História Daimon - Capítulo 6


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Dado a um acontecimento, tive que ocupar a cadeira do Incrédulo, espero que temporariamente, e por isso é notável a diferença que a atmosfera vai seguir para esses dois. Espero que tenha a mesma qualidade que ele tem.

Trilha sonora:
/watch?v=nDq6TstdEi8&t=4090s (cole depois de yotube.com)

Capítulo 6 - Rio Karie


    -Olha Bia! - aponta Ypi para um mapa ao lado de uma placa, na beira de uma ponte sobre um rio - acho que a gente está aqui nesse ponto né?

 

    O mapa mostra o trajeto do Rio Karie, e as regiões próximas do mesmo, desde o seu afluente perto de um antigo castelo a mais de trinta quilômetros acima, até a região onde o Karie quase torna-se um lago.

 

    -Quase lá, um pouco mais em cima - diz segurando a mão dele, erguendo até o ponto perto - por aqui.

 

    Quando eles tocaram as mãos, Ypi ficou um pouco vermelho, afastando um pouco a mão por reflexo.

 

-Onde você acha que a gente deve ir mesmo?

-Acho que a gente deveria procurar aquela fauno, antes que aconteça mais alguma coisa terrível, tipo se aquela mulher maluca vier atrás da gente de novo. O lugar mais provável que a nós possamos encontrar ela seja onde tenha uma floresta, ou bastante magia. E minha mãe costumava a contar para mim sobre uma ilha onde havia um homem meio louco que teria inventado todas as magias, e ela dizia que ficava afastado de qualquer vilarejo ou reino.

-Talvez nós devêssemos procurar sobre essa ilha em algum porto, perto de alguma praia, aqui no mapa tem uma a mais de cinquenta quilômetros descendo o rio.

-Só que cinquenta quilômetros é muito longe, e não temos comida ou abrigo…

-E que tal irmos para uma cidade? Lá talvez alguém saiba alguma coisa também.

-Tem uma a dez quilômetros daqui, e acho que lá nós vamos conseguir comida e água também. Excelente ideia Ypi!

-O-obriga-ado! - Então Ypi começa a correr para atravessar a ponte - Vamos Bia!

-Ei! Me espera!

 

Bia começa a correr, tentando acompanhar Ypi.

 

O sol está começando a se esconder atrás de uma camada cinza de nuvens, deixando tudo o que tem pouca cor no anonimato, e todas as cores fortes em destaque. O coração de ambos está sintonizado perfeitamente, diferente de seus passos, que marcam respectivamente a maneira impulsiva de uma, e seu jeito atrapalhado e carinhoso.

A madeira mostra as oscilações que os sentimentos de Ypi transmite, rangendo levemente a cada passo que ela se aproxima, sempre presente, mas nunca alto ou muito perceptível. O rio leva ao ar o cheiro umedecido de toda sua história, que começa a lutar contra os pequenos pingos de chuva de caem para selar a harmonia de tal cena…

 

O sorriso é varrido quando seus sentidos vêem uma figura com trajes brancos, os esperando no final da ponte, com sangue na região entre os rins e o diafragma, alternando o peso entre uma perna e outra a cada passo que ela dá.

No mesmo instante os dois desaceleram, trocando olhares entre si mesmos, e a figura, até que param um do lado do outro, assustados, já que o rio começa a ficar violento conforme aquilo se aproximava.

 

    -Ypi, acho que ele precisa de ajuda.

    -Não não não, ela volto-

    -É um homem Ypi, temos que ajudá-lo!!

 

    “Por que? Por que isso tem que acontecer? Não posso ter um momento com ela, e nem comigo mesmo…” Ypi manteve-se parado, vendo ela correr, sendo separados por gotas cada vez mais grossas de chuva, em um dia em que cada milisegundo transforma-se numa noite. Seus punhos estão cerrados, e ele olha para baixo, começando a tremer um pouco, pelo frio, pelo escuro.

 

    -YPII!

 

    Toda a realidade volta a seu estado, e o garoto se depara com Bia sendo apanhada pela mão da figura branca, tentando escapar, porém ele é forte demais para ela. Antes que ele tomasse um passo para afrontá-lo, ele sente uma pancada brusca na sua cabeça, o fazendo cair, e ter uma forte tontura quase desmaiando.

    Em suas costas há outra figura branca, com uma tonfa de madeira maciça no braço esquerdo, enquanto o direito agarra seu pescoço.

 

    -Parece que vamos arranjar uma grana com esses pivetes, o império paga bem quando esses filhas da puta estão saudáveis - exclama o homem da tonfa - mas acho que aquela garota ali vamos levar para o Velho Barão

    -NÃO! - berra Ypi - FAÇAM O QUE QUISEREM COMIGO, MAS NÃO TOQUEM NA BIA!

    -Senão? - questiona ironicamente o homem da tonfa

    -Senão eu, SENÃO eu… Eu… Eu vou usar meus poderes em vocês!

    -Que porra é essa? Um mágico? Será que chamamos a inquisição aqui?

    -Faz o seguinte Kon, se o moleque for poderoso mesmo e te derrotar a gente solta a menina, se ele perder, porque nós não matamos ela daí? - fala o homem atrás de Bia

    -Não vejo motivos para recusar! - diz Kon - Que tal moleque?

    -CAI DENTRO!

 

    Kon sorri e arrasta Ypi pelo pescoço até o final da ponte, passando por Bia, chegando até a margem do rio, até o nível onde daria perto da cintura de Ypi.

    

    -É aqui que vamos lutar? - diz Ypi em um murmúrio bufante.

    -Exato.

 

    Kon aperta o pescoço de Ypi, que resulta no garoto começar a ajoelhar-se, em dor e agonia por falta de ar, que é sucedido por um golpe de tonfa perto da cavidade glóbulo ocular, atingindo uma parte do nariz. Ypi começa a apresentar sinais de desmaio, começando a perder a estabilidade, tanto pelo golpe, quanto pela correnteza crescendo dentro do rio.

    Porém Kon o mantém em pé pelo pescoço, e dá um ataque horizontal com a ponta da tonfa do cotovelo, pegando a bochecha e a ponta do nariz.

 

    -COVARDE! VOCÊ FALOU QUE IRIA LUTAR CONTRA ELE! - diz Bia

    -Exatamente, se ele quiser ele me ataca, mas o moleque é fraco o suficiente para não aguentar uma porrada sequer - fala Kon de maneira alegre

 

    “Não tenho chance contra ele, eu mal consigo ficar de pé. Hypnos me ajude, antes que seja tarde demais. Só para que eu possa a proteger. Não por mim. Por ela. Faça por ela…”

 

Ypi desmaia antes que mais golpe seja dado, caindo para frente, em direção a Kon, que o solta, com um sorriso como se alguém tivesse contato a melhor piada do mundo, com olhos voltados para Bia, cerrando ainda mais a mão na tonfa.

Uma última força resultante de um ataque de adrenalina faz com que Ypi agarre a roupa perto do peitoral de Kon, e o faça cair junto com ele na água.

Quando ambos estão na água, todo a correnteza é interrompida, e o efeito de uma onda circular na água é gerado, similar a quando uma pedra é atirada em um lago em perfeito equilíbrio. Uma onda fraca, que anula todo o caos dentro do rio.

Ypi abre os olhos se vendo dentro de um local escuro, com todas luzes das estrelas do céu deformadas. Lá o silêncio reina. Uma presença amigável aparece em suas costas, e logo ele vê uma criatura similar a um homem com a face borrada, com roupas rasgadas, possuindo diversas cicatrizes, porém o maior detalhe está em seu antebraço. Que a pele em certos pontos sobra, e em outros é esticada, devido ao osso, que possui formato de tonfa, que aglomera com os ligamentos e tendões da mão, formando o que seria sua empunhadura, que não supera a pele.

 

-Voc-voc-vo-vo-você é Hypnos?

-Sou Onirus.

-Onde nós estamos, quem é você, como vie-

-Muitas perguntas Ypi. Mas basicamente eu sou um antigo amigo seu.

-E por que você tem essa forma?

-Isso se deve que eu não existo em forma física, aí eu tenho que pegar coisas emprestadas dos sonhos das pessoas para poder estar aqui.

    -E por que você quer me ajudar?

    -É que você queria achar seu irmão, aí eu vim te ajudar.

    -Irmão?

    -Outra hora eu te explico - diz Onirus apontando para as gotas recém formadas de chuva que começam a cair do meio do nada - você está se afogando, mas eu queria te dizer que algo grande está para acontecer, e quando aparecer algo para você, aceite na hora. Por agora, apenas vá salvar a Bia!

    -E o cara da tonfa?

    -Deixa que eu deixo ele dormindo, vai lá!!

 

    Ypi desperta já entorno da corrente violenta, a poucos metros de onde ele desmaiou, vendo o outro homem soltar Bia e pular no rio, ignorando os dois:

 

    -MINHAS MOEDAS!

 

    Com um pouco de dificuldade, Ypi consegue ir até a margem. Quando ele chega lá, ele tosse por causa da água em seus pulmões, e regurgita pequenas quantidades no rio.

 

    -Ypi, você conseguiu! - diz Bia, correndo para a margem e dando um apertado abraço nele - Achei que você não iria acordar mais, eu nunca fiquei tão preocupada assim na vida. Por favor, não faça mais isso, eu não quero perder mais ninguém!

    -Bia, enquanto eu estava inconsciente, um ser chamado Onirus veio conversar comigo, ele disse que eu tenho um irmão e que vai acontecer algo grande daqui a um tempo. Só que agora eu percebi o quão fraco eu sou.

    -Não diga isso!

    -Mas é verdade Bia, eu quase fiz você ser morta, e quase morri também. Eu não consegui dar um soco naquele cara, eu só apanhei, não acertei ele uma única vez. Eu preciso ficar mais forte, eu preciso te proteger.

    

    Bia dá outro abraço em Ypi, tentando sentir seu coração:

 

    -Por agora, vamos apenas procurar algum lugar para dormir…

 


Notas Finais


Um tanto curto, mas acho que tem seu brilho.


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