História Daddy's Lil Monster - Capítulo 9


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Categorias Arlequina (Harley Quinn), Batman, Esquadrão Suicida, Hera Venenosa, Ian Somerhalder, Jared Leto, Margot Robbie, Mulher Gato
Personagens Bruce Wayne (Batman), Coringa (Jack Napier), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Ian Somerhalder, Jared Leto, Margot Robbie, Pamela Lillian Isley / Poison Ivy (Hera Venenosa), Personagens Originais, Selina Kyle (Mulher-Gato)
Tags Arlequina, Coringa, Esquadrão Suicida, Gangster, Harley Quinn And Joker, Romance
Exibições 408
Palavras 1.316
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Visitante inesperado.


Mal acreditei no que li. O Coringa sentia algo por mim, e mesmo não expressando de uma forma exemplar, ele sentia. Afinal, o complexo é muito mais divertido, amores simples caem na rotina, são fáceis de enjoar.

Agora, o que nós tínhamos? Não sei responder, provavelmente a resposta mais coerente seria: nada. Fui apenas uma loira bonitinha que ele transou na boate, e, por fim, deixou um bilhete para ela, só para vê-la ter esperança, quando no fundo, só estava jogando. Ri comigo mesma, parecia bem típico, algo corriqueiro aos olhos de todos, entretanto aos meus havia mais por trás, nos conhecíamos bastante, eu sabia sobre sua vida de trás para frente, não é possível não haver um sentimento sequer da parte dele.  

No fundo, sentia medo nele, duvido muito já ter sido gostado por alguma pessoa depois de ter se tornado um psicopata. Coringa não era alguém para ser amado, muito menos para retribuir tal sentimento. Certamente, nem sabia como fazer, entretanto eu estava decidida a ensiná-lo, independentemente do tempo que levasse, poderia até me matar nessa brincadeira. Porém continuar minha vida presa no habitual, jamais, só a ideia já me era insuportável.

Fui tirada de meus pensamentos pelo barulho do interfone, corri para atendê-lo. - Claro, cheia de esperanças de ser ele.

- Quem fala?

- Um amigo.

- É bom especificar, bandidos falam a mesma coisa.

- Mas você não parece ter medo deles.

Em seguida o homem misterioso riu, só ai reconheci, era Macabro. Eu estava chateadinha com ele, sei que o Coringa era seu chefe, mas ele tinha me prometido ficar tudo bem naquela noite, e não ficou. Mesmo assim abri o portão, se eu não o fizesse, ele daria um jeito de entrar. Engraçado, todo mundo sabia onde era minha casa agora.

Ele bateu em minha porta e eu abri. Olhou meio envergonhado para mim, os olhos azuis fitando o chão, e disse:

- Sinto que lhe devo explicações.

- Por quê? Você não fez nada de errado, acabou tudo bem. Como você mesmo tinha dito que aconteceria. - Falei, sem vontade nenhuma de disfarçar minha ironia.

- Harleen, eu não sabia de nada, eu juro. Mal nos conhecemos, mas eu me simpatizei muito com você, não quero que tenha uma imagem errada sobre mim. 

- Você fazia parte de tudo, como não tinha nem ideia? 

- Seu namoradinho é imprevisível, ainda não percebeu? Ele tem as vontades e simplesmente as faz, você já deveria saber.

- Namoradinho?

- Fiquei sabendo da noite da boate. Você tá é brincando com fogo.

- Como...? - Percebi que iria começar uma discussão em pleno corredor, a qual eu odiaria deixar meus vizinhos sabendo, por motivos óbvios. - Entra, por favor.

- Tá maluca, e se o doido pôs câmeras aqui para te vigiar? Ele me mata.

- Ah, vira homem.

Ele entrou resmungando e olhando para todos os cantos da casa, parecia um bicho sendo caçado.

- Agora fala, como descobriu sobre ontem?

- Uns parceiros estavam lá e viram os pombinhos saindo de mãos dadas. Fiquei impressionado, achava você tão inteligente, mas vejo que já se envolveu.

- Claro que não! - Mentira, me envolvi sim, e para caralho. - Ontem só saímos daquele jeito porque ele ficou nervosinho, mas antes estava completamente indiferente a mim.

- E você estava a ele?- Sorriu sarcasticamente, já sabendo minha resposta.- Olha loirinha, eu gosto de você. E, como um amigo, peço para sair disso enquanto pode. Você não está se envolvendo com um carinha radical que vai fazer sua vida ser super animada e então viverão uma linda paixão, um conto de fadas. Droga, Harleen, você sabe tudo sobre malucos, já prevê onde acabam.

- Veio pedir desculpas, ou me dar um sermão? Eu não sou criança, sei me virar.

- Está agindo como uma, ele te deu um choque! - Macabro me olhou irritado, parecia estar prestes a abrir minha cabeça e tentar enfiar a sensatez.

- Já chega! Olha, eu desculpo você, acredito que não sabia. Mas, não pode entrar aqui e me dizer o que fazer, Macabro eu o amo.

Ele me olhou com uma expressão quase que de luto, parecia já enxergar minha morte.

- Sinto muito. Quando estiver atrás de juízo, pode vir falar comigo. - E se levantou indo em direção à porta.

- Não, volta aqui. Eu to sozinha nessa cidade, não vai embora, preciso de alguém para conversar.

- O que quer conversar? - Dei um pulo de felicidade e o puxei para o sofá, eu realmente precisava de um amigo.

- Como você entrou na gangue?

- Queridinha, está falando com um dos melhores atiradores existentes. Eu nem fiz teste para entrar não, fui só chamado.

- Tem teste para entrar? Como é?

- Existem vários, Coringa escolhe. Além de fazerem cerimonias de iniciação, o chefe adora isso.

- Ah, eu queria entrar para quadrilha.

- É, você realmente vai se dar muito bem. Ficou tremendo durante todo esquema da fuga e não tem uma habilidade em luta.

- Olha aqui, eu tenho várias, sabia que já fui uma ginasta destacada? Sei dar uns saltos.- Ele riu da minha tentativa de me vangloriar.

- Ficar quicando é extremamente importante durante um crime.- Riu mais alto ainda.

- Vai à merda.

- Agora uma coisa eu não discordo, você é bem maluca. Característica necessária para essa vida.- Sorriu para mim, e eu o olhei com cara de deboche. - Enfim, vim só fazer um descargo de consciência, agora eu preciso ir, estamos armando um roubo modesto no banco principal, hoje tem reunião.

- Onde? - Falei com inocência, porém só queria ir depois escondida no lugar.

- Boa tentativa. - Piscou para mim e saiu sem me dar tempo de fazer charme. 

Me emburrei com aquilo, queria dar um jeitinho de encontrar com o Coringa de novo. Pensei em seguir o carro, entretanto não daria certo, ele era inteligente demais para deixar isso acontecer. Fui atrás do meu celular, com a esperança de haver pelo menos uma mensagem. Nada, novamente.

Peguei o bilhete mais uma vez e o apertei contra meu peito, lembrei de cada cena da noite anterior, queria revivê-la por completo, repetiria tudo se pudesse, sem nenhuma dúvida.

Duas semanas depois:

Eu já havia tentado de tudo para encontrá-lo, saí quase todas as noites, mandei mensagens tanto para ele quanto para Macabro, pesquisei sobre possíveis crimes cometidos e os locais. Mas nada, Coringa me abandonou, simples assim, todas minhas expectativas haviam sido frustradas. Por ele ter memória curta, já tinha presumido o esquecimento por completo em relação a mim. E meu amigo fez o mesmo, na primeira semana achei que estava ocupado empenhando-se no roubo, porém vi no jornal a notícia dele já ter acontecido, agora não havia mais desculpas. 

Me sentia tão sozinha, Rachel havia saído comigo todas as noites, porém com ela eu não poderia ser sincera e conversar de verdade. Jamais a envolveria nessa confusão toda.

Fui dormir mais uma vez chorando, recebi vários telefones de minha amiga, mas não estava afim de nada, sabia que ela já tinha compreendido o fato de eu não estar bem, e estava tentando me animar. Preferi ficar sozinha, minha única vontade era ficar na cama. Lia o bilhete do desgraçado milhares de vezes por dia. Ele o tinha feito para isso mesmo, me fazer crer em um futuro para nós, me colocar em posição vulnerável, me fazer dependente dele. E, infelizmente, estava dando certo.

Sonhei com ele. Engraçado, dormia para esquecê-lo, mas só acabava lembrando mais, até meu cérebro me maltratava. Porém o sonho não foi romântico, ele tinha sido brutalmente assassinado. Acordei assustada, estava realmente abalada, minhas lágrimas escorriam descontroladamente, limpei-as na fina camisola de seda e sentei-me para respirar.

- Sonho ruim?- Gelei. Reconheci a voz rapidamente. Coringa estava sorrindo para mim, sentado na poltrona branca em frente à minha cama.

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que gostem!


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