História Cry Baby - Capítulo 5


Escrita por: ~

Exibições 31
Palavras 3.512
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu seii que atrasei um pouco mais do que deveria com esse capítulo, me desculpem, gomen ne!
Espero que gostem desse capítulo cheio de referências à letra, beijos de luz pra vocês, e até as notas finais!

Capítulo 5 - Alphabet Boy ღ


Fanfic / Fanfiction Cry Baby - Capítulo 5 - Alphabet Boy ღ


“She cried until she then could see
That he wasn't even worthy
Of all her love and abc's
So she spelled fuck you in 1 2 3”



Haviam se passado semanas, desde o dia que Cry Baby teve sua primeira desilusão amorosa - isso, se ela pudesse chamar o que teve de "desilusão amorosa".

Ela sabia que gostava do garoto, mas não sabia se realmente chegou a amá-lo. Amar, era uma palavra muito forte, e agora a menina entendia isso muito bem.

Ela voltou a ir para a escola, onde algumas pessoas ainda a olhavam torto, mas não lhe diziam nada. Apenas se acostumaram e aceitaram a existência da menina ali na escola.

No entanto, um garoto começou a ir uma semana depois das aulas terem começado.

Cry Baby o olhava, quase sempre. Ele tinha lhe chamado a atenção, já que a menina o achava diferente do padrão de garotos irritantes ali.

O garoto era amigo de todos na sala, e também era inteligente.

Seu cabelo era castanho, e seus olhos, azuis. Cry Baby gostava de imaginar os olhos do garoto como um imenso oceano, em seu mais vitorioso e gracioso tom de azul.

      ~~~~ Flashback ~~~~

O garoto dos olhos da cor do oceano já tinha aparecido na escola, atraindo a visão da menina de cabelos enrolados e castanhos.

Enquanto ela o olhava, o garoto viu algum amigo, e deu um sorriso. Cry Baby automaticamente sorriu também, vendo o sorriso feliz no rosto do menino.

Se passaram algumas aulas, quando a menina sentiu alguma coisa batendo levemente em seu braço. Era algo pontudo, mas não tanto ao ponto de conseguir lhe machucar.

Olhando para o lado, notou um aviãozinho de papel ali no chão, quase na mesma altura de seus pés.

A menina deu de ombros, voltando a se concentrar na lição que a professora passava no quadro-negro. Já estava acostumada que os outros alunos a acertassem com bolinhas de papel, e esses aviõezinhos, também feitos com papel.

Após alguns minutos - ao que ela contou, 5 minutos, mas não sabia se a contagem estava certa, já que se perdeu em pensamentos mais ou menos duas vezes -, sentiu a mesma sensação de quando a acertaram com o avião de papel.

Olhou para o chão, vendo mais um avião fazendo companhia ao outro.

A menina, por sua vez, olhou todas as pessoas da sala, tentando identificar as pessoas que lhe parecessem mais suspeitas.

Acabou vendo o garoto dos olhos da cor do oceano, olhava a garota, com um sorriso que parecia exibir ao mesmo tempo orgulho e um pouco de deboche.

A menina ficou o encarando por algum tempo, sustentando um olhar analisador, por um tempo que nem mesmo ela saberia ao certo dizer quantos segundos ou minutos se passaram, antes de desviar o olhar para a janela.

                 ⓐⓑⓒ'ⓢ

Depois de algum tempo, a professora finalmente se deu por satisfeita, e liberou as crianças para brincar, já que a mesma não teria nada para passar.

As crianças foram aos montes começar a brincar, e Cry Baby esperou o tumulto de crianças, que agora mais pareciam animais fugindo de seus predadores naturais, assustados, sem se preocupar com quem estaria em sua frente, atropelando-o.

A menina foi até o baú, e pegou uma bengala doce que encontrou, com um conjunto de ABC's.

Sentindo um olhar sobre ela, olhou para os lados. Viu o garoto que parecia ser o mais "popular" dali, a olhando. Aos poucos, o garoto ia desviando o seu olhar para blocos com algumas letras do ABC, perto de blocos de construção.

Empilhados um em cima do outro, os blocos formavam o nome "Cry Baby".

A garota sorriu com aquilo, e olhou o garoto, com o sorriso ainda no rosto. Após sua reação positiva ser vista pelo garoto, ele o recebe com um olhar um tanto demoníaco, e derruba todos os blocos de construção, juntamente com os abc's.

A menina o ignora, embora sinta uma pequena dor em seu peito com aquilo. Realmente achava que começaria uma amizade com o garoto.

A menina foca em sua bengala doce, e sua boneca quebrada, que a loirinha havia destruído a algum tempo.

O menino se aproximou, pegando a bengala doce da enrolada. Deu um sorriso travesso, que emanava prazer pelo que fazia, e quebrou a bengala. A menina sabia que ele não havia quebrado a boneca também, pelo fato de que ela já estava quase totalmente destruída.

A menina o olha, séria, e um pouco irritada. Não ia chorar na frente dele, mesmo ele tendo quebrado sua bengala doce.

O menino jogou a bengala no chão, a esmagando com um de seus pés, e finalmente ficando satisfeito, olha para a menina.

— Não vai chorar? - fala o menino, com um olhar maligno estampado no rosto.

Você pode esmagar a minha bengala doce, mas nunca vai me ver chorar. - fala Cry Baby, em um tom que sugeria que somente faltava ela ter cuspido as palavras, literalmente.

O garoto se afasta, indo até sua mochila, e pega um papel qualquer. Após isso, fecha a mochila, voltando para onde estava.

Ele mostra o papel para Cry Baby, que lê em voz alta e sílaba por sílaba as palavras "diploma de soletração".

— Vê isto? Eu sou um garoto afalbetizado, enquanto você não lê isso direito, nem mesmo em outra encarnação. - ele ri, de um jeito um pouco maligno, antes de sair novamente.

    ~~~~~ ⓐⓑⓒ'ⓢ ~~~~~


— Esse garoto me irrita! - falou Cry Baby, batendo o pé com força, cruzando os braços e se sentando em sua cama, já com a roupa que usaria para ir a escola.

Era um shorts azul claro, com uma blusa rosa em um tom claro.

— Não se deixe irritar por ele, ou motivos tão fúteis. Se ele a irritar, demais diga o que quiser, seja sincera, mas não bata nele, você pode se meter em encrenca. - fala Lena, brincando de amarelinha, embora não houvesse uma amarelinha no chão do quarto, para que ela pudesse pular.

— Certo! Agora, vou para a escola, já está na hora! Se eu demorar mais, vou me atrasar. - fala a enrolada, pegando rapidamente sua mochila, olhando para o gatológio cerca de duas vezes.

— Tchau Mary! - fala Lena, se equilibrando em um só pé, olhando para a amiga que fechava a porta do quarto.

— Até mais tarde, Lena! - fala a menina, fechando a porta, e correndo para fora da casa.

A garota andava rapidamente até a escola. Queria ficar tão inteligente quanto o garoto alfabetizado, que lhe irritou anteriormente. Queria sentir o gosto da vingança, pelo menos uma vez.

Chegando lá, não demorou muito para a professora entrar na sala, e começar a passar uma lição, sem aviso prévio para os alunos.

Terminando de passar a lição de português, se sentou em sua cadeira, satisfeita. Encarava os alunos, com um olhar que se perguntava quem iria acabar primeiro.

Não demorou nem 10 minutos, para o garoto que a menina apelidou de "Garoto Alfabetizado", ir mostrar a lição feita para a professora.

Terminando, com um sorriso de vitória, que agora a menina achava perfeitamente irritante, o garoto passou próximo a ela, e sussurrou baixo, enquanto se demorava por ali.

— Quer ver meu diploma novamente? - falou, com um sorriso cínico estampado em sua face.

Se você exibir esse diploma e eu matar você, não fique surpreso. - falou Cry Baby baixo, mas em um tom feroz, seguido de um sorriso sarcástico.

O garoto continuou seu caminho até sua mesa, mas dessa vez, não enrolava nem um pouco, o que fez a menina agradecer mentalmente por seu afastamento repentino dela.

As aulas pareceram mais demoradas aquele dia, mais do que o normal. Parecia que a cada segundo do garoto ali, um segundo se passava em um minuto.

Quando o sinal do intervalo tocou, a menina comemorou consigo mesma. Não teria mais que ficar aturando aquele garoto irritante se achar o mais inteligente do mundo, o novo Albert ou Newton prodígio.

Antes de sair, o garoto olhou para a menina por um longo período, antes de se aproximar.

— Se quer ajuda com algo, "mas" é usado no sentido de porém, e "mais" no de adição. Considere isso minha boa ação do ano. - falou o menino, sem rodeios. Uma onda de raiva percorria cada centímetro, cada glóbulo sanguíneo no corpo de Cry Baby, a dominando.

"Esse garoto realmente acha que é mais inteligente que eu??! Tudo por causa de um diploma de bosta?" pensava a menina, enquanto cerrava os punhos.

Eu sei os meus ABC's. Ainda que você continue me ensinando, eu sei usar meu cérebro mais do que você. Por que não pega seus brinquedos e seu diploma de merda e me deixa em paz, garoto alfabetizado? - fala a menina, praticamente cuspindo as palavras.

— Quando precisar de mim para fazer um texto, não me peça ajuda, e se lembre desse dia, Cry Baby. - falou o garoto, num tom considerado insignificante pela menina, antes de sair da sala, e a deixar sozinha ali.

Foda-se o seu diploma, garoto alfabetizado! Fodam-se todos os seus ABC's! - falou a menina em voz alta, gritando no final. Ela realmente estava irritada com o menino, que se achava superior por causa de um pedaço de papel.

A menina pegou seus biscoitos/bolachas/cookies com gotas de chocolate em cima, e começou a comer.

                ~~~~~~~

O intervalo já havia acabado, e o horário da saída deles estava próxima. Por algum motivo, o garoto não voltou a bancar o mais inteligente para a menina, até certo ponto.

— Prestem atenção! - falou alto a professora das crianças, batendo forte com a régua na mesa. Todos que estavam conversando, ficaram em silêncio imediatamente. - Iremos fazer um concurso de soletração na escola, com todas as outras turmas, do mesmo nível que vocês. Cada sala terá dois representantes. E os nossos, serão...

A menina parou de prestar atenção neste momento. Sabia que não seria escolhida, e sim o garoto alfabetizado e uma das amigas da loira irritante, já que eram os melhores na matéria da turma.

Dito e feito: os dois iriam representar a turma, mas somente um deles iria acabar na final, se realmente conseguíssemos avançar todas as etapas.

Chegando em sua casa, não esperou o jantar sair. Foi para o seu quarto, tomou um banho demorado, e colocou seu pijama.

Se jogou em sua cama, caindo no sono quase que de imediato. Era a melhor forma de se "preparar psicologicamente" para o dia seguinte, que seria a competição.

Ela sabia que se o garoto ganhasse, esfregaria aquilo na cara de praticamente todos os alunos, afinal, ele era o príncipe do playground.

Acordou no outro dia, e comeu somente uma maçã como café da manhã. Não estava com muita fome.

Pensava em como o garoto iria se sair no concurso de soletrar. Ele realmente era tão inteligente para conseguir vencer? Ou somente era mais um menino mimado e convencido?

Quando faltavam 29 minutos para ir até à escola, começou a se arrumar, lentamente. Não ia fazer nada rápido demais, queria chegar lá assim que a professora estivesse entrando na sala.

Saiu de casa, se despedindo de Lena. A professora iria chegar na sala em 15 minutos, pelo que ela analisou nos dias que chegava mais cedo do que a mais velha.

Chegou lá faltando um minuto, já vendo os cabelos inconfundíveis de sua professora, se aproximando para abrir a sala, que hoje estava trancada.

Assim que ela a abre, a menina se senta em seu lugar nos fundos. Faltavam 40 minutos para que o concurso de soletração começasse. Cry Baby estava ansiosa para ver se o menino era tão inteligente a esse ponto, de acertar cada palavra, cada sílaba dela, cada letra, sem hesitar.

No tempo que não ocorreu o evento, a menina ficava perdida em pensamentos, ou fazendo a lição, quando não tinha outro modo para que se distraísse naquela escola, que não fosse ficar olhando para que alguma alma viva aparecesse do lado de fora da escola.

— Vai provar que não é tão burro e mimado quanto aparenta ser hoje, garoto alfabetizado? - murmurou a menina, olhando para o lado de fora da escola, pela janela.

— Disse alguma coisa, Cry Baby? - falou a professora enquanto a olhava, arqueando uma sobrancelha para a garotinha.

— Não senhora! - fala a menina, sem hesitar. Já tinha se acostumado com a voz da professora, interrompendo devaneios alheios.

— Então, continue fazendo a lição. Ou serei obrigada a diminuir sua nota. - falou ela, em um tom que deixava claro que não estava brincando. Se bem, que ela nunca brincava de nenhuma maneira na escola.

A menina fez a lição, e assim que a terminou, mostrou para a professora. Encostou sua cabeça no vidro a seu lado, e fechou os olhos.

Despertou de seu sonho, enquanto ouvia o barulho do sinal tocar. Era a hora do concurso de soletração!

Esfregou os olhos com a parte de trás de suas mãos, e se levantou. Seguiu seus colegas, que começaram a ir em direção a uma sala, que a menina identificou como um teatro.

Depois que todos os alunos que representariam as turmas das quatro salas estavam no palco, a menina olhou para as duplas.

Uma das duplas era de duas garotas: uma com óculos e cabelos negros trançados, com algumas sardas em seu rosto branco e magro. A outra, tinha um cabelo curto que era da altura de seu queixo, de pele morena e um pouco mais gordinha que a primeira.

A segunda dupla, era de dois garotos com a mesma aparência. Gêmeos, concluiu a menina.

Ambos tinham cabelos ruivos, e pele um pouco clara e um pouco morena. Um tinha pequenas sardas, quase imperceptíveis, que o outro não possuía.

A terceira dupla, uma garota e um garoto, que poucas coisas os diferenciavam. Qualquer um conseguia notar que não eram irmãos, pelas suas diferenças.

A garota tinha cabelos loiros claros, que chegavam perto de ter a cor branca. Sua pele era pálida, e tinha sardas. Era fofinha.

O garoto, possuía cabelos pretos e que eram rebeldes, mas ao mesmo tempo bonitos. Sua pele era do mesmo tom da garota ao seu lado, e não tinha sarda alguma em seu rosto.

Já a quarta dupla, era a da sala de Cry Baby.

O menino, loiro dos olhos azuis. Seu olhar era cheio de orgulho e falsa superioridade, isso se notava de longe.

A garota ao seu lado, usava óculos e tinha a pele morena. Seu cabelo era castanho, em um tom avermelhado. Era bonita.

A professora Minerva e mais um homem velho foram até o palco, anunciar as regras da competição, enquanto os alunos iam ficando quietos aos poucos.

— Bom, as regras do jogo alguns que estão a mais tempo na escola conhecem, mas vou relembrá-los. - fala o velho, com uma voz que era animada, mas uma animação falsa. Cry Baby acreditava que todos estavam como ele.

— As regras são simples: as duplas se ajudam com a palavra, e não podem pedir ajuda a nenhum outro aluno, que não seja seu companheiro. Conforme vão errando, os participantes vão saindo do jogo, até só sobrar um. Preparados? - fala Minerva, olhando para as crianças no palco. Quando todas concordam com a cabeça, ela entra em uma porta escondida nos fundos, ainda desconhecida pela enrolada.

Quando Minerva retorna, uma garota mais nova, ruiva, de no máximo 19 anos aparece, segurando o microfone. Era ela que diria as palavras.

— Muito bem... Quem souber como se soletra a palavra, levante a mão. A dupla que levantar primeiro, terá a chance de soletrar. Está bem? - fala a ruiva, com doçura na voz. Seus olhos eram verdes com uma mistura de azul, que Cry Baby achou maravilhosa.

Eles concordaram com a cabeça, e a garota pegou um papel. Seus olhos moviam-se sobre ele, e depois de um tempo, ela falou a primeira palavra.

— Casamento. - assim que ela terminou de falar, a primeira dupla levantou a mão. Sabiam que se errassem, a pessoa que falasse errado sairia, e eles perderiam a vantagem igual de cada jogador.

— C...A... - a menina das tranças gelou. Sussurrou algo no ouvido da amiga. Alguns segundos depois, voltou a falar. - S... A... M... E... N... T... O...

— Está certo. Vocês continuam no jogo. - falou a ruiva, dando um sorriso fofo e simpático.

E tudo continuou assim, até que somente podia se ver o garoto da terceira dupla, e o garoto da sala de Cry Baby, o Garoto Alfabetizado.

O garoto provou não ser tão arrogante e idiota quanto a menina pensava que ele seria, e isso fez ela ficar um pouco desapontada. Ainda esperava um deslize dele.

— E a última palavra é... Sobrancelha.

O garoto alfabetizado rapidamente levanta a mão, orgulhoso. Qualquer um notaria de longe que ele tinha certeza de que iria ganhar, somente por seu pedaço de papel idiota, escrito "Diploma".

— S, O... - falou ele, hesitante. A menina de cabelos enrolados não conseguiu conter seu sorriso naquele momento!

O garoto tinha conseguido se esquecer, se a palavra teria um M ou não.

Olhou para a sua turma, evitando Cry Baby, desesperado. Ele suava frio, nervoso.

Por fim, o garoto parou seu olhar sobre a menina, que ainda sorria abertamente.

Vendo o garoto agora, sentiu uma pontada de pena dele. Mas, aproveitaria o momento para conseguir usar contra ele depois, e ter o gostinho de vitória.

— Sem o M. - falou a menina, sem emitir som algum. O garoto pareceu entender.

— Está tudo bem? - falou a ruiva, olhando do menino para as crianças que assistiam a tudo, procurando um culpado.

— Sim, só fiquei nervoso... - falou o garoto, em um tom convincente. Pelo menos, ele sabia mentir bem. - S, O, B, R, A, N, C, E, L, H, A.

— E você está... Certo. - ela sorriu, novamente simpática e fofa. - como essa era a última palavra, sua sala ganhou a competição.

A sala da menina comemorou, com alguns gritos de alegria, e palmas, que ecoavam pelo teatro silencioso, preenchendo o silêncio com alegria, e o gostinho de vitória.

O menino desceu as escadas, ainda com o olhar de orgulho e falsa superioridade. A menina se aproximou dele, com um sorriso de deboche.

— Obrigada, criancinha. - falou o garoto, a olhando.

— Não sou uma criancinha agora.

Você ganhou o concurso de soletração agora, mas você é mais esperto do que eu agora? - falou a menina, exibindo seu sorriso de vitória, com uma pitada de vingança.

         ~~~ ⓐⓑⓒ'ⓢ ~~~

No dia seguinte, quando a menina chegou na escola, se deparou com a sala aberta. Entrou, e se sentou em seu lugar nos fundos da sala.

Alguns minutos depois, a menina conseguiu ver o garoto alfabetizado, que entrava na sala com uma maçã na mão.

O menino olhou para ela, e deu um pequeno sorriso, e foi até Cry Baby, colocando a maçã na mesa da garotinha.

— Considere como meu pedido de desculpas. - falou ele, ainda com o tom orgulhoso na voz.

Maçãs nem sempre são um pedido de desculpas apropriadas. - fala a menina, negando a maçã, a entregando novamente nas mãos do garoto. Ela realmente não queria nada dele.

O menino, sem estar satisfeitos, pegou um chiclete e um cookie com gotas de caramelo, colocando na mesa.

— Então aceite isso. - falou, empurrando os doces para a menina.

Gotas de caramelo e chiclete são agridoces para mim. - fala a menina, jogando os doces no chão.

— Você realmente é uma criança. - confirmou o garoto, antes de ir até seu lugar.

Você não é meu pai, eu não sou sua bonequinha. - murmurou a garota, quando concluiu que ninguém a escutaria.

                     ~~~

A menina, não se dando por satisfeita, assim que o horário de intervalo deles chegou e os alunos saíram da sala, foi em disparada até a bolsa do garoto.

Pegou um de seus dicionários, e começou a rasgá-lo. Aquilo era por tudo que ele havia feito com ela.

Ele merecia uma lição. Se achava o príncipe do playground, só por ser o garoto mais inteligente, segundo ele mesmo.

A menina se sentia na obrigação de fazê-lo descer de seu pedestal imaginário, por pelo menos alguns segundos.

Quando eles voltaram para a sala, o garoto notou seu dicionário rasgado, e ficou com raiva, apesar de não querer demonstrar muito isso para os outros alunos. Naquele momento, a menina deu um sorriso.

O garoto foi até ela, exigindo explicações plausíveis para a situação.

Você acha que é mais inteligente do que eu, com toda a sua poesia ruim. Fodam-se os seus ABC's, garoto alfabetizado. - falou, e naquele instante o sinal da saída tocou.

A menina reuniu suas coisas, e, foi embora, após guardar tudo em seu devido lugar.

Chegando em casa, depois de se arrumar e jantar, contou tudo para Lena, que sorria com a história.

Lena achava que a pequena menina estava crescendo, e escrevendo seu próprio destino cada vez mais rápido agora. Ela não conseguia conter o desejo e a vontade de sorrir.

E sempre que tentava conter o sorriso, não demorava muito para reaparecer ali.


Notas Finais


Annyeong!
Bom,não tenho muito o que falar agora. Jsnfngbfj
E, só explicando mesmo: na parte do biscoito/bolacha/cookie, é pra cada pessoa ler do jeito que prefere, e não cause a treta do "biscoito ou bolacha?"


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