História Cursed Lovers - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Juugo, Karin, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki
Tags Cursedlovers, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Exibições 221
Palavras 3.041
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Ato II - Jantar


  / JANTAR                                         

Sakura acordou no meio da noite, tremendo  após mais um dos pesadelos que nos últimos tempos a vinham assombrando. Sentou-se entre os lençóis, no escuro. As chamas da lareira haviam muito se extinguido. Levantou-se e caminhou até o braseiro, remexeu-o e atiçou o fogo. Um claro e quente brilho laranja tomou conta do quarto.

O cômodo era confortável o suficiente, algo que não se comparava com o espaço que possuía na casa de Jiraya, junto do irmão. Este quarto era amplo, as cortinas pesadas e escuras. Talvez pudesse trocá-las, assim como faria com os tapetes. 

Sua mania de manter tudo organizado e limpo a fizeram perder todo o resquício de sono que deveria possuir. Como se não pudesse esperar pela luz do dia, iniciou a sua tarefa de arrumar tudo que parecesse estar fora do lugar. Colocou os vestidos na grande arca que havia num canto, os sapatos ao lado e o único colar que tinha e valia de algo o deixou pendurado no espelho embaçado da penteadeira. 

O dia já havia nascido quando a Haruno terminou de esfregar o chão de mármore liso. Cansaço não existia, não quando estava disposta a completar uma tarefa. Assim, ao finalizar a limpeza, sorriu ao perceber que todo o quarto aparentava mais claro do que fora no dia anterior.

Trocou o vestido por outro, de uma cor neutra e limpo. Deixou os cabelos caírem numa longa trança em seus ombros. 

Abriu a janela do quarto antes de sair. Podia ver o jardim, tão morto e sem vida. As grandes muralhas que se erguiam ao redor do castelo estavam cobertas por heras e a grama alta. Mas, entre todas as cores frias, uma roseira se sobressaía, o verde claro das folhas e com um botão ínfimo de rosa. 

Sakura sorriu, tomada por uma lembrança de tantos e tantos anos. Antes de mudar-se para a casa de Jiraya, vivera junto do irmão na casa de uma mulher com cheiro de doces e cabelos como cobre. Esta possuía o jardim mais lindo que Sakura pudera ver em sua curta vida. Gostava do lugar, da solidão e paz que o espaço a trazia. Considerara aquela a sua casa, até terem de procurar outro lugar para viver. Sempre estavam de mudança, sem casa fixa. Nunca tive um lar, ela suspirou diante do pensamento. Talvez aqui possa ser meu lar. Ou eu construa um para mim.

Esperava encontrar Lorde Uchiha tomando seu café da manhã quando se dirigiu para a grande sala de refeições. Mas nada ou ninguém havia ali. Deve ser cedo ainda, pensou. O salão era decorado com os tons ainda mais escuros que a sala, tão bagunçado e sem harmonia. A larga e longa mesa permanecia ao centro, com as altas cadeiras estofadas em veludo rubro ao redor. Acima, um lustre com pontas de cristais cintilava na fraca luz que vinha entre as frestas da cortina.

Sakura puxou o tecido pesado, trazendo iluminação para o salão. Viu o lustre jorrar sobre as peças decorativas brilho e cores vívidas. A poeira se erguia nos feixes de luz. Abriu a janela e deixou o ar puro da manhã entrar. O lugar já não parecia mais tão abandonado. 

Com o esfregão em mãos, lustrava o piso escuro da sala. Vez ou outra parava, respirava e deixava os braços relaxarem. A luz e a brisa a ajudavam na tarefa de limpar, secando o chão e marcando onde havia manchas. Sakura tinha em si uma dose ou outra de perfeccionismo no sangue.

Ao sentir o cheiro de pães, sentiu fome e seu estômago rugiu. Sentou-se no chão, respirando e descansando. Foi quando ouviu o som de passos. Olhou para cima e o viu. Sasuke a encarou em silêncio. Os tons de vermelho da casaca que usava se contrastava com o negro de seus cabelos. Os botões de ouro cintilavam na luz provinda das janelas. 

Uma das histórias contadas pelas pessoas do vilarejo diziam que Lorde Uchiha transformava-se em uma monstruosidade durante a madrugada, invadindo casas e devorando o coração de quem ousasse enfrentá-lo. Somavam isso com a necessidade dele de ter que manter sua juventude, mas, se não devorasse um coração, tomaria a forma da besta que o é. Outros refutavam a ideia dele ser um monstro, diziam apenas que seu rosto era marcado por cicatrizes profundas e sangrentas, uma face para ser evitada. Entretanto, nada havia. Bonito de se ver, Sakura pensara, olhando para ele tão meticulosamente. Sem cicatrizes...

Sakura nada disse, mas o observou lançar um olhar apressado pelo salão.

A Haruno ergueu-se e secou as mãos no vestido.

— Gostaria de tomar seu café da manhã agora, senhor Uchiha? — ela perguntou, com a respiração ofegante pelo cansaço. 

— Seria ótimo — ele respondeu, girando nos próprios pés e se dirigindo para as escadas —, estarei em meu escritório.

— Como quiser, meu senhor.

A cozinha cheirava a pães e bacon, além de salsichas sendo temperadas e uma pequena travessa recheada por bolos de limão. Outra vez o estômago de Sakura anunciou sua necessidade. Algo que a mulher de cabelos vermelhos ouviu e sorriu, enquanto cortava os pães em pedaços particularmente similares.

Envergonhada, a Haruno sentiu as bochechas corarem e levou as mãos para a barriga, como se o ato pudesse controlar esse som terrível.

Aproximava-se ainda mais para tomar a bandeja bem montada, quando a porta dos fundos se abriu. O cocheiro entrou, cantarolando e assoviando. Com certa destreza, tomou um dos bolos e o comeu, arrancando um olhar de desaprovação da ruiva.

— Cortarei sua mão se fizer isso novamente, Suigetsu — ela grunhiu.

— Se eu fizer o quê? — ele pegou outro dos bolos e caminhou em direção da Haruno. — Tome — disse , estendendo-a o doce. — Karin não possui tanta educação, perdoe-a, a mãe tinha algum problema com boas maneiras e esta o herdou.

— Não direi qual problema a sua teve por respeito à moça — Karin respondeu, balançando uma salsicha e sorrindo. O cocheiro franziu o cenho e mordeu o bolo. — Leve isso ao senhor Uchiha e poderá comer algo. 

— Claro — respondeu Sakura, limpando os dedos grudentos pela calda de limão no vestido.

Deixou o resto do doce sobre o balcão e pegou a bandeja de prata. O piso ainda estava úmido no salão, precisou caminhar lentamente pelo lugar, não tinha interesse em fracassar em seu primeiro dia. A subida foi ainda mais devagar, qualquer passo em falso e rolaria os degraus abaixo.

O longo corredor decorado por mais pinturas, dessa vez de caça e batalhas. Ao fim, existia uma abertura de um vitral bem desenhado e colorido. Nesse instante, jorrava uma multidão de cores ao chão. As paredes eram claras e confortáveis. Gostava mais dali do que do restante do castelo. 

A única porta que encontrou aberta a forçou a dar uma espiada ao interior, não conhecia nada do lugar, a ideia de bater de porta em porta até encontrar a certa oscilava na mente da pequena. Mas, por sorte, viu o Uchiha ali, distraído com alguns pergaminhos e cartas.

Duas batidas na madeira e ele apenas murmurou algo, entendendo como permissão para entrar, a Haruno avançou. Sasuke não desviou os olhos do que fazia, tão absorto que era como se ela não estivesse ali. A mesa estava cheia, e ela  ficou em pé, segurando a bandeja e pensando num lugar para colocar aquilo e sair sem ser notada. Não conseguiu, ainda mais quando os olhos do Uchiha a encararam fria e indiferentemente.

— N-não há espaço — ela disse, sentindo de repente um medo que não devia.

— Deixe em qualquer lugar — Sasuke movimentou as mãos. Sakura olhou para os papéis e arqueou a sobrancelha. Ele suspirou, da mesma forma que Hikaru fazia quando ela não fazia algo certo. — Dê-me isso aqui — Lorde Uchiha tomou a bandeja e a colocou por sobre as folhas. Os olhos escuros pareciam irritados.

Mas não foi isso que a fez paralisar, foi o que viu lá atrás dele, além do vidro e sobre a muralha. Espigões fincados na pedra, de onde crânios serviam de poleiro para corvos e aves. Petrificada, ela não  sentia capaz de se mover .O coração batia apressado e a cor de seu rosto desaparecera.

Certa vez, na cervejaria de Jiraya, um bêbado contara que o Senhor Uchiha costuma colecionar a cabeça daqueles que não o obedecem. Era jovem demais na época e aquilo a tinha dado pesadelos, ainda mais com Hikaru à perturbar, dizendo que se ela não fosse boa, daria a cabeça dela ao Lorde Uchiha. Mas com o tempo, ouvindo as outras histórias e a forma ridícula que tomavam, pensou ser tolice.Até agora...

Sakura tremia involuntariamente.

— Pode ir — Sasuke disse, frio e a olhando diretamente.

A ordem a fez dar uns passos para trás, ainda mantendo o olhar nele. Ao alcançar o centro da sala, virou-se e saiu da sala. No corredor, se escorou à parede e fechou os olhos, respirando profundamente e sacudindo a cabeça. Não deve deixar histórias lhe encherem a mente, Sakura. Resmungou para si, enquanto descia o lance de escadas.

Os bolos doces a tinham sido um privilégio, até tinha se esquecido do momento anterior. Sozinha na cozinha, comeu também um pouco de pão e de uma geleia doce. Empurrou tudo para baixo com leite quente regado por mel. Sentia o corpo pesado depois da refeição, até ver a tarefa incompleta e aquilo a deixara incomodada.

À noite, banhava-se antes de ir servir o jantar do Uchiha. A água estava morna e perfumada, Tayuya a presenteara antes de partir com diversos frascos de óleos e perfumes. Relaxava na banheira, enviando o cansaço do dia atarefado para longe. Ao sair, o fluído estava completamente escuro. Não sentia-se tão suja assim, mas a água denunciava.

Colocou o vestido marfim que tinha feito para o festival das flores, alisou o tecido ao corpo e caminhou para sua última tarefa do dia.
A longa mesa possuía apenas um prato, as taças e os talheres. O candelabro e a lareira iluminavam todo o espaço. Sakura deixou tudo como deveria estar, organizado e esperou pelo patrão. 

O cheiro de carneiro temperado com ervas e mel a enchiam de fome. Karin a tinha dito que deixara um prato para ela na cozinha, quando Sasuke viesse e começasse a comer, ela poderia ir para lá e fazer a própria refeição. E ele veio. Tão bem vestido e cheirando suavemente, os cabelos escuros escovados e sua pele alva a se destacar nos tons frios que usava.

Nada disse ele, assim como ela. Ao que o Uchiha se sentou, Sakura o deixou sozinho.

Como prometido, lá estava seu prato. A Haruno se sentou na mesa onde as verduras eram mantidas. Mas não era o espaço pequeno que a incomodava, era o silêncio e solidão. Na cervejaria pelo menos tinha sempre um bardo, ou alguém contando histórias. Havia sons, companhias e vida. Ali, não tinha isso. O único ruído que se ouvia era o dos talheres batendo no prato.

Até saudades das ameças de Hikaru durante as refeições vinham nesse momento. E ele nunca fora a melhor companhia, mas ouvi-lo falar de qualquer assunto era melhor que nada.

A coragem é irmã da loucura e, Sakura, não se importou com isso. Levantou-se, pegando o prato e caminhando de volta ao grande salão. Sasuke ainda estava lá, tão solitário quanto ela. Parou na outra ponta da mesa, olhando para ele. O Uchiha a encarou, baixando o garfo de volta ao prato.

— Eu... — ela começou a dizer, mas as bochechas ardiam. Na mente tinha frase feita, mas nada além de expectativas. — Eu... será que posso jantar com você, meu senhor?

Como se a pergunta não tivesse sido feita na língua comum, o Uchiha arqueou a sobrancelha e a olhou por longos instantes. O silêncio dele era mais cruel que as palavras. A Haruno ainda segurava o prato, esperando por ele dizer algo. Mas nenhum som saía daqueles lábios.

— Apenas pensei — Sakura disse —, não queria ficar sozinha. E, então pensei que pudesse te fazer companhia...

E mais uma vez recebeu o silêncio. Já começava a se arrepender de ter iniciado essa conversa com as paredes.

— Sinto muito — ela murmurou, girando nos calcanhares e indo em direção da cozinha.

— Não — Sasuke disse, ela congelou no lugar, olhando-o —, não desejo companhia — ele tornou a falar. — Mas já que está aqui, sente-se.

Sorriu mais do que deveria, algo que causou ao Lorde Uchiha um olhar de desaprovação. Assim o sorriso foi minando e Sakura sentou-se na ponta da mesa, de frente para ele, com o candelabro a separá-los.

Não conversaram, mas apenas saber que existia outra pessoa ali era o suficiente por um dia. Cada qual com seu prato e silêncio. 

Não se recordava de ter comido tão bem, na casa de Jiraya as refeições sempre eram disputadas com os bêbados da cervejaria, assim, sempre ficavam com os resquícios ou partes que poucos se interessavam. O cordeiro estava bem temperado e assado, o doce se equilibrava aos temperos. 

Sentia apenas falta de algo para beber e Sasuke pareceu notar. 

Levantou os olhos na direção dele, que vinha caminhando com o jarro de vinho em uma das mãos e na outra uma taça de cristal límpido. Sakura pensou em se erguer, mas ele estava ao seu lado. 

— Tome — o Uchiha disse —, não é a melhor safra, mas serve.

Pegou a taça das mãos dele, seus dedos se tocaram e um arrepio percorreu o corpo da mulher, como se ondas se sacudissem pela pele. Quente e suave, como o verão.

Segurando firme ao cristal, não demorou para que o vinho fosse preenchendo o espaço e o vermelho profundo ganhando forma. Mas não era para a bebida que os olhos verdes se dirigiam, cuidadosamente, ela o observava. A proximidade e a quietude do espaço se preenchiam de uma maneira morna. Não demorou para que os olhos escuros se filtrassem aos de Sakura. Permaneceram nesse momento em que se assistiam, sem nada declarar. Interessantemente, toda  mudez tinha se instalado na mente também.

Hipnotizada, parecia ser incapaz de despertar. Isso fora antes do líquido vermelho como sangue escorrer entre os dedos da jovem. Instintivamente, Sasuke levantou a jarra e impediu que mais vinho caísse. 

Uma poça formou-se aos pés de ambos, o vestido dela ganhou uma mancha de respingos na barra e as mangas se molharam por completo. A taça estava cheia e a bebida tremulava nas mãos dela. Com a umidade nos dedos, o cristal deslizou suavemente, até cair e estatelar-se ao solo. Vidro e respingos de vinho se espalharam por todo o espaço que os separava. Rapidamente, a Haruno ergueu-se e fez com que a cadeira caísse, trazendo um estrondo violento e partindo a quietude.

— O que você fez?

— Sinto muito — Sakura disse. Sasuke se afastou, tinha as calças e botas molhadas e manchadas —, limparei tudo. E tirarei a mancha de suas roupas, prometo!

Em desespero, ela buscou por um guardanapo e se atirou aos pés dele, esfregando e secando. Não se importou em ter se ajoelhado nos cacos e vinho, estragando ainda mais o vestido.

— Levante-se — ele ordenou. A voz rugiu como um trovão e autoritária, levando-a a parar seu ato infundado. Olhou para ele debaixo. Uma larga, circular e úmida mancha se destacava no casaco. 

— Por favor, deixe-me consertar as suas roupas — implorou, não queria servir de decoração às muralhas e estava prestes a chorar —, por favor...

— Essa é sua função, não? — disse Sasuke frívolo e irritado.

— Vou arrumar tudo, eu vou...

— Vá — ele disse —, vá e não volte a me tocar.

Lorde Uchiha não esperou por mais lamentações, tudo que fez  foi deixá-la sozinha com a bagunça. Sakura sentiu-se tão tola. Se tivesse ficado na cozinha, nada teria ocorrido, pensou quando as lágrimas começaram a vir. 

A lua já estava alta no céu quando terminou de limpar a sujeira cometida pelo vinho. Mas seu corpo parecia não sentir cansaço, gostaria de sentir sono e deitar no macio colchão, mas sabia que se fechasse os olhos, os pesadelos viriam. 

Com uma lamparina, Sakura colheu um dos livros da larga biblioteca do Uchiha, sentou-se e começou a ler. A xícara com leite morno já tinha esfriado e uma camada de gordura endurecia sobre o líquido. A Haruno apenas lutava contra o sono, mesmo que não fosse possível por tanto tempo. Várias páginas já se tinham ido, começara entendendo bem, mas as últimas iam se embaralhando e não se recordava de mais nada. 

Um uivo vindo do exterior a despertou e impediu-a de se entregar ao sono de vez. Olhou para trás, para a janela e enxergou apenas o brilho dos archotes que os guardas usavam nos portões. O restante era negro e parecia frio, a copa das árvores se chacoalhavam rudemente, alguns galhos arranhavam o vidro, parecendo som de dedos tamborilando. 

Voltou para a leitura, mas se assustou ao encontrar Sasuke parado na porta, segurando um candelabro. Não havia elegância nas roupas dele agora, vestia-se comum e os cabelos bagunçados. Olhava-o, enquanto no peito o coração batia ligeiro e ela própria se sentia muda com o susto que levara.

— Senhor Uchiha — disse ela, buscando ar para se recompor —, precisa de algo?

— O que faz aqui?

— Apenas lendo — respondeu, fechando o livro —, perdoe-me se não devia, não era a minha intenção e...

— Pare de se desculpar a cada frase — Sasuke disse, interrompendo-a. — Já que está sem sono, leve-me um pouco de chá em meu escritório.

— C-claro, meu senhor.

Apenas a escuridão ficou no lugar em que ele estivera parado ainda a pouco. Viu as sombras da vela dele pelo corredor, enquanto o próprio caminhava para sua sala.

Haruno Sakura demorou mais do devia para ferver a água e extrair as ervas do chá. O perfume de camomila era convidativo para um bom sono. Sobrara uma xícara, voltaria para tomá-la quando servisse Lorde Sasuke. 

Não precisou bater na porta, esta encontrava-se aberta. Um fino sorriso a tomou os lábios, o Uchiha adormecia sobre a mesa, segurando em uma folha entre seus dedos. Caminhou até ele e pousou o chá ali, num canto em que não possuía papéis ou qualquer coisa. Tirou a carta da mão dele e a deixou de lado, caminhando para a janela e fechando as cortinas. 

Ele não é um monstro, pensou de súbito, observando-o tão dormente e com feições de quem sonhava. Apenas solitário. Como eu...




Notas Finais


Oi!
Espero que tenha gostado. Até o próximo!


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