História Curse of Blood - We Love When We Lose - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Castlevania
Personagens Alucard, Gabriel Belmont, Personagens Originais
Tags Alucard, Castlevania, Drácula, Gabriel, Lords Of Shadow 2, Trevor Belmont, Yaoi
Visualizações 101
Palavras 1.047
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Peço perdão pela demora ABSURDA, mas ultimamente eu tenho estado sem tempo e meu celular quebrou - onde eu escrevia a maior parte dos capítulos e já tinha escrito este até a metade c-c
E então tive que reescrever tudo D:
Mas está ai, espero que gostem u-u

Capítulo 5 - Corruption of the Heart


Gabriel estava andando pelos corredores do castelo, no entanto, ele não sabia exatamente em qual lugar dele estava. Era uma ala estranha, embora tenha a mesma decoração e todos os adereços dos outros corredores. Haviam diversas portas que não levavam a lugar algum, apenas um breu profundo e misterioso estendia-se além de onde sua visão podia alcançar e a escuridão começava a lhe perturbar, mesmo que fosse acostumado com ela. Essa...Era estranhamente incomum. E o vampiro tinha certeza que logo entenderia o motivo. Ele estreitou os olhos vermelhos pulsantes tentando enxergar através daquela sombriedade, sussurros silenciosos o cercavam com palavras doces e chamando seu nome e persuadindo-o para entrar em uma das salas escuras e inacabáveis naquele corredor de mistérios. Claramente ele estava sonhando, tal coisa não poderia ser real, havia caído nas tentações do sono enquanto cuidava de Alucard...E agora não poderia cuidar de si mesmo. Seu castelo e seu interior sempre buscaram uma maneira de se comunicar com ele e através de seus sonhos e pesadelos isso era possível, e era por esse exato motivo que Gabriel raramente dormia...Essa era a primeira vez em quantos séculos? Ele sequer lembrava-se.

Continuando avançando por aquele corredor, sentia como se as suas forças fossem lentamente tiradas de si e a vontade de sucumbir a aquela persuasão para abrir uma daquelas portas começava a crescer dentro dele. As vozes agradáveis tocavam seus ouvidos como as doces palavras de sua linda e maravilhosa esposa. Ele encostou-se em uma das paredes tomando fôlego inexistente.
Ele se afastou abruptamente dali ao ouvir a parede sussurrando com uma voz distorcida para ele. Olhando ao redor, Gabriel percebeu que ele havia cedido e que não estava mais no corredor, mas que havia deslizado para dentro de uma das salas, ele buscou uma saída da escuridão interminável em vão.

“Você não é mais nosso senhor!”

Drácula trincou a mandíbula como ele viu todo aquele fosso de escuridão se transformar em um vermelho intenso, exalando um cheiro pútrido - Ele podia sentir o líquido pelos seus pés, respingando em suas botas conforme andava em busca de achar uma saída, em vão, o som de goteiras e jorradas mais fortes tocavam seus ouvidos, assim como grunhidos de raiva e ódio. O cheiro era tão terrível ao ponto de fazer seus olhos arderem e lacrimejarem, tendo que esfregá-los vez ou outra tentando ignorar os fios de sangue sólido que tentavam agarrar as suas pernas. Uma luz tocou-os, e Gabriel apertou as pálpebras moderadamente. A iluminação vinha do canto mais escuro daquele lugar, adquire uma coloração esverdeada fosca, e o vampiro é atraído por uma coisa que ele sequer tem consciência do que pode esperá-lo do outro lado da sala - Mas ele não se importava, seus instintos foram trazidos à flor da pele e não podia simplesmente ignorá-los, não quando esse misto de sensações de esperança e confiança se transmitem como uma onda de calor por todo o seu corpo.

Andando naquela enorme poça de sangue, ele finalmente viu - Viu, desenhado pelas sombras, seu filho. Mas não Alucard, Trevor. Aquele pequeno Trevor que o guiou pelos corredores intermináveis do castelo, o ajudando a enfrentar os mais infindáveis desafios que ele jamais esperava enfrentar em seu próprio lar, e ele estava ali novamente - Para ajudá-lo.
Gabriel não sabia em que momento ele havia começado a se sentir tão paternal, mas estava começando a doer. Doía no momento em que pôde observar o semblante entristecido e de desespero da criança à uma distância que parecia de um mundo, e doía mais não saber qual era o motivo para tal temor no garoto. Ele ouviu um grito. Um grito grotesco e tão agudo que atingiu o mais profundo nos ouvidos de Gabriel, que caiu segurando a cabeça com as mãos, impossibilitado até o momento em que suas orelhas parassem de zunir, e finalmente entendeu o que realmente acontecia. Virando-se para trás, arrastando-se com o corpo para longe, ele viu emergindo da enorme poça de sangue o lado bestial de sua própria existência, pairava sobre si, com o rosto de escárnio manchado de rubro, balançando sua cabeça como uma cobra, trazendo todos os seus pesadelos de volta à tona, derramando sangue das tiras grossas de carne que compõe o “cabelo”, falando com sua voz, mas o tom era tão cheio de ódio e dor.

E naquele momento de vulnerabilidade, o castelo tomou sua oportunidade - e Trevor não foi capaz de alertar seu pai. O sangue correu pelos seus braços e pernas, afundando-o, o sugando para dentro. Tentáculos de sangue e carne voaram para fora do poço, agarrando tudo o que podia para puxá-lo.

“Você não vai deixar-nos!”

- Cale-se!...

Drácula estava prestes a clamar - Clamar pela sua liberdade, pela vida que ele não tinha mais, quando foi cortado por um fluido resistente se amarrando contra sua garganta, e carrega-o para o fundo. A última coisa que ele vê, é o seu filho observando com desdém enquanto ele afunda entre as camadas da realidade e memória. No olhar do menino, há um estranho brilho de maldade que Gabriel não pode compreender - Será que seu filho não teve a chance de alerta-lo ou ele realmente não quis? Será que aquele é mesmo Trevor Belmont?

Tudo virou silêncio, e uma espessa neblina em sua cabeça o impede de seguir em frente. Será que essas são as memórias esquecidas que ele deixou há muito tempo para trás? Seu passado humano estava de volta para assolá-lo?
 

“Meu Príncipe...Por que choras?”

Ele não tinha ideia de quando começou a fazê-lo, mas agora que o fato foi citado, podia sentir as grossas lágrimas escorrendo pelos cantos dos seus olhos, finalmente quando elas tocavam aos seus lábios ele podia sentir que não tinha um gosto salgado, mas sim como qualquer sangue que ele já tenha tomado, e o cheiro de ferrugem era inalado pelo seu nariz. Era silencioso e doloroso. Como esse lugar,

Talvez ele esteja morto por algum motivo que ele não saiba? Não, ele é o único que vive para sempre.

“O único…” Repetiu com amargura, O castelo não deixaria-o morrer.

Destrua - Destrua aquele que tirou tudo aquilo de você. Ele mandou seu exército contra você, é a sua vez de revidar. O reino dos homens deverá cair. Os paraísos vão queimar.

 



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