História Cuban - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren
Exibições 39
Palavras 1.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Depois de décadas sem postar, eu voltei. Vou postar com mais frequência agora. Eu espero.

I hope you enjoy!

twitter: @cabellooke5h

Capítulo 3 - Indisposição


Eu quase desisti do que estava fazendo umas cinco vezes antes chegar até onde a garota estava. Os seguranças/capangas me encararam, mas acho que concluíram que eu não era uma ameaça, então deixaram que eu me aproximasse. Camila estava na minha frente, de costas pra mim, mas não se virou pra falar comigo. Pela sexta vez eu tive vontade de desistir, mas percebi que seria muito estranho, como se eu tivesse caminhado até ali só pra ficar atrás dela. Então me coloquei do seu lado esquerdo e falei:

- Essa daqui é melhor - indicando a bolacha da mão direita.

- O quê? - perguntou Camila, parecendo assustada não com a minha presença, como se ela já soubesse que antes eu estava ali atrás, e sim com o fato de eu ter falado com ela.

- Essa bolacha aqui é melhor – repeti. - Tem menos açúcar.

- Ah, claro - Camila colocou a bolacha que eu indiquei para ela comprar de volta na prateleira e ficou com a da mão esquerda. Inacreditável. A garota se virou pra mim e me olhou nos olhos, por um segundo pareceu um pouco perdida, mas logo se recompôs e levantou uma sobrancelha interrogativamente, como se me perguntasse o que eu ainda estava fazendo ali.

- Você sabe quem eu sou, não sabe? - perguntei, já com o fiapo de confiança que eu tinha evaporado. Ela não respondeu, apenas caminhou em direção a seção de bebidas - nós estudamos juntas... - disse, enquanto andava atrás dela - na mesma escola... há sete anos... tipo, estamos até na mesma turma de inglês... - Camila abriu a porta do refrigerador quando achou o que procurava e tirou de lá uma lata de Red Bull. – Sabe, energético e bolacha extremamente doce não são um café da manhã muito adequado.

- Eu sei sim quem você é – falou, ignorando meu último comentário. - É a garota das fotografias.

- “ Garota das fotografias”. Eu não sabia que era assim que eu era conhecida.

- Entre outras coisas. - respondeu Camila

- É? Que tipo de coisas? - perguntei, realmente curiosa. Eu queria saber como as pessoas falavam de mim quando eu não estava por perto.

- Algo como “ a garota que pegou a professora de Artes”, “a garota que pegou a estagiária de Sociologia”... Esse tipo de coisa – Camila me olhou, com um sorriso brincalhão nos lábios, e que lábios...

- Nossa, isso é bem ruim. Acho que eu prefiro “a garota das fotografias” mesmo. E em minha defesa, foi a estagiária de Sociologia que me pegou, não o contrário, sério, eu fui a vítima da situação – brinquei, erguendo as duas mãos em sinal de inocência. Camila sorriu e balançou a cabeça.

- Bom, não é tão ruim quanto como eu sou conhecida – falou, e era verdade. As pessoas a chamavam de coisas bem ruins, mas ninguém tinha coragem de dizer nada na frente dela.

- Realmente – concordei. - Olha, não liga pro que o pessoal fala, é só brincadeira, eles não acham que você realmente é... Aquelas coisas.

- Ah, relaxa. Eu não me importo – deu de ombros, enquanto abria a lata de energético e tomava um gole.

- Você sabe que aqui nessa loja tem que pagar antes de consumir qualquer coisa, não sabe? - perguntei, preocupada. Já tinham brigado comigo por ter tomado um refrigerante antes de passar no caixa.

- Não se preocupa, Jauregui. Eu não pretendo pagar. - Camila deu seu sorriso debochado, que eu já tinha começado a amar. - A gente se vê por aí – disse enquanto se encaminhava pra saída, com seus seguranças/capangas logo atrás. O garoto que estava no caixa não pareceu se incomodar com o fato dela ter saído sem pagar.

- E aí? - perguntou Vero, mas uma vez aparecendo do nada. - Como foi?

- Foi... Bom. Ela falou comigo... Isso é mais do que eu esperava.

- Ótimo, isso é ótimo. Agora já podem até se beijar - brincou.

- Seria maravilhoso. - Falei, de novo mais para mim mesma do que para minha amiga. - Como é que ela consegue fazer essas coisas? - perguntei.

- Que tipo de coisa? Te deixar molhadinha só com um sorriso sexy?

- Vero! - repreendi a garota.- Não baixa o nível – disse sorrindo.

- Ah, vai dizer que não é verdade?

- Sim, é verdade – sorri. - Mas não era disso que eu tava falando. Como ela consegue sair sem pagar e ninguém se importa com isso?

- É sério que você tá perguntando isso, Lauren? Parece até turista. - Olhei para minha amiga sem entender o comentário. O que uma coisa tem a ver com a outra? - Você sabe que o tio dela é dono de metade de Miami, né? Isso inclui esse posto de gasolina, e consequentemente, essa loja de conveniência. Ela é basicamente herdeira desse lugar.

Ah, claro. Realmente, eu fiz uma pergunta idiota. Se tinha uma coisa que todo mundo que morava em Miami sabia, era que Salazar Cabello comandava tudo por aqui, mesmo que indiretamente.

Eu me dirigi ao carro enquanto Vero pagava suas coisas. Estava realmente feliz por ter falado com a Camila, mesmo que só por uns dois minutos. Era mais do que eu já tinha feito a minha vida inteira. E o melhor de tudo é que tinha sido fácil. Tá que ela me tratou um pouquinho mal, mas por isso eu já esperava. Afinal, olha de quem estamos falando.


 


 

POV Camila


 

Ainda estávamos na hora do almoço, metade do dia no colégio, e eu simplesmente não aguentava mais. O cansaço da noite em claro estava acabando comigo, junto com a ansiedade pela conversa que teria com meu tio hoje a noite. E pra piorar, aqueles alunos idiotas eram barulhentos pra caralho. Por isso, quando o sinal tocou informando o fim do horário do almoço, eu dei graças. Agora só faltava algumas aulas e eu poderia ir pra casa.

Eu tentava ser o mais invisível possível enquanto caminhava até minha sala, mas ainda conseguia sentir o olhar das pessoas sobre mim. Mesmo depois de anos ali, minha presença ainda chamava atenção. Eu sentia que o tempo todo eles queriam me falar, ou perguntar alguma coisa, mas nunca o faziam e eu conseguia entender isso, já que nunca fiz questão de me enturmar. Aquele local e aquelas pessoas não faziam parte do meu mundo. Eu sabia que seria assim desde que decide dar minha vida pela vingança. Nunca me encacharia. Enquanto eles se preocupavam com quem levariam ao baile, eu arrancava meus cabelos para decidir quem seriam os melhores companheiros em determinada missão. Para eles, o exercício de Álgebra seria o problema mais difícil a se resolver no dia, porém, depois de fazer isso, eu ainda teria que montar estratégias de ataque. A maior dor deles era um C tirado em Química, enquanto a minha era o assassinato dos meus pais e de tudo que eu entendia como vida. Acho que deu pra entender. Seria difícil puxar assunto.

Eu entrei na sala de Inglês, indo direto para o meu lugar. Fui uma das primeiras a chegar, então a sala ainda estava um pouco fazia. Os alunos foram chegando aos poucos, se juntando em pequenos grupos para conversar. Lauren Jauregui estava lá, mas agora com uma amiga diferente da que vi hoje mais cedo. Aquela era Vero Iglesias, se não me engano. Esta era Lucy Vives, também da turma de inglês avançado. Já tinha feito um trabalho com ela e poderia afirmar que se tratava de uma garota extremamente inteligente. E tinha um pai famoso. Mas o meu conhecimento acerca da garota acabava por aí.

A professora entrou na sala pedindo aos alunos que se sentassem em seus lugares. Após um momento de conversa descontraída com a classe, a Sra. Hall deu início a aula. Era somente uma revisão, e como o livro estudado eu já tinha lido algumas vezes, me dei ao luxo de não prestar muita atenção do que ela dizia. Minha cabeça estava no meu tio. Em tudo que estava acontecendo. O que eu mais queria no momento era ir pra casa. Voltar para o lugar que eu pertencia.

Percebi que meus olhos desfocavam da professora com uma frequência incômoda. Eu devia estar com mais sono do que eu imaginava. E minha cabeça doia muito. Relaxei na cadeira, sabendo que passaria logo e desviei meus olhos da frente. A professora estava passando um slide e a luminosidade só estava atrapalhando. Dei uma volta com os olhos pela sala e parei em Lauren, que sentava algumas fileiras mais a frente que eu, ao lado esquerdo. A garota parecia bastante interessada na aula. Estava totalmente encostada na cadeira e mordia a ponta da caneta, que vez ou outra usava para fazer anotações. A luz produzida pelo slide deixava sua pele muito branca quase brilhando.

Me assustei quando Lucy, que estava sentada atrás de Lauren, me olhou. A garota tinha me pegado encarando a amiga. Isso provavellmente seria compartilhado entre elas depois. Não que eu me importasse. Lucy sorriu pra mim, de forma simpática, e eu acenei com a cabeça. Ela era educada demais pro meu gosto.

Desviei meus olhos pra outro canto da sala, onde calculei que seria mais seguro encarar. Com o passar do tempo percebi que estava piorando. Me sentia extremamente enjoada e de forma alguma conseguia me concentrar. Levantei a mão em sinal para professora.Não conseguia mais aguentar aquela situação.

- Sim, Srta. Cabello. Alguma pergunta?

- Não, professora... - Ao falar, percebi que minha voz estava falhando. - É que eu não estou... me sentindo muito bem – disse, enquanto me levantava com dificuldade. - Será que eu poderia... - antes de conseguir terminar a pergunta meu estômago embrulhou, e eu tive que sair da sala as pressas em direção a um banheiro.

Por sorte tinha um muito perto. Eu entrei em um box e me debrucei sobre o sanitário, o vômito saindo como se quisesse levar com ele um pedaço da minha alma. Eu não fazia ideia do que tinha causado isso, mas a sensação era horrível. Eu acabei por me sentar ali naquele chão mesmo, a espera de mais. A minha cabeça girava e meu corpo parecia falecer. Eu odiava me sentir tão impotente. Se alguém tentasse me matar ali,com certeza conseguiria.

Ouvi um barulho na porta do banheiro e uma voz chamando meu nome, mas não consegui identificar quem era. Pelo menos alguém que quisesse me matar não era, senão não chamaria meu nome.

A porta do box atrás de mim rangeu enquanto abria e a cabeça de uma garota bonita apareceu pela abertura.


Notas Finais


Leiam "Gogman" também. Se vocês quiserem. Tanto faz. Deixa pra lá.

ps: Antes, o nome do tio da Camila era Lorenzo, só que aí eu mudei, porque lembrei que algumas Camren shippers chamam a Lauren de Lorenzo, daí não consegui mais levar o nome dele a sério.


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