História Cursetale- uma nova era - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Frisk_Pacifist

Postado
Categorias Undertale
Tags Alternative Universe, Asriel, Batalha, Chariel, Frans, Genocide, Guerra, Torisgore, Yaoi, Yuri
Exibições 9
Palavras 2.460
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom, esse cap foi a Titia Frisk que escreveu, e sejamos sinceros. Ela é ótima nisso.

E pra galera que gosta de uma treta, tem uma não muito longe, mas não darei mais nenhum spoiler >.<.

Espero que gostem!

Capítulo 2 - Golden Flower


   O despertador tocou exatamente às 7:30. Cara, eu deveria ter realmente desligado ele ontem a noite! Eu meio que soquei o botão do despertador, fazendo ele se calar. Gemi de preguiça, me enrolando ainda mais no edredom. Abri lentamente os olhos e vi o teto. Os raios de sol entravam pela persiana e a cor alaranjada e dourada preenchia o ambiente. “Ah, que ótimo” pensei, fingindo à mim mesma estar desapontada “acordei cedo num sábado” sorri. Hoje não tinha realmente como ficar estressada. Ouvi passos na escada. Ah, então eles acordaram cedo! 
Me joguei na cama e me enrolei no edredom, só esperando. “Três, dois, um...” 

-FELIZ ANIVERSÁRIO, CINN!- Os dois gritaram sorrindo, e eu fingi que acordei agora, também sorrindo. 

-Ah vocês lembraram? – eu ri- desta vez lembrou, papai? 

Meu pai, rei Asriel, ficou meio envergonhado, dando uma risada sem graça. –Ah, mas depois eu me desculpei! 

-Só se desculpou por que eu falei...- minha mãe sussurrou rapidamente, dando uma tosse falsa depois. 

-Chara, foi só uma vez...- ele riu, passando o braço pelos ombros dela. Ela revirou os olhos, fingindo estar entediada, mas então sorriu também. Ah, aqueles dois... 

-Ei, mãe, o que você está escondendo nas mãos?- perguntei, sugestiva. Eu sabia exatamente o que era. Ela sorriu, e estendeu... A torta mais legal do mundo. Meus olhos cintilaram e eu comecei a rir, empolgada. Era minha torta favorita: Tinha recheio de caramelo, chocolate e um creme de canela por cima, com uma pequenina flor dourada no centro. 

-Maaas, não é pra comer agora, ok?- ela sorriu- só vim te dar uma prévia. Vamos tomar café todos juntos. Convidei sua tia Frisk para vir tomar café com a gente, ela quer te dar um presente de aniversário. 

-Legal, mas como assim não é pra comer agora? Quando a vovó prepara a torta ela sempre deixa um pedaço já para nós, como uma “prévia”- protestei, e meu pai riu, bagunçando meus cabelos. 

-Infelizmente sua vó só vem depois do almoço... Ela vai estar com doces também, não se preocupe. Sabe, é que sua mãe se preocupa muito com sua alimentação. Se você comer tanto assim, vai ficar tão viciada em doces quanto sua mãe! – ele falou se virando para ela.

-Asriel!- ela protestou, fazendo uma cara marrenta, o que fez eu e papai rirmos. Ela revirou os olhos. 

-Argh, certo então. Mas lembre-se, ela puxou isso do seu lado da família!- falou, indo pra fora do quarto. 

-Somos da mesma família!- papai falou, rindo, e só pude ouvir mamãe falando lá de baixo “Ah, tanto faz!” 

-Ei, pai- falei, empolgada- eu posso convidar meus amigos para virem aqui em casa depois? Eu pretendo fazer uma noite de jogos- falei, dando um sorriso pidão. Ele apertou um dos meus caninos afiados, e riu. 

-Haha, isso sim você puxou do meu lado- sorriu- bom, pode, é claro. Mas lembre-se, eu só tenho 25% da autoridade aqui. Sua mãe tem todo o resto. 

-Ok, mas pelo menos eu deixo 25% garantida! Valeu, pai! – me levantei e abracei ele, dando um beijinho no rosto e indo pro banheiro. Me olhei no espelho e sorri. Eu estava fazendo 12 anos hoje. Tinha cabelos (ou pelos, no caso) castanho claros, que iam ficando esbranquiçados até a ponta das minhas orelhas. Sim, minhas orelhas. Eu tinha as orelhas do meu pai, apesar da mamãe sempre falar que são muito mais parecidas com as da minha vó. Enfim, meus cabelos castanhos caiam irregularmente pelo meu rosto, que tinha uma tonalidade clara, caramelizada. Meus olhos eram vermelhos como sangue e minhas bochechas eram levemente coradas. Ah, sim, eu tinha chifres. Tinham um formato bem diferente dos outros da família Dreemurr, mas eu gostava deles. 

   Tomei banho, escovei os meus dentes (que eram levemente afiados nos caninos, por sinal), coloquei minha camiseta convencional (que era um suéter verde claro, com três listras) e meu colar de coração partido, com as metades vermelha e branca. 
Desci as escadas. Eu morava no... castelo, hahaha. Ele era gigantesco, cheios de salas e quartos. Apesar disso, as reuniões de família eram sempre realizadas numa das menores salas, que eram anexadas à cozinha. Então ficávamos todos próximos. 
Minha mãe vestia um vestido verde básico, e uma calça legging que ia até o meio das panturrilhas. Ela tinha cabelos castanhos curtos, parcialmente presos num desajeitado coque, que deixava sua franja cair no rosto. Seus olhos eram vermelhos, como os meus, e sua pele era mais clara que a minha. Já meu pai, ele usava uma calça jeans e jaqueta de couro (verdadeiro? Tomara que não! Hahaha!), e sua camiseta era verde escura, escrita em letras amarelas, pintadas por mim: “Papai bode”. 
E os dois traziam seus dois colares em formato de coração. Sempre. 
Me sentei à mesa (que por sinal estava bem farta) e perguntei: 

-Ei, mãe, quando que a tia Frisk e o tio Sans vão chegar? 

-Já devem estar chegando... – ela respondeu- e ela especificou no celular que a ideia do seu presente não foi dela, mas do Francis. 

   Francis era meu melhor amigo. Ele era filho da tia Frisk e do tio Sans. Meio esqueleto e meio humano. Ele sempre tinha a hora exata entre me ajudar e me fazer rir. 
Sorri, empolgada. Talvez ele me trollasse de novo, e eu estava pronta para revanche! 
Sem nem mesmo dar tempo de eu encostar na torta, a porta da sala se abriu e de lá veio minha tia Frisk e meu tio Sans. Me levantei e sorri, indo abraçar eles, que retribuíram sorrindo. 

-Oi, querida! Feliz aniversário!- minha tia Frisk me abraçou, sorrindo 

-Obrigada, ti! 

-Hey, pivete- tio Sans me deu um abraço apertado- parabéns! Espero que você não fique tão VELINHA tão cedo! 

-Tomara! E eu estou impressionada com você.... Emagreceu tanto! Até parece.... só osso! 

   Ele estendeu a mão e eu pulei, dando uma batida na mão dele, rindo. Depois, olhei ao redor. 

-Ei, cadê o Francis? 

-Sei lá, pivete. – ele deu de ombros e ele e tia Frisk foram cumprimentar meus pais.

   Frisk deu um longo abraço, sorrindo, tanto na mamãe quanto no papai, já Sans só deu um sorriso travesso para mamãe, que apenas deu um sorriso forçado. 

   Eu mesma nunca entendi essa coisa deles. Da minha mãe e do tio Sans. Eles são bem próximos, mas parecem não se dar bem. Quando pergunto à mamãe ou ao tio Sans o que que há de errado, eles apenas ficam sem graça, e falam que eu ainda sou muito nova para entender algumas coisas. Quando eu fechei a porta, consegui ouvir batidas, e a voz que mais me fazia rir no mundo. 

-TOC TOC!- ele falou, batendo na porta. Me encostei na porta e sorri. 

-Quem é? 

-Aniverde. 

-Aniverde quem?- perguntei, e abri a porta. Francis então pulou para me abraçar, sorrindo. 

-O seu, ué!- ele riu, me fazendo rir também- feliz aniversário! 

   Agradeci, e vi que em suas mãos, ele tinha umas três flores douradas, presas em uma fita vermelha. 

-Aqui, olha! São pra você! 

-Obrigada! Até que você se lembra quais são minhas favoritas, afinal!- falei, entrando em casa acompanhada dele- você fica com sono toda vez que eu falo, haha! 

-Ah, mas você fala muito, temos que admitir! Além disso, sempre escuto o que você fala. 

-Não escuta não! Você é sempre teimoso! 

-E você sempre estressada- ele falou, bagunçando meu cabelo, e eu empurrei ele. Nos afastamos por dois segundos, e depois caímos na risada de novo. Não, eu não conseguia ficar estressada perto dele. Só depois que eu notei que nossos pais nos olhavam, sorrindo.

-Que foi? –perguntei, me sentando a mesa e pegando uma faca afiada que estava por lá, para cortar um pedaço da torta. Pude ver tio Sans ficar levemente desconfortável. 

   Eles voltaram a tomar café, e conversar sobre coisas paralelas. Francis se sentou ao meu lado, falando trocadinhos sem graça a cada frase, e a cada vez, eu não conseguia controlar o riso. Depois do café, Papyrus e Mettatton chegaram, fazendo a maior festa. Papyrus estava de óculos escuros e sua camiseta estava escrita “THE COOLEST UNCLE EVER” e Mettatton... ah, dispensa apresentações: chegou simplesmente brilhando e arrasando, como sempre. 

-Olá, Cinn!!!- Papyrus me abraçou forte, e eu retribui, sorrindo de orelha à orelha. Ele, sim, era o tio mais legal de todos! (Mals, tio Sans) 

-Oh, querida, está tão linda hoje! Você está radiante! Só não mais que eu- Mettatton ri, me abraçando e me enchendo de beijinhos. 

-Ciiiinnn!!!!- Pepita pulou em mim, me dando um longo abraço, e eu retribui. Ela era aquele tipo de amiga que você sempre ama ter por perto. Ela é filha do maior divo de todos e do cara mais legal do mundo. Como que ela não seria como eles? 

-Ok ok ok! Eu tenho tudo planejado pra sua festa! Eu tenho vários jogos lá em casa, e quando nós trazermos, podemos organizar tudo, e...- ela ficou falando um tempão, e eu só sorri a e acenava a cabeça. 

   Depois de todos ali ficarem conversando sobre coisas paralelas, eu, Francis e Pepita fomos passear pelo jardim do castelo (que ficava anexado à floresta, perto do monte Ebott). 

-Ei, quando que a Daphiny chega mesmo?- Pepita perguntou, enquanto andava na ponta dos pés, perto das árvores. 

-Ah, ouvi que a Alphys e a Undyne só vão chegar perto da festa.... então talvez ela chegue tarde. Cronnie vai pegar carona com ela, então acho que somos nós três por enquanto. 
   Eu parei de andar, e olhei fixamente para o Monte Ebott. Por quê... eu sentia que já tinha visto ele antes? É claro, já o vi milhares de vezes, todos os dias, mas desta vez, é como se... Fosse uma lembrança perdida. Uma lembrança cheia de medo e dor. A primeira vez que olha-se para o monte Ebott. Francis se virou para mim. 

-Ei, Cinn, tá tudo bem?- ele se aproximou, me tirando de meu transe. 

-Ah, sim, eu acho- olhei para baixo por um tempo, e então vi que Francis parecia preocupado. Comecei a rir dele. 

-Ei, não me olhe assim, ossudo! Se me secar demais não sobra!- eu ri, o que o deixou levemente azulado, mas então riu. 

-Ah, tá, você se acha muito, sua chifruda. Até parece. 

Eu ri, sentindo meu próprio rosto esquentar. “Deve ter batido um vento frio e eu me arrepiei” pensei. 

Francis então olhou para o monte Ebott, e voltou a andar do meu lado. 

-Ei, Cinn, eu tava pensando- ele aponta para o cume do monte- que tal depois nós irmos... sei lá, passear no subsolo? 

-Tá brincando, né?- Comentei, e ele negou com a cabeça. 

-Sério mesmo. O Croinne vai, a Daphiny e a Pepita ainda não confirmaram mas... Gostaria de ir? Afinal de contas, lá é onde estão nossas origens... 

   Pensei por um tempo. Lembrei das histórias que papai e mamãe me contaram sobre lá. Papai me disse que a vida dele lá era meio sem graça... até que a mamãe caiu lá. Ela gritou por ajuda e ele a ajudou. Desde então, eles moravam juntos, como irmãos, e viraram melhores amigos. Eles nunca me contaram nada além disso, só falaram que aos poucos, sua amizade foi se intensificando e evoluindo. 

   O que poderia ter de tão ruim nisso? 

-É claro- sorri- eu tenho certeza que meus pais vão deixar. 

   Andamos mais um pouco, brincando, e depois acabamos por sair do castelo, indo em direção à cidade. Mandei uma mensagem pra mamãe e pro papai, avisando que eu ia almoçar fora. Ficaram meio relutantes, mas deixaram, deixando eu, Pepita e Francis nos saracoteando pelo centro. 

   Nas ruas, humanos e monstros passeavam normalmente. Crianças com orelhas de coelho e focinhos de lobo brincavam de pega pega. As lojas estavam abertas, mostrando diversas guloseimas. A feira estava cheia de gente. Andávamos, sentindo o sol esquentar nossa pele. Sorri. 

   Almoçamos em um restaurante italiano, do tal Pepita tinha desconto (ela era filha do chefe, hehe). Eu pedi nhoque de bolonhesa, enquanto Pepita pediu um espaguete clássico e Francis pediu um quiche. Enquanto comíamos, eu notava o colar que ele carregava: Era muito parecido com o meu. Um coração partido ao meio, com uma metade branca e vermelha, só que estava de cabeça para baixo. Ao olhar para Francis, eu vi que ele também olhava o meu. 

   Depois do almoço, passeamos mais um pouco, e voltamos para o castelo, quase no fim da tarde. A minha festa gigantesca de 12 anos só aconteceria semana que vem, então eu estava tranquila para chegar em casa e dormir. Eu mesma não queria uma festa assim, mas vamos encarar os fatos: Eu sou a maldita princesa. É meio que uma das minhas obrigações, e olha que eu cumpro poucas delas. 

-Ei, Cinn- Pepita me pergunta- qual vestido você vai usar na sua festa? Eu já comprei o meu: É alaranjado, com detalhes que vão passando pra rosa! É lindo, e minha “mãe” ainda deixou ele mais legal ainda! 

-Argh, o que ele fez, hein? Jogou purpurina em cima?- Francis perguntou, debochando. 

-Sim! Não é legal??- ela sorriu. 

-Ah, eu vou só usar um vestido da minha mãe, eu acho- falei, dando de ombros. Eu sinceramente não estava ligando para isso. 

   Enquanto estávamos voltando, pude ver uma humana segurando um bebê no colo, e a mão de uma menininha na outra. Ela olhou para mim, Francis e Pepita, e pareceu ficar com medo. 

-Ei, filha, o que foi? 

   Ela sussurrou algo perto da mãe, ainda olhando para nós, e sua mãe andou mais rápido, se afastando. 

-Ei, eu acho que ela falou que se assustou com o demônio- eu falei, cantarolando. Aquilo era realmente um saco. 

-Eu acho que ela viu o quão legais somos, e olhou para mim, tipo “Olha! Que legal aquela esqueleto! Ela é bem maneira!” e ficou intimidada- Pepita falou, sorrindo. Hah, a mesma de sempre. 

-Já eu acho que ela se assustou com o zumbi aqui, tipo “Mamãe, ele não tem pele nas mãos!”- Francis falou, imitando um zumbi. Todos rimos com sua imitação desleixada. 

   Chegamos no castelo, e ficamos jogando videogame até tarde. Eu sempre ganhava da Pepita em “Mortal Kombat”, mas ficava empatada com Francis. Infelizmente, nós dois éramos cheios de DETERMINAÇÃO! 

   E então, meu telefone começou a tocar. Olhei para o meu celular e observei o telefone com cuidado. 
“UNKNOWED NUMBER” 

-Estranho...- falei. Atendi o telefone, que ficou silencioso. 

-Ahn... alô? Tem alguém ai?- Ninguém respondeu. Quando eu ia desligar, pude ouvir uma música. Era... estranha. Amigável, mas ao mesmo tempo, foi se tornando assustadora. Depois, pude ouvir: 

-HOWDY HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH- 
Desliguei rapidamente, assustada. Pepita olhou para mim e desconfiou. 

-O que foi? Parece até que viu um fantasma. 

-N-Nada... nada não...- suspirei, me sentando ao lado de Francis e prestando atenção no jogo. –Nada não...

 

Continua..........


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^

E se vcs querem saber quem é que ligou pra Cinn, pois é... eu tbm quero ;n;


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