
If you dangle that diploma and I dead you
Don't be surprised’’




    Ainda olhava para aquela maldita carta, depois de quase uma hora inteira. Nela estava escrito um recado irônico de seu irmão, que foi morar em um apartamento no centro da cidade, este comprado com o dinheiro dos pais. Ele avisou também que faria compras para ela durante todos os meses e a visitaria quando conseguisse. Ou melhor, quando estivesse sóbrio para dirigir até lá. A menina pegou o papel com força, amassou e jogou na lixeira com violência. Enquanto se arrumava para o colégio, começou a pensar no que faria dali adiante, pois morava sozinha agora.
    Bom tempo se passou, e Melanie então se aprontou. Pegou a mochila e desceu para o andar inferior, mas agora trancou a porta antes de sair. As pessoas já não olhavam para ela quando passava, pois a notícia estava caindo no esquecimento de todos. Ela entrou no edifício da escola e foi direto para sua sala, agora que chegara um pouco mais tarde do que normalmente. Sentou-se na cadeira ao lado da que sentava Matthew e tirou seus livros da mochila, ansiosa. Começou a separá-los com seus cadernos enquanto as pessoas entravam aos poucos. Ela não costumava usar seu armário no fundo do grande corredor da escola, pois tinha ganhado a mochila cor-de-rosa de seu pai e preferia usá-la. Quando os alunos pararam de entrar na sala, a porta atrás deles foi fechada por Beth Anne, que estava acompanhada pelos dois amigos e o professor. Eles conversavam como bons amigos.
    Coube a Johnny a tarefa de levar os materiais do professor até a mesa deste. Assim que ele depositou os objetos sobre a madeira branca, foi se sentar em seu lugar com Beth Anne e ambos começaram a abrir seus livros. Como sempre, a menina na mesa ao lado observou Melanie de relance e demonstrou uma expressão de repulsa. Matthew enfim sentou ao seu lado e ela sorriu, boba de amor. Mas antes que ela conseguisse dizer algo, o professor começou a falar coisas sem parar enquanto dava instruções para os alunos que já abriam seus cadernos apressados. No fim, ele deixou os alunos livres para estudarem o quanto quisessem, e Matthew logo perguntou:
    — E então? Com o que você tem dificuldade, Cry Baby?
    Ela arregalou os olhos, surpresa. Melanie nunca escutou aquele apelido horrível da boca do garoto. Foi como um se tivessem atirado em seu rosto, e com isso ela caísse num buraco de profunda tristeza. Ela desviou o olhar para o chão e corou, tímida.
    — Não me chame assim — pediu ela bem baixinho.
    — Ora, mas não é esse o seu nome? — ele perguntou debochado. Aquilo a machucava muito — Não sabe falar, burrinha?
    Melanie já tinha ouvido falar desse hábito que Matthew tinha de chamar os outros por nomes ofensivos apenas por terem notas inferiores ás dele, mas sequer ligou para aquilo. Afinal, estava apaixonada. Mas agora estava completamente horrorizada com o que tinha escutado da boca dele. Além de chama-la pelo apelido irritante que Beth Anne lhe deu, ainda a chamou de burra. Foi quase como um segundo tiro, mas desta vez em seu coração.
    Ela pegou a caneta e disse para ele no que tinha dificuldade. Matthew começou a ditar tudo o que Melanie deveria anotar e guardar, pois era aquilo o importante para as provas. Ela escrevia sem muito capricho para o acompanhar, ele falava muito rápido. Naquele momento, ela finalmente entendeu que dali adiante estaria num inferno.



    Assim como foi dito, os dias que se passaram foram piores. Ele jogava aviões de papel nela quando esta errava, a ensinava corretamente a matéria para depois lhe destruir com palavras ofensivas quando lhe pedia uma segunda explicação. Às vezes Melanie vinha para a escola com um pirulito entre os lábios, mas Matthew o arrancava de lá e quebrava apenas para vê-la chorar, o que não acontecia. Ela desenvolveu certa raiva por ele com esse tempo, e então prometeu nunca chorar na frente dele. Foi-se mais um tempo e um dia o professor lhes avisou que as notas dela estavam melhorando, mas que ainda assim precisaria de um tempo maior de aulas com o garoto. Melanie chegou em casa e surtou, quebrou algumas coisas, e então teve uma ideia genial para se vingar de Matthew.
    Bem em um dia qualquer, ela chegou na sala de aula com um sorriso malicioso nos lábios. Sentou-se na mesa do jovem e começou a separar seus livros. Ele se juntou a ela um tempo depois e ambos começaram a abrir os cadernos. Ele estava tão ocupado em conversar com Beth Anne que nem debochou da menina. O professor veio para a mesa deles e sorriu. Perguntou-a algo sobre células, e seus olhos encontraram os de Matthew. Ele movimentou a boca com uma resposta silenciosa, que a garota compreendeu, mas resolveu fazer outra coisa.
    — Começa a aula com perguntas para mim? Está bem... — disse, com expressão assustada — Matthew não me ensinou nada sobre isso — mentiu.  
    O professor esboçou uma expressão de profunda indignação, olhou para o jovem e foi para sua mesa sem dizer nada e começou a escrever algo num papel, porém com os olhos cravados na face furiosa de Matthew, que correu na direção do senhor. Ele se desculpava e oferecia uma maçã que trouxera de lanche, mas o homem apenas o pediu para que sentasse. Melanie tentava a todo custo esconder a risada, mas era quase impossível. Mas muito mais vinha por aí.



    A vingança teve sua continuação durante as aulas do dia. No intervalo, porém, a pior parte dela foi feita às escondidas. Melanie esperou todos os alunos passarem pela porta, e então a professora do terceiro tempo. Ela levantou-se da cadeira como quem queria ir para o refeitório, mas então foi até a porta e a fechou. Voltou então para seu lugar anterior, rumou para a mesa de Matthew e pegou seus livros empilhados embaixo da cadeira. Ela foi desmanchando a pilha, procurando um livro em especial. Encontrou então um livro de capa dura, avermelhado e com as simples escritas DICIONÁRIO no centro. Lembrava-se que o garoto havia mencionado para Beth Anne que este era seu livro favorito. Ela abriu o livro em uma página aleatório e passou o olhar pelas palavras e seus significados.
    Botou os dentes no papel, mordeu e puxou. A página se desprendeu do livro e foi arrancada com violência. Ela fez o mesmo novamente. E de novo, e de novo. Foi puxando as páginas com os dentes, amassando-as e cuspindo no chão. Então, jogou o resto contra a parede e pegou os outros livros. Estes, porém, foram levados para o alto, indo pelos ares e aterrissando no chão e nas carteiras com força. Pegou o caderno de Matthew e abriu, foi até a última página escrita e rabiscou violentamente as palavras FODA-SE sobre as respostas das atividades de Física. Então, como uma assinatura, pegou também a caneta vermelha e escreveu com letras grandes e furiosas VAI SE FODER junto com um coração enorme. Colocou os objetos junto dos livros no chão e correu para fora da sala de aula, observando ambos os lados do corredor antes de fechar a porta atrás de si.
    Completa a segunda parte, esperava ansiosa que Matthew viesse tirar satisfações com ela sobre o ocorrido.



    As pessoas foram voltando para suas salas ao longo dos dez minutos que faltavam para o intervalo terminar, mas o trio em questão vinha lentamente com o professor. Melanie entrou na sala logo atrás deles e fingiu espanto quando viu o resultado de sua diversão. Matthew foi correndo para sua mesa, começou a pegar os livros nas mãos, mas estavam todos danificados de alguma forma. Todos olhavam perplexos para a figura desesperada do Sabe-Tudo da turma tentando recuperar seus pertences de saber-tudo. O professor do quarto e último tempo apenas pediu que Matthew, Beth Anne e Johnny recolhessem os livros destruídos e levassem para a diretoria.
    Bobagem, pensou Melanie. Ela se sentou na mesa do fundo, como fazia antes, e observou eles encherem as mãos de livros rasgados e amassados para fora da sala. Tentou prestar atenção na aula que começara, mas estava muito ocupada pensando na reação exagerada do outro contando sobre seus materiais vandalizados durante sua ausência.
    Contudo, a aula não foi longa o suficiente para que eles retornassem para a sala e assistissem o restante. O sinal tocou do lado de fora e todos pegaram seus pertences. Saíram da sala aos tropeços e foram embora ansiosos. Melanie pegou seu caderno e seu livro e foi andando para fora, mas Matthew entrou com seus dois amigos. Ele sequer olhou para ela, passou ignorando e parou diante da mesa dos outros dois, que tinham deixado o material para trás. Ela parou diante da porta e se aquietou para escutar algo.
     — Aposto que foi aquela Martinez que fez isso! — disse, o rosto vermelho —Ela vai ver! Oh, olhe ela aí! Onde pensa que vai?
    A garota tentara sair furtivamente, mas o jovem lhe lançou um olhar rápido e foi o suficiente para reconhecer os cabelos preto e branco. Ele caminhou até ela e a virou em sua direção; surpreendeu-se com a expressão de indiferença que a menina tinha no rosto.
    — O que você tinha na cabeça quando fez aquilo?! — ele estava com rosto bem perto, parecia prestes a explodir — Estava delirando, foi?
    — Não — ela respondeu com falsa educação — Eu simplesmente fiz porque quis.
    — Está vendo? Eu sabia! — exclamou — Está ficando igual a sua mãe, criancinha? Vai me matar, hein, Cry B...
    Um som inesperado calou sua boca de uma só vez. A mão de Melanie estava no ar, perto do rosto dele, este que agora tinha uma marca vermelha do lado esquerdo. Ela tinha estapeado a face dele. Seus olhos encontraram os amigos dele por cima de seu ombro, estavam horrorizados; pelo menos Beth Anne estava.
    — Nunca mais fale da minha mãe, seu filho da puta! — rosnou, os olhos estreitos como quem estava prestes a estapear outra vez — Eu posso, sim, te matar se eu quiser! Pode ser hoje, pode ser amanhã, pode ser daqui um ano. Mas juro que te mato se falar novamente da minha mãe, está me entendendo?
    Ela pegou a mochila que jogara no chão e colocou sobre os ombros. Olhou de relance para Matthew, que estava paralisado em seu lugar, perplexo. Então, virou-se para os dois ao fundo, que se entreolhavam calados.
    — Passe bem! — disse a menina educadamente antes de fechar a porta da sala.



‘’ Alphabet boy
Alphabet boy
Ooh, yeah
Alphabet boy’’

    


Notas Finais


Espero que tenham gostado~
Melanie Martinez - Alphabet Boy: https://www.youtube.com/watch?v=NH-5aUFoF9g


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