História Daily Blog - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~Kiara_Tunner

Postado
Categorias Cameron Dallas, Magcon, Zendaya
Exibições 61
Palavras 1.333
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Leiam as notas finais, meu povo.

Capítulo 3 - Ultimato


— O que você quer? — inquiriu, deixando o tom elevar-se significativamente. Franzi o nariz diante de sua má educação, cruzando os braços rente ao corpo.

— Primeiro, Dallas, nunca mais aumente o tom de voz para mim novamente, posso fazer bem mais do que tirar uma foto comprometedora sua. — ralhei, deslizando as unhas pela minha clavícula, abrindo um sorriso sarcástico. — E voltando ao assunto; você irá me conceder dois favores. O primeiro, e o mais importante, será conversar com meu irmão, Noah. — comecei, abrindo mais meu sorriso ao ver a confusão estampada no rosto do garoto.

— Por que eu vou conversar com ele? — quis saber, confuso, e com ironia na voz.

Sem responder de imediato, sentei-me na fileira em frente a sua, mantendo distância dele. Passei a tamborilar os dedos pelo metal do banco, apoiando meu braço livre no joelho.

— Porque vocês eram melhores amigos. E eu quero que você enfie na cabeça dele o quanto ele está se afundando por culpa daquelas substâncias desprezíveis. — do minha vez de aumentar o tom de voz, deixando claro que Cameron não teria escolhas. O mesmo abriu a boca, prestes a dizer algo, mas fui mais hábil e ergui minha mão, pedindo silêncio. — Não quero desculpas, apenas faça o que lhe pedi. E quero resultados, Dallas. — foi impossível evitar a quantidade quase ácida de rispidez em minhas palavras.

Por breves segundos, senti minha cabeça latejar levemente. As memórias de meu irmão, antes de afundar-se nas drogas, estão invadindo minha mente sem pedir permissão. Épocas felizes, em que ele sorria e brincava comigo, me animando quando eu ficava triste com algo, e me apoiando quando precisava de sua ajuda. Mas agora era totalmente o inverso. Era eu quem encobria suas saídas, mesmo que não concordasse, para as ruas. Tudo porque eu não conseguia dizer não para a única figura de irmão que possuo, e porque tenho a esperança, mesmo que seja pouca, de que Noah irá perceber o quão ruim está ficando sua situação. Quase nunca fala com educação, quase nunca está em casa, quase nunca fala comigo.

— O que mais? — questionou, passando as mãos por entre os cabelos e abaixando a cabeça, nervoso.

Tombei a cabeça para o lado, divertindo-me em vê-lo tão desesperado por sigilo. É cômico que o garoto mais popular, e o mais confiante, esteja na palma da minha mão, assim como toda a popularidade que ele possui.

— Me fará uma entrevista exclusiva para o meu blog. E dirá tudo, tudo mesmo, que eu perguntar. — completei, deixando resquícios de deboche aparecerem em minha voz.

Ver a expressão aturdida de Dallas foi, no mínimo, satisfatório. Depois de ficar alguns minutos em silêncio, absorvendo minhas palavras, o garoto finalmente produziu uma reação. A primeira coisa que fez foi passar ambas as mãos com força no rosto, zangado, e depois começar a blasfemar alto o suficiente para que eu ouvisse. Em seguida, pouco importando-se com minha presença ali, levantou-se e acertou um soco no ar, quase indo de encontro ao chão pela força que o movimento exerceu.

— Por que você tem que aparecer do nada e tentar estragar minha vida? — perguntou, mais para si próprio, despejando a raiva em suas palavras. — Você é tão egoísta! — criticou, virando-se para mim. Seu rosto está avermelhado pela raiva, e seus cabelos bagunçados, quase piores que os meus quando acordo.

No instante que a palavra foi direcionada a mim e que ele me criticou, eu despejei tanta, ou até mais, raiva nas palavras que ele:

— Se ser egoísta é ser centrada demais em mim mesma e nas pessoas que amo para me incomodar com os outros, então sim, sou muito egoísta. — repliquei, apertando a ponta do meu nariz e suspirando, em busca de paciência. — E você deveria se analisar melhor antes de tentar apontar os defeitos de alguém, Dallas. Poderia listar vários seus. — ladrei, praticamente despejando sarcasmo e ironia nele.

O garoto então, sem mencionar mais nada, pegou a mochila neutra que se encontrava ao lado de seu corpo e se levantou sem aviso prévio. Respirei fundo e soltei meu corpo contra a cadeira vermelha desgastada.

Bom, dois dias já se haviam passado desde o caótico dia do ginásio e diferente do que esperava, nenhuma mudança havia ocorrido, o que de certo modo me frustrava.

— Haille, não me enche. — falei enquanto esmurrava a porta de meu armário. — Eu realmente não estou querendo saber o quanto seu novo vizinho é gato.

Vi a expressão de ânimo de Haille se desvanecer junto a seu sorriso, e rapidamente me senti culpada pela maneira que havia falado com a mesma.

— Qual é seu problema, Lenore? — a garota perguntou, ressentida, enquanto segurava um possível soluço, rapidamente vi a loira desaparecer perante a multidão de alunos apressados.

Revirei os olhos devido ao excesso de sentimentalismo de Haille, porém, ao invés de me afogar na imensidão de alunos e procurar a loira, eu simplesmente direcionei meu corpo até onde Cameron se encontrava.

Assim que avistei a cabeleira castanha bem próxima as salas de aula, passei a agir com a a cabeça quente. Parece que a raiva de não ter uma resposta por dias consecutivos, misturado com a culpa de ter descontado todo o estresse em Haille, conseguiu estourar a pouca paciência que eu tinha. E isso me fez descontar tudo em Cameron, tudo mesmo.

Puxei com força sua blusa, praticamente arrastando-o para longe de seus amigos e escutando seus protestos, mas preferi ignorar, abrindo a primeira porta que avistei e entrando ali.

Somente soltei sua blusa quando tranquei a porta, confirmando que ele não teria escolha a não ser responder as minhas perguntas.

— O que você quer? — a pergunta soou zangada, o que me fez trincar os dentes, controlando a vontade de lhe dar um chute naquele lugar.

— Quer mesmo se fazer de inocente, Dallas? — repliquei, mais irritada do que quando entrei ali. — Se quer jogar esse jogo, eu também posso. — retirei meu celular do bolso, ignorando sua expressão confusa e indo rapidamente para o blogger. — Sabe, já que não sabe do que estou falando, não tem porque eu guardar essa foto sua em um momento altamente romântico com Amber, por que não compartilhá-la em meu blog? — fiz-me de ingênua, mostrando a tela do celular para ele e com a postagem já pronta. — Só preciso clicar aqui. — passei o dedo sobre a tela, ameaçando publicar.

Vi a expressão de Cameron entrar em pânico, depois em medo, para no final, voltar para sua postura displicente.

— Estou me lembrando. — confessou, cruzando os braços e sentando-se em uma mesa escola.

Só agora reparei que entramos em uma sala de aula. Estava tão distraída e nervosa que não fiz questão de olhar ao redor, mas agora, enquanto me acalmo aos poucos, posso me sentar também, mas bem longe dele.

— Que bom, então deve saber que meu irmão ainda continua do mesmo jeito que estava antes, certo? — questionei, arqueando uma sobrancelha, ríspida.

— Eu não posso simplesmente me meter na vida dele, garota. Eu não falo com ele a meses, e vou aparecer do nada e tentar tirá-lo das drogas? Você escuta o que diz? — rebateu, irritado.

— Eu não me importo, não me interesso e não ligo para o quão estupido você pareça se começar a conversar com ele do nada. Eu quero ele fora desse mundo, Dallas, de preferência, antes que minha paciência acabe. E adivinha? Ela já acabou! — vociferei, estreitando os olhos em sua direção.

Me levantei da carteira em que estava sentada, puxando minha mochila para mais perto de meus ombros e encaminhando-me para a porta. Deixei minha mão na maçaneta, virando-me para ele e sibilando:

— Você tem trinta dias exatos. Entretanto, se eu não ver avanços pelo menos pequenos, eu vou diminuir esse prazo para um numero tão pequeno que você mal vai se dar conta de quando eu postar essa foto.

Bati a porta de mim com força, escutando o estrondo ecoar por todo o corredor vazio. Enquanto ajeitava a alça de minha mochila sobre o ombro, permitir-me sorrir satisfeita.

Já havia me resolvido com Cameron, faltava apenas Haille agora.


Notas Finais


Hello, amores! Finalmente, depois de um pequeno Hiatus, que sequer foi rotulado assim por mim e pela Ártica, estamos de volta. Tentaremos manter a postagem semanal, mas acredito que não acontecerá. Mesmo assim, saibam que nunca vamos desistir da fic.

E isso me faz lembrar: Obrigada pelos comentários e favoritos, amores! Estamos muito felizes com a boa recepção que essa fic esta tendo, tipo, muito mesmo.

Enfim, nós adoraríamos saber a opinião de todos sobre esse cap. E, como diz o ditado, se tem cinco minutos para ler, tem um pra comentar, certo?


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