História Cuidar de Você - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O
Tags ?2concursoexofanfics?, Chansoo, Dtehospital
Exibições 185
Palavras 2.512
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


BOA LEITURA <3

Obrigada ~AnneB_9 por betar <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Sirenes ao fundo, aparelhos com alta tecnologia que emitem bipes constantes, robôs e raios laser. O cenário de um hospital pode servir facilmente para um filme de ficção-científica, e o médico parece uma figura que se distancia cada vez mais do humano. Porém, a vida sempre nos trás novas surpresas, novas lições de vidas, novos amores…

 

Esperamos, quase sempre, uma história trágica – ou até mesmo possíveis milagres –, em um hospital. Entretanto, há sempre aquela, em especial, esquecida. Talvez, algo que ninguém possa pensar que poderia acontecer, ou porque é, simplesmente, sem sentido algum.

 

E um exemplo disso, é a história de Park Chanyeol. Formado em Física, professor de uma universidade popular em sua região, trinta e um anos, nascido em vinte e sete de novembro, casado e sem filhos. Chegou ao hospital depois de um acidente grave de moto, o veículo acabou sendo empurrado por um carro em alta velocidade, o que acarretou em um resultado horrível.

 

O homem estava em coma há duas semanas, e fazia algumas horas que, finalmente, acordara. Ali, deitado em sua cama, recebendo comida na boca, de seu marido, Do Kyungsoo, está Chanyeol. Ao lado da cama, o médico responsável pelo seu caso, Oh Sehun, conversa com os dois.

 

— Doutor, eu posso conversar com o senhor? À sós? — O paciente pergunta, sua mão está suada, e seu coração acelerado. Sehun confirma, olhando um tanto preocupado para o computador que mostra como estão os batimentos de Chanyeol. — Amor, pode nos dar licença?

 

— Sim, claro… E-eu vou estar lá fora, tá? — Kyungsoo passou a mão pelos cabelos, depois de colocar o prato de sopa sobre a mesinha, ao lado da cama. Deixou um beijo na testa do marido, e se retirou do quarto.

 

Quando se viu sozinho com o médico, Chanyeol chorou. Sua mão apertava o peito, e sua voz ficará cada vez mais rouca, devido ao choro. Sehun não viu outra opção, a não ser abraçar o paciente, como uma forma amigável de consolo.

 

— Fique calmo, senhor Park… Está tudo sob controle! — O médico passou a mão nas costas do outro, na tentativa de deixá-lo mais relaxado.

 

— Doutor, eu tenho que lhe fazer um pedido… — Chanyeol tossiu, se afastou do médico e o encarou. — Meu marido, Kyungsoo, eu o amo, e por mais que isso soe doentio, eu não quero deixá-lo só…

 

— Sim, eu entendo, Chanyeol-ssi!

 

— Pode parecer loucura da minha cabeça, mas, por favor, doutor, cuide do meu Kyunggie quando eu morrer! — E tornou a chorar. Sehun franziu o cenho, que espécie de pedido era aquele, pensou.

 

Não era difícil de entender, não para o Park.

 

Kyungsoo não tinha família, era filho único, órfão e seus parentes não o aceitavam, pois afirmavam que o Do era o culpado pela morte dos pais. Desde o namoro, até o casamento, Chanyeol fora sua única família. O acolheu e o amou, com o toque de romance necessário para uma relação mais afetiva. Doía no coração do Park, a possibilidade de deixar o mais novo sozinho no mundo. Ele não podia, não conseguia, confiar em deixá-lo só.

 

Para si, Kyungsoo ainda era fraco, e, provavelmente, tentaria se matar, depois de sua morte. Chanyeol também não queria morrer, tinha seus medos. Cogitar a ideia de simplesmente ir não o alegrava. Ele tinha sonhos e desejos, e gostaria de fazê-los ao lado da pessoa que mais ama no mundo.

 

— Chanyeol, e-eu não posso…

 

— Eu não quero deixar ele sozinho, ele não é bom em conversar com outras pessoas, e… Eu tenho medo que ele tire a própria vida, depois da minha morte! — Disse o Park, tentando, inutilmente, limpar sua lágrimas que insistiam em cair e molhar suas bochechas. — Por favor, cuide dele… Por favor!

 

— Senhor Park, porque acha que vais morrer? — Sehun indagou.

 

— Não é óbvio, doutor? Olha o meu estado! — Apontou para seu corpo coberto de ataduras.

 

Sehun não respondeu, era cedo para informar o que aconteceria. Era cedo para informar que Chanyeol, talvez, ficaria paraplégico, mas morrer ainda não era uma certeza. Claro, teria cirurgias futuras e complexas que, se Chanyeol não suportasse, poderiam levá-lo à morte, todavia, pensar nisso não era algo agradável.

 

— Vamos fazer assim, senhor Park… — Sehun sorriu. — Aproveite o tempo que for com Kyungsoo, e, se o senhor morrer, eu prometo, com a minha vida, que cuidarei dele!

 

— Eu tenho tempo?

 

— Sim, você tem.

 

— Então, eu aceito. Mas, doutor? — As bochechas do paciente se tornaram rubras, e ele soltou uma risadinha. — Não sei se mortos sentem ciúmes, mas, se eu sonhar que tocou no meu Kyunggie, eu te mato, nem que eu tenha que regressar a vida, se é que é possível…

 

Eles gargalharam, e Sehun garantiu que isso não aconteceria.

 

— É estranho eu pedir isso… Bom, eu não lhe conheço, você deve ser até casado e eu… — Chanyeol engoliu em seco. Sehun riu.

 

— Eu namoro, mas não se preocupe, tenho certeza que você, pessoalmente, cuidará de Kyungsoo. — Garantiu com um sorriso brilhante no rosto.

 

— Doutor, estão lhe chamando no quarto doze! — A enfermeira interrompeu a conversa, saindo logo depois acompanhada de Sehun.

 

Chanyeol sorriu quando viu seu marido, lindo e baixinho, como costuma chamá-lo, entrar no quarto novamente. Kyungsoo entrou, fechou a porta e andou até a cama, deitando ao lado do esposo em seguida. O Park lhe abraçou apertado, e até pensou em dar-lhe um beijo, porém lembrou que talvez, estivesse com mau hálito e não queria espantar o pequeno.

 

— Eu acho que preciso de um banho… — Chanyeol disse. Kyungsoo o olhou e sorriu.

 

— Vou chamar as enfermeiras!

 

— Ah, não! Quero que você me dê banho, Soo… — O mais velho expôs um bico nos lábios. — Chame-as para ajudar, mas só você me toca!

 

— Mas é claro! — Kyungsoo assentiu rindo. Voltou a abraçar o marido. — O que você conversou com o médico?

 

Chanyeol suspirou. O companheiro não ficaria nada feliz se soubesse o real motivo. Kyungsoo simplesmente odiava a mania do Park de se preocupar com o futuro e ignorar o presente. O Do queria que eles vivessem os momentos presentes, e o futuro seria apenas uma consequência.

 

— Nada importante… — Deu de ombros. É claro que o mais novo não se convenceu com a resposta, mas também não iria discutir.

 

— Vou chamar as enfermeiras! — Kyungsoo lhe deu um breve selinho e desceu da cama.

 

ⓔⓧⓞ

 

Chanyeol acordou cedo naquele dia, dois dias depois de sua conversa com seu médico. Ao lado dele, na poltrona, estava seu marido dormindo, o cobertor escorregando de seu corpo e a coluna inclinando para o lado. O Park suspirou, disposto a se levantar para cobrir seu companheiro, porém, suas pernas não estavam atendendo aos comandos do cérebro.

 

Seu coração estava acelerado, ele não entendia. Seus braços, troncos, mãos, toda sua parte superior moviam-se, entretanto suas partes inferiores não.

 

— Kyunggie? — Chamou com uma voz chorosa. — KYUNGSOO!! - O outro despertou assustado, e sua expressão se tornou amedrontada quando viu o estado do marido.

 

— Chanyeol, o que foi? — Levantou-se preocupado, logo ficando ao lado do marido em pé, perto da cama.

 

— As minhas pernas, Kyungsoo! Elas não se mexem! Elas não estão se movendo! — Disse desesperado.

 

— Doutor Sehun! — O mais novo gritou, correndo para fora do quarto.

 

Quando o médico apareceu, o examinou e então marcou a primeira cirurgia.

 

 

ⓔⓧⓞ

 

Os casal passeava pelo hospital, Kyungsoo empurrando o marido em uma cadeira de rodas. Faltava algumas horas para a cirurgia, e Chanyeol perguntou se podia tomar um ar fresco e, talvez, conhecer o hospital. Pediu para tomar um banho e se arrumar, também disse para Kyungsoo ficar bonito ー mesmo que em sua cabeça, fosse quase impossível o marido ficar mais bonito, ele já estaria atravessando a barreira dos limites.

 

O hospital era grande, e até mesmo bonito, limpo e muito organizado. Porém, Chanyeol não quis ficar ali. Pediu para que Kyungsoo o levasse ao banheiro, ignorou as perguntas do marido indagando o porquê do pedido.

 

— Vamos naquela cabine grande… — Apontou para a cabine de deficientes. Kyungsoo o empurrou até lá e trancou a porta. — Me ajude a sentar no chão e depois sente-se aqui, no meu colo!

 

Kyungsoo inclinou a cabeça pro lado estranhando o pedido, mas o obedeceu e se sentou, se aproximou do marido e passou os braços ao redor de seu pescoço, com um pouco de força, conseguiu levantá-lo, mas só o tempo de colocá-lo no chão. Chanyeol é alto e, consequentemente, mais pesado que o marido.

 

Já no chão e com as costas apoiadas na parede, Chanyeol bateu nas próprias coxas, chamando o esposo para se sentar ali, e foi o que Kyungsoo fez. Se sentou de frente para o Park, com uma perna em cada lado da cintura de Chanyeol. Ficaram em silêncio durante alguns minutos, se abraçaram e se encararam.

 

— Soo, paraplégicos podem ter ereção? Porque eu tô afim de transar aqui mesmo… — Disse Chanyeol, rindo em seguida com a cara de espanto do marido.

 

— Bom, podem… Mas não dura muito… — Kyungsoo disse fazendos bico, que foi mordido pelo companheiro.

 

— Você andou pesquisando, é? — Chanyeol riu quando viu as bochechas do outro se tornando rubras. Kyungsoo assentiu envergonhado. — Não tem problema…

 

— Pior que tem um… As ereções são reflexas, e você sabe que eu tenho um pouco de vergonha… — O mais novo escondeu a cabeça no peito do marido, rindo nervoso.

 

Chanyeol suspirou, ele podia ter uma ereção de reflexo, mas Kyungsoo teria que o estimular, e o mais novo era muito tímido para falar coisas maliciosas, e às vezes até para ficar nu em sua frente.

 

— E se eu morrer, Kyunggie?

 

Nada melhor que apelar para o lado dramático da vida. Kyungsoo ergueu o rosto e encarou Chanyeol com o cenho franzido.

 

— Você não vai morrer, Chanyeol… — Revirou os olhos.

 

— Ninguém sabe, e se a cirurgia não for um sucesso? — Disse num tom infantil, Kyungsoo gargalhou.

 

— Dramático… — Cantarolou — Mas tudo bem, o que quer que eu faça?

 

Chanyeol arregalou os olhos, e antes de falar, segurou o rosto do marido entre suas mãos grandes e o beijou lentamente. Kyungsoo passou a língua no lábio inferior do outro, procurando comandar o beijo, e o maior lhe deu a liberdade.

 

O mais velho gostava do outro comandando, e devido ao seu estado, seria melhor assim.

 

— Vamos ser rápidos, devem estar nos procurando… — Kyungsoo avisou rindo em seguida.

 

ⓔⓧⓞ

 

Chanyeol dormia. A cirurgia havia sido executada perfeitamente e, provavelmente, ele ficaria dormindo o resto da tarde. Kyungsoo o encarava com um sorriso triste nos lábios, estava sendo um tanto complicado para si, ter o marido naquele estado.

 

— Acha que tem possibilidades dele voltar a andar? — Indagou olhando para Sehun.

 

— Vou ser sincero, senhor Do… — A expressão de Sehun lhe deu a resposta, suspirou. — Sabe, Chanyeol conversou comigo e ele me pediu uma coisa engraçada…

 

— O quê? — Kyungsoo ergueu uma sobrancelha.

 

— Ele me pediu para cuidar de você, senhor Do… Ele acha que vai morrer. — Sehun contou. Kyungsoo arregalou os olhos e colocou a mão sobre a boca.

 

— Me desculpe por isso, Doutor… — Meneou a cabeça. Ainda considerava a ideia do marido não ter alguns parafusos. — Bom, ele não…?

 

— Morrer? Ah, não! Sem chances… — Sehun sorriu dando uma apertada no ombro de Kyungsoo antes de sair do quarto.

 

O homem voltou a olhar o companheiro dormindo. Ele acabou soltando uma risada.

 

Chanyeol sempre foi de ter esse tipo de atitudes, e aquilo não lhe surpreendeu. Lembrava da vez em que o marido quis adotar uma menininha japonesa sem lhe consultar, e a explicação foi:

 

— Você não quis a barriga de aluguel, e nem a inseminação… Então, eu vou adotá-la!

 

Depois de grandes discussões, Chanyeol acabou desistindo.

 

ⓔⓧⓞ

 

— Quando vamos poder ir pra casa? - Era horário de almoço e Chanyeol dava alguns chiliques para comer, o marido já estava irritado.

 

— Quando receber alta, Yeol. Coma logo! — Pediu novamente, Chanyeol o olhou com aqueles olhinhos. — Yeol…

 

— Soo… — E o famoso biquinho.

 

— Okay, já que não quer comer… Vamos conversar! — Kyungsoo colocou o prato de sopa na mesa e se sentou na cama. Segurou a mão de Chanyeol e suspirou ao entrelaçar os dedos.

 

— Está tudo bem? — O Park perguntou baixinho.

 

— Por que pediu aquilo para o doutor Oh? — Indagou sério. — Digo, por que pediu para ele cuidar de mim?

 

— Eu tenho medo de deixá-lo sozinho… — Confessou suspirando em seguida. — Eu tenho medo que tudo volte a ser como antes, como quando você não me tinha…

 

Kyungsoo encarou o teto pensativo e sorriu. Chanyeol sempre o colocava no topo de sua vida, ele sabia que, para o Park, ele era o sol e a lua, melhor, ele era a galáxia inteira. Chanyeol o amava mais do que qualquer coisa, e ele era imensamente grato por isto.

 

Eles viviam juntos, viviam um para o outro, apenas.

 

— Você não vai morrer, Chan. — Garantiu Kyungsoo. — Você vai ficar aqui e cumprir sua promessa de cuidar de mim pelo resto das nossas vidas, assim como eu vou cuidar de você!

 

— Eu te amo tanto, Kyungsoo! — Chanyeol apertou as bochechas do marido e beijou com amor os lábios do outro. — Como consegue ser tão maravilhoso?

 

— Você está me acostumando mal…

 

***

 

— Fisioterapia, Chan… — O maior olhava as próprias pernas estendidas na cama, e apenas ouvia o que o marido falava. — O doutor Sehun disse que há sempre uma chance de recuperação.

 

— Eu vou ficar sem andar, Soo…

 

— Mas você vai fazer todos os tratamentos, Chan! — Kyungsoo o abraçou, aproveitando para subir na cama e se sentar nas pernas do mais velho. — Vai dar tudo certo, e logo você volta a andar!

— Os tratamentos são caros… Nós não podemos…

 

— Shhh! — Kyungsoo o beijou com paixão, o deixando em silêncio. — Não se preocupe com isso, okay? Eu vou trabalhar mais, e… Não sei, apenas não se preocupe! Estamos juntos nessa!

 

— O que seria de mim sem você? — Chanyeol chorava, o menor riu.

 

— Por que você chora tanto? — Bateu no ombro do maior. — Vamos arrumar suas coisas? Monggie deve estar morrendo de saudades!

 

— Vamos… Vamos pra casa!

 

— Chanyeol, onde estão seus sorrisos?

 

— Soo… — O Park fez um bico.

 

— Você é o motivo dos meus sorrisos, como posso sorrir se você não faz isso para mim? — Perguntou o mais novo, sorriu quando o mais velho cedeu. Selou os lábios do marido com amor.

 

— Então, vamos?

 

— Vamos! — Kyungsoo saiu de cima do maior e o ajudou a sentar na cadeira de rodas. — Você realmente achou que iria morrer?

 

Chanyeol riu envergonhado. Observou o marido buscar suas coisas pelo quarto e colocar na mala.

 

— Achei… Não ria, foi horrível! — Cruzou os braços.

 

— Se você morresse, eu me mataria em seguida…

 

— Esse foi um dos motivos pra eu pedir aquilo para o Doutor… — Olhou nos olhos do menor. — Você é muito impulsivo, às vezes…

 

— Mesmo que ele cuidasse de mim… Eu morreria de tristeza! — Kyungsoo suspirou.

 

Chanyeol apertou as rodas de sua cadeira antes de mover-se com ela, segurou a mão do marido e sorriu beijando as costas da mão menor.

 

— Não consigo viver em um mundo onde você não está…

 

— Eu não vou embora, Soo. — Chanyeol garantiu. — E eu estava pensando comigo mesmo, Sehun não é pra você…

 

— Bobo! — Kyungsoo se abaixou e selou os lábios do outro. — Vamos pra casa!

 


Notas Finais


Leiam as fics da tag :') Boa sorte à todos <3


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