História Cursed By Destiny - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Harry Styles, One Direction
Personagens Harry Styles, Personagens Originais
Tags Cursed By Destiny, Harry Styles, One Direction
Visualizações 15
Palavras 1.689
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


olá!
Bem [email protected] a minha primeira fanfic. O enredo, os personagens originais e a personalidade dos famosos são de minha autoria. Sinta-se livre pra fazer críticas construtivas. A personagem principal é interpretada pela Scarlett Leithold, mas você pode imaginar qualquer outra pessoa.
Espero que goste :)

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Cursed By Destiny - Capítulo 1 - Prólogo

Rita Gabrielle Annenberg’s POV:

 -- Vamos querida, acorde. - minha mãe balança meu ombro fracamente, me acordando. Apenas murmuro e abro os olhos, vendo ela sair do quarto. Me mexo na cama preguiçosamente, logo me sentando na cama e coçando os olhos.
          O mesmo menino. Droga. Penso mais uma vez ao acordar, e logo me levanto, colocando minhas pantufas de coelho e indo até o banheiro para escovar os dentes, pentear o cabelo e lavar o rosto, para depois ir pegar meu celular em cima do criado mudo. Saio do meu quarto e vou até a cozinha para tomar café.
             -- Bom dia. - meu irmão diz ao me ver entrar no cômodo.
        Apenas sorrio e me sento na ilha da cozinha de frente a ele para comer as panquecas que mamãe tinha feito enquanto trocava mensagens com minha melhor amiga, Elizabeth.
         -- O que você vai fazer hoje? - pergunto ao meu irmão, pensando se poderíamos passar a tarde juntos vendo filmes, como costumávamos fazer.
           -- Tenho que ir a uma reunião de última hora. - ele se levanta e beija a minha testa - Reunião para a qual eu já estou quase atrasado. Até depois, Rita. - ele diz e sorri para mim enquanto sai da cozinha.
          Observo Thomas sair, todo engravatado. Ele era apenas 3 anos mais velho que eu, mas nós sempre convivemos tão bem e sempre fomos tão parecidos física e psicologicamente que quase todos achavam que éramos gêmeos. Ele sempre foi uma das pessoas que mais me amou e protegeu, além da minha mãe.
            Éramos apenas nós três: eu, meu irmão e minha mãe. Meu pai havia falecido há muito tempo, quando eu tinha 6 anos, e eu quase não me lembrava dele, mas toda memória era guardada com carinho. Meu pai era arquiteto, e meu irmão havia seguido a mesma profissão. Já minha mãe, era artista. Ela fazia os mais belos desenhos, quadros, cerâmicas e qualquer outra coisa que fosse criativa em seu ponto de vista. Seu trabalho era valorizado e de fato sempre tivemos uma boa vida por ele, mas com o tempo ela diz ter perdido a inspiração para isso. Hoje em dia, ela é escritora, e tem obras famosas de ficção.
           Termino de comer e coloco meu prato na pia, notando que não havia ninguém em casa. Volto até meu quarto, pensando no que faria em seguida. Decido assistir uma série, mas acabo adormecendo antes de pegar o computador.

 

( . . . )

 

Canto alto junto a ele e rio, observando ele e como tudo naquele momento parecia tão certo e tão bom. Tenho 19 anos, estudo em uma das melhores faculdades do país, tenho um emprego que paga bem e um relacionamento estável.
      Sorrio enquanto o observo cantar, ainda prestando atenção ao tráfego. Seus cabelos eram como a cor de chocolate amargo, e sinceramente, quem não ama chocolate? Olhos mais verdes que qualquer mato que você já viu na vida, e as covinhas nas bochechas, tão fundas que eu poderia mergulhar nelas. Ele era a perdição de qualquer um.
          O jeito como ele sempre podia te fazer sorrir e se sentir melhor, mesmo que ele estivesse em seus piores dias, era sempre encantador. Era doce e divertido, com uma paciência de ferro para me aguentar, embora ele tambbém soubesse ser um cara extremamente chato as vezes. Mas eram esses traços e muitos outros que me faziam perceber o quanto eu amava aquele garoto. Da ponta do fio de cabelo mais comprido até o último átomo que compunha a última célula de seu pé. Não era sua aparência, o que fazia, como ele agia comigo, o carro dele, nem nada disso, simplesmente era ele. Ao todo, como pessoa.
            E eu nunca pensei que me sentiria assim. Ainda mais com alguém que mais parecia do maternal do que parecia ter 23 anos.
            -- Harry! - rio ao vê-lo buzinar para o pedestre passar mais rápido. -- Deixa a senhora passar com calma!
           -- Mas ela parece uma tartaruga andando. - ele diz indignado - Eu não tenho todo esse tempo. Eu apenas rio e mudo a estação de rádio, logo sentindo o carro se mover. Me viro de novo, pronta para falar algo para ele, mas a luz que atinge meu rosto é forte, me fazendo fechar os olhos rapidamente.
          
 Um. Dois. Três.
           Foram os únicos segundos que eu consegui contar antes do meu mundo quebrar.
          O impacto foi forte, nos fazendo dar voltas e voltas pelo asfalto liso. Sentia a dormência se espalhando por todo o meu corpo, juntamente do sangue quente que escorria da minha testa. Mesmo com a vista embaçada, procuro por ele, que está desacordado e totalmente ensanguentado ao meu lado. Seguro sua mão, começando a chorar baixo. Respirar doía, mas aquilo era suportável comparado com a sensação que eu sentia. Eu sabia.

Seu peito não subia e descia. Não havia pulso.

 

Acordo e me encolho na cama, abraçando o travesseiro mais próximo enquanto chorava baixinho. Eu nunca entenderia o porquê de ter esses sonhos estranhos o tempo todo. Eu nem sequer sabia se esse tal garoto existia, mas ele se encontrava em todos os meus sonhos, todas as vezes que eu dormia, qualquer que fosse a hora que eu adormecia, desde o começo do terceiro ano, ele estava lá. Sonhava com ele, apenas com ele. Como nos conhecemos, nossos encontros, nossos beijos, nossas brigas, nossas danças, nossos “eu te amo”.
         Por um tempo cheguei a ansiar pelas horas que eu conseguia dormir, só para vê-lo. Eu sempre soube que não era real, mas ele sempre estava lá, e sua presença era tão real. E agora eu chorava porque naquele sonho ele morria. Chorava porque era impossível não criar laços a sonhos tão reais quanto aqueles eram, chorava porque eu sabia que se ele morresse não haveria mais sonhos e que se aquilo fosse real, não haveria mais eu também. Parece besteira, eu sei.
          Saio dos meus devaneios, me convencendo mais uma vez de que nada aquilo era real, especialmente aquele sonho, e me levanto, indo até o banheiro e lavando meu rosto. Olho meu reflexo no espelho, vendo que minha cara estava vermelha pelo choro. Suspiro e volto ao meu quarto, sentando em minha cama e pegando um livro qualquer, no objetivo de me distrair até que chegasse a hora de sair com Elizabeth.

 

( . . . )

 

-- But it’s just not as kind on the eyes. - canto e danço em frente ao espelho, enquanto passo máscara de cílios, terminando de me arrumar.
           Fico mais alguns minutos dançando enquanto arrumo a bagunça do meu quarto, logo indo trocar de roupa, ainda esperando por Beth, até que ouço ela gritando do lado de fora da minha casa, juntamente da buzina do seu carro. Saio de casa, fazendo com que minha melhor amiga cesse o barulho infernal que estava fazendo.
            -- Oi. - digo e me jogo no banco do passageiro de seu fusca bege.
            -- Oi. - ela sorri e me observa colocar o cinto de segurança. - E então?
            -- E então o que? - rio de suas curiosidade, fingindo não entender onde ela quer chegar.
            Ela arqueia a sobrancelha e joga uma embalagem de fast food velha em mim, dando a partida no carro logo em seguida.
           -- Ok. - bufo. - Realmente não sei por que você se interessa nisso, mas vou te contar. - reviro os olhos, enquanto jogo a embalagem no chão do carro. - Eu sonhei com ele hoje, como era de se esperar. De noite eu sonhei que fomos a um show, não me lembro de quem. Já a tarde eu sonhei que… - respiro fundo, tentando não chorar. - Eu sonhei que a gente estava andando de carro, até que um carro bateu no nosso, do lado dele, e acho que a gente morria. - engulo o choro, observando sua expressão surpresa.
           -- Você tem alguma ideia do que isso pode significar? - apenas nego com a cabeça, enquanto vejo ela arregalar os olhos e tentar manter as mãos no volante. - Mas Rita, se você acha que vocês morriam, então é o fim da história. - ela faz uma careta.
       Dou de ombros, ignorando sua fala incessante sobre o que aquele sonho significava. Meus sonhos não tinham pé nem cabeça, simplesmente se inventam sozinhos, e se eu não conseguia interpretá-los, ela também não. Ou pelo menos é isso que eu acredito, embora cientificamente eu não posso sonhar com alguém que nunca vi.
        Apenas murmuro em consentimento quando ela me pergunta algo, olhando para a janela, pensando em todos os nossos anos de amizade. Elizabeth Vanderwall era a melhor pessoa que eu podia conhecer. Nunca tivemos 100% de compatibilidade em nada, em nenhum aspecto, mas eu a compreendia e ela fazia o mesmo por mim. E embora ela acredite em toda a lorota sobre sonhos, signos e misticismos em geral, eu não acredito. Eu comecei a contar meus sonhos para ela só para ver sua reação e poder rir depois, mas ficou sério quando eu comecei a sonhar quase todos os dias com uma pessoa que eu nem conheço.
          -- Eu realmente não quero falar sobre isso agora, Beth. Ele nem existe, e é tudo baboseira da minha cabeça, você sabe. - suspiro, olhando pela janela do carro enquanto ela estacionava a quase duas quadras da casa onde a festa ocorria.
             -- Você que sabe. - ela dá de ombros.
          -- Beth. - me viro para ela, pronta pra mudar de assunto. - É nossa última noite no colegial. Nós temos 18 anos, vamos pra ótimas faculdades. - suspiro ao desviar o olhar. - A gente vai se distanciar, é óbvio. Mas eu te amo e sou grata demais por tudo. Vamos aproveitar hoje, sem pensar em qualquer coisa que não seja na nossa amizade, ok? - abraço-a forte, ouvindo seus murmúrios em consentimento.
         Saímos do carro e andamos calmamente até a última festa do ensino médio. A última vez que faríamos isso, que veríamos essas pessoas, que seríamos felizes com elas.

A última vez que ele pertenceu apenas a um sonho, uma fantasia.

 

 


Notas Finais


twitter: elfaninja
tumblr: contradominio.tumblr.com
ig: bernardielisa


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