História Cursoriam - Capítulo 6


Escrita por: ~

Exibições 82
Palavras 2.023
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


ai já notaram que eu praticamente venho uma vez por mês? é até bizarro e eu queria pedir desculpa por isso daçlsklç PORÉM, pra compensar um pouquinho, eu trouxe o maior capítulo até agora e que provavelmente é o mais importante para começar realmente o enredo daqui para frente!

eu queria agradecer do fundo do meu coração por todos os comentários, favoritos e acompanhamentos; vocês me fazem mais feliz a cada dia por eu ver que gostam do meu conteúdo e sempre me animam para eu continuar firme e forte com cursoriam, obrigada mesmo, anjinhos <3

agora, sem mais delongas, boa leitura e até as notas finais!

Capítulo 6 - Capítulo cinco


Com a porta trancada pelo rapaz, pode respirar fundo e encostar-se na parede pela qual deslizou até sentar no chão do estúdio de paredes brancas. Conseguia ver a kwami se esgueirar entre as bolsas sobre a mesa para rir de si e não pode evitar o enorme sorriso quando viu os gestos dela em direção a porta; Tikki havia sido quem acompanhara os próprios altos e baixos com relação a toda a situação com ele e sabia o quanto ela estava feliz por poder ver isso mais uma vez, mesmo que não tivesse tanta certeza do que poderia acontecer dali para frente.

Por mais que agora já não tivesse mais todos os pôsteres colados nas paredes do quarto, não podia deixar de lembrar o quanto fora cuidadosa ao guardar todos numa pasta grande o suficiente para não ter que os dobrar. Após a ausência de Adrien, a qual fora um tanto misteriosa – e até por isso preferia não se lembrar, diga-se de passagem – preferiu deixar longe qualquer pedaço do passado que trouxesse de volta as poucas lembranças que tinha com ele. Era doloroso ter que pensar que ele não estava mais ali, por mais que amor platônico doesse muito mais, contudo agora que tinha sua presença já não sabia mais o que sentir.

O ter ali, tão perto, era uma perdição e não dizia isso com qualquer perversão, e sim porque realmente se sentia perdida por tê-lo de volta. Dava voltas num mesmo lugar e em um mesmo pensamento, e mesmo que ele parecesse certo, preferia pensar que estava completa e totalmente errada; não queria pensar que Chat Noir estava do outro lado da porta, não queria começar a criar teorias como os diversos fãs que piraram com a ausência do herói de Paris. Estava bem por apenas trabalhar em aceitar a realidade e dessa forma continuaria para que pudesse ser uma heroína sã.

Não deveria estar feliz pela volta das pessoas que mais amava? Então por qual motivo queria tanto chorar?

— Marinette? Está tudo bem?

Ergueu o olhar assim que ouviu a pergunta e deu de cara com o dono dos cabelos loiros no mesmo momento, o que não apenas causou-lhe pânico ao sentir sua respiração quente na própria pele como também fez que pulasse para o lado, ficando o mais longe possível daqueles lábios que formavam um pequeno bico preocupado.

— Estou bem, estou ótima! — afirmou enquanto se levantava, as mãos ocupadas em ajeitar a saia do vestido e logo os cabelos para que nenhum fio estivesse fora do lugar o suficiente para que parecesse desleixada. Sentia o olhar do rapaz sobre si, mas não se deixou abalar por tamanha intensidade na forma que ele encarava e assim espanou o vestido com as mãos, logo desviando o olhar para fitar o maior, o qual parecia bem confortável nas roupas que dera. — Gostou delas? Acha que precisa de qualquer ajuste?

— São ótimas, ficaram perfeitas.

Sorriu em resposta com um tanto de vergonha. Como qualquer criadora, gostava de ver a satisfação das pessoas com o que fora feito por si e isso não mudaria com Adrien, por mais que tivesse mais vontade de pular de felicidade do que o normal. A roupa consistia em uma jeans com rasgos nas pernas e uma regata bem ajustada ao tronco, esta a qual deixava o abdômen do modelo um tanto marcado, mas preferiu não dar qualquer atenção a aquilo, afinal, havia tido um trabalho pesado em fazer aquelas roupas e deveria as admirar e não admirar quem a vestia.

Jamais imaginaria que conseguiria fazer uma calça jeans, principalmente se fosse considerar os recursos escassos que tinha, mas de alguma forma isso fora possível após muita insistência e ajudas especiais de costureiras com as quais trabalhara numa fábrica quando ainda fazia o estágio voluntário necessário para experiência. Ver o trabalho bem feito ali foi um alívio e notar que não havia nenhum erro na costura foi quase um mártir; amava o que fazia e os elogios vindos do modelo apenas animavam-lhe mais para que desejasse continuar.

Indicou com um leve meneio de cabeça uma das poucas cadeiras disponíveis no estúdio e assim que o rapaz se sentou pode pegar a maleta com tintas e pincéis, a qual apoiou numa mesa próxima para que tivesse menos trabalho durante a pintura que faria. Adrien parecia ansioso, balançava sua perna com frequência e sorria como um bobo, o que causou uma breve risada.

— Eu preciso que não se mexa ou não vou conseguir fazer nada. — falou sem deixar de sorrir, um dos pincéis em mãos enquanto fitava o loiro que apenas riu com certo nervosismo e parou no lugar no mesmo momento, proferindo uma pequena desculpa assim que se aproximou para começar o que já deveria ter feito há muito tempo.

Com pinceladas cuidadosas, passou a pintar o rosto do rapaz, cobrindo-o da mesma forma que Nathaniel havia ensinado algumas semanas antes. Vendo-o ali com os olhos fechados para que não corresse risco da tinta escorrer para os olhos, não conseguiu evitar a risada leve que se prosseguiu; não era engraçado que agora conseguisse ficar tão perto dele? Muitos diriam que apenas amadureceu o suficiente para que não pirasse como uma pré-adolescente boba como antes, contudo sabia que era muito mais do que isso. Era claro que o coração ainda batia acelerado perto dele, se via até mesmo tremendo vez ou outra, mas isso era apenas o nervosismo de lidar com alguém do passado e sabia isso porque já não sentia mais nada ali, e se sentia fazia questão de guardar bem fundo no baú do próprio coração.

Era claro que ainda havia uma parte de si que gritava por Adrien, que berrava que o amava e que agora poderiam ter um futuro juntos, mas diferente de antes sabia que a própria imaginação servia apenas para isso: imaginar o que não era possível. “Ora Marinette, mas você é uma designer, você pode tornar as coisas possíveis” sabia bem disso, claro, mas criar novas roupas e acessórios era completamente diferente de criar um relacionamento ou, pior ainda, criar um amor no peito de alguém.

— Você realmente não parece bem, sabia?

— O-o que?

— Fica olhando para o chão de um jeito estranho. Aconteceu alguma coisa? — arrepiou-se assim que a destra do rapaz tocou a própria tez, fazendo uma breve carícia para que mantivesse a atenção nele. — Sabe que pode me contar tudo o que quiser, não sabe?

— Não aconteceu nada, não precisa se preocupar, mas muito obrigada por isso, Adrien. — o sorriso fraco tomou conta dos próprios lábios e teria continuado com o trabalho de pintar o modelo se o próprio celular não tivesse começar a tocar a música favorita do quase-namorado, o que indicava que ele estava ligando.

Não podia mentir, estava ansiosa para aquela ligação, afinal, não falava com o artista há alguns dias e a situação dos dois preocupava, afinal, o amava e não suportava a ideia de que ele pudesse estar bravo consigo por algo tão bobo quanto a volta de uma pequena crush do colégio. Teria pousado o pincel sobre um pano já sujo e ido pegar o celular se não tivesse sentido o indicador de Adrien no próprio rosto, o que assustou não apenas pelo toque repentino, mas também pelo toque viscoso.

Levou a destra até o próprio rosto e o que viu manchar os próprios dedos fez que olhasse o modelo com indignação, o qual tinha a expressão sapeca e repleta de malícia em seu rosto. Nos próprios dígitos estava a mistura de tintas que formava o ciano que antes usava para pintar.

— Eu não acredito! — exclamou enquanto limpava os dedos sujos de tinta no pano onde teria repousado o pincel, logo ouvindo as gargalhadas vindas do modelo assim que passou o pedaço de tecido no próprio rosto para tirar as cores dali. — O-o que foi?

— Céus, Marinette, acho que piorou a situação. — ouvir mais risadas vindas dele fez que fosse até o banheiro do estúdio para ver o próprio reflexo, no qual notou que havia mais manchas coloridas no próprio rosto do que antes, estas causadas pela tinta ainda fresca no que usou para tentar limpar-se.

Inflou as bochechas em falsa irritação enquanto voltava para o mesmo lugar de antes, aproveitando a distração de Adrien enquanto este ria para que pudesse mergulhar um pincel maior numa lata de tinta magenta e passa-lo em seu pescoço, criando ali uma mancha que estava fora dos planos para o trabalho. Vê-lo arregalar os olhos ao sentir um toque diferente dos pincéis de antes fez com que fosse a pessoa a gargalhar dessa vez.

Teriam se repreendido por estarem sendo tão irresponsáveis diante de um trabalho da faculdade, porém não puderam evitar a pequena guerra de tinta que passou a acontecer dentro do estúdio de paredes brancas que logo foram pintadas acidentalmente por respingos coloridos.

Corriam um do outro no pequeno espaço e jogavam tinta com as mãos em concha; as risadas ecoavam para fora da sala, preenchendo os corredores com um amor oculto que qualquer poeta do bloco de cultura e arte notaria. Com os dois artistas em guerra, as tintas logo se esgotaram a ponto de não conseguirem mais encher as mãos e quando se viram próximos demais para tentar se sujar mais do que estavam sujos, enroscaram-se em um abraço atrapalhado que juntou os calcanhares e os fez ir ao chão.

Naquele ponto, onde as mais de cinco ligações telefônicas foram ignoradas acidentalmente, não esperavam que alguém os encontrasse no local no fim do corredor quando estavam em uma posição um tanto comprometedora.

Era claro que se sentia em um sonho por ter Adrien sobre o próprio corpo, conseguia sentir a respiração dele bem perto da própria bochecha quando ele se aproximara com o objetivo de sujar-lhe o nariz de magenta, mas soube que estava alta demais naquele sentimento quando a porta fora aberta, logo arrancando a própria consciência daquele ato tão errado aos olhos de quem não sabia o que acontecia ali.

— N-Nath? — chamou em gaguejos assim que o olhar alcançou o dono dos cabelos avermelhados na porta. Ele tinha o celular repousado sobre a orelha e os lábios entreabertos pela surpresa de encontrar o que sequer em pesadelos via. Conseguia ver em seu olhar a tristeza e a raiva e não evitou encolher diante da sua breve análise da cena que via.

— Acho que está muito ocupada, não é? Vou deixar que continue o seu trabalho.

Arregalou os olhos assim que viu o quase-namorado girar nos próprios calcanhares para ir embora e assim que notou de fato o que acontecia jogou Agreste para o lado, tropeçando nos próprios pés e escorregando nas tintas frescas no chão quando tentou alcançar a porta o mais rápido que conseguia. Quando chegou ao corredor não havia sequer um sinal de Nath e suspirou irritada consigo mesma quando cobriu o rosto com as próprias mãos e ajoelhou-se derrotada no chão. Havia evitado as lágrimas até ali, mas ao ter a certeza de que perdera quem amava, não mais freou os olhos marejados pela dor.

Era óbvio que o gatinho se sentia culpado diante de toda a situação. Ele sabia bem que não poderia interferir no relacionamento dos outros de tal forma, afinal, não era como se não estivesse noivo, e por tal motivo se aproximou da estilista para tentar de alguma maneira a confortar; contudo, o que viu sobrevoar pelos corredores impediu que abraçasse a garota que chorava.

Voando entre as poucas pinturas expostas e pequenos vasos de plantas aqui e ali, estava uma borboleta negra a qual não via há muito tempo; sabia bem o que, talvez mesmo até quem ela procurava, mas não conseguiu agir, não podia agir, e por isso apenas a viu ir embora, pedindo a qualquer força divina para que Ladybug cuidasse da situação antes que ela piorasse de alguma forma, afinal, no momento tinha alguém importante de quem cuidar que valia muito mais do que Paris inteira.

— Me desculpe, Mari. — sussurrou contra seu ouvido assim que a envolveu em um abraço quente, logo sentindo os braços dela ao redor do próprio corpo também enquanto a camisa era feita de cama para suas lágrimas.


Notas Finais


ai esse final de capítulo doeu até em mim, admito, mas é aquele ditado né: vamos fazer o que? lçaskd pois bem, daqui pra frente a história toma um rumo um pouco mais "pesado" (acredito que eu possa definir assim) e eu vou ter que trabalhar bem mais nos capítulos porque estamos entrando numa parte delicada que vai definir muita coisa mesmo pro final; mas e aí, vocês tem alguma expectativa? acham, assim como eu, que o que o nath merece mesmo é amor e carinho? ç - ç laksdj

espero do fundo do meu coraçãozinho que vocês tenham gostado do capítulo e espero também poder ver todos vocês no próximo capítulo! perdoem minha demora pra atualizar e não desistam de mim :( çdlkasj beijos e até o próximo! <3


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