História Daddy's Lil Monster - Capítulo 4


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Categorias Arlequina (Harley Quinn), Esquadrão Suicida, Jared Leto, Margot Robbie
Personagens Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Jared Leto, Margot Robbie, Personagens Originais
Tags Arlequina, Coringa, Esquadrão Suicida, Gangster, Harley Quinn And Joker, Romance
Exibições 126
Palavras 720
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Mudanças na rotina.


Eu estava mexida, minhas sessões com o Coringa estavam me fazendo esquecer meus próprios problemas e só focar nos dele. Passava cada vez mais atrás de métodos e perguntas que poderiam ajudá-lo a deixar para trás toda sua infelicidade. Em uma de nossas consultas, ele me contou a seguinte história:

- Meu pai bebia muito. Uma vez, eu estava com minha mãe esperando-o chegar em casa, como sempre fazia, mas dessa vez ele chegou mais alterado que o comum. Socou tanto ela, e ainda me obrigou a assistir tudo. No final, olhou para mim com um sorriso gigantesco, porém se frustrou com minha reação e começou a me perguntar: por que eu estava tão sério? Repetiu isso incontáveis vezes e...- Ele fez um pequena pausa, estava envergonhado por se abrir assim comigo, meu coração estava tão apertado, mas tão, que eu quase sai de minha cadeira, arranquei a camisa de força dele e o tirei daquele lugar, ele merecia viver, era tão injusto!- Começou a me bater, me bateu e só parou quando eu sorri para ele, pois era isso que queria, e desde ali dificilmente eu não rio de algo. 

Lembro que nessa sessão eu me obriguei a ser fria e completamente metódica, mas foi pura fachada e acho que ele percebeu.

Cheguei em minha sala hoje refletindo mais uma vez sobre tudo, dessa vez só vestia uma calça e uma blusa preta, junto com o salto e o cabelo em rabo de cavalo. Estava meio perdida pois consegui perder meus óculos. Coloquei meu jaleco e fui correndo para ver o Coringa. Ele estava dessa vez deitado no divã e eu me sentei ao lado dele. Olhava pela janela como se não percebesse que eu estava ali. Cansada do silêncio, perguntei:

- Podemos começar?

Ele não disse nada, continuou olhando pela janela, e depois de uns 3 minutos - que pareceram 30- indagou:

- Você nunca sentiu vontade de ser livre?

- Eu sou livre.

- Não você não é, é apenas como todos os outros, tristemente aprisionada na linda rotina.

- Cada um tem seu conceito de liberdade.

- E qual o seu?

- O poder de escolher, fazer minha vida ser aquilo que eu acho melhor. Sem ter a preocupação de alguma hora machucar alguém, sem nem ter noção disso, pois não sinto vontade.

- Então a sanidade é sinal de liberdade? - Mais uma risada- 

- Você mais que ninguém já deveria saber onde o contrário leva.

- Claro, Harleen. Você mais que ninguém está me ensinando isso.

Sorri, espontaneamente, não consegui me controlar, aquilo virou bem mais que uma tentativa de esquecer meu passado, ou ter meu nome respeitado novamente. Vê-lo bem estava se tornando meu grande objetivo.

- Eu trouxe um presente para você. Lembra quando me disse sobre seu pai ter matado todos os seus animais de estimação? Até seu gatinho Nino?

Tirei um gatinho de pelúcia do jaleco e o mostrei, ele logo me deu um sorriso maravilhado.

- Como você é atenciosa, eu adoro isso, meu bem.

Ele continuou rindo e eu ri da cena, ele era incrivelmente perigoso, mas ao mesmo tempo tão inocente!

- Agora vamos aos assuntos mais sérios, o que estava pensando quando entrei aqui?

- Sinto falta de ser livre, não me leve a mal, nossos momentos são os melhores de meus dias, mas eu não aguento mais isso. Já tenho certeza de que estou preparado, você me mostra isso.

- Olha, ainda não está na hora, precisaremos de mais tempo, os superiores ainda especulam que sejam anos.

- Você concorda com isso?

- Não, nem um pouco.

- Então acha que eu deveria ser solto?

- Você já se provou bem.

- Lembra do que me disse? Que a liberdade é poder escolher? Percebe como você, na verdade, não tem isso? É uma psiquiatra muito boa, porém não pode cuidar dos seus pacientes como quer, nem liberá-los quando sentir que deve. É uma pena.

Ele me olhava como se quisesse me fazer entender algo, mas eu estava fissurada demais nas palavras dele para entender, minha teoria caiu por terra.

- Então, Harleen, você quer ser livre?

- Como faço isso?- Disse, olhando nos olhos do palhaço.

Ele sorriu para mim, um sorriso que com certeza faria muitos tremerem, porém não tremi, apenas sorri de volta.

 


Notas Finais


Espero que gostem!


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