História Daddy's Lil Monster - Capítulo 2


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Categorias Arlequina (Harley Quinn), Batman, Esquadrão Suicida, Hera Venenosa, Ian Somerhalder, Jared Leto, Margot Robbie, Mulher Gato
Personagens Bruce Wayne (Batman), Coringa (Jack Napier), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Ian Somerhalder, Jared Leto, Margot Robbie, Pamela Lillian Isley / Poison Ivy (Hera Venenosa), Personagens Originais, Selina Kyle (Mulher-Gato)
Tags Arlequina, Coringa, Esquadrão Suicida, Gangster, Harley Quinn And Joker, Romance
Visualizações 612
Palavras 1.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Primeiras impressões.


Fanfic / Fanfiction Daddy's Lil Monster - Capítulo 2 - Primeiras impressões.

Acordo, e por um segundo esqueço onde estou e o porquê. Agradeço por esse momento, porém me entristeço ao vê-lo passar.

Gotham City não é ruim, mas o motivo que me faz estar aqui é o que desanima. Mais uma vez relembro de meu falecido ex, eu sinceramente estava brava com ele, por que foi tão egoísta? Li em diversos livros sobre as fases de quem lida com um suicídio, são elas: negação, desespero, mágoa, culpa, raiva e por fim, aceitação. Felizmente, logo a fase final chegaria e com ela a "paz".

Tomei um banho demorado na esperança de perder o sono, tive a brilhante ideia de ficar até altas horas lendo sobre meu novo paciente e agora estava sentindo as consequências disso. Pensar nele me deu um certo calafrio, nunca lidei com algo de um nível tão elevado, mas sinceramente? Nunca conseguiram um resultado satisfatório com esse maluco, então ninguém poderá me condenar se eu fracassar no tratamento.

Fiquei deliberando sobre tudo isso até perceber que já tinha perdido a hora, sai do banheiro igual um jato e coloquei a roupa que, felizmente, separei no dia anterior. Um vestido até a altura do joelho não causaria más impressões, isso sem contar que ele é nude e sem decotes, só é colado no corpo, mas façam-me o favor, não virei freira para não ter que me preocupar com motivos assim. Deixei o cabelo solto pois não havia tempo para prendê-lo. Coloquei café em uma garrafinha, entrei no carro, pus os saltos e fui para o manicômio dirigindo, passando maquiagem e penteando o cabelo ao mesmo tempo.

Cheguei e fui logo cumprimentada por uma senhora de baixa estatura e de aparência alegre, ela me levou até meu escritório, tagarelando sobre o lugar. Fiquei impressionada com sua capacidade de falar sorrindo sobre um ambiente como esse, não consegui gravar o nome dela, mas com o tempo lembraria.

Entrei em minha sala e era realmente muito bonita, toda branca e com uma mesa de vidro maravilhosa, deixaram um vaso com flores acompanhado de um cartão de boas vindas em cima dela. Cheguei a me sentir querida ali.

Reli, então, rapidamente a ficha do Coringa, junto com todas as anotações do que eu deveria fazer, faltavam cinco minutos para a primeira sessão e eu estava nervosa, tinha medo das reações dele. Aceitaram me colocar naquele lugar para cuidar exclusivamente de um paciente, o gasto para isso não é nada pequeno, deveriam estar desesperados mesmo.

Chegou enfim o momento. Sai de minha sala e fui na que a ficha me informava, o lugar estava guardado por dois homens muito bem armados, olhei bem as armas e logo identifiquei que eram fuzis FN SCAR-H, nada amedrontador. Lembrei da época em que meu pai estava comigo e sempre falava sobre armas, eram as paixões da vida dele.

Quando entrei, acabei me esquecendo por um momento de tudo que deveria fazer. Ótima hora para ter devaneios em, Harleen. Me sentei na cadeira e só então vi o palhaço, ele estava me observando minuciosamente, pelos relatos sobre sua inteligência e afins, já deveria saber que eu sou uma desligada, menos um ponto para mim. Ah, e quando eu disse palhaço, é literalmente um, o paciente tinha o cabelo verde, a boca bem vermelha e sua pele era branca, igual daquela galera que vai passar pó e parece que foi farinha de arroz. Fiquei rindo comigo mesma dessa última parte, quando vi ele estava rindo também, corei e, enfim, me apresentei.

- Sou a Dra. Quinzel, porém pode me chamar de Harleen, passaremos um bom tempo juntos então é bom evitar formalidades, não acha?

- Claro, Harleen. Se eu soubesse que a doutora seria desse jeito, teria vestido uma camisa mais bonita. - Disse rindo, mais uma vez. 

Só então percebi que vestia uma camisa de força, agradeci, no meu coração, a Deus por isso.

- Pode me explicar por que está aqui?

- Você tem uma ficha inteira explicando, minha querida.

- Gostaria de ouvir de você, sua versão e suas justificativas, os fatos escritos aqui são muito rasos comparados ao que os engloba e os motiva. 

- Acho muito cedo para algo tão íntimo, não? Não quero ir depressa, estamos no nosso primeiro encontro hoje, ainda nem nos beijamos.

Mais um riso, dessa vez bem estridente e com um tom irônico. Fui avisada sobre isso.

- Gosta do sarcasmo? Sabia que, para muitos, recorrer à esse método é uma forma de defesa? Sente-se intimidado comigo? Estou aqui apenas para ouvi-lo e ajudá-lo.

- Você ainda não conheceu meu "sarcasmo", meu bem.

Cruzei minhas pernas e o fiquei encarando, ele ria de sua última frase, isso era basicamente o que sabia fazer, exibir os dentes de prata. Porém me surpreendeu desta vez, parou do nada, ficou me olhando sério, e disse:

- Conte-me sobre você.

- Não é ético.

- Você mesma disse que preferia evitar formalidades, não se contradiga, é falta de profissionalismo.

- Sou uma psiquiatra que procura tratar você para conseguir bastante dinheiro.

- Você poderia ser modelo se quisesse dinheiro, mas não o fez, então não minta para mim.

- Faremos o seguinte então, contarei coisas minhas, se você contar algo seu.

- Feito.

Não acreditei que tinha sido tão fácil, arrancaria as informações dele rapidamente e teria um diagnóstico para conseguir achar o tratamento certo.

- Nasci em uma família complicada, tive muitas histórias infelizes na infância e cresci com bastante peso sobre mim, foi tudo um inferno. Quando fiz 20 me casei com uma namorada de adolescência, tive 2 filhos com ela. Trabalhava em uma fábrica de produtos químicos. O lugar faliu, e mesmo eu sendo formado em diversas áreas de química, física e biologia, me demitiram, fui obrigado a concordar com um roubo nessa mesma fábrica porque precisava sustentar minha família. Quando fui assaltar, Batman apareceu lá, e, na hora de me pegar, cai em um tanque químico. Dali para frente, o mundo todo sabe no que me tornei.

Fiquei extremamente tocada, já tinha ouvido tantas histórias de outros que tratei, mas a forma como ele a contou, eu sentia a dor daquilo e queria ajudá-lo ali mesmo. Já estava procurando em minha mente como tirar tudo isso dele.

- Pode me contar quais problemas sofreu na infância?

Tinha dúvidas sobre os filhos e o que houve com eles também, porém, precisava ir devagar. Infelizmente, ele não correspondeu nem à primeira pergunta, sabia contornar tudo muito bem.

- É sua vez agora, meu bem.

Contei para ele minha história, como me formei, o porquê do meu interesse em psiquiatria, só exclui a parte da morte de meu namorado. Não havia motivos para contar.

-  Então você gosta dos loucos?

- São todos interessantes.

- Me acha interessante?

- Se eu soubesse mais da sua história, com certeza acharia bem mais.

- Temos muitas sessões pela frente, Harleen.

- Sim, já essa, lamentavelmente, acabou, foi um prazer conversar com você, Coringa.

Ele apenas sorriu daquela forma intimidadora e eu saí.

Fui para casa atormentada, ele tinha um certo efeito sobre as pessoas. Entrei e fui direto para meu notebook, precisava pesquisar, saber como lidar com tudo aquilo, precisava de mais informações, o que aconteceu não foi uma sessão comum. Eu nunca senti pena dos meus pacientes, sempre fui bem fria na hora de lidar com os fatos, porém com ele foi diferente, eu quis abraçá-lo e, relembrando de toda história, ou melhor, do pequeno resumo que ele me deu, não foi algo digno disso -se comparado a tudo que já ouvi-. Isso me era algo preocupante, deveria tomar mais cuidado, pois como ele disse: temos muitas sessões pela frente.

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que gostem!!


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