História Cry Baby - Capítulo 4


Escrita por: ~

Exibições 25
Palavras 2.151
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiii (^v^)
Espero que gostem desse cap. Vou deixar um recadinho nas notas finais.
Boa leitura, jya ne!

Capítulo 4 - × Carousel ×


Fanfic / Fanfiction Cry Baby - Capítulo 4 - × Carousel ×

The carnival is where she fell

For the first time on the carousel

Round and round through the same hell

She never gets under his shell


Semanas haviam se passado, antes que Cry Baby voltasse a falar com sua amiga, Lena.

Lena havia decidido não contar para a menina sobre o pai, que tudo dele ter as abandonado era, na verdade, uma mentira da mãe. Se a pequena soubesse disso, ficaria arrasada.

Ambas estavam felizes, com o aniversário de Cry Baby se aproximando cada vez mais. Por causa disto, Lena planejou outra surpresa para a amiga.

— Mary, quando forem 21h00, todos já estaram dormindo, ou trancados nos quartos. Então, esteja arrumada a essa hora, pois nós duas vamos sair! - fala Lena, em um tom completamente animado.

— Sério?! Pra onde vamos? - fala Mary, pulando e batendo palminhas. Ela realmente estava animada com tudo.

— É surpresa! E dessa vez, só vou contar quando chegarmos lá. - fala a garota de cabelos meio azuis em um tom puxado para o roxo, e cabelos negros.

— Aah... Tá bom, não vou tentar te convencer a falar. - fala a enrolada, se sentando em sua cama, fazendo bico. - mas isso não quer dizer que não estou curiosa.

A menina pegou um ursinho de pelúcia, e Lena uma boneca pequena, que era semelhante a mesma. A única diferença entre as duas, é que a boneca tinha o cabelo inteiramente negro, com excessão das pontas, que eram azuis.

As duas começaram a brincar com os brinquedos, durante muito tempo. Cry Baby somente entendeu que já estava tarde, quando seu irmão voltou a bater nas paredes do quarto ao lado.

Olhando para o horário no gato-relógio, ou "gatológio", que era como Lena o chamava. Ele marcava exatas 20h37, ou, se preferir, 20h37.

A menina se levantou rapidamente, olhando para a amiga por alguns segundos, antes de finalmente anunciar.

— Eu vou me arrumar! - falou, e foi em direção ao banheiro, tomar um banho quente.

Assim que ela entrou no chuveiro, fechou os olhos por algum tempo, somente sentindo a sensação de várias gotas de água caindo sobre seu corpo. Isso a ajudava a descansar um pouco.

Após terminar o banho, pegou sua toalha violeta, e se enrolou na mesma, indo para seu quarto, escolher qual roupa iria usar.

Acabou optando por um vestido azul acinzentado, com um cinto marrom onde se localizava a cintura.

Ela o veste, com um sorriso, e por fim, coloca uma das sapatilhas de cor azul escura que ficava em seu quarto, esperando alguma ocasião especial.

A menina, que agora já conseguia fazer alguns penteados, decide fazer um rabo de cavalo, um pouco mais do lado esquerdo.

— Estou pronta, Lena. - fala a menina, baixinho.

Ela encarava seu reflexo no espelho, com um sorriso nos lábios.

"Eu estou bonita". Esse era o pensamento de Cry Baby naquele momento.

Após sair do que considerava uma espécie ainda desconhecida de hipnose, a menina de cabelos enrolados olha para o "gatológio".

Nove horas e um, dois, três segundos. O horário combinado chegou, e ela desce as escadas, encontrando Lena parada, em frente à porta da casa.

— Mary! - fala Lena, abraçando a amiga. Depois, se afasta da enrolada, a olhando. - você está linda!

— O-obrigada. - fala Mary, com as bochechas quentes, um pouco vermelhas.

— Bom, está pronta para ir? - Lena disse, esboçando um sorriso.

— Siim!! - fala a enrolada, dando alguns pulinhos.

Assim, as duas saem da casa, indo em direção a um lugar que a pequena Cry Baby ainda desconhecia por completo.

                     ★★★

A garota de cabelo meio a meio parou, perto de uma espécie de parque de diversões, mas o mesmo estava abandonado, e seus brinquedos estavam enferrujados.

— Chegamos! - fala Lena, olhando ao redor, sorrindo. Mary não entendia o motivo de tanta alegria, já que era apenas algo abandonado.

— Mas... É só um parque acabado, Le. - fala a criança, olhando ao redor, com uma sobrancelha arqueada.

— Ah, já tinha me esquecido. Você não é como nós. - fala Lena, batendo levemente na própria testa, abrindo um sorriso em seguida.

"Como nós? O que ela quis dizer com isso?" pensava a enrolada.

— Feche os olhos, e conte até dez. Depois que terminar de contar, abra-os de novo! - fala Lena, olhando-a.

— Está bem. - fala a menina, tampando seus olhos com as mãos, e começa a contar até dez baixinho.

Após terminar a contagem, ela tira as mãos que antes cobriam seus olhos, e os abre lentamente.

Ao ter a visão de tudo aquilo, a menina fica boquiaberta, e logo em seguida, abre um imenso sorriso.

O parque que antes estava abandonado, agora se encontrava em perfeitas condições: um carrossel lindo, roda-gigante, e barracas de jogos - algumas vazias, e outras com alguns homens e mulheres diferentes.

— Pelo amor, Lena! Aqui é lindo! - fala a menina, animada. Ela não sabia que um certo garoto loiro a encarava.

— Sim, sim, eu sei. Tenho o melhor gosto para essas coisas. - fala Lena, dando de ombros, sorrindo.

Cry Baby olhava em volta, com um grande sorriso. Estava totalmente empolgada com tudo aquilo, já que era sua primeira vez em um parque como esses.

— Acho que tem alguém interessado em você. - fala Lena, cutucando a amiga, enquanto olhava para o garoto loiro, que olhava especialmente para Mary, ou Cry Baby.

A garota de cabelos enrolados, para de olhar ao redor, olhando para o garoto.

Quando notou que ele sorria para ela, a mesma ficou um pouco vermelha, e deu um aceno tímido para ele, que o retribuiu.

— Bom, vou te deixar sozinha. Se cuide! - falou Lena, começando a andar até a roda-gigante, que se encontrava distante.

Mary, que se encontrava agora sozinha, olhou para baixo, mexendo na barra do vestido. Não sabia o que fazer, principalmente agora.

O garoto de cabelos loiros se aproxima dela, sorrindo. O mesmo pega sua mão, o que faz com que a menina olhe para ele, que agora estava mais perto do que a outra vez.

Ela sorriu para ele, feliz de ter encontrado alguém que gostasse dela, nem que fosse um pouco.

                     ×××

A menina e o garoto loiro já eram amigos. Pelo menos, a menina pensava assim.

Eles passaram horas e horas conversando, até que decidiram ir nos brinquedos do parque, juntos.

Venha, venha um, venha todos! - falava o homem mascarado, que estava em uma barraca. Aos poucos, as outras pessoas que estavam no parque se amontoavam ao redor da barraquinha.

Você deve ter este tamanho

Para brincar neste brinquedo do festival

Oh, venha, pegue minha mão

E ande através da terra da diversão!

Falava o garoto, com um sorriso. Em resposta, a pequena menina pegou em sua mão, andando até um dos brinquedos do lugar.

Primeiro, eles foram na roda-gigante. Estando em uma altura tão alta, a enrolada sentiu um pouco de medo. Não pensando direito, abraçou o garoto, que retribuiu o abraço, acariciando seu cabelo. Com o toque do garoto que agora parecia que a conhecia há anos, ela sentiu um arrepio, e corou levemente.

A menina de 9 anos e o garoto de 11 foram em todos os brinquedos, e nas barracas.

Cry Baby ainda estranhava o homem que se encontrava em quase todas as barracas, que usava uma máscara que a menina considerava bonita e um pouco macabra.

— Vamos no carrossel? Já está ficando muito tarde, e eu tenho que ir embora daqui a pouco... E o carrossel foi o brinquedo que eu mais gostei... - fala Mary, olhando para baixo, com um pouco de vergonha. Não queria olhar diretamente nos olhos do garoto, para não se perder neles.

— Está bem. Só porque foi você que pediu. - fala o garoto, pegando o queixo da pequena com delicadeza, a fazendo olhar para ele.

Ela sorri, e eles vão juntos em direção ao carrossel, de mãos dadas.

                    ★★★

A menina andava no carrossel, enquanto o garoto ficava em pé na frente do cavalo no qual ela estava sentada.

Eles trocavam olhares, que faziam a garota sorrir, sem que ela percebesse o sorriso que ali estava.

Ela fechou os olhos por algum tempo, segurando o cavalo, quase que o abraçando. E isso, foi tempo suficiente para o garoto fazer o que queria.

Ele pegou a corda vermelha, um pouco alaranjada, que estava escondida em suas costas. O garoto pegou as mãos da menina, fazendo com que ela ficasse amarrada ao cavalo.

Logo, ele pulou do carrossel, e se dirigiu até o homem mascarado que vendia algodão doce, pegando um e começando a comer, olhando o carrossel.

Cry Baby abriu os olhos, quando tentou tirar as mãos do brinquedo, sem sucesso. Estava a ponto de pedir para que o garoto que ela conheceu a ajudasse, quando notou que ele não estava mais ali.

Olhou para os lados, até localizá-lo ali, parado, a olhando, enquanto comia um algodão doce.

A menina tentava soltar as mãos, desamarrar o nó, mas sem sucesso.

Ela já estava ficando tonta, pelo número de vezes que aquele maldito carrossel ficava girando, parecendo que aumentava a velocidade a cada volta completa.

As outras pessoas no parte, próximas a cena inteira, a olhavam, rindo da situação.

O garoto, por sua vez, fazia uma cara que indicava orgulho do que fez.

Rodando e rodando como um cavalo em um carrossel, nós vamos

Eu vou me apaixonar? Eu nunca posso dizer, eu sei

Correr atrás de você é como um conto de fadas, mas eu

Sinto que estou colada firmemente nesse carrossel.

Essas eram as palavras que ela murmurava repetidas e repetidas vezes, com o objetivo de conter as lágrimas que podia sentir que estavam vindo. Ela não ia chorar. Não ali, não com todos eles a olhando.

Ela já tinha chegado ao seu limite de tontura. A menina não aguentou mais, e virou a cabeça e curvou o corpo o máximo que conseguiu, vomitando.

Seu vômito caía no chão, em uma cor rosa. Aquilo parecia com danone, não que ela ligasse. Ainda achava o ato de vomitar extremamente nojento e desnecessário.

                      ---

Após muito tempo ter se passado, o carrossel parou.

Todos que riam dela, inclusive o garoto loiro -, que antes ela achava bonitinho - tinham ido embora do parque, deixando tudo escuro.

A menina conseguiu desatar o nó, fazendo com que as cordas caíssem.

Seus pulsos estavam vermelhos, e não era para menos. Ela havia passado o que calculou ser uma hora e meia presa ali, girando e girando.

A garota começou a correr pelo parque, procurando quem quer que fosse. Ficaria feliz até mesmo encontrando o garoto novamente, só para chutar seu ponto fraco.

Ao passar por uma barraca com bonecas, parou.

Seu olhar era fixo em uma boneca específica, que era totalmente idêntica à Lena.

Depois de algum tempo, começou a andar, sem esperança de encontrar quem quer que fosse. Foi aí, que ela apareceu.

— Mary! Deuses, eu estava preocupada com você. Por onde andou? - fala Lena, correndo em direção a amiga. A garota olha para os pulsos de Cry Baby, arqueando uma sobrancelha.

— Fiquei presa no carrossel, por causa daquele garoto... - fala a menina, abaixando o olhar. - por isso que minha pele está um pouco avermelhada.

— Ele me paga... Mas como ele fez isso com você? Você se distraiu, não foi? - fala Lena, olhando para a amiga. Seu tom de amiga preocupada, havia mudado para o de responsável preocupada.

— Só um pouquinho... Eu fiquei abraçando o cavalo, e quando vi, estava presa, e ele tinha saído do brinquedo. - falou, num tom baixo.

— Você confiava nele, não é? Já disse para parar com isso, parar de ter expectativas demais nas pessoas.

— Eu sei... Mas eu me sentia bem com ele perto de mim, Lena... Não vou mais fazer isso. - falou, um pouco magoada. Ela realmente gostava do garoto.

— Você se apaixonou. Mas, é tudo diversão e jogos até que alguém se apaixone. E naquele momento, você comprou o bilhete pro “amor”. - fala Lena, fazendo as aspas no ar, antes de continuar - Mas você comprou o bilhete, e não há como voltar atrás agora.

— Acho que entendi. Mas... Ele falou algo de festival. Isso era um festival, Lena? - falou a garotinha, enquanto as duas andavam para fora do parque.

— Sim. Não um festival de pessoas, mas algumas podiam ir. Como você, e o garoto, por exemplo. - fala Lena, enquanto saltitava, indo em direção ao lar de Cry Baby.

Depois de chegar em sua casa, a garota joga as sapatilhas, e se deita em sua cama.

— Nunca mais vou comprar o bilhete para o amor. O amor é como o Sr. Houdini. Ele é um show de horrores. - concluiu a menina, fechando os olhos.

A noite inteira, ela sonhou com o parque novamente, mas dessa vez, uma música tocava o tempo inteiro, sendo cantada por sua amiga, Lena.

Ela só não sabia o que significava tudo aquilo, e achava que talvez nunca soubesse.


Notas Finais


Olá novamente! Espero que tenha gostado desse cap ❤ E MUITO, MUITO obrigada pelos 10 favoritos na fic!
"Mas Luana, 10 favoritos não é pouco?" talvez pra alguns, mas pra mim é uma das melhores coisas! É bom, ver tanta gente assim gostando da fic, isso me deixa feliz!

Bem, o recado que eu citei laaaa no início é esse:

Vou fazer capítulos na sequência da história da Cry Baby. Depois que eu os acabar, vou fazer caps "extras", para as músicas do Deluxe e do Dollhouse EP, que não fazem parte da historia em si.

Um beijo, e até a próxima! Obrigada novamente pelos dez favoritos, isso é muito importante pra mim 💕


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