História Cursed - Capítulo 18


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lobisomem, Sobrenatural, Vampiro
Visualizações 5
Palavras 1.151
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom gente,
Nossa jornada chegou ao fim. Foi muito legal escrever essa fanfic e espero o que tenham gostado!
Boa leitura.

Capítulo 18 - Epílogo.


Fanfic / Fanfiction Cursed - Capítulo 18 - Epílogo.

*2 semanas depois.

 

Estou indo visitar a Lissa no hospital e encontro Stan, Giovanna e Lorrana, sentados no saguão de entrada. Viro-me para Giovanna e faço um gesto para ela me seguir. Levanta e andamos em silêncio para a entrada do prédio. Ela para na minha frente e espera que eu prossiga.

- Então... – diz.

- Então... – repito – a gente não comentou sobre aquela noite.

- O que temos para comentar? – Ela diz com um risinho.

- Você não pode ter esquecido.

                Ela me olha com uma cara de desentendida e depois ri.

- O que eu não posso ter esquecido.

- AAAAH. QUER SABER? – Digo revirando os olhos e a beijando.

                Giovanna me beija de volta e percebo o quanto sentia falta disso, do seu gosto, do seu cheiro. Quando terminamos de nos beijar, ficamos em silêncio até que eu decido falar.

- Olha – respiro fundo – foi muito difícil quando você foi embora, me largou assim. Aí você voltou e eu achei que nunca ia te perdoar pois ainda estava profundamente chateado e parecia que você não estava nem aí para mim. Mas, depois do que você disse, no galpão, eu percebi que já tinha te perdoado. Você me fez voltar a ser humano e eu aprendi a me controlar. Além disso, também percebi que... eu te amo.

                Ela me olha visivelmente emocionada e me beija de novo, mas dessa vez, um beijo mais calmo e lento. Quando nos separados eu sorrio para ela e digo:

- Só uma coisa. Você não vai embora não né?!

                Giovanna me olha, coloca os braços ao redor de mim, sorri e diz:

- Nunca mais.

 

*Pov. Lissa

 

                Quando acordei nessa cama de hospital semana passada, não lembrava do que tinha acontecido mas todos os últimos acontecimentos chegavam aos poucos em minha cabeça. O quarto até que é aconchegante, mas não vejo a hora de voltar para casa. Não podia receber visitas ainda, então hoje será o primeiro dia que verei meus amigos em duas semanas.

                A primeira a entrar é Lorrana, que sorri assim que me vê.

- Como você está? – ela para ao lado da minha cama.

- Melhorando – me esforço para sentar e me encostar na cama – e como estão as coisas com o pessoal?

- Bom, estamos todos bem. Ninguém tem se falado muito depois do ocorrido.

                Respiro fundo, ainda dói quando respiro, pois, meu pulmão foi perfurado, quando eu cheguei na emergência, estava quase morrendo Só não morri, pois parece que Giovanna jogou alguma mágica em mim para desacelerar a morte.

- O que você vai fazer agora?

- Irei viajar para encontrar meus pais e contar tudo o que aconteceu – ela fica triste e percebo que deve ser difícil para ela, pois Gustav era irmão dela também – depois, irei me concentrar na minha cerimônia de caçadora.

- Nossa, que legal! Fico feliz por você!!

- Obrigada! Queria que vocês pudessem ir, mas a cerimônia só permite a família.

- Sem problema.

                Ela olha o relógio e diz:

- Tenho que ir. Tem mais gente esperando para entrar.

                Ela olha da porta para mim, sorri e eu retribuo. Os próximos a entrar são Giovanna e Sky, estão de mão dadas.

- Olha só vocês aí – digo rindo – meu casal favorito está de volta.

- Quem diria não é mesmo – Giovanna diz caindo na gargalhada e me abraçando enquanto Sky apenas ri.

- Senti saudades – digo.

- Nós também – Sky responde.

- O que – faço uma pausa – o que aconteceu com o Gustav?

- Eu o prendi e mandei para as autoridades bruxas, elas saberão o que irão fazer com eles.

                Sinto um alivio no peito ao saber disso.

- Vocês são definitivos agora?

- Pode crer, ruivinha – responde Sky mexendo no meu cabelo.

Nesse momento me dá um aperto no peito, pois me lembro do Daniel e não quero perguntar sobre ele pois eu o vi naquela noite e não quero ter a certeza de que ele está morto. Então, tento mudar o assunto.

- E a Giullia? – Pergunto, me lembrando da garotinha fofa que é irmã da Giovanna.

- Meus pais contaram tudo para ela e decidiram manda-la para uma escola de bruxas no exterior. Por isso, viajaremos por uns dias – Sky e eu olhamos para ela – mas não se preocupem, eu volto. Sempre volto para vocês.

- Que chique - digo.

- Precisamos ir – diz Sky – tem gente lá fora esperando para entrar.

                Eles saem e uma pessoa que eu não podia acreditar que estava na minha frente, entra no quarto.

- Daniel? – digo abrindo um grande sorriso.

                Ele retribui o sorriso e mexe em meu cabelo, ele não perde essa mania.

- E aí, ruivinha. Assustou todo mundo hein?!!

- Digo o mesmo – tiro a sua mão de seu cabelo – que bom que está tudo bem contigo.

- Agora eu que digo o mesmo .- ele sorri.

- Eu achei que estava morto – digo triste.

- E estou – ele gargalha e olho de cara feia para ele – mas, voltando. Eu morri naquele momento, mas morri temporariamente. Pois, o Sky não me mordeu e o que pode me matar é: adaga, ter minha cabeça ou o meu coração arrancados do meu corpo e mordida de lobisomem.

- Que bom. – Sorrio e ele me abraça.

- Não nos assuste novamente assim, ruivinha.

- Não irei.

                Ele caminha em direção a porta e me manda um beijo de longe. Pelos meus cálculos, só falta o Stan. Por falar nele, o mesmo entra.

- Oi – diz, envergonhado.

- Vai entrar ou ficar parado na porta?

                Ele entra e senta na minha cama. Ficamos em silêncio por um tempo, nos olhando. Ele sempre foi um garoto bonito e inteligente, mas só agora que notei. Sempre gostou de mim, espero que não seja tarde demais.

- Obrigada! – Ele faz uma cara de desentendido – por me salvar – completo.

- Ah, sim – ele sorri sem mostrar os dentes – por nada.

- E o seu pai?

- Giovanna o tirou do encanto e ficou arrasado ao descobrir que ele é o assassino. Disse que nunca contou sobre ser um lobisomem pois achava que nós não seríamos um e o medo, medo de perder você, destravou esse ser dentro de mim – ele diz tímido, me deixando envergonhada - agora ele está viajando, precisa tomar um ar.

- Sinto muito – falo triste.

                Ele acaricia meu rosto e sorri gentilmente.

- Não sinta, o que aconteceu, aconteceu. Agora – ele muda de assunto, isso mostra que esse assunto ainda dói nele – você está olhando para o melhor lobisomem desse mundo – ele ri e se aproxima sussurrando – mas não conte ao Sky.

                Olho para ele e sussurro de volta:

- Não irei.

                Nos olhamos de novo por alguns minutos e acabamos nos beijando. Um beijo calmo e lento, com gosto de amora.

                E foi, a partir desse momento, que vi que nada será igual a antes, tudo tinha mudado.

FIM.


Notas Finais


O que acharam?


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