História Da magia ao sangue. - Capítulo 5


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eae, quanto tempo não é mesmo? :v
Aproveitem.

Capítulo 5 - Quatro


Já era dia porém nunca tinha sol nas terras daquele clã. Era sempre um clima nublado e frio.

Freya acordou sentindo ainda algumas dores na região da costela e pescoço. Olhou para o lado procurando Kalleb, mas sem sucesso.  Sentou-se percebendo que havia dormido na cama do rapaz durante a noite. Não se preocupou afinal, ele não seria tolo de tentar nada.

Caminhou pelo o quarto o admirando quando ouviu a porta abrir. Era seu cuidador:

- Bom dia, flor do dia. Dormiu bem? – Sorria de um jeito irônico, porém se frustrou quando a garota parecia não se incomodar.

- Bom dia. Vai me levar para fazer um tour pela a fortaleza? – se espreguiçou preguiçosamente indo até a direção do rapaz.

- Se assim desejar – fechou os olhos dando os ombros – Já que você me fez o FAVOR de fazer aquele showzinho ontem. – Freya deu um pequeno risinho com as palavras dele enquanto levou um peteleco na testa. Realmente, havia feito um show maravilhoso.

- Eu quero que me mostre tudo mas antes, quero que me diga onde é o banheiro. Preciso de um banho e de roupas novas. Não gosto dessa roupa de hospital.

- Posso lhe perguntar algo? – tocou-a com as pontas de seus dedos na região do pescoço onde havia mordido.

- Claro.

- Você não se incomoda de ter dormido na mesma cama comigo? – seus olhos ficaram nublados e sua voz estava em um tom de malicia.

- Não. Eu não tenho interesse sexual por ninguém já faz um bom tempo. É quase correto afirmar que não possuo tal necessidade. – suas palavras eram indiferentes e isso o deixou mais frustrado ainda.

Ótimo. A garota era assexual.

 

- Entendo... Aqui é uma suíte. Do lado daquele armário tem uma porta que dá ao banheiro – disse apontando para a direção. – Vou pegar algumas roupas com Rose. Acho que talvez sirvam em você.

 

(...)

 

Kalleb já havia rodado praticamente toda a fortaleza não deixando escapar nenhuma sala. Estava cansado de ter que explicar cada coisa para a nova “moradora”, que prestava atenção em cada palavra. Algumas vezes, trocavam piadinhas ofensivas entre si.

A fortaleza era composta de no total de 60 quartos, sendo 30 com suítes, e para aqueles que não possuíam uma suíte, havia uma espécie de banheiro coletivo; um refeitório enorme onde duas pessoas ficavam encarregadas de cozinhar, sim, por incrível que pareça eles comiam comida humana às vezes, para complementar na dieta ou por mero capricho; o salão principal, três enfermarias todas com um laboratório particular, sendo que uma continha uma sala de “interrogatório”,  uma enorme sala de reunião mas não entraram lá, uma sala de produção de armas (uma espécie de forja), e dois enormes laboratórios com os mais diversos equipamentos que a alta tecnologia poderia oferecer.

Ao lado do enorme jardim de inverno, tinha uma “ala de treinamento”, onde era uma espécie de ginásio onde eles treinavam suas técnicas de combate. Abaixo da fortaleza, no subsolo, tinha uma enorme garagem os modelos de motos e carros mais rápidos que já haviam sido produzidos.

Era tudo fascinante para a garota.

O rapaz explicou também que eles eram como uma grande família, com aproximadamente 50 membros. Freya quando ouviu isso sentiu seu peito apertar ainda mais com saudades de sua mãe, antes do fim do dia iria escrever para ela.

No final do percurso encontraram Dominik que a “raptou” levando-a para a sala de reuniões.

Aquela sala era enorme sendo tão sofisticado quanto o salão principal.

Dominik puxou a cadeira, indicando que era para Freya se sentar e logo em seguida, sentou-se a sua frente, encarando-a com os cotovelos apoiados naquela grande mesa redonda de vidro enquanto suas mãos entrelaçadas apoiavam seu queixo.

Os dois ficaram longos minutos sem dizer uma só palavra, deixando um silêncio constrangedor invadir a sala. O homem apenas a encarava profundamente com aqueles olhos de cor opala.

- Vejo que está gostando daqui. – disse por fim quebrando o silêncio. Freya apenas concordou com a cabeça – O que acha de ter um dos meus laboratórios só para ti?

- Eu adoraria senhor. – sorriu como uma criança que estava recendo um presente de natal – Os laboratórios daqui são melhores do que o da minha faculdade.

- Entendo... Quero que se sinta em casa aqui já que, como conversei contigo ontem, não poderá nunca mais sair daqui e se sair, não será com vida.

Ah... É mesmo... A última parte da conversa...

*Flashback on*

– Eu sinto muito por tudo isso criança. Sei o quanto deve amar sua mãe e o quanto deve ser doloroso deixar tudo para trás, assim do nada. Mas tenha em mente algo: nunca poderá deixar meus domínios. Você pertence a nós agora.

- E por que... Não poderei deixar? – disse entre as lágrimas que insistiam em cair.

- Você estará sendo dada como morta.

- Mas... Kalleb disse antes de me apagar, que eu estava sendo procurada por ter matado Matheus. – apertou o colchão com força o arranhando um pouco.

- De fato. Mas logo o sistema lhe dará como morta já que daremos um jeito nisso. Nunca mais poderá voltar para sua vida antiga, me entende?

- Deixa eu ver se entendi... Depois que deixar de ser útil, serei morta, não é?

- Você só irá morrer por causas naturais se me obedecer, criança. Conheço a sua história e a história de sua família e te garanto, que logo nem sua mãe irá mais se preocupar contigo.

- NUNCA! Ela é minha mãe e sempre me amará! – gritou chorando ainda mais. Seu peito apertou de uma dolorida chegando a ser quase insuportável.

-Sim. Mas o que eu quero dizer é que: ela será a única que saberá que você ainda vive e que está bem, entende?

Freya suspirou aliviada tentando engolir o choro. Dominik em um ato impulsivo a envolveu em seus braços, mesmo sua pele sendo muito frio, o abraço conseguia ser quente e acolhedor. A garota enterrou seu rosto no peitoral dele, chorando tudo o que tinha para chorar, enquanto recebia caricias em seus longos frios negros bagunçados.

Dominik era conhecido por ser um vampiro frio, calculista e nada amigável, mas para o bem de seus planos, teria que ser um pouco mais “maleável”, se quisesse ganhar a moça.

Após alguns minutos, Freya ergueu a cabeça afim de encara-lo e percebeu que também era encarada. Aqueles orbes negros pareciam vasculhar cada parte de sua alma lhe dando um leve arrepio. Soltou-o e começou a fitar o chão envergonhada.

O homem sorriu indo em direção a porta.”

 

*Flashback off*

 

- Enfim... Sobre o que quer falar?

- Ah sim... Eu gostaria que me fornecesse uma lista com os itens de que precisa. Como uma lista de desejos, entende?

- Isso significa que eu poderei ter animais e um quarto só meu?

- Achei que já conhecesse seu quarto. Kalleb não lhe mostrou ontem? – Merda. Freya congelou e se endureceu. O que aquele vampiro maldito queria e porque lhe deixou dormir em seu quarto?

- A-Ah... C-Claro...- O homem pareceu perceber o susto da garota mas não se importou.

- E em relação a animais, qual animal gostaria?

- Um gato ou algum felino. Eles são essenciais para minha “espécie” já que são transmutadores de energia e guardiões do local.

- Compreendo. E em relação ao seu “salário”, quanto pretende receber por cada experimento?

- Isso é relativo – cruzou as pernas – Depende muito do experimento e do tempo que irei gastar. Todo o dinheiro que receber, quero que seja entregue para mamãe. Se isso não for comprido, pararei com tudo na mesma hora. E como já havia dito antes, quero comparecer a todas as reuniões que o senhor for.

- Certo... Deseja perguntar algo a mais?

Freya deu um longo suspiro franzindo seu cenho.

- Como sabe da... Minha história?

- Decidi pesquisar a fundo a sua história para melhor compreende-la, claro, tive a ajuda de Dylan. Sei que você é uma bruxa “diferente”. Tenho total ciência de toda a sua... Peculiaridade minha cara.

A garota engoliu seco.

Merda, então ele sabia de tudo e até “daquilo”?

Suspirou agradecendo e se retirou.

Kalleb a esperava do lado de fora com a maior cara de tédio possível:

- Por que não me mostrou meu quarto, capivara?

- Ah, fiquei com receio que tentassem ataca-la durante a noite. Você tem muitos “admiradores” aqui, entretanto, nenhum deles se compara ao Dylan. Pensei que não queria receber nenhuma visita noturna, mas já que insiste...

- N-Não... T-Tudo bem... – aquele homem lhe dava calafrios desde o momento em que o viu pela a primeira vez. Era algo interessante pois com Kalleb  não sentia a mesma sensação, apesar do mesmo tê-la feito passar por alucinações, matar seu amigo na sua frente e ainda lhe dar uma pancada na cabeça. – Ah... Posso lhe perguntar algo?

- Eu tenho escolha? – abriu um sorriso de lado.

- Porque matou o Matheus? Era algo necessário?

Oh... Era aquilo. Já havia até se esquecido.

O moreno pensou, pensou, pensou... E pensou mais um pouco na resposta. Realmente, porque havia feito aquilo?

- Não sei. Apenas fiz. – respondeu por fim. – talvez fosse algo instintivo meu afinal, eu sou um vampiro – abriu a boca exibindo seus caninos para a garota que lhe deu um tapa de imediato. – Ouch! O que foi?

- Você é cruel, sabia? E um puta de um cuzão. O menino não havia feito nada e tinha um grande futuro promissor pela a frente.

- Foda-se. Você teria dado um fora nele mesmo e o deixaria em depressão por isso. O cara estava apaixonadíssimo por ti então não faz diferença.

Freya sentiu uma revolta enorme subir pelo o corpo. Meu deus, como poderia ser tão insensível e tão idiota?!

Revoltada, começou a estapear o rapaz com raiva e força mas o mesmo parecia se divertir com aquilo. Ele era um vampiro forte, um guerreiro. Aqueles tapas apenas lhe faziam cócegas.

Dylan observou aquela cena encabulado. A bruxa estava quase arrancando aos montes o cabelo de Kalleb que não parecia se importar, apenas ria como um demente.

O prateado pigarreou fazendo os dois pararem de “se matar”.  Freya arfava demonstrando um pouco de cansado enquanto Kalleb arrumava seus longos fios negros no intuito de deixar o seu cabelo perfeito como sempre:

- Freya...  Eu poderia ter um momento a sós com você? – arrumou seus óculos em seu rosto fazendo as lentes brilharem por um momento.

- A-Ah... –  droga, será que aquele maníaco queria outro round? – Depende... O que gostaria de tratar comigo? – olhou para Kalleb em busca de uma resposta mas o encontrou atrás de Dylan e aos poucos sumiu de sua visão. Merda.

- Gostaria de pedir para que esquecesse tudo o que aconteceu naquele dia. Adoraria que pudéssemos ser amigos, apesar de tudo. – esboçou um sorriso carinhoso levantando sua mão no intuito da garota aperta-la.

Seria uma desfeita não concordar afinal moraria ali a partir de agora. Apertou a mão do rapaz que a puxou no mesmo instante para um abraço forte, digamos bem forte. Quase como se fosse uma jiboia dando um bote em algum roedor:

- Não confie em Kalleb – sussurrou em seu ouvido – Ele não é tão amigável como aparenta ser.

- Como... Assim?

- Você acha que ele é amigável com você, mas ele não é, na verdade ele só quer usa-la e depois te jogar fora, como faz com todas as mulheres. Não fique dormindo no quarto dele, pois uma hora você vai ceder e irá se arrepender amargamente por tal coisa.

Freya começou a rir cinicamente. Céus, realmente achavam que ela iria cair na lábia de um cara desses?

- Kalleb não faz meu tipo. Eu não confio em ninguém aqui, muito menos em você. – O empurrou se afastando – Só não explodo esse lugar novamente porque agora to ganhando por estar aqui. Isso se tornou o trabalho dos meus sonhos e assim, eu posso fornecer uma boa vida à mamãe sem nenhum problema, como sempre pretendi. – os olhos da garota começaram a ganhar uma expressão sombria e pesada, como no dia em que ela o explodiu – Se insistir em ficar no meu caminho, vou te usar como cobaia.

Dylan sentiu seu rosto queimar de vergonha enquanto via a garota se afastar. Não havia percebido o quanto ela estava bonita com uma das roupas de Rose. Uma blusa com manga de morcego longas pretas de malha combinavam perfeitamente com uma calça leggie preta. Seus cabelos estavam penteados, finalmente, mas estavam soltos. Ela não usava nenhum calçado, estava andando descalça.

Poderia pegar um resfriado com os pés naquele chão frio. – Pensou e seguiu para a sala de reuniões quieto, com a mão em seu peito sentindo um palpitar a mais no coração. 


Notas Finais


Desculpe qualquer erro. Aceito críticas construtivas.
Até logo e não deixe de comentar sua opinião :v


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