História Cutie - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Sehun, Suho
Tags Hunho, Lthy, Seho
Exibições 106
Palavras 3.536
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, pessoas ♡
Eu fiquei tão empolgada com o novo projeto que tô participando (link nas notas finais) que comecei escrever isso bem rapidinho e só criei coragem+paciência pra postar agora, ainda improvisei uma capa com minhas habilidades de edição cada vez mais duvidosas kfjksndk

Enfim, não sei se ficou legal ou não, mas foi muito divertido escrever isso aqui, então espero que gostem pelo menos um pouco.

Boa leitura~~~

Capítulo 1 - Capítulo Único


 

 

 

 

Dizer que Junmyeon estava nervoso seria um eufemismo, a julgar pela forma que ele se remexia na cadeira e olhava para o relógio em seu pulso a cada dois minutos, mordendo os lábios e batendo os dedos na mesa.

Talvez dizer que ele estava apavorado seria o correto, apesar de ele mesmo não admitir.

Ora, ele era um homem adulto! Recém completos vinte e cinco anos, dono de seu próprio negócio e de sua vida. Kim Junmyeon era um homem maravilhoso e que homem! Todas as suas vizinhas gostariam de ter a oportunidade de ir a um encontro consigo, talvez ter uma casa e filhos no futuro, afinal, Kim Junmyeon não era um qualquer… ele era o cara.

Ou pelo menos assim aparentava ser.

A realidade é que Junmyeon era totalmente diferente do que todos imaginavam e, com o passar do tempo, ficou difícil desfazer a imagem distorcida que as pessoas tinham dele.

Enquanto todos imaginavam que Junmyeon era atlético, festeiro, rico, bonito, pegador e, com certeza, o mais popular nos tempos em que fazia faculdade, a realidade não era tão maravilhosa assim.

Junmyeon foi um manezão nos tempos da faculdade, um verdadeiro rato de biblioteca que, felizmente,superou todas as dificuldades quando se formou em administração e criou seu próprio negócio — diferente dos populares que no fim viraram empregados.

Além de tudo, o Kim não era tão bom assim em manter relações amorosas — ou relações em geral, possuindo apenas dois amigos — e vivia quebrando a cara quando esperava demais e nunca dava certo.

O que poderia fazer se era um romântico infalível e sonhava com um príncipe encantado — ou pelo menos um rapaz decente o suficiente para não ser o sapo — que o amaria para todo sempre?

Aliás, havia mais um detalhe importantíssimo para a coleção de coisas que Junmyeon era e não aparentava ser: ele era totalmente gay — o que era decepcionante para as mulheres que tentavam conquistá-lo e descobriam que ele não estava exatamente interessado no sexo feminino.

Resumindo tudo, Junmyeon não era nada do que pensavam dele, tirando a parte do “rico” e “bonito”.

Entretanto, nem tudo estava perdido. Algumas pessoas ainda tentavam se aproximar e acabavam conhecendo o verdadeiro Kim Junmyeon, e isso incluía seus dois melhores amigos: Chanyeol e Kyungsoo.

Três pessoas totalmente diferentes que, no fim das contas, se entendiam muito bem.

Junmyeon não deveria dar tanta confiança para as loucuras de Chanyeol — já que o homem não parecia bater muito bem da cabeça com aquele jeito escandaloso e todo sentimental, que chorava sempre quando Kyungsoo batia nele — e deveria ter ignorado quando o gigante havia dito “hey, você conhece o Luhan? Ele tem um primo muito bonito que quer te conhecer”.

Não deveria ter respondido que, sim, conhecia muito bem Luhan — o ex crush que infelizmente era hétero — e que gostaria de saber quem estava interessado em sua pessoa.

Mais tarde, descobriu quem era o dito cujo e quase caiu da cama enquanto fuçava o facebook do outro, porque, caramba, ele era muito bonito e dificilmente Junmyeon encontrava um homem tão atraente interessado em si.

Oh Sehun era o nome dele.

Demorou algumas semanas para Junmyeon criar coragem para chamá-lo e, depois de muitos incentivos — alguns tapas e ameaças de morte por parte de seus melhores amigos —, resolveu mandar um simples oi, que foi respondido com um oi, quem é? que evoluiu para piadas toscas e conversas aleatórias todas as madrugadas.

Sehun era um cara legal, meio vaidoso e narcisista, fofo nas horas vagas, romântico quando queria e sexy sem ser vulgar, além de ter um senso de humor que combinava bastante com o de Junmyeon.

Conversavam por horas e horas, às vezes trocavam fotos e situações engraçadas e tudo que Junmyeon conseguia pensar depois de conversar com ele durante o dia inteiro era como uma pessoa tão incrível como Sehun podia estar minimamente interessada em si?

Logo ele que era tão sem graça? Que preferia ficar em casa assistindo televisão do que ir numa festa? Que fazia piadinhas que ninguém pegava as referências e ainda ria sozinho? Que era tão chato que só tinha dois amigos?

Junmyeon estava acostumado a se autodepreciar, apesar de todos verem nele as qualidades mais maravilhosas que alguém poderia ter.

Por isso, quando Sehun mandou uma mensagem dizendo que queria vê-lo pessoalmente, Junmyeon pensou várias vezes antes de responder, e esse “várias vezes” durou dias.

Chanyeol e Kyungsoo tiveram que intervir para que Junmyeon não fizesse a cagada de recusar o convite do Oh Maravilhoso Sehun e ainda deram um belo ralho com palavras meio agressivas, porém verdadeiras, que envolviam a mania feia que Junmyeon tinha de se colocar para baixo quando era uma pessoa incrível.

No fim, tudo deu certo, Junmyeon aceitou o convite e Sehun, mais do que satisfeito, marcou o encontro.

E viveram felizes para sempre.

Mas a verdade é o que o dia havia chegado e, com ele, a vontade de sumir e não comparecer ao tão esperado encontro.

Pensou muito no que fazer, em como se comportar, no que vestir e quanto mais pensava, mais se frustrava com a ideia de tudo dar errado, como sempre. Junmyeon era inseguro e sentia-se muito mais confortável conversando por trás da tela de um celular do que pessoalmente, pois não poderia esconder seus defeitos e suas reações se estivesse cara a cara com Sehun.

Talvez estivesse exagerando, mas realmente sentia como se o coração fosse sair do peito quando pensava na possibilidade de ver Sehun.

E estava quase desistindo de fazer o que sempre tivera vontade.

Mas quando seus amigos bateram e quase arrombaram sua porta, dizendo que deveria parar de ser um covarde bundão, teve que rir e criar coragem do inferno para enfrentar os desafios que aquele encontro ofereceria.

Agora estava sentado em uma mesa afastada de uma cafeteria, esperando Sehun chegar porque havia se adiantado uma hora de tão ansioso que estava.

Junmyeon continuava olhando para o relógio e se mexendo na cadeira como se estivesse com coceira, vez ou outra arrumando o cabelo já arrumado e discretamente cheirando a roupa que estava usando, fazendo um dos funcionários da cafeteria observá-lo com certo espanto e divertimento nos olhos.

— Vai pedir alguma coisa, senhor? — o funcionário que lhe observava antes resolveu se manifestar.

Junmyeon tomou um pequeno susto e enfim direcionou seu olhar para o outro.

— Hã?

— Eu perguntei se você vai pedir alguma coisa… — respondeu, ainda curioso.

— Ah! Ah, sim! — disse, todo afobado.

O funcionário pegou o caderninho de anotações e esperou pacientemente.

— Então, o que vai ser?

Junmyeon franziu a testa. Para ser honesto, não gostava tanto assim de café, só tomava quando precisava e isso significava de manhã cedo quando estava com muita preguiça de pensar.

Olhou para o cardápio com um semblante meio perdido e franziu ainda mais a testa, sem saber o que pedir.

O cara que lhe atendia deu uma risadinha e cobriu a boca com a mão, fazendo Junmyeon olhá-lo.

— Desculpe, senhor.

— Não, tudo bem… — respondeu, envergonhado. — É que eu não costumo frequentar esses lugares.

— Ah, entendo… então não sabe o que vai pedir?

Junmyeon suspirou.

— Para ser sincero, eu não gosto muito de café.

O homem riu.

— Deu para perceber pela cara de desgosto assim que sentou.

— Me desculpe. — Abaixou a cabeça.

— Bem, não sou eu que faço os cafés mesmo — respondeu, dando um sorrisinho simpático. — Mas posso saber por que veio aqui se não gosta?

Junmyeon coçou a nuca.

— É um encontro…

— Não acha que sua companheira tá muito atrasada, não?

O Kim pigarreou.

Ele não tá atrasado, eu que cheguei cedo — respondeu, com as bochechas coradas.

O atendente sorriu e sentiu vontade de apertar a cara do outro, mas se conteve.

— Tudo bem… já que não gosta de café, que tal provar uma fatia de bolo? É de baunilha com pedacinhos de morango, garanto que é gostoso — disse, piscando o olho.

Aquele funcionário parecia muito simpático, Junmyeon gostou dele.

— Ok, pode ser.... hã?

— Minseok!

— Certo, Minseok — repetiu o nome. — Obrigado.

— Por nada — respondeu, anotando o pedido no caderno e se afastando um pouco. — O pedido já vem, boa sorte com seu encontro!

Junmyeon riu nervosamente.

— Obrigado.




 

[...]



 

 

Os minutos passaram rapidamente depois que Junmyeon pediu a fatia de bolo e devorou sem nenhuma cerimônia, estava mais nervoso que antes e descontava isso em suas unhas que estavam quase todas roídas.

Tomou o maior susto quando Minseok voltou e disse que deveria dar uma passada no banheiro pois estava suando como se estivesse debaixo de um sol de rachar. Junmyeon sorriu quando se viu concordando e indo em direção ao banheiro, agradecendo pela milésima vez toda a gentileza daquele garçom com olhos de gatinho.

Quando se olhou no espelho, piscou várias vezes e lavou o rosto, perguntando-se por que estava tão agoniado sendo que esse não era nem de longe seu primeiro encontro.

A resposta era bastante óbvia até, depois de meses trocando mensagens e sobrevivendo à base de skype, Junmyeon definitivamente estava mais do que interessado em Sehun.

Era um gostar que lhe fazia querer arriscar, arriscar de verdade e tudo dependeria de como as coisas funcionariam nesse primeiro encontro.

O grande problema de Junmyeon era pensar demais, mas infelizmente não conseguia não pensar.

Por isso, respirou fundo depois de lavar o rosto e enxugar com papel e ergueu a cabeça, sorrindo.

Saiu do banheiro com um sorriso esquisito na cara, que morreu assim que viu quem estava em pé perto do balcão, pedindo uma informação para o mesmo garçom que lhe atendera antes.

Junmyeon pensava que seria humanamente impossível que Sehun fosse tão bonito pessoalmente quanto era nas fotos que lhe enviava, mas teve que prender a respiração ao vê-lo porque, surpreendentemente, ele era ainda mais bonito.

Sehun parecia um modelo, rosto marcado com traços fortes, olhos charmosos, nariz num tamanho perfeito, boca pequena e bonita, ombros largos, pernas grandes e torneadas e, senhor, uma bunda linda que Junmyeon não conseguiu não olhar, não quando ele usava uma calça que marcava todo seu corpo.

Oh Sehun era um dos caras mais bonitos que Junmyeon pusera os olhos e, não, ele não estava exagerando.

Quase teve um treco quando o outro direcionou seus olhos bonitos e marcantes para si, franzindo a testa e inclinando a cabeça como se estivesse em dúvida.

E se Sehun de repente quisesse cair fora? E se não fosse o que ele imaginava que seria? E se não tivessem nada a ver um com o outro e aquilo tudo não passasse de um incrível equívoco?

Junmyeon queria sair correndo, mas se conteve quando Sehun fez menção de que iria se aproximar, não lhe deixando muitas alternativas a não ser se encolher um pouco e oferecer um sorriso torto, que demonstrava todo o seu nervosismo.

Quando a distância enfim foi fechada, Sehun ofereceu sua mão e disse:

— Você é muito mais bonito do que eu imaginava.

Junmyeon arregalou os olhos, Sehun sorriu de canto.

—…e um pouco mais tímido também — completou, com um tom de voz de quem estava se divertindo. — Prazer, sou Oh Sehun.




 

X



 

A leve intuição de que as coisas dariam errado ainda estava atormentando Junmyeon quando sentou-se na cadeira daquela cafeteria e começou a conversar com Sehun, como um abutre enchendo seus pensamentos com podridão e coisas negativas.  

A insegurança era algo que sentia constantemente por não se achar bom suficiente, apesar de sempre ser cortejado e cantado por aí, e piorava consideravelmente quando tinha um cara maravilhoso e surpreendentemente interessado em si na equação.

Junmyeon bebericava um copo de chá enquanto ouvia Sehun falar sobre o trabalho que ultimamente estava mais pesado que antes, pois o natal estava chegando e logo muitas pessoas procuravam serviços para decoração de festas.

Sehun era um decorador fantástico, segundo alguns dos seus amigos que já utilizaram seu serviço, e Junmyeon ficava mais admirado ainda com aquele ar de seriedade enquanto ele falava sobre seu trabalho.

— E o que você faz? ‘Cê nunca me falou muito sobre seu trabalho — Sehun direcionou o foco da conversa para si.

Junmyeon engoliu em seco.

— O que eu faço? — riu baixinho e coçou a nuca. — Bem… eu trabalho em casa, eu acho.

— Como assim? — demonstrou interesse.

— Eu sou dono de um escritório que ajuda as pessoas a começarem seus próprios negócios e microempresas  — respondeu, desinteressado. — É um emprego muito-

— Bom, eu diria — Sehun completou, pensativo. — Então é por isso que o Luhan estava tão interessado em você no dia que eu vi a sua foto. — Riu.

Junmyeon corou e abaixou a cabeça.

— Não é nada de mais.

Sehun bufou.

— Você é dono do seu próprio negócio, é claro que é algo “de mais”.

Junmyeon revirou os olhos.

— Não vamos falar de negócios, hã?

O mais novo sorriu malicioso.

— E você quer falar sobre o quê? — Ergueu uma sobrancelha. — Sobre como você tá nervoso e coradinho e todo bonitinho encolhido na sua cadeira? — brincou. — Gostaria de saber por que.

Junmyeon fingiu tossir e desviou os olhos.

— Você pode parar de se referir a mim pelo diminutivo? Eu me sinto constrangido.

Sehun riu e jogou a cabeça para trás, escandaloso.

— Você não parecia ligar pra isso quando eu te chamava assim pelo skype.

Junmyeon achava que seu rosto poderia pegar fogo a qualquer momento.

— Não é a mesma coisa — quase gaguejou.

Sehun tomou um gole de café e sorriu.

— É exatamente a mesma coisa — provocou, esfregando um de seus pés na canela de Junmyeon.

Junmyeon pigarreou e olhou para o balcão, a procura de Minseok, como se pedisse socorro por ter um homem atirado dando em cima de si, apesar de estar gostando e muito.

— Posso fazer mais uma pergunta? — Sehun falou depois de alguns segundos observando o jeito de Junmyeon.

Você já tá perguntando, pensou.

— Pode, é claro.

— Por que você tá tão nervoso?

Isso é pergunta que se faça??? Talvez por que você seja incrivelmente gostoso, maravilhoso,  bonito e mais: aparentemente atraído por mim?

Junmyeon balançou a cabeça, afastando os pensamentos.

— Eu não costumo ir a muitos encontros — respondeu timidamente.

Sehun apoiou o queixo em uma das mãos e fitou Junmyeon.

— Isso é mentira, soube por aí que você é bastante popular.

Junmyeon revirou os olhos.

— As aparências enganam.

Ficaram em silêncio.

Será que se Junmyeon dissesse que estava nervoso porque talvez já gostasse de Sehun o suficiente para querer marcar outro encontro mesmo sabendo que aquele primeiro não estava sendo um dos melhores seria o bastante para deixá-lo livre de questionamentos? Porque honestamente não gostava muito de café e acabara de descobrir que não era muito fã de chá também, e estava quente pra caralho depois de descobrir que a central de ar havia quebrado, além de que estava nervoso demais para ao menos ter um conversa normal, definitivamente aquele encontro não estava sendo um dos melhores e tinha quase certeza de que Sehun iria bloqueá-lo em todas as redes sociais e esquecer de todo aquele fiasco.

Junmyeon pensava demais.

E quando Sehun pediu a conta, teve certeza absoluta de que tudo havia dado errado.




 

X



 

Quando saíram da cafeteria, parecia que a atmosfera tinha mudado — talvez pelo fato de que estava muito quente e abafado dentro do estabelecimento, fazendo-os esquecer de que era inverno e que estava nevando, justificando as camadas de roupas a mais.

Caminharam em um silêncio quase constrangedor enquanto olhavam para seus próprios pés e viam as marcas de sapato na neve.

Junmyeon queria muito dizer alguma coisa, mas seu maldito nervosismo e medo de falar não deixava.

Já Sehun… achava que tinha estragado tudo com seu jeito atirado demais, que na verdade era só uma forma de não deixar toda a sua ansiedade transparecer e desperdiçar a chance divina que caiu dos céus quando Junmyeon aceitou sair consigo.

A verdade é que ambos estavam claramente interessados um no outro e pateticamente nervosos com a possibilidade de estragar algo que poderia dar muito certo no futuro.

Junmyeon suspirou, chamando a atenção de Sehun para si.

— O meu apartamento é só dois quarteirões longe daqui — comunicou.

Sehun assentiu.

— Tudo bem, eu te acompanho, minha casa também não é muito longe.

Ficaram novamente em silêncio, até…

— Olha, você não precisa fazer isso — Junmyeon disse, ainda olhando para os pés. — Eu sei que não sou interessante e provavelmente não vai acontecer um segundo encontro, então não precisa fazer isso por mim…

Sehun franziu o cenho e olhou para Junmyeon, que tinha metade do rosto coberto pelo cachecol.

— O que você está dizendo? Eu quero fazer isso.

— Que cavalheiro — murmurou sarcástico, num tom quase inaudível.

Sehun bufou.

— Qual é o seu problema? — perguntou, sem entender. — Você não parece nada com o que eu achei que fosse, cadê o Junmyeon que-

Junmyeon parou no meio da caminhada.

— Eu sabia que você iria pensar isso.

— Você queria que eu pensasse o quê? — devolveu, raivoso. — Você me tratou como um estranho durante o encontro todo e parece que esqueceu que a gente se conhece já faz mais de seis meses.

Junmyeon riu, seco.

— Você queria que eu agisse como? Você é tão intimidante e natural e não parece nenhum pouco nervoso por me ver quando eu só faltei ter um treco ao imaginar te conhecer — desabafou. — Não espere que eu seja todo descolado e legal porque esse não sou eu.

Sehun piscou várias vezes.

— Você acha que eu não estava nervoso? — perguntou, incrédulo. — Eu estava apavorado, tanto que agi como um perfeito idiota, se não notou.

Junmyeon riu.

— Eu notei.

— Ei!

O mais velho deu de ombros.

— Eu não estava esperando que você fosse descolado e legal, só queria que fosse você mesmo.

— Olha quem fala — respondeu, voltando a caminhar.

Sehun voltou a caminhar ao seu lado, olhando para o rosto coradinho de Junmyeon.

— Você não acha que a gente deveria começar de novo? Um novo encontro?

O Kim riu.

— Se não for naquela cafeteria… achei que tinha mencionado que não gosto de café — fez uma expressão desgostosa.

— Eu lembro, só queria ver se você cancelaria o encontro por causa disso. — Riu quando Junmyeon deu um soquinho em seu braço. — Parece que você gosta mesmo de mim por não ter reclamado.

— Na verdade eu gostei mesmo foi do funcionário que conheci lá, um gato daqueles não se desperdiça.

Sehun fingiu estar ofendido.

— Ficou de olho em outras pessoas enquanto eu estava fora?

Junmyeon riu, enquanto Sehun continuava provocando, de vez em quando respondendo suas brincadeiras. Depois de alguns minutos de conversa, parou em frente a um prédio mediano, colocando as mãos no bolso do casaco e olhando para Sehun com os olhinhos ansiosos.

— Eu moro aqui — avisou.

Sehun sorriu.

— Então é aqui que eu me despeço?

Junmyeon coçou a nuca, num claro sinal de nervosismo.

— Aparentemente sim, meu apartamento tá uma bagunça — lançou-lhe um olhar culpado. — Na próxima você pode-

— Vai ter próxima? — Sehun provocou.

— Você disse que deveríamos tentar de novo… — encolheu-se. — Por que não?

Junmyeon era tão gracioso que Sehun tinha vontade de abraçá-lo, beijá-lo e até mesmo protegê-lo, por isso aproximou-se um pouco e passou os dedos no rosto alheio, que fez o outro estremecer por conta do frio.

— Você é uma gracinha, sabia?

O Kim corou e desviou o olhar.

— Já disse pra não me chamar pelo diminutivo — balbuciou.

Sehun sorriu com malícia e aproximou mais o rosto, tendo que abaixar um pouco para ficar da altura do outro, que ergueu a cabeça para poder igualar.

A rua estava basicamente deserta, para a sorte de ambos, e quando encostaram os narizes, tiveram vontade de rir por conta do friozinho, mas só se aproximaram mais, até fecharem os olhos.

Os lábios se encontraram em um beijo casto e terno, num selar superficial. Sehun colocou ambas as mãos na cintura de Junmyeon enquanto o outro enlaçou as suas ao redor do pescoço alheio, aproveitando para aprofundar o beijo e encaixar as bocas.

As línguas timidamente se entrelaçaram e o gosto de chá de hortelã e um pouco de café só fez com que tivessem vontade de rir durante o beijo. Sehun mordeu o lábio inferior de Junmyeon, fazendo-o gemer baixinho e embrenhar os dedos em seus cabelos negros e macios.

Separaram-se com pequenos selares e afastaram-se com pesar, enquanto Junmyeon empurrava seu peito de leve, com os lábios um pouquinho vermelhos.

— Vai pra casa, você vai congelar na rua — disse, para quebrar o gelo.

— Não vou congelar se você me esquentar com seus beijos.

Junmyeon sorriu.

— Depois eu que sou brega.

Sehun deu de ombros.

— Não era você que não beijava no primeiro encontro? — indagou, ao lembrar de uma conversa de tempos atrás.

Junmyeon riu e lhe empurrou de novo.

— Que agressivo, é fetiche?

— Nem vou responder isso — disse, brincando. — E eu realmente não beijo no primeiro encontro, mas fiz uma exceção.

— Me senti especial agora.

Junmyeon pegou a chave no bolso e sinalizou que iria entrar.

— Aproveita que nem sempre eu sou agradável desse jeito.

Sehun afastou-se um pouco e sorriu ao ver Junmyeon cumprimentar uma vizinha que parecia incrivelmente interessada no que estava acontecendo.

Junmyeon entrou e acenou para Sehun, que, por sua vez, fez questão de gritar:

— Te vejo depois, gracinha.

Fazendo o Kim corar e sorrir ao mesmo tempo.

Fazendo sua vizinha arregalar os olhos e pensar que tinha perdido a grande chance de conquistar o fantástico Kim Junmyeon, afinal, Sehun já tinha o feito.








 


Notas Finais




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