História Cuidado com o coração - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Suga, V
Tags Drogas, Hospital, Jimin, Jungkook, Prostituição, Self-harm, Suga, Taekook, Violencia, Vkook, Yoonmin
Exibições 47
Palavras 1.080
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Originalmente essa história pertence a categoria the GazettE. Foi um feita para minha senpai Nishka e resolvi trazer para cá.

Qualquer erro, relevem. Nunca reviso nada.

Capítulo 1 - Fume flores otário


Fanfic / Fanfiction Cuidado com o coração - Capítulo 1 - Fume flores otário

‘’Cuidado com o coração, ele pode parar de bater.

Cuidado com o pulmão, ele pode se cansar de você. ‘’

Me encostei ao parapeito daquele terraço sem realmente ver algo lá embaixo. Minha mente vagava em como coisas ruins sempre aconteciam com pessoas boas. Não que eu vá filosofar sobre isso ou algo assim, eu já sei a resposta: Quando uma pessoa é má você não se importa se algo ruim vai acontecer a ela, você não vê algo ruim acontecendo para alguém ruim.

Você não imagina a destruição em um lugar destruído.

Eu sou uma péssima pessoa, ninguém nunca vai dizer “olha que coisa terrível aconteceu com Jimin, ele era tão bonzinho...” Ah não... As pessoas sabem que eu as desprezo e eu recebo desprezo em troca sem me sentir mal por isso. A senhora educada que a pouco morreu sempre sorria para mim, e eu não sorria de volta, vendo seu sorriso morrer junto dela. Junko era paciente terminal com alguma doença grave que eu pouco ligava, antes de morrer com aquele maldito sorriso, ela me disse para dar uma chance a vida. Eu disse que pensaria em sua proposta.

“Eu sei que vai aceitar Jimin, você é um bom garoto. Só não percebeu aind...”

Sua frase foi cortada pela tosse e em seguida, morte. E eu não me importei. Peguei meus óculos escuro e subi para o terraço. O vento soprava forte e eu não dava a mínima para isso. Eu tinha um olho de vidro e o outro eu estava perdendo. Ia ficar cego em pouco tempo. Então sorri com maldade para a imagem das pessoas lá em baixo, poderia ser a última vez que eu as veria, tinha que sorrir com meu cinismo que não passava de um slogan sem palavras. Era ridiculamente eu.

- Você está sempre tão pensativo... – Soou a voz calma daquele doutor que sorria falsamente todos os dias.

- E você sempre me interrompendo. – Falei firme ainda olhando para baixo, as ruas cinzas e desmotivadoras. Viver para que?

Escutei o barulho característico de isqueiro e sorri ao ver Jeongguk ascender o seu tão amado cilindro de toxico. Não deixei que ele o levasse a boca, tomei entre meus dedos e levei a minha própria boca, tragando-o com calma.

- Não sabia que médicos fumavam compulsivamente. 

- Sabe, médicos também têm depressão Jimin. – Ele não ria como de costume, mas sua voz soava divertida.

Era sádico. Completamente sádico. E eu gostava disso. Eu tinha meu ar inocente com aquele cabelo um pouco bagunçado e ruivo, tinha um sorriso bonito que Yoongi era o único capaz de ver, mas isso já se foi a muito tempo, eu também tinha um corpo bonito. Com um olho azul e outro cor de mel. Mas ninguém via quão machucado eu estava, eles apenas me usavam e depois jogavam as traças, diziam que gostavam de como minha voz soava entregue... Ah não era tanto. Apenas meu Yoongi sabia, mas ele também havia me deixado. Estava na Suíça cuidando de seus pacientes, enquanto eu estava aqui, esperando ele voltar.

E todos os dias, enquanto espero a única pessoa que me entende voltar, eu venho para esse terraço, passo o tempo fumando silenciosamente ao lado do médico que tem depressão. Éramos um caso perdido mesmo, ninguém se importava. Jeongguk era esquecido por seu amado Taehyung e eu pelo meu – não tanto – amado Yoongi

Jeongguk esperava a coragem de subir naquele parapeito e brincar de anjo.

E eu esperava a coragem de subir em um avião buscar o meu médico favorito. Aquele que deixei para trás quando deixei aquele país com cheiro de chocolate.

- O que vai fazer? – Minha voz era quase um sussurro. Mas, eu estava vendo um médico bonito em pé na ponta do terraço de um prédio com exatos oito andares. Era pecado se suicidar ao se lançar do edifício de um hospital?

- Jimin, quando perceber que ele não vai voltar, o que você vai fazer?

- Vou atrás dele. Eu vou me jogar em um avião e traze-lo arrastado. Ou beber e fumar até morrer. – Ele riu. Riu como um psicopata poderia rir. E aquela risada não poderia ser mais sincera.

Se eu poderia impedi-lo de se jogar com aquele sorriso no rosto? Não.

Porque cada um faz o que quer com a sua vida. E Jeongguk parecia infeliz demais.

Apenas pensar que ele não vai rir da minha cara quando eu cair por não estar enxergando mais nada, dóia. Mas será legal ir no seu funeral rir da cara daqueles que o viam sorridente. Em dois anos dividindo cigarros com aquele cara em silencio eu sabia muito mais do que qualquer um poderia saber vivendo sempre ao seu lado.

Quem disse que não se escuta nada no silêncio?

Eu escutava, até demais. Eu no silêncio com meu cigarro e xicara de café, eu era capaz de ouvir as lamentações de todas as minhas encarnações passadas. Eu nasci para sofrer e não me importo com isso.

No final, Jeongguk salvou mais de duas mil vidas naquele hospital, mas ninguém salvou a dele. Eu salvaria, se soubesse como.

Mas agora eu preciso salvar a mim mesmo antes que meu Yoongi volte e veja meus pedaços transformados em lágrimas silenciosas. Aquelas que derramei enquanto Jeongguk caia em um baque seco no chão de asfalto. Ele merecia morrer de uma forma mais poética. Sei lá, talvez ele publicasse um livro chamado “Fume flores otário”. Não sei, acho esse nome maravilhoso, bastante patético e poético. As pessoas não sabem, mas se fumassem flores, seriam ainda mais loucas.

Estava na hora de descer e contar o que aconteceu;

Mas eles provavelmente iriam dizer que eu empurrei Jeongguk de lá, que eu o induzi a se matar. Oras sou péssimo em tudo que faço, mas se tivesse o induzido a se matar seria afogado em uma noite de lua cheia e não em um dia nublado, contra o asfalto sujo. Aqueles dentinhos de coelho eram o charme daquele médico. Assim como o charme do meu Yoongi era aquele sorriso cínico. 

Aquele loiro que tentou me cumprimentar com um aperto de mão quando eu havia acabado de sair da cirurgia no olho que ainda enxerga. Foi bem idiota.Mas chega de falar do meu olho que só olha para o Yoongi.  O ponto é: Eu volto para a Suíça ou eu bebo e fumo até morrer? 



‘’Anjos não deveriam fumar, o pulmão pode parar.

Não fume toxina, fume flores anjo. Não olhe para o cinza com teu olhar azul, olhe para o vermelho e faça roxo.

Não fume toxina, fume flores anjos.

Elas levam a loucura, mas ser louco é bom.”


Notas Finais


Sempre haverá uma continuação para essa história. Primeiro, por ser baseada em fatos reais e segundo, porque a história nunca acaba quando alguém morre, no entanto eu não sei se sou capaz de contar essa história.

Obrigado por ler.


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