História Da magia ao sangue. - Capítulo 6


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Esse capitulo foi narrado pela personagem Freya, afim de dar uma nova "perspectiva".
Aproveitem.

Capítulo 6 - Cinco


Os pingos da chuva caiam incessantes lá fora. Aqueles pequenos barulhinhos me davam certa sensação de preguiça seguido de um desejo enorme em continuar na cama, mas não poderia deixar-me abate-la por ela afinal, hoje tenho que arrumar meu laboratório. Meu refugio para essa confusão toda.  

Algumas pessoas em minha situação estariam descabeladas, chorando incansavelmente numa profunda depressão e agonia, porém, não posso me dar esse luxo. Não agora.

Trabalhar para vampiros é com certeza, algo que jamais imaginaria ou esperaria que acontecesse em minha vida. Kalleb é um típico galanteador arrogante e isso me causa náuseas. Ainda bem que mal nos falamos. Rose é uma garota amigável, entretanto, é extremamente misteriosa assim como reservada, não me deixando saber nada de sua vida ou passado. Dylan é o típico psicopata maníaco do parque que fica as espreitas dos corredores, me observando como sempre. Isso me irrita.

Cada minuto que passo aqui, sinto algo monstruoso aflorar dentro de mim. Algo sobre humano. Minha sanidade está se perdendo nessa casa.

Não tenho mais os remédios caseiros de minha mãe para segurar meus surtos ou aliviar essa sensação, tenho perdido algumas noites de sono, o que piorou ainda mais minhas olheiras. Pareço um panda.

Decidi algumas noites atrás que não ficaria mais no quarto do Kalleb, queria algo só meu e sem nenhuma presença vampiresca ao meu lado pelo menos assim, poderia ter meus momentos de paz e sossego.

Já escrevi algumas cartas para minha mãe durante essa semana porém não recebi resposta de nenhuma. Depois tenho que cobrar Dominik para ver se ele realmente as enviou.

Ah... Sim... Dominik Romanoff.

O líder deste clã e o homem que recentemente me tem arrancado suspiros longos, com tudo, não tenho o menor interesse se quer de me aproximar dele. Nem dele, nem de ninguém daqui.

Aqui é minha nova casa, uma prisão de merda. Não tem sol e nem plantas com cores vivas e vibrantes como tinha na minha antiga casa. De fato, minha mãe era uma excelente jardineira e de fato também, eu não gosto de sol mas sinto falta dele.

Já estou aqui há quase um mês nesse cacete de lugar.

Não recebi meu laboratório nesse tempo pois os vampiros que atuam na mesma área que a minha ficaram de “mimimi” por causa do ocorrido com as explosões... Bando de fresco.

Agora Dominik decidiu ceder um laboratório a mim, e me pediu novamente a “wish list”  

Levantei-me dando um longo suspiro seguido de uma looonga espreguiçada, e a famosa coçadinha na bundinha, e marchei rumo ao banheiro. Sim meu quarto era uma suíte.

Após um banho relativamente rápido, vesti um suéter branco sem estampas, uma calça preta de moletom e claro, sem nenhum sapato apenas meus lindos pés sob o chão frio.

Sai do meu quarto distraída rumo ao refeitório afim de fazer uma deliciosa refeição. Normalmente os vampiros dormem esse horário mas não é raro ver um ou outro perambulando por ai.

O clima solitário já fazia parte da minha rotina como sempre, fora daqui ou dentro, realmente não importa.

Não havia nenhuma alma vampiresca vagando por ai, apenas eu e... Eu.

Cheguei ao refeitório. Nada há primeira vista.

Fui para a cozinha e encontrei comida mas precisava ser preparada. Meh, que preguiça.

- Vejo que está acordada. – a voz vinha pelas minhas costas, virei-me em um ato brusco, levada pelo o susto e me deparei com um homem de cabelos prateados bem a minha frente, com os cabelos desarrumados e uma péssima cara de quem está há dias sem pregar o olho. – O que está fazendo?

- Bom dia para você também – cocei a garganta séria – Estou com fome e já é de manhã, portanto quero tomar meu café da manhã.

- Hm... Então já é manhã... – seu olhar estava perdido vagando pelo o ambiente mas nunca por mim. Me senti levemente incomodada, será que ele estava com problemas?

- É... Ah... Uhn... Dylan... – aproximei-me devagar e ousei tocar-lhe a face levemente com a ponta de meus dedos atraindo sua atenção inteiramente para mim. Aqueles olhos marrons estavam arregalados em uma total expressão de surpresa – Você está bem? Tipo eu sei que isso n...

- Você é estupida? – ele me cortou e segurou meus pulsos com suas mãos levando-as para cima da minha cabeça enquanto me empurrava para a parede mais próxima, me imprensando. O baque na parede me assustou. - Você por acaso se esqueceu que fui eu que quebrei suas costelas? Que fui eu que te fiz entrar em coma induzido por uma semana? Esqueceu-se também eu quero lhe torturar por ter me explodido?! – à medida que falava apertada cada vez mais meus pulsos, causando-me certo incomodo.

Suspirei e o encarei indiferente, observava aqueles orbes marrons me olhando profundamente enquanto seus fios prateados recaiam sobre o seu rosto no intuito de deixa-lo com um ar sombrio. Mas contra criaturas da escuridão eu sou vacinada.

- Seguinte Senhor “hurr durr eu quero te aniquilar”, eu só estava tentando ser legal, ok? E para começar, VOCÊ que está doído até agora por causa daquilo, e o que faria se estivesse em meu lugar? É óbvio que tentaria fugir também. E além do mais, eu percebi que tu tava mal e só quis ajuda-lo, pau no cu. Mas se não quiser falar também, foda-se, problema é teu. Apenas me deixe comer porque preciso arrumar meu laboratório.

De seus lábios brotou um pequeno sorriso de lado e uma expressão de “você é idiota”.

- Você realmente quer ser “amiga” do seu “predador”, ovelha?

- Tanto faz, apenas fale logo ou se cale para sempre. – sorri de volta. Aquilo era divertido.

- Eu tenho total ciência que a senhorita não confia em ninguém, muito menos em mim, mas se assim quiser, vai ser divertido ver sua expressão implorando-me para ser rápido e te matar quando finalmente pega-la para mim. – ele me soltou calmamente e se afastou um pouco, indo em direção à despensa. Percebi que ele pegou um pedaço de pão caseiro, que por acaso parecia ser fofinho e tinha farinha por cima, um pequeno pote redondo com algo dentro e um jarro de leite – Você disse que queria comer... Coma junto comigo enquanto conversamos.

Sentamos em uma das mesas, frente a frente, cara a cara. Ele colocou as coisas graciosamente na mesa enquanto eu o fitava com o rosto apoiado em uma de minhas mãos.

Me lembrou de quando tinha que ouvir os lamentos de minhas amigas.

Uma sensação nostálgica percorreu meu corpo e por alguns instantes fechei meus olhos afim de apreciar tal sensação mas, isso pareceu incomoda-lo pois logo tratou de coçar a garganta, despertando-me.

-Freya... Pode comer, isso é mais para ti do que para minha pessoa. – assenti e peguei uma fatia de pão, mordendo-a – Bom, desde que você chegou não consigo dormir mais bem. Sempre fico a te olhar por ai, nos corredores. E isso tem me afetado muito, tanto no trabalho quanto no particular, nunca senti isso por ninguém – ele abaixou a cabeça escondendo o rosto -... Essa inquietação. É como se a cada segundo eu quisesse desesperadamente seu sangue...

Ótimo. Estou aqui sentada tomando um café da manhã normal, com uma pessoa infinitamente normal que não parece nem um pouco com um psicopata doente de um manicômio.

- ...você é a minha droga. – Eu não prestei atenção no resto apenas nessa parte. Esse cara é uma ideia errada, devia ter ficado na minha e não perguntado nada.

- Entendo... – suspirei. – Super normal isso, não? Duas pessoas normais sentadas conversando sobre isso – ele suspirou e abaixou ainda mais sua cabeça. Estava ainda mais melancólico. Aquilo de certa forma partiu meu coraçãozinho - se você quiser, posso lhe dar pequenas doses do meu sangue. – O QUE?! QUE MERDA EU TO FALANDO??!

Dylan levantou rapidamente a cabeça fitando-me surpreso com tais palavras.

Merda. Merda. Merda. Merda. Merda.

- Quero dizer... Uhn... Ah... Apenas escapou. Foi sem qu...

- Eu aceito. – seu tom era convicto e firme, parecia feliz com aquilo. Em um ato sem pensar, acredito, ele pegou minha mão com suas duas mãos e sorriu agradecido. Merda.

- Dylan eu... – ele não me deixava falar.

- Por quantas vezes irei tê-lo? Cinco vezes por semana?

Cinco vezes por semana?! Nunca.

Com certeza morreria logo de anemia levando em consideração o estado físico do meu corpo.

- Dylan... Caso não tenha percebido, estou sem nutrientes no meu corpo. Se você sugar meu sangue durante esses dias, minha morte por anemia é certa. Sejamos sensatos, no máximo uma vez a cada um mês, pelo menos, até que eu esteja digamos que, “vitaminada”.

- Ah... – seu semblante de felicidade desapareceu dando lugar a um pensativo – De fato, não quero que morra, agora. Entretanto, uma vez a cada mês é muito pouco, por favor, que seja pelo menos três vezes por mês.

- Duas e não se fala mais nisso. – encostei-me na cadeira equilibrando-a para trás.

Dylan não era páreo para meu dom de barganhar, é pode não parecer, mas também sou narcisista. Só um pouquinho.

O rapaz a minha frente encheu seus pulmões com ar visivelmente frustrado.

- Certo.

- Beleza então. É só combinar os dias e os horários. – inclinei meu corpo para frente juntamente com a cadeira, que fez um pequeno barulho ao entrar em atrito com o chão.

- Mas será apenas o primeiro mês.

- Ué?! Como assim?

Ele sorriu e retirou seus óculos, ah sim, esqueci que ele usava óculos.

- Você não é a única que sabe negociar, mocinha. Eu lhe “alimentarei” e em troca, você me dará seu sangue. Simples.

- Beleza mas tu vai ter que me ajudar hoje no laboratório. – Definitivamente, não ia deixar barato.

- Isso não estava incluso, sabia? – esboçou um sorriso divertido de lado.

- Foda-se. Agora está. – dei os ombros

- Eu não serei sua cobaia, tudo bem?!

- Relaxa coração. É só arrumar o laboratório, afinal, eu estou  “desvitaminada” não irei conseguir sozinha, afinal, quanto menos eu fizer esforço físico, melhor para você. – fiz um movimento com minha mão como se tivesse afagando o nada.

Dylan suspirou contrariado mas aceitou.

HÁ! Chantagem emocional e BINGO! Ponto para mim!

Depois que me alimentei fomos para o laboratório. Ele buscou dois esfregões juntamente com um balde e duas vassouras. O meu companheiro de faxina preferiu faze-la sem os óculos, admito que ele ficava bonitinho sem eles.

Terminamos em poucas horas, arriscaria umas três. Aquele lugar era enorme e tinha duas bancadas além de uma enorme estante de metal, e do seu lado havia um armário de vidro. No canto tinha uma mini geladeira. Era tudo perfeito.

Havíamos passado essas horas conversando ou fazendo piadinhas. Mas ainda não confiava nele.

Encostei-me na bancada recuperando o folego, mas eu não percebi que ele estava tão perto de mim. Muito perto.

Com meus dedos, levantei um pouco da gola do meu moletom afim de conseguir pelo menos um ventinho no meu tórax.

- H-Hey... Muito perto, não acha? – tentei me afastar mas ele segurou meu braço e em um ato rápido, me abraçou ficando com o rosto apoiado em meu ombro. Ele parecia mais cansado do que eu.

- Preciso... Agora... – sua voz estava cavernosa e rouca. Isso me causou um leve arrepio na espinha.

- M-Mas eu estou suada Dylan...

- Não importa... – ele levou seus dedos até a gola do meu moletom e o rasgou, sem mais nem menos, deixando-me com a pele do ombro e pescoço exposta.

- Dylan... Espere...

- Freya entenda o meu lado, estou desesperado. –  suplicou enquanto roçava seus lábios pela a extensão dos meus ombros subindo lentamente para o meu pescoço, nisso, pude sentir de leve suas presas roçarem em mim como se fossem unhas de gato. Era agoniante.

Meus batimentos cardíacos estavam muito acelerados. Minha pele suava ainda mais, mas diferente de antes, era um suor frio, como se fosse uma ida ao postinho para coletar sangue.

Estava definitivamente sem escolha, apenas aceitei o que estava por vir agora.

Consenti o ato mesmo com certo receio.

Sem perder tempo, Dylan cravou seus dentes em mim, mas para minha surpresa, foi gentil como se não quisesse desperdiçar nada ou causar machucados desnecessários. Suas mãos logo foram para minhas costas afim de diminuir qualquer distância entre nossos corpos nisso, arqueei meu pescoço para trás inconscientemente enquanto o rapaz usufruía do meu líquido vermelho.

Para a minha felicidade, ele parou poucos segundos depois passando sua língua pelo o recente machucado, mas para a minha infelicidade, ele subiu com a língua pelo o meu pescoço até chegar aos meus lábios.

Seus olhos se fecharam e naquele momento, tinha total certeza que iria ser beijada. Beijada como há muito tempo não era.

Mas novamente para a minha felicidade, Kalleb adentrou o local como um furacão assustando nós dois, tentei me desvencilhar dele mas foi em vão. Ele me segurou ainda mais contra seu corpo como se quisesse me esconder.

O moreno nos encarou com um certo desgosto como se tivesse vendo toda a cena acontecendo ali, aos seus olhos, sem sua interrupção.

- Dylan, Dominik quer te ver, agora.

- Certo. Depois irei. – não precisava ser adivinha para saber que ele xingava o outro de tudo quanto era nome.

- Você está surdo por acaso? Eu disse que ele quer te ver AGORA, porra. – sua era irritada e impaciente. Fui completamente ignorada pelo o meu “guardião”.

O prateado suspirou frustrado, irritado me soltou, foi até a outra bancada e pegou o seu óculos. Após coloca-lo, se virou em direção ao Kalleb que se retirou assim que Dylan passou pela a porta. Fechou-a bruscamente deixando-me sozinha com meus pensamentos ecoando silenciosamente naquela sala. Naquela imensa sala branca.

Que merda havia acabado de acontecer aqui?


Notas Finais


Desculpe qualquer erro.
Enfim, espero que tenham gostado desse "ângulo" :v
Até logo.


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